sábado, 3 de agosto de 2013

Sou contra o financiamento público das campanhas eleitorais

A Dilma está tentando justificar uma mudança na legislação eleitoral com base nas manifestações das ruas. Mas é ridículo ver que o que a Dilma está tentando emplacar de mudanças não tem nada a ver com o que as manifestação pediram. Na verdade, vão em sentido contrário. O que a Dilma está tentando é criar uma estrutura tal que torne praticamente impossível tirar o PT do governo. A meta do PT é criar uma ditadura falsamente baseada em eleições, algo muito parecido com o que já está ocorrendo na Venezuela.
Vejo pessoas muito bem intencionadas defendendo o financiamento público das campanhas eleitorais. E a justificativa, razoável, é que hoje as empresas usam seu poder financeiro para emplacar seus candidatos, que vão defender seus interesses. Mas a realidade dos fatos mostra que não é exatamente isso: se fosse, o Lula não teria sido eleito, certo?
Eu sempre fui contra porque mesmo hoje a maior parte do financiamento das campanhas é ilegal, pago com caixa 2 de empresas para caixas 2 dos partidos. Enfim, é um dinheiro que não é oficialmente doado. Se fosse proibida a doação privada, isso não mudaria nada esse fato: a coisa já é proibida hoje e acontece mesmo assim. O que mudaria se fosse proibida a doação privada e tivéssemos financiamento público é que mais dinheiro de impostos, que deveriam ir para educação, saúde e segurança, iria para os partidos. E não haveriam mais doações legais: essas doações são interessantes politicamente, para sabermos quem está apoiando um certo candidato, quais interesses ele representa.
Temos que fortalecer nossa democracia para que os partidos sejam de fato partidos, representantes de uma parcela da população que tenha uma certa linha de pensamento. Aí, em uma campanha, os partidos não seriam reféns das empresas: como acontece em outros países, os próprios filiados, pessoas físicas, bancariam boa parte das campanhas. Isso é ser democrático: os partidos tem que ter apoio de pessoas que realmente acreditam neles. Hoje, na verdade, os partidos não são sustentados por um grupo de pessoas, mas sustentam um grupo de políticos e seus cupinchas, uma inversão total do que deveria ocorrer.
Por fim, conhecendo as práticas do PT, que está fazendo um sem fim de ações para enfraquecer quaisquer linhas que não sejam a favor deles, é tenebroso imaginar a implantação de um financiamento exclusivamente público de campanha com eles no poder: basta uma canetada mudando regras de distribuição das verbas, como o PT acabou de fazer com as regras do fundo partidário, para acabar com quaisquer chances de alguém de oposição vencer uma eleição.
Em resumo, eu sou contra o financiamento público de campanha, porque acredito que é menos perigoso para o país termos empresas apoiando candidatos do que termos governos que controlam as eleições a favor de si mesmos.

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