sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Eu tenho um sonho

O sonho de Martin Luther King

Não há pessoa que seja mais reconhecida com um grande idealista de um mundo melhor que Martin Luther King. Um homem negro em uma era de grande racismo nos EUA, país que até hoje é profundamente racista e dividido. Há 50 anos ele fez um discurso histórico: "eu tenho um sonho". Abaixo um trecho desse discurso.


Marthin Luther King em seu mais famoso discurso
Digo hoje a vocês, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho de que um dia esta nação vai se levantar e viver o verdadeiro significado de sua crença: 'Consideramos essas verdades auto-evidentes: que todos os homens são criados iguais'. Eu tenho um sonho de que um dia, nas montanhas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos donos de escravos serão capazes de sentarem-se juntos à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho de que meus quatro filhos um dia viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter (...). Quando permitirmos que a liberdade ecoe, quando permitirmos que ela ecoe em cada vila e cada aldeia, em cada estado e cada cidade, seremos capazes de avançar rumo ao dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar as mãos e cantar as palavras da velha cantiga negra, 'Enfim livres! Enfim livres! Graças a Deus Todo-Poderoso, enfim estamos livres!'."
(Eu Tenho Um Sonho, Washington, 28 de agosto de 1963)

É muito interessante ver que esse novo "Martinho Lutero" tinha uma visão muito diferente dos racistas do movimento negro. Ele não queria a diferença, a discriminação (positiva ou negativa, é tudo igual). O discurso não fala em cotas. Ele não pregava o ódio e o orgulho de uma cor ou credo. Ele sonhava com a igualdade entre pessoas que somos, iguais em defeitos e virtudes.
Eu compartilho com o sonho desse "rei". Que as pessoas entendam, de uma vez por todas, que ser negro, branco, pobre, rico, gordo, magro, não faz ninguém melhor ou pior. E que valorizem a real humanidade.

PS.  Em 2015 foi lançado o filme Selma, que mostra como Martin atuava na sua luta, de forma pacífica, mas muito inteligente, sem ser nada inocente ou ingênuo. Ele, sem dúvida, foi um cara muito especial, que merecia ser o grande exemplo de todos os movimentos sociais de hoje!

Veja também:
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- O racismo e o movimento negro
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