Inflação nos últimos meses, muito acima da meta.
PIB da indústria nos últimos dois meses, diminuiu.
E a Dilma ainda diz que vai tirar o Henrique Meireles, para assumir com mão de ferros os juros no Brasil. Para o mercado ficar ainda mais preocupado.
Meus caros dois leitores: só nos resta orar!
A verdade tem que ser dita, sem medo de polêmicas. Tentando discutir as coisas com profundidade, sem me preocupar em ser politicamente correto.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
ENEM e a incompetência do PT - parte II
O caso ENEM 2010 (não é incrível, teve um caso ENEM 2009 também!) é assustador, não apenas pela falha, mas pela reação absurda do governo. É um desastre, como classifica a OAB (veja aqui). Como diria um estudante que fez a prova no seu twitter:

A verdade é que, enquanto o Lula insiste em dizer que o ENEM foi um sucesso, milhares de jovens foram prejudicadas. Pessoas que podem perder oportunidades importantes na vida graças ao INEPto. A resposta do MEC é ameçar os alunos, usando uma terminologia de gangue de rua, nada condizente com o Ministério da EDUCAÇÃO : vejam o que o MEC publicou em sua página:
Como é que alguém que representa um ministério da república fala desta forma? Quem escreveu isso? Que eu saiba, é proibido contratar menores de 14 anos, ainda mais em ministérios...
E assim o governo Lula vai naufragando antes do final e deixando-nos em maus lençóis. Pior ainda, em maus lençóis e com a Dilma: eca! Essa nem o PiqueT consegue encarar!
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
A mentira do PT tem perna curta
Há 20 dias atrás, neste blog, indiquei o absurdo que foi a manipulação pelo SBT do caso "bolinha de papel" (veja aqui). A verdade, agora, aparece com um valor de R$ 2,5 bi, liberados para o banco Panamericano, do grupo do Silvio Santos. Não há mais como esconder, agora está claro porque o SBT manipulou de forma criminosa aquele incidente, que se não tivesse sido falsificado pelo SBT, poderia ter invertido os resultados das eleições.
É, essa deixou até meu amigo PiqueT envergonhado. Ele nunca mais vai ter coragem de dizer que a mídia é comprada pelo PSDB. "Nunca na história desse país" ouve uma compra tão declarada de mídia, com uma manipulação tão escandalosa e tão impactante para a eleição. Depois disso, o tão decantado pelos PTistas caso da manipulação do debate LuLLa X CoLLor vai parecer brincadeira de criança. Ainda mais porque, LuLLa e CoLLor, agora, estão do mesmo lado...
É, essa deixou até meu amigo PiqueT envergonhado. Ele nunca mais vai ter coragem de dizer que a mídia é comprada pelo PSDB. "Nunca na história desse país" ouve uma compra tão declarada de mídia, com uma manipulação tão escandalosa e tão impactante para a eleição. Depois disso, o tão decantado pelos PTistas caso da manipulação do debate LuLLa X CoLLor vai parecer brincadeira de criança. Ainda mais porque, LuLLa e CoLLor, agora, estão do mesmo lado...
"O cara" se ferrou... E o Brasil foi junto
A última campanha usou muito o fato que o Obama falou que o Lula é "o cara". E que isso é um indício que o Brasil está crescendo em importância no mundo. Mas um presidente tem que ser inteligente e ver o que está nas entrelinhas: política internacional não é para amadores nem para pregadores do comunismo.
O governo está fazendo muita coisa para conseguir entrar no conselho de segurança da ONU. E achou que ser "o cara" era a prova que os EUA os apoiariam. Só esqueceu que o Brasil foi contra os interesses dos EUA ao se associar o Irã e apoiar a Venezuela, governos claramente anti-americanos.
Deu no que deu, né? O Obama vai apoiar a Índia, país do terceiro mundo mas muito mais alinhado aos interesses americanos. Não que eu defenda um alinhamento aos EUA, mas precisamos deixar de ser idiotas e entender que um presidente falar que o Lula é "o cara", pode ser simplesmente um elogio vazio a alguém que precisa de elogios... Precisamos muito mais que um elogio ao nosso presidente para virarmos um país realmente importante no mundo.
O governo está fazendo muita coisa para conseguir entrar no conselho de segurança da ONU. E achou que ser "o cara" era a prova que os EUA os apoiariam. Só esqueceu que o Brasil foi contra os interesses dos EUA ao se associar o Irã e apoiar a Venezuela, governos claramente anti-americanos.
Deu no que deu, né? O Obama vai apoiar a Índia, país do terceiro mundo mas muito mais alinhado aos interesses americanos. Não que eu defenda um alinhamento aos EUA, mas precisamos deixar de ser idiotas e entender que um presidente falar que o Lula é "o cara", pode ser simplesmente um elogio vazio a alguém que precisa de elogios... Precisamos muito mais que um elogio ao nosso presidente para virarmos um país realmente importante no mundo.
Pensando no futuro do Brasil - II
Eu já falei, no post de alguns dias atrás (clique aqui para ler) que precisamos começar a discutir, com seriedade, sem populismo e pensando no futuro em não apenas em nós mesmo, a previdência social.
Hoje quero falar sobre o tipo de país que queremos. O Brasil tem tido uma diminuição da industrialização, clara e a cada dia mais crítica. A participação da indústria na produção nacional (PIB) vem diminuindo ano após ano. E isso passou a se tornar mais crítico nos últimos anos, com o crescimento da China - que compra mais commodities agrícolas e mineirais do Brasil - e compete de forma injusta com nossa indústria, no mercado externo e interno.
A verdade é que, durante a ditadura militar, existia uma política de estado - mais do que de um governo específico - de "substituição de importações", incentivando de várias formas a produzir internamente o que antes se importava. Mas na nova fase democrática, os governos nunca tiveram ações muito fortes de valorização do nosso parque industrial. Mas veio a hiper-inflação, depois o Collor abrindo o mercado às importações de forma intempestiva e seguiram-se governos sem foco na indústria.
Agora, a coisa está ficando crítica. Com o dolar no valor baixo atual, com o Brasil crescendo muito o consumo e com o PIB industrial brasileiro diminuindo (veja essa matéria), o que acontece é que precisamos importar mais para atender esse consumo. E chegamos a um resultado que não tinha acontecido "nunca antes na história do Brasil": estamos ajudando os EUA a sair da crise, e nos colocando em uma, ao comprar mais deles do que vendendo (confirme nesta matéria).
Um país só cresce quando produz coisas de maior valor agregado. A Europa e o Japão são ricos e não exportam ferro ou alimentos: exportam principalmente produtos industriais de alto valor. É hora da sociedade brasileira pensar no que quer ser no futuro e pressionar os governos para ações que nos ajudem a chegar lá.
Hoje quero falar sobre o tipo de país que queremos. O Brasil tem tido uma diminuição da industrialização, clara e a cada dia mais crítica. A participação da indústria na produção nacional (PIB) vem diminuindo ano após ano. E isso passou a se tornar mais crítico nos últimos anos, com o crescimento da China - que compra mais commodities agrícolas e mineirais do Brasil - e compete de forma injusta com nossa indústria, no mercado externo e interno.
A verdade é que, durante a ditadura militar, existia uma política de estado - mais do que de um governo específico - de "substituição de importações", incentivando de várias formas a produzir internamente o que antes se importava. Mas na nova fase democrática, os governos nunca tiveram ações muito fortes de valorização do nosso parque industrial. Mas veio a hiper-inflação, depois o Collor abrindo o mercado às importações de forma intempestiva e seguiram-se governos sem foco na indústria.
Agora, a coisa está ficando crítica. Com o dolar no valor baixo atual, com o Brasil crescendo muito o consumo e com o PIB industrial brasileiro diminuindo (veja essa matéria), o que acontece é que precisamos importar mais para atender esse consumo. E chegamos a um resultado que não tinha acontecido "nunca antes na história do Brasil": estamos ajudando os EUA a sair da crise, e nos colocando em uma, ao comprar mais deles do que vendendo (confirme nesta matéria).
Um país só cresce quando produz coisas de maior valor agregado. A Europa e o Japão são ricos e não exportam ferro ou alimentos: exportam principalmente produtos industriais de alto valor. É hora da sociedade brasileira pensar no que quer ser no futuro e pressionar os governos para ações que nos ajudem a chegar lá.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Quem não tem competência, se estabelece no governo PT
Eu tenho um grande amigo, uma grande cabeça em todos os sentidos :-D Com ele aprendi muito, e sempre tivemos grandes conversas, muito inteligentes e profundas sobre tudo da vida. Em especial, sobre política. Seu nome é fácil, é de um grande corredor brasileiro: vou chamá-lo aqui de PiqueT. A foto dele está abaixo.
Eu sempre questionei a competência técnica dos políticos ligados ao PT. E o PiqueT sempre me respondeu, que não vale nada competência técnica sem vontade política. Eu sempre achei o contrário: não adianta boa vontade, se não há competência técnica. E a cada dia percebo mais que eu não estava errado.
A idéia de transformar o ENEM em um vestibular único nacional foi uma boa idéia. Já disse, inclusive no exterior, que essa é uma das poucas boas idéias que vi nascer no governo Lula. Mas não há boas idéias que vinguem sem boa competência.
O ministro Haddad tem boa formação, é só olhar seu curriculo. Fernando Haddad é bacharel em direito, mestre em economia (estudando o sistema soviético) e doutor em filosofia (estudando Marx) (wikipedia). O curriculo já diz por si, ele é um bom estudioso do marxismo, mas não sabe nada de gestão. O que ele foi fazer no ministério da Educação? Depois do escândalo de vazamento de provas no ano passado, se o Lula tivesse um mínimo de decência e compromisso com o país o tinha demitido. Mas o manteve. Um profissional sério, depois de um grande erro, faz tudo com o máximo de atenção para não repetir o erro e apagar a má impressão. Mas os problemas no ENEM neste ano se repetiram e podem prejudicar milhões de jovens. Por que o Lula não demite de vez esse incompetente? Porque o Lula, como o Haddad, não é uma pessoa com formação em gestão, não sabe o que significa alguém ser "accountable" e prefere jogar o jogo, não aceito em empresas sérias, de empurrar a culpa para os outros.
É, PiqueT, me desculpe mas eu tinha razão: competência é fundamental. Como diria minha avó, de "boas intenções, o inferno tá cheio". E o PT também!
Eu sempre questionei a competência técnica dos políticos ligados ao PT. E o PiqueT sempre me respondeu, que não vale nada competência técnica sem vontade política. Eu sempre achei o contrário: não adianta boa vontade, se não há competência técnica. E a cada dia percebo mais que eu não estava errado.
A idéia de transformar o ENEM em um vestibular único nacional foi uma boa idéia. Já disse, inclusive no exterior, que essa é uma das poucas boas idéias que vi nascer no governo Lula. Mas não há boas idéias que vinguem sem boa competência.
O ministro Haddad tem boa formação, é só olhar seu curriculo. Fernando Haddad é bacharel em direito, mestre em economia (estudando o sistema soviético) e doutor em filosofia (estudando Marx) (wikipedia). O curriculo já diz por si, ele é um bom estudioso do marxismo, mas não sabe nada de gestão. O que ele foi fazer no ministério da Educação? Depois do escândalo de vazamento de provas no ano passado, se o Lula tivesse um mínimo de decência e compromisso com o país o tinha demitido. Mas o manteve. Um profissional sério, depois de um grande erro, faz tudo com o máximo de atenção para não repetir o erro e apagar a má impressão. Mas os problemas no ENEM neste ano se repetiram e podem prejudicar milhões de jovens. Por que o Lula não demite de vez esse incompetente? Porque o Lula, como o Haddad, não é uma pessoa com formação em gestão, não sabe o que significa alguém ser "accountable" e prefere jogar o jogo, não aceito em empresas sérias, de empurrar a culpa para os outros.
É, PiqueT, me desculpe mas eu tinha razão: competência é fundamental. Como diria minha avó, de "boas intenções, o inferno tá cheio". E o PT também!
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Precisamos pensar no futuro do Brasil
Os governos têm 4 anos. E, infelizmente, pautam toda a estratégia e planos para esses 4 anos. Pois sabem que, se não derem bons resultados nesse curto espaço de tempo, não elegerão seu sucessor. Isso se deve a uma população que não entende que e política e não pensa no Brasil no longo prazo. Não se pode culpar apenas os governantes: eles fazem o que o povo quer e, se o povo não se preocupa com o futuro, porque é que eles vão se preocupar? Ainda mais sabendo que muitas ações para melhorar o futuro significariam piorar o presente...
Veja o grande embate das últimas eleições. De um lado foi posto o governo FHC, colocado como um governo de crise e recessões: na verdade, foi um governo que economizou e que conseguiu sanear as finanças públicas como "nunca havia acontecido na história desse país". Do outro lado o governo Lula, irresponsável financeiramente, mas que, com uma gastança pontual, criou uma ilusão de crescimento. As urnas mostraram que o povo preferiu um governo que se endividou no cheque especial do que um governo que guardou na poupança, pensando no futuro.
Muito me decepcionaram os grandes movimentos contra a mudança nas aposentadorias na França. O povo lá é culto, estudado e politizado. Eles sabem que o país está envelhecendo e que não há como manter os direitos como estão agora. A cada dia a França terá menos trabalhadores e mais aposentados: não há como manter os direitos de antes, para uma realidade diferente.
O Brasil ainda não está tão envelhecido como a França. Mas é só analisar o perfil da nossa população para entender que agora é o momento de aproveitarmos que ainda somos um país jovem para economizar e pensar no futuro. Pois em 40 anos seremos um país bem envelhecido. E se não tivemos governos com coragem de enfrentar as mudanças na previdência e uma população com uma altivez de pensar nos filhos e netos, e não apenas em si, o país ficará insolvente. O gráfico da página abaixo motra essa situação muito bem: em 1980 éramos um país de jovens, hoje pela primeira vez temos mais trabalhadores ativos do que dependentes (crianças e aposentados) e em 2050 seremos um país de aposentados... Ou aproveitamos este momento atual para desenvolver o país e fazer caixa para esse futuro não muito longíquo ou quem irá sofrer são nossos filhos e netos, vivendo em um país quebrado e sem possibilidade de dar um mínimo aos seus aposentados.
O perfil da população brasileira ao longo dos anos
Países que cresceram aproveitando o novo perfil da população
Veja o grande embate das últimas eleições. De um lado foi posto o governo FHC, colocado como um governo de crise e recessões: na verdade, foi um governo que economizou e que conseguiu sanear as finanças públicas como "nunca havia acontecido na história desse país". Do outro lado o governo Lula, irresponsável financeiramente, mas que, com uma gastança pontual, criou uma ilusão de crescimento. As urnas mostraram que o povo preferiu um governo que se endividou no cheque especial do que um governo que guardou na poupança, pensando no futuro.
Muito me decepcionaram os grandes movimentos contra a mudança nas aposentadorias na França. O povo lá é culto, estudado e politizado. Eles sabem que o país está envelhecendo e que não há como manter os direitos como estão agora. A cada dia a França terá menos trabalhadores e mais aposentados: não há como manter os direitos de antes, para uma realidade diferente.
O Brasil ainda não está tão envelhecido como a França. Mas é só analisar o perfil da nossa população para entender que agora é o momento de aproveitarmos que ainda somos um país jovem para economizar e pensar no futuro. Pois em 40 anos seremos um país bem envelhecido. E se não tivemos governos com coragem de enfrentar as mudanças na previdência e uma população com uma altivez de pensar nos filhos e netos, e não apenas em si, o país ficará insolvente. O gráfico da página abaixo motra essa situação muito bem: em 1980 éramos um país de jovens, hoje pela primeira vez temos mais trabalhadores ativos do que dependentes (crianças e aposentados) e em 2050 seremos um país de aposentados... Ou aproveitamos este momento atual para desenvolver o país e fazer caixa para esse futuro não muito longíquo ou quem irá sofrer são nossos filhos e netos, vivendo em um país quebrado e sem possibilidade de dar um mínimo aos seus aposentados.
O perfil da população brasileira ao longo dos anos
Países que cresceram aproveitando o novo perfil da população
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