Hoje é dia 12 de junho: dia dos namorados. Que belo dia!
Ainda outro dia ouvi, estupefato, uma jovem dizer que não se permite apaixonar: que quando começa a ficar muitas vezes com um mesmo menino, dá um tempo, "pega" outros, para que a coisa continue sempre morna. Quanta covardia! Falar isso é o mesmo que dizer que como a vida não é fácil, o melhor mesmo é nem nascer. Mas já falei sobre isso neste post.
Tudo na vida tem dois lados, e faz parte do bom senso humano entender que certamente teremos momentos difíceis, mas que os momentos felizes farão tudo valer a pena.
Deixa eu esclarecer um ponto aqui: estou falando de amor. E amor, lógico, tem a ver com sexo. Mas amor não é sexo, é muito mais e muito melhor que isso. Ficar com alguém em uma festa e na noite seguinte é desejo, não é amor! É pena perceber que os jovens estão a cada dia mais perdendo a noção da - grande - diferença entre os dois (vide este post).
Fui pensar em uma música que significa amor para mim e não tinha como ser outra: a música mais linda que eu aprendi com meu avô, uma música doce, simples, singela. E fui buscar a versão mais marcante que eu tive dela, quando crianças, como eu era na época, a cantavam em uma propoganda: a lembrança de Carinhoso e da Chambourcy está abaixo.
Fui perdidamente apaixonado pela minha primeira namorada, quando tinha 17 anos. Na época não tinha e-mail: e eu mandava duas cartas (aquela com selos, sabe?) por semana, cheias de poesias para ela. Mas, embora romântico, eu era uma besta quadrada e ela não aguentou aquele menino imaturo: doeu muito perceber que a cada dia ela se afastava mais de mim, até o dia em que ela desistiu. Mas o que eu me lembro até hoje é de como eu era inocentemente romântico e como fui feliz escrevendo aquelas cartas.
Minha segunda namorada também foi algo marcante. Era uma grande paixão, era uma menina linda e muito sensível e me ajudou muito em um momento de grande drama pessoal. Quando desmanchei, chorei por exatas 24hs, sem nem mesmo dormir. Mas o que me lembro hoje são os momentos de paixão que curtirmos juntos. E valeu demais! Se eu estivesse novamente lá, há 19 anos atrás, começaria tudo de novo!
Isso também vale com minha terceira namorada: em homenagem a ela enchi sua rua de placas de declaração de amor. Foi lindo, foi idiota, foi inesquecível.
E com minha quarta namorada, bom, aí eu precisaria de uns 50 posts para falar tudo: começarmos em 92 e cá estamos em 2012 juntos, agora com nossas "pequenas obras" nos acompanhando diariamente. Passamos grandes momentos, fizemos loucuras, nos afastamos meses por questões profissionais, mas nos falando diariamente (viva o skype!), tivemos vários entreveros e momentos inesquecíveis: e, lógico, valeu e vale muito a pena. Juntos descobrimos qual o lugar tem o melhor spagueti a carbonara, onde tem o mais saboroso chocolato, onde fica a uva mais doce e o queijo mais cremoso, como conservar queijos sem ter geladeiras, como eu odeio o frio e como ainda somos crianças. Juntos fizemos tours pela Rio-Santos e por tantos outros caminhos ao redor do Brasil e nos apaixonamos por Gramado. Construímos muito juntos e hoje posso afirmar, categoricamente, que não somos mais eu e ela: ela tem uns 25% do meu pragmatismo e eu uns 25% de seu jeito mais ponderado, pensativo.
Amar é entender isso: nenhum amor será simples, nenhum amor será fácil e muitos amores se acabarão. Mas amar sempre vale a pena. É para isso que viemos ao mundo, para amar e ser amados. E se levarmos um pé-no-traseiro, não seremos os únicos, e será delicioso lembrar que realmente achávamos que aquela menina nos amava incondicionalmente e perceber o quanto fomos idiotas. É delicioso perceber que somos e sempre seremos idiotas. E é mais delicioso ainda perceber que podemos ser muito felizes sendo bobos, inocentes e amando, contundentemente. Se acabar, ok, foi bom enquanto durou.
Feliz dia dos namorados para minha namorada de 20 anos e para todos os homens e mulheres que não tem medo de viver! Amem, amem muito, amem sempre! E se der errado, era o amor errado: continuem procurando! Só essa procura valerá sempre muito a pena!
Veja também
Ame e dê vexame
O amor não pode ser complicado
Não fuja da dor
Amor e sexo
A verdade tem que ser dita, sem medo de polêmicas. Tentando discutir as coisas com profundidade, sem me preocupar em ser politicamente correto.
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
sábado, 11 de junho de 2011
Ame e dê vexame
Pois é, amanhã é dia 12, dia dos namorados. Mas como estarei literalmente voando, estou adiantando aqui um post em homenagem a essa data. O próximo post também é sobre o dia 12, pois esse dia não é só dia dos namorados. Mas vamos com um tema de cada vez, para não confundir tudo...
Peguei emprestado o título do famoso livro do Roberto Freire, porque é uma frase que diz tudo:
Ame e dê vexame.
A vida, meus caros, só vale a pena com amor. É o amor que faz com que nossa vida seja mais que uma sequencia insossa de dias.
Não tenha medo de amar, de se apaixonar, com toda a sua vontade e sua estupidez. Sim, porque apaixonados são, sempre, estúpidos. Mas, mais estúpido ainda, é quem tem medo de se apaixonar. Porque, afinal, só existimos para amar.
Ame muito, ame insensatamente. Não ame "porque": a gente não ama alguém porque ela é linda, ou sexy, ou inteligente, ou (pior ainda) rica. O amor de verdade é "apesar": a amo porque a amo, e ela pode ter todos os defeitos do mundo, ainda vou amá-la. Porque o amor não tem motivos, nem explicação. Simplesmente é.
Ao final de um amor, porque muitos amores, infelizmente, acabam, você vai ficar triste. Muito triste. Talvez chorar. Talvez se deprimir. É, o amor faz isso conosco. Mas algum tempo depois, você vai olhar com muito prazer para aquele belo momento louco, onde você fazia tudo e mais um pouco, só para ver seu amor feliz. São memórias de paixões avassaladoras que nos dão, no futuro, a certeza que nossa vida valeu a pena.
Não se preocupe em ser ridículo, em ficar fazendo nhemnhemnhem para sua amada, em dar flores, em fazer poemas bobos: tudo isso vale a pena e mais um pouco. Uma vida é a coleção de momentos felizes, e essas lembranças vão ficar para sempre com você. Muitas vezes é delicioso ser brega...
Não tenha medo, vá lá. Se o cara é um cafajeste, não espere que ele não lhe traia: não será diferente com você. Mas mesmo assim, no pequeno momento em que você estiver com ele, valerá a pena. Se ela é casada, velha, feia ou pobre, isso pouco importa. Se você se interessou por ele ou ela, tanto faz. O que importa é o amor. Ame e dê vexame, meu caro!
E não se esqueça que a paixão que você nunca pode perder é a paixão pela SUA VIDA. Esta moça, única e absoluta, merece, sempre, todo o carinho e atenção de você. Ela é incrível, um verdadeiro milagre. E ninguém, ninguém mesmo, poderá amá-la tanto quando você. Ninguém ama outros de verdade se não amar a si mesmo. Você também merece se dar flores (eu prefiro chocolate), se dar viagens, se dar um tempo sem nada fazer embaixo do cobertor. Se dar um livro, se dar um momento. Se estiver sozinho, desligue essa web, desligue seu celular, desligue a TV e curta você: pense em quanto você é especial! Abra um vinho, ou faça um chocolate quente, e o deguste devagar, curtindo esse pequeno prazer com você mesmo. Porque momentos deliciosos se consegue com coisas muito simples... Se estiver sozinho, aproveite, se ame e se conheça. Mas, depois, vá para a rua e ache alguém para amar e dar vexame, porque, como diria o Erasmo Carlos "antes mal acompanhado do que só" (vide aqui).
Peguei emprestado o título do famoso livro do Roberto Freire, porque é uma frase que diz tudo:
Ame e dê vexame.
A vida, meus caros, só vale a pena com amor. É o amor que faz com que nossa vida seja mais que uma sequencia insossa de dias.
Não tenha medo de amar, de se apaixonar, com toda a sua vontade e sua estupidez. Sim, porque apaixonados são, sempre, estúpidos. Mas, mais estúpido ainda, é quem tem medo de se apaixonar. Porque, afinal, só existimos para amar.
Ame muito, ame insensatamente. Não ame "porque": a gente não ama alguém porque ela é linda, ou sexy, ou inteligente, ou (pior ainda) rica. O amor de verdade é "apesar": a amo porque a amo, e ela pode ter todos os defeitos do mundo, ainda vou amá-la. Porque o amor não tem motivos, nem explicação. Simplesmente é.
Ao final de um amor, porque muitos amores, infelizmente, acabam, você vai ficar triste. Muito triste. Talvez chorar. Talvez se deprimir. É, o amor faz isso conosco. Mas algum tempo depois, você vai olhar com muito prazer para aquele belo momento louco, onde você fazia tudo e mais um pouco, só para ver seu amor feliz. São memórias de paixões avassaladoras que nos dão, no futuro, a certeza que nossa vida valeu a pena.
Não se preocupe em ser ridículo, em ficar fazendo nhemnhemnhem para sua amada, em dar flores, em fazer poemas bobos: tudo isso vale a pena e mais um pouco. Uma vida é a coleção de momentos felizes, e essas lembranças vão ficar para sempre com você. Muitas vezes é delicioso ser brega...
Não tenha medo, vá lá. Se o cara é um cafajeste, não espere que ele não lhe traia: não será diferente com você. Mas mesmo assim, no pequeno momento em que você estiver com ele, valerá a pena. Se ela é casada, velha, feia ou pobre, isso pouco importa. Se você se interessou por ele ou ela, tanto faz. O que importa é o amor. Ame e dê vexame, meu caro!
E não se esqueça que a paixão que você nunca pode perder é a paixão pela SUA VIDA. Esta moça, única e absoluta, merece, sempre, todo o carinho e atenção de você. Ela é incrível, um verdadeiro milagre. E ninguém, ninguém mesmo, poderá amá-la tanto quando você. Ninguém ama outros de verdade se não amar a si mesmo. Você também merece se dar flores (eu prefiro chocolate), se dar viagens, se dar um tempo sem nada fazer embaixo do cobertor. Se dar um livro, se dar um momento. Se estiver sozinho, desligue essa web, desligue seu celular, desligue a TV e curta você: pense em quanto você é especial! Abra um vinho, ou faça um chocolate quente, e o deguste devagar, curtindo esse pequeno prazer com você mesmo. Porque momentos deliciosos se consegue com coisas muito simples... Se estiver sozinho, aproveite, se ame e se conheça. Mas, depois, vá para a rua e ache alguém para amar e dar vexame, porque, como diria o Erasmo Carlos "antes mal acompanhado do que só" (vide aqui).
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