terça-feira, 16 de agosto de 2011

Uma elite intelectual idiota

O Brasil saiu há menos de duas décadas de uma ditadura militar de outras duas décadas. E na ditadura, como o apelo dos militares era ufanista, nacionalista, na linha "Brasil: ame-o ou deixe-o" os opositores se acostumaram a desmerecer nosso sentindo cívico, visto como algo "da ditadura". Nada mais sem nexo. Tinha gente que torcia contra o Brasil nas copas e que era contra até cantar o Hino Nacional. Quanta asneira...
O pior é que esse povo virou a "elite intelectual" do Brasil. Alguns estão nas altas cúpulas do governo! E até hoje carregam o ranso da era militar. Até hoje renegam o civismo e o amor a pátria. É triste isso, deprimente! Porque um povo que não ama o seu país, acha razoável roubá-lo, pois não é algo seu. Por trás de um sentimento nacional de falta de amor ao Brasil, nasce toda a corrupção e a aceitação do povo à essa prática. Todos querem praticar a "lei de Gerson", onde o importante é levar vantagem em tudo, sem pensar no nosso compromisso como nação e como brasileiros.
A idiotice da pretensa elite intelectual chega a tal extremo que acha que qualquer coisa que fale bem do país é ruim. Teve gente que teve coragem de criticar o filme Rio, só porque mostrava uma cidade linda. E olha que o filme "Rio" fez sucesso no mundo todo, ou seja, só nossa elite achou defeitos... Ora, não é o que se espera de um brasileiro, falar bem do seu país? Ou chique é falar bem da França ou de Cuba?
Aliás, o povo francês A-DO-RA falar bem do seu país e de suas coisas. Não há filme francês sem Torre Eiffel. Os americanos também vivem decantando o "american way". E todo povo desenvolvido faz o mesmo, porque é fato que somente um povo que ama seu país fará dessa terra algo melhor.
Desculpem-me, mas quem lhes sustenta, intelectualóides, não é a França ou Cuba, é o povo brasileiro! Que tal serem um pouco mais gratos? Neste ponto, sou igual aos militares: se não gosta do Brasil, deixe-o! Vamos deixar esta terra maravilhosa para quem a ama!

Veja também:
- O pior político de todos os tempos
- Filme Rio

Quando a morte não vale quase nada...

Quando acidentes ocorrem em empresas privadas, o sindicalistas vem logo acusando os "exploradores capitalistas" de não se preocupar com a vida dos pobres trabalhadores.
Mas e quando um acidente ocorre em uma empresa pública, em um país que tem ex-sindicalistas liderando todo o governo? Sindicalista de esquerda tem salvo-conduto para matar seres humanos? Alguém morrer pela Petrobrás é mais nobre do que morrer por uma empresa privada?
Fiquei estarrecido ao ver esta notícia. Leiam e vejam se concordam comigo. Primeiro, está claro que o mais importante para a Petrobrás foi garantir que "as operações industriais não foram afetadas". Ou seja, uma pessoa morreu, mas o importante é que a indústria não parou. É isso mesmo? Depois, quando a matéria informa que  "o até momento só confirma o registro de uma morte".
Gente, alguém morreu, algo pode ser pior que isso? Dá para falar "SÓ" um MORTO? Precisava ser mais para ser preocupante??? E dá para se preocupar com as operações industriais quando tem gente morrendo?

PS. Se a Petrobrás está tão bem, porque está precisando vender ativos para fazer caixa? (vide aqui)

Leia mais em posts relacionados:
- A fábula do país rico
- Uma eleição baseada em mentiras
- Tem gente com uma cara de pau
- Petro-sutiãs

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

É duro ser pai: uma homenagem a nós

Vivemos em uma sociedade tão matriarcal, tão focada no mito da mãe perfeita, que nós pais temos que nos conformar com um segundo plano nem sempre justo. Nós, pais, somos normalmente vistos como o Baby, da família dinossauro: "não é a mamãe" (vide aqui). Eu gostava tanto daquela família, que cheguei a ter um chaveiro do Baby! Mas na época não era pai...
Fiquei revoltado quando cheguei na escolinha das minhas filhas e a "homenagem aos pais" era:
"Há mães que são pais,
Há vós que são pais,
Há vôs que são pais"
Que droga, até no dia dos pais o pessoal só lembra da mãe? De certo, quem fez essa homenagem foi uma professorA. Não me lembro de no dia das mães alguém colocar lá:
"Há pais que são mães"
Foi só aquela coisa de sempre, dizendo que as mães são inesquecíveis, perfeitas, semi-deusas com asas de anjos. Não é para ter raiva? As mães, como os pais, são seres humanos. Há pais ridículos, há pais que abandonam os filhos, mas também há mães que jogam filhos em rios ou em caçambas de entulho. Ou que fingem não "ver" que as filhas estão sendo estupradas por padastros, pois são sustentadas por eles. A maioria das mães, e dos PAIS também, são maravilhosos, mas a sociedade trata os dois de forma muito distinta, muito desbalanceada!
Lógico que nunca seremos mães e que a ligação dos filhos com as mães é natural e única: foram criados dentro da barriga delas, foram nutridos pelo corpo delas quando nasceram. Nem poderia ser diferente que os filhos, como o Baby, vejam a mamãe e os outros, nesses outros incluídos os pais. Mas até por não termos tido essa ligação tão forte e instintiva, bons pais são ainda mais heróis, pois precisamos conquistar os filhos, coisa que as mães ganham de graça! Como diria uma das melhores propagandas da minha infância "não basta ser pai, tem que participar" (eu via quando criança e é muito bom rever, agora do outro lado aqui)
Amo meus filhos e farei o possível para ser o melhor pai possível para eles. Para o mais novo, sei que ainda "Não sou a mamãe", mas espero ser mais que isso em breve. Mas estou cansado dessa sociedade onde as mães são sempre incríveis e no dia dos pais a homenagem é dizer que "há mãe que é pai!". Que a justiça seja feita e que os pais sejam mais respeitados.
Deixo, por fim, uma homenagem a todos os pais, aos meus queridos avós que hoje não estão mais conosco e a MEU PAI, que não é a mamãe :-) , mas também foi sempre muito importante para mim.  Neste link, para mim a música mais linda em homenagem a um pai já feita, em um clipe da época que o Fantástico era reamente Fantástico.

Ciência: vida fora da Terra?

Sou um engenheiro, pé-no-chão, quase 100% cético. Sou agnóstico e não acredito em quase nada não comprovado. E, lógico, insere-se aí ETs, OVNIs e coisas do gênero. Não porque acho que a Terra seja abençoada ou porque ache que os humanos são superiores, mas simplesmente porque sei que é muito improvável que em algum outro lugar do universo tenham acontecido as milhões de coincidências necessárias para levar um bando de átomos de carbono a se organizar e criar a vida.
Mas, justamente quando estou lendo "Ponto de Impacto", mais um belíssimo livro de aventura do Dan Brown, que trata justamente de vida fora da Terra, aparecem notícias que me fazem repensar algumas coisas. A primeira notícia é que a Nasa achou adenina e guanina em meteoritos (vide aqui). E comprovou que não são contaminação de coisas da Terra: para quem leu o livro do Brown, imaginar que essas comprovações podem ser frágeis é natural, mas (ainda) acredito que a Nasa não falaria uma grande besteira. A segunda notícia, muito interessante, é que uma bactéria terrestre conseguiu viver mais de um ano solta no espaço (vide aqui). 
Bom, junte os pontos e uma lógica clara aparecerá. Ainda acho improvável que a vida tenha se desenvolvido em outro planeta. Mas não é nada impossível que a vida desenvolvida na Terra seja "semeada" em outros planetas, levadas por pedaços de meteoritos e asteróides que tenham impactado aqui e tenham lançado fragmentos para o espaço. E como isso deve acontecer milhões de vezes, quem sabe em alguma, algum pequeno ser vivo terrestre tenha conseguido chegar em um planeta com mínimas condições para continuar vivo, mutar e se adaptar.
Continuo não acreditando em seres verdes, antenas, cabeçudos inteligentes ou em conspiração dos líderes mundiais em esconder a verdade (muito embora X Files fosse muito divertido). Também não dá para não rir daqueles que pregam que o ET de Varginha foi capturado e está escondido nos subterrâneos da UNICAMP: os prédios daqui não tem subterrâneos! Mas não é de todo improvável que algum planeta "das redondezas" esteja sendo colonizado por algumas bactérias ou outros seres vivos que foram catapultados daqui. Não consigo deixar de sempre citar o cientista de outro livro fantástico, o Jurassic Park: "a vida sempre dá um jeito". Mas ainda duvido que consigamos descobrir isso, não nas próximas 10 gerações ;-)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A vida merece respeito

Sou um cientista. Acredito que a ciência pode melhorar em muito a vida do ser humano. Só com ciência a gente pode ir mais longe. Mas acho que a ciência precisa ter um limite ético, precisa ter escrúpulos.
A imprensa todo dia noticia "novidades" científicas na área de genética. Semana passada falou-se sobre um cachorro transgênico que brilhava no escuro. E esta semana surge um animal inventado (vide aqui).
As justificativas vão das mais nobres às mais esdrúxulas, mas me assusta muito essa coisa dos homens brincarem com a vida.
Um cachorro é um ser vivo, não é um brinquedo. Não é para ficar sendo manipulado ao bel prazer de cientistas que querem fazê-lo brilhar. Daqui a pouco vão querer fazer cachorros com características comerciais para serem mais vendáveis. Isso para mim é um absurdo!
Criar um ser vivo é assustador. Ele pode ter algumas características novas, controladas. Mas ainda sabe-se muito pouco sobre as interações que os genes manipulados podem criar em características nem imaginadas pelos médicos. O animal que pode brilhar, de repente, mostra-se também um organismo com características únicas contra nós mesmos. O que não faltam são filmes catástrores com essa idéia. Mas parece que os cientistas não tiveram tempo de ver esses filmes...
Me assusta também colocarem genes humanos em animais com fins de saúde. E colocam-se genes humanos em porcos para poder usar a insulina. Mas ninguém pensa que o tal "porco" não é mais apenas um porco, mas sim também um pouco humano. E "usar" algo meio humano para mim é terrível! Hoje, pode-se argumentar que é apenas um gene, mas qual o limite? Daqui a pouco o tal porco para fins de saúde terá metade dos genes humanos e ainda será considerado um animal a ser usado. Quem quiser ler um livro brasileiro pouco conhecido, mas interessantíssimo, discutindo esse assunto, recomendo "A lição de prático". Eu acho melhor, cortar, de vez, o mal pela raiz: não considero ético incluir genes humanos em animais, estão violando algo importantíssimo, o respeito à nossa espécie! Quem viu "A ilha" pode imaginar onde podemos chegar se continuarmos ignorando a importância de definirmos um limite ético para essas pesquisas...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Eu sou + eu

Sou de uma era onde o importante não era parecer ser politicamente correto. Sou de uma era onde o importante era simplesmente SERMOS, sermos nós mesmos.
Eu sei que não sou perfeito, sei que sou cheio de defeitos. Mas sei que tenho valor mesmo assim. E gosto de ser do meu jeito, de ter meus vícios e minhas manias.
O Marcos desde que nasceu é glutão. Sempre lutei contra a balança. Como de tudo e adoro comer! Não vou ser Marcos se não for louco por chocolate, se não babar em uma lasanha ou em um bife a parmegiana. Não sou igual a todos, não gosto de cerveja (é amarga) e não gosto de picanha, acho gordurosa demais: adoro churrasco, mas prefiro maminha.
Falando em maminha, sou homem brasileiro típico, sem querer ser americano. Sou mais ligado em atributos femininos, digamos, inferiores. Não acho bonito mulheres com melões tipicamente americanos. E não negando minha origem portuguesa, sou ligadão em coxas roliças e bem torneadas :-)
O Marcos adora falar, fala muito, as vezes fala demais. Sou claro, direto. Muitas vezes fui chamado de radical, mas a verdade é que não sou radical, sou sincero... A maioria das pessoas é muito mais radical que eu, só que não fala. Mas eu não resisto a falar.
Sou um cara de poucos e grandes amigos. Amigos que quero levar por toda a vida. Os que são, saberão, não preciso citar aqui. E também sou um cara família, amo e sempre vou me orgulhar das famílias Francisco e Borges, que me fizeram ser o que sou. E em especial dos meus avós, dos meus pais e das minhas irmãs, uma turma que idolatro! Isso sem falar, lógico, da família 5M, com a qual tenho prazer de conviver diariamente!Sou simples, adoro ser assim. Não uso roupa de marcas, acho uma bobeira e desperdício comprar tênis Nike. Meu carro é popular. E não esbanjo em nada. Nunca quis ser chique e abomino muitos talheres e frescuras da elite. Prefiro um hotel simples em Paris à um hotel chique na grande São Paulo: o importante é a experiência, o que aprendo, não o local onde fico.
Aliás, prefiro música e filmes pops. Não gosto de Chico (em sua maioria), nem da Bethânia, não gosto de música clássica nem de filmes cabeça. Amo Paralamas, Skank, Pato Fu e Spielberg.
Uma das características mais marcantes minhas é que adoro música. E adoro, mais que qualquer coisa, Paralamas do Sucesso. Esta semana chegou em casa o último CD deles, o único que eu não tinha. Eles já fizeram coisas melhores, mas ainda assim é muito bom. E adoro dizer que tenho todos os CDs deles, vários CDs de carreira solo do Herbert, alguns DVDs e o livro do trio. Isso me faz sentir mais Marcos, é uma mania da qual tenho orgulho. Paralamas, para mim, é parte do que sou, eles amadureceram a música enquanto eu amadureci para a vida. Minha vida está marcada pelo acidente do Herbert, pelo D na França, enfim, pela carreira desse trio de grandes amigos!
Também adoro cinema e filmes, mas na fase atual de muitos bebês em casa tá difícil. Mas sinto muita falta de frequentar cinema. Adoro a experiência de me sentir em situações diferentes, a pensar sobre como tudo é relativo. Mas adoro filmes de aventura, suspense e comédias românticas: não me venha com pancadaria vazia (velozes, explosivos, furiosos, idiotas) ou violência gratuita (jason, Fredies e cia).
Esse aí sou eu, ou uma parte de mim. Posso ser uma porcaria, mas tenho orgulho de ser assim :-)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Juventude atual: essa sim é uma boa inspiração

Eu fiz aqui um post sobre uma citação de Alan Moore que achei deplorável (vide aqui). Embora alguns tenham questionado, dizendo que a frase estava descontextualizada, ela chegou até mim, e até quantos mais?, do jeito que chegou. E trazia em si uma inspiração mujito errada. Eu já vi mais jovens me dizer que não iriam prestar um vestibular, porque "e se eu não passar?", frase absurda, mas muito alinhada com a frase do Alan Moore.
Já fiz um outro post aqui com uma frase muito mais adequada, do Senna (vide aqui).
E passo abaixo uma frase totalmente alinhada com o que penso. O importante não é ganhar sempre, é TENTAR sempre, e ter coragem de errar e perder.
"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e viver com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve, e a vida é muito bela para ser insignificante." (Charles Chaplin)

Veja também, outros posts sobre a juventude atual:
- Adeus a Amy
- Inspirações erradas
- Cérebro de pipoca
- O valor da vida
- Aonde querem chegar?

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um novo momento

Caros leitores,

    Primeiro quero agradecer a todos pelo prestígio. Em julho, mais uma vez, este blog teve recorde de visitas. Foram quase 1200 page-views, ou uma média de 40 por dia. Para quem antes tinha dois leitores, é muito satisfatório isso! Valeu a todos vocês por ler e me ajudar a divulgar este blog e seus textos.
    Hoje começa agosto. Um novo semestre e um novo momento. As aulas já vão começar e o trabalho associado também. Além disso, fechei um conjunto grande de projetos na consultoria. Isso me tornará muito ocupado nos próximos quatro meses, no mínimo. O tempo que eu tiver livre será para curtir minha filharada e descansar.
   Assim, infelizmente, não vou conseguir atualizar o blog no ritmo em que estou fazendo hoje. Mas, sempre que possível, ponho algo aqui. Aproveitem para dar uma lida nos posts antigos, são centenas. E me ajudem a divulgá-los. Certamente algum será interessante para você e seus amigos.
    Não vou deixar de ser blogueiro. Esta é, certamente, a atividade que faço hoje que tem mais a ver com meus sonhos pessoais. Sempre adorei falar, discutir, questionar, sempre fui polêmico. E é muito bom saber que tem dezenas de pessoas que gostam de ler o que você escreve.
    Obrigado, de verdade, por essa sequência de seis meses, ininterruptos, de aumento nas visitas. E não deixem de visitar o blog de vez em quando!
 
até mais!