Não, este post não é sobre o Santos. Perder do Barça foi tudo, menos injusto. Eu sei muito bem o nível do meu time...
Este post é sobre o melhor time que eu já vi jogar. O time que me fez me apaixonar pelo futebol. Futebol de toques bonitos, muita categoria, um show de futebol. E não, não estou falando do Barça também!
Quem tem menos de 40 anos, não lembrará disso. Mas quem tem a minha idade ou mais certamente tem na memória o nome Paolo Rossi. Esse nome, para qualquer brasileiro, causa mais terror que qualquer Jason ou Freddie, megastars do terror na década de 80...
A seleção de 82 era a certeza que o Brasil não tinha acabado no futebol com a saída do Pelé. Nós ainda sabíamos jogar futebol como ninguém. Um jogo bonito, com craques como o Zico, o Sócrates (falei dele aqui) e o Falcão, jogadores de um nível de categoria que não me lembro de ter visto depois deles. Mas também um time com um técnico, mais exatamente um maestro, que fazia aqueles 11 craques jogar em uma sintonia inesquecível: Telê Santana, para mim o melhor técnico que este país já teve.
O Brasil jogava bonito, para frente, sem medo. Se tomava um gol, ia lá e fazia dois ou três, facilmente. A certeza era tão grande, que aquele jogo contra a fraca Itália, que havia feito uma campanha ridícula até aquele dia, não assustava nada. O Brasil precisava de um empate para ir para a semi da copa, que todos tinham certeza que seria nossa. Mas naquele dia o Paolo Rossi acordou encapetado. E fez 1 X 0, mas nosso time empatou. Mas fez 2 X 1, mas conseguimos novamente empatar. E então, depois de 30 minutos do segundo tempo, fez 3 X 2, e desta vez não conseguimos mais empatar. E a melhor seleção pós-Pelé voltou para casa muito mais cedo, vindo encontrar um país enxarcado em lágrimas pela enorme desilusão.
Telê ainda dirigiu o time de 86, muito bom também, com parte da seleção de 82 e os jovens craques do time do São Paulo, liderados por Muller e Sillas. Mas novamente perdemos cedo. E o resultado dessa dupla desilusão foi o Brasil passar a acreditar que não adianta jogar bonito e não ganhar: em 90 a seleção foi a mais ridícula e retranqueira que nosso país já viu e em 94, uma seleção também jogando atrás, muito feio, com o Parreira na liderança, ganhou a Copa e sepultou definitivamente o futebol arte no Brasil, uma vez que o "futebol de resultados" do Parreira conseguiu o que o Telê não tinha conseguido.
Até hoje lembro com tristeza do resultado de 82: Telê, Zico, Sócrates e Falcão mereciam ter ganhado uma Copa. Mas o futebol não é justo, infelizmente!
Para quem é mais jovem e quer saber como foi aquela seleção ou para os mais "maduros" como eu que querem lembrar dessa passagem marcante de nossas vidas, sugiro os 4 programas especiais do Cartão Verde, da TV Cultura, por volta das 22h de terças-feiras de janeiro.
E para aqueles que adoram falar que o que importa é o título, uso o próprio exemplo da seleção para contradizê-los: tenho muito mais orgulho da seleção de 82 que por uma infelicidade não trouxe a taça, mas deu muito show que da seleção horrível de 94, com seu esquema 8 - 0 - 2 (oito atrás retrancados que, quando pegavam na bola, davam um chutão para frente, que quando caía nos pés do Romário ou no Bebeto, muitas vezes virava gol).
Viva Telê, um homem trabalhador, inteligente e íntegro como poucos do futebol, e viva aqueles jogadores fantásticos que mostraram como futebol e arte podem estar juntos!
Veja também:
Valeu, Santos!
Pêsames e parabéns aos Corinthianos
Futebol não vale tudo isso
Por que estou tão feliz
Momento de GRANDE felicidade
A copa que envergonha o Brasil
E a olimpíada? Mais absurdos...
A verdade tem que ser dita, sem medo de polêmicas. Tentando discutir as coisas com profundidade, sem me preocupar em ser politicamente correto.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
domingo, 25 de dezembro de 2011
Eu gosto do Faustão!
Quem nasceu depois dos anos 80, acha que o Faustão é como o Silvio Santos, já nasceu aos domingos em seus programas pasteurizados para família.
A história do Faustão é uma história muito mais interessante. Ele estudou no Culto a Ciência, escola histórica aqui de Campinas e tinha como colega de escola nada mais, nada menos, que Regina Duarte.
Virou repórter esportivo, de campo mesmo, e teve uma postura politizada que surpreendia em plena ditadura. Com seu jeito escrachado, acabou sendo levado para um programa humorístico histórico no rádio do início dos anos 80, o Balancê.
O sucesso foi tão grande que ele logo foi levado para a TV, com o programa Perdidos na Noite. Não havia programa mais jovem, rebelde e revolucionário em meados dos anos 80 que o Perdidos. Palavrões, irreverência, muito boa música, quase tudo ao vivo, convidados interessantes, um programa como poucos. Eu tive o prazer de ir assistir ao Perdidos duas vezes ao vivo, uma delas uma edição comemorativa gigante: e aprendi lá a comer sonho de valsa de uma vez, inteiro na boca (a Lacta patrocinava o programa e o Faustão comeu um saco com uns 50 sonhos de valsa como se fosse pipoca).
Na época a Globo convivia com uma eterna restrição: sempre apanhava no IBOPE do programa do Silvio Santos aos domingos. O Silvio Santos que merecerá um post só para ele, pois o considero o melhor comunicador de todos os tempos, mas que mantém o mesmo programa há meio século, quase sem nada mudar. A Globo tentava filmes, tentava humorísticos, tentava de tudo, e sempre perdia feio.
E a Globo ousou. Contratou aquele cara rebelde, irreverente, para liderar as tardes de domingo e lutar contra o "imbatível" Silvio Santos. Foi um choque para a Globo, porque ela estava acostumada a programas gravados, tudo bem controlado, e músicas sempre em play-backs: e o Faustão foi para fazer um programa mais ao seu estilo, ao vivo, com músicos tendo que provar que não são um produto de gravadoras: "quem sabe faz ao vivo". E sempre querendo abrir oportunidades para novos talentos, coisa que fazia desde o Perdidos: até hoje tem o "Garagem" do Faustão (para bandas nascentes) e concursos para humoristas. É uma característica nobre, de abrir oportunidades para novos talentos. Lógico que o Faustão é muito menos "boca suja" e ousado que antes, mas o programa é de tarde, para crianças, e ele já provou para todos que é um "bom moço", respeitador e até tímido. Também é claro que é um cara que não mistura família com sucesso, tendo uma vida bastante reservada, o que é nobre. E é muito fiel aos seus amigos, coisa que fica claro para quem o acompanha, e que é tão difícil de encontrar no meio televisivo.
Assisto ao Faustão no domingo e sei que as vezes é monótono. Mas vendo com olhos de quem o conhece há três décadas, é diferente. E, certamente, o Faustão é de outro nível, não se rebaixa a mulheres semi-nuas e outras estratégias sujas e apelativas que a maioria dos seus concorrentes usa até hoje.
Resolvi fazer este post hoje, porque o programa hoje mostrou o quanto me reconheço nesse senhor ex-gordo, irreverente, aqui de Campinas:
- hoje ele deu o prêmio "Mário Lago": tinha que ser o Faustão a usar o inesquecível Mário Lago como título do maior prêmio dado pela maior TV do país. Eu que sempre fui fã do Mário Lago (vide este post) fico muito feliz com isso;
- o prêmio foi para sua amiga, mas nem por isso menos merecedora, Regina Duarte. Eu também já mostrei o quanto admiro a Regina neste post;
- e para deixar o cenário ainda mais bonito, estava lá a Paola Oliveira, de quem já falei neste post.
Enfim, minha história de juventude foi muito marcada pelo Faustão. E se o programa dele não é perfeito, é a melhor opção, a menos baixa e apelativa, de todos os programas de auditório de domingo. E a única que tenho coragem de deixar meus filhos assistir.
Leia também:
- Trapalhões na luta contra a ditadura
- Queen
- Belo
- Roque Santeiro
- Divulgue e apoie o projeto Mário Lago 100 anos
- O melhor presidente
- Um grande líder
- Um exemplo de pessoa
A história do Faustão é uma história muito mais interessante. Ele estudou no Culto a Ciência, escola histórica aqui de Campinas e tinha como colega de escola nada mais, nada menos, que Regina Duarte.
| Faustão: que acompanho há 30 anos |
O sucesso foi tão grande que ele logo foi levado para a TV, com o programa Perdidos na Noite. Não havia programa mais jovem, rebelde e revolucionário em meados dos anos 80 que o Perdidos. Palavrões, irreverência, muito boa música, quase tudo ao vivo, convidados interessantes, um programa como poucos. Eu tive o prazer de ir assistir ao Perdidos duas vezes ao vivo, uma delas uma edição comemorativa gigante: e aprendi lá a comer sonho de valsa de uma vez, inteiro na boca (a Lacta patrocinava o programa e o Faustão comeu um saco com uns 50 sonhos de valsa como se fosse pipoca).
Na época a Globo convivia com uma eterna restrição: sempre apanhava no IBOPE do programa do Silvio Santos aos domingos. O Silvio Santos que merecerá um post só para ele, pois o considero o melhor comunicador de todos os tempos, mas que mantém o mesmo programa há meio século, quase sem nada mudar. A Globo tentava filmes, tentava humorísticos, tentava de tudo, e sempre perdia feio.
E a Globo ousou. Contratou aquele cara rebelde, irreverente, para liderar as tardes de domingo e lutar contra o "imbatível" Silvio Santos. Foi um choque para a Globo, porque ela estava acostumada a programas gravados, tudo bem controlado, e músicas sempre em play-backs: e o Faustão foi para fazer um programa mais ao seu estilo, ao vivo, com músicos tendo que provar que não são um produto de gravadoras: "quem sabe faz ao vivo". E sempre querendo abrir oportunidades para novos talentos, coisa que fazia desde o Perdidos: até hoje tem o "Garagem" do Faustão (para bandas nascentes) e concursos para humoristas. É uma característica nobre, de abrir oportunidades para novos talentos. Lógico que o Faustão é muito menos "boca suja" e ousado que antes, mas o programa é de tarde, para crianças, e ele já provou para todos que é um "bom moço", respeitador e até tímido. Também é claro que é um cara que não mistura família com sucesso, tendo uma vida bastante reservada, o que é nobre. E é muito fiel aos seus amigos, coisa que fica claro para quem o acompanha, e que é tão difícil de encontrar no meio televisivo.
Assisto ao Faustão no domingo e sei que as vezes é monótono. Mas vendo com olhos de quem o conhece há três décadas, é diferente. E, certamente, o Faustão é de outro nível, não se rebaixa a mulheres semi-nuas e outras estratégias sujas e apelativas que a maioria dos seus concorrentes usa até hoje.
Resolvi fazer este post hoje, porque o programa hoje mostrou o quanto me reconheço nesse senhor ex-gordo, irreverente, aqui de Campinas:
- hoje ele deu o prêmio "Mário Lago": tinha que ser o Faustão a usar o inesquecível Mário Lago como título do maior prêmio dado pela maior TV do país. Eu que sempre fui fã do Mário Lago (vide este post) fico muito feliz com isso;
- o prêmio foi para sua amiga, mas nem por isso menos merecedora, Regina Duarte. Eu também já mostrei o quanto admiro a Regina neste post;
- e para deixar o cenário ainda mais bonito, estava lá a Paola Oliveira, de quem já falei neste post.
Enfim, minha história de juventude foi muito marcada pelo Faustão. E se o programa dele não é perfeito, é a melhor opção, a menos baixa e apelativa, de todos os programas de auditório de domingo. E a única que tenho coragem de deixar meus filhos assistir.
Leia também:
- Trapalhões na luta contra a ditadura
- Queen
- Belo
- Roque Santeiro
- Divulgue e apoie o projeto Mário Lago 100 anos
- O melhor presidente
- Um grande líder
- Um exemplo de pessoa
sábado, 24 de dezembro de 2011
Boas memórias de natal
Natal para mim é uma festa de família. Onde todos se unem para celebrar o amor.
Minha maior lembrança do natal eram os encontros nas casas dos avós.
Na casa dos meus avós portugueses ouvíamos fitas com aquelas "desgarradas" entre músicos lusos no improviso, algo que muitos pensam ser uma coisa típica só do nosso nordeste. Tinha uns tios do meu pai ótimos com piadas. Mas o mais marcante, sem dúvida, eram as iguarias da minha vó: o arroz com lula, o polvo frito e, principalmente, as filhoses. Quem nunca comeu as filhoses da minha vó, não sabe o que é felicidade na vida... Já achei algumas parecidas em Portugal, mas sinto falta das filhoses como algo que acompanha os natais.
As festas na casa dos meus avós maternos eram maiores. Todos os 5 filhos, maridos e esposas, e as dezenas de netos, incluindo alguns namorados, reunidos na casa do meu avô: esse, sem dúvida, era o dia mais feliz daquele senhor santista apaixonado pelo time e pela família. E era incrível ter todos os meus primos juntos e poder brincar e correr para lá e para cá, enquanto minha vó reclamava do barulho. E aí vinha o famoso café da vovó, com uma mesa cheia de bolos e guloseimas deliciosas. Algumas vezes, as melhores, chegamos a dormir lá espalhados pela casa simples, pequena, mas acolhedora dos avós.
Tudo isso era possível porque tive a grande sorte de ter todos os avós e quase todos os tios por parte de pai e de mãe morando na mesma região. Hoje seria quase impossível, com meus parentes se espalhando não somente na querida Baixada Santista, mas também entre o Paraná, interior de SP, RJ, DF e até Amazônia (além da minha querida prima de Portugal, que só vi uma vez). Mas ainda trago no meu coração aquele eterno sonho do meu avó materno de ver a família reunida, sempre que possível, e especialmente no Natal. Sei que nem sempre será possível na vida real, mas sempre, nessas datas, lembro de toda a família, que me fez ser o que hoje sou.
Feliz natal para todos, aproveitem esta data para estar o máximo possível com quem ama. E, lembrem que, independentemente de religião, o Natal pode ser visto como um símbolo de união e amor. Ame muito, esqueça as mágoas, as tristezas e se dê o prazer de abraçar e beijar a todos os que lhe amam de verdade!
Minha maior lembrança do natal eram os encontros nas casas dos avós.
Na casa dos meus avós portugueses ouvíamos fitas com aquelas "desgarradas" entre músicos lusos no improviso, algo que muitos pensam ser uma coisa típica só do nosso nordeste. Tinha uns tios do meu pai ótimos com piadas. Mas o mais marcante, sem dúvida, eram as iguarias da minha vó: o arroz com lula, o polvo frito e, principalmente, as filhoses. Quem nunca comeu as filhoses da minha vó, não sabe o que é felicidade na vida... Já achei algumas parecidas em Portugal, mas sinto falta das filhoses como algo que acompanha os natais.
As festas na casa dos meus avós maternos eram maiores. Todos os 5 filhos, maridos e esposas, e as dezenas de netos, incluindo alguns namorados, reunidos na casa do meu avô: esse, sem dúvida, era o dia mais feliz daquele senhor santista apaixonado pelo time e pela família. E era incrível ter todos os meus primos juntos e poder brincar e correr para lá e para cá, enquanto minha vó reclamava do barulho. E aí vinha o famoso café da vovó, com uma mesa cheia de bolos e guloseimas deliciosas. Algumas vezes, as melhores, chegamos a dormir lá espalhados pela casa simples, pequena, mas acolhedora dos avós.
Tudo isso era possível porque tive a grande sorte de ter todos os avós e quase todos os tios por parte de pai e de mãe morando na mesma região. Hoje seria quase impossível, com meus parentes se espalhando não somente na querida Baixada Santista, mas também entre o Paraná, interior de SP, RJ, DF e até Amazônia (além da minha querida prima de Portugal, que só vi uma vez). Mas ainda trago no meu coração aquele eterno sonho do meu avó materno de ver a família reunida, sempre que possível, e especialmente no Natal. Sei que nem sempre será possível na vida real, mas sempre, nessas datas, lembro de toda a família, que me fez ser o que hoje sou.
Feliz natal para todos, aproveitem esta data para estar o máximo possível com quem ama. E, lembrem que, independentemente de religião, o Natal pode ser visto como um símbolo de união e amor. Ame muito, esqueça as mágoas, as tristezas e se dê o prazer de abraçar e beijar a todos os que lhe amam de verdade!
A felicidade está nas coisas simples...
Minhas filhas não são consumistas, tentamos as manter longe dessa mania mundial de compras. Mas no mundo de hoje, elas acabam colecionando centenas de brinquedos que elas ganham ao longo do ano, de muitas pessoas que gostam delas e as presenteiam pelos mais variados motivos. Muitos desses brinquedos elas nem conseguem usar, pois é brinquedo demais. E sempre nesta data acabamos fazendo um trabalho de selecionar uma boa porção deles para doar para "crianças sem papai e mamãe"....
No dia a dia corrido de trabalho, escola, etc., elas normalmente ficam no final da tarde em casa, em meio a sua brinquedaria e vendo Discovery Kids.
Há dois dias atrás, com o horário de verão e o Solstício - dia mais longo do ano - resolvi provocar algo diferente. Chamei as crianças para o quintal no fundo de casa, dei um pedaço de papelão e as ensinei a escorregar no desnível do terreno.
Sabia que era divertido, mas há muito tempo não as via tão felizes. Brincando juntas, uma ajudando a outra, sem brigar por um brinquedo em especifico, sem ficar trancadas em casa e sem precisar de televisão. Como é fácil fazer uma criança feliz.
Foi uma bela experiência: não precisamos de brinquedos caros, não precisamos de estratégias complexas, nem de psicologismos baratos; precisamos apenas mostrar para nossas crianças que dá para se divertir com coisas simples como um pedaço de papelão.
Leia também:
É responsabilidade dos pais: TV
Há algo de errado MESMO com a juventude
Psicologismo agudo
O que as escolas não ensinam
Juventude atual: Losers são os americanos...
No dia a dia corrido de trabalho, escola, etc., elas normalmente ficam no final da tarde em casa, em meio a sua brinquedaria e vendo Discovery Kids.
Há dois dias atrás, com o horário de verão e o Solstício - dia mais longo do ano - resolvi provocar algo diferente. Chamei as crianças para o quintal no fundo de casa, dei um pedaço de papelão e as ensinei a escorregar no desnível do terreno.
Sabia que era divertido, mas há muito tempo não as via tão felizes. Brincando juntas, uma ajudando a outra, sem brigar por um brinquedo em especifico, sem ficar trancadas em casa e sem precisar de televisão. Como é fácil fazer uma criança feliz.
Foi uma bela experiência: não precisamos de brinquedos caros, não precisamos de estratégias complexas, nem de psicologismos baratos; precisamos apenas mostrar para nossas crianças que dá para se divertir com coisas simples como um pedaço de papelão.
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É responsabilidade dos pais: TV
Há algo de errado MESMO com a juventude
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Somos todos humanos - todos os povos merecem respeito
Estamos no século 21, o mundo é cheio de papos politicamente corretos, etc. e tal.
Mas todos aceitamos conviver com uma guerra esdrúxula, insana e preconceituosa que se estende por séculos, na região onde praticamente todas as religiões ocidentais nasceram: o Oriente Médio. Até quando o ser humano continuará justificando guerras, ódio e incompreensão com base em religiões que pregam o amor?
Aprendemos na história sobre a perseguição que houve a judeus nos mais diversos momentos do mundo, desde o Egito até Hitler.
Por outro lado, os palestinos que foram expulsos de suas casas há décadas, com a promessa internacional de serem reconhecidos como estado há mais de meio século (vide aqui), continuam privados do direito de ter uma pátria. Há pouco os EUA vetaram, na ONU, o reconhecimento do estado palestino, uma violência absurda a um povo que merece ter sua terra, seu governo e o reconhecimento do mundo. Podem haver terroristas lá, mas também há violência em outros países, também Israel é bastante violento com eles: não podemos condenar um povo inteiro por causa de radicais que fazem parte de qualquer nação. O poder e o dinheiro não podem definir que povo tem direito de ter sua pátria e que povo não tem direitos.
Não nos esqueçamos também dos curdos, povo que teve a promessa do mundo de ter sua pátria no final da segunda guerra, mas que até hoje é desrespeitado e tolhido de seus direitos, tanto na Turquia quanto no Iraque. A ONU não cumprir com o que prometeu é uma coisa absurda!
Será que algum dia teremos um mundo que caminhe para uma maior justiça e para uma maior interação entre os povos? Que o Brasil, sua multi-culturalidade e multi-religiosidade mostre para o mundo que somos todos seres humanos, iguais, e que podemos - e devemos -nos respeitar e nos amar, independentemente de nossas origens, crenças ou poderio financeiro.
Veja também:
A odiosa política internacional
A suja política externa
Práticas terroristas americanas
Osama e Obama
Mas todos aceitamos conviver com uma guerra esdrúxula, insana e preconceituosa que se estende por séculos, na região onde praticamente todas as religiões ocidentais nasceram: o Oriente Médio. Até quando o ser humano continuará justificando guerras, ódio e incompreensão com base em religiões que pregam o amor?
Aprendemos na história sobre a perseguição que houve a judeus nos mais diversos momentos do mundo, desde o Egito até Hitler.
Por outro lado, os palestinos que foram expulsos de suas casas há décadas, com a promessa internacional de serem reconhecidos como estado há mais de meio século (vide aqui), continuam privados do direito de ter uma pátria. Há pouco os EUA vetaram, na ONU, o reconhecimento do estado palestino, uma violência absurda a um povo que merece ter sua terra, seu governo e o reconhecimento do mundo. Podem haver terroristas lá, mas também há violência em outros países, também Israel é bastante violento com eles: não podemos condenar um povo inteiro por causa de radicais que fazem parte de qualquer nação. O poder e o dinheiro não podem definir que povo tem direito de ter sua pátria e que povo não tem direitos.
Não nos esqueçamos também dos curdos, povo que teve a promessa do mundo de ter sua pátria no final da segunda guerra, mas que até hoje é desrespeitado e tolhido de seus direitos, tanto na Turquia quanto no Iraque. A ONU não cumprir com o que prometeu é uma coisa absurda!
Será que algum dia teremos um mundo que caminhe para uma maior justiça e para uma maior interação entre os povos? Que o Brasil, sua multi-culturalidade e multi-religiosidade mostre para o mundo que somos todos seres humanos, iguais, e que podemos - e devemos -nos respeitar e nos amar, independentemente de nossas origens, crenças ou poderio financeiro.
Veja também:
A odiosa política internacional
A suja política externa
Práticas terroristas americanas
Osama e Obama
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Boas oportunidades para os jovens
Os politicamente corretos dizem que o importante é você escolher uma carreira que gosta, etc. e tal. Por outro lado, temos que aguentar os filhos de atores e cantores dizendo que seguiram a mesma carreira porque adoravam cantar e atuar desde criancinhas.
Ah, gente, me poupe! Todos, quando crianças, imaginam-se cantores, atores, jogadores de futebol ou modelos. Isso não é uma exclusividade dos filhos de estrelas. A diferença, única, é que eles tem QI e a maioria dos meros mortais, como eu e você, jamais conseguiremos chegar nesse círculo fechado.
Para nós, gente "normal", e sem grana, a chance de mudar de vida é achar uma carreira onde tenhamos oportunidades claras de conseguir um bom emprego, ou abrir uma empresa, e crescer. E isso não existe em todas as carreiras.
Lógico, evidentemente, não acho que todos tem que escolher ser médicos ou engenheiros. Mas não podemos desprezar os fatos, e ir pelo "gosto", pois a vida REAL é bem menos romântica. Temos que ser pragmáticos. E, neste sentido, foi muito bom ser filho de uma família que tomava partido: nunca fui forçado a escolher nenhuma área, mas sempre ouvi que eu tinha que escolher uma profissão que tivesse futuro e que me sustentasse. Agradeço sempre aos meus pais por terem se posicionado tão claramente!
Há um ano estive na Campus Party e falei para aquele incrível grupo de jovens nerds que, no Brasil, agora é a hora e a vez das exatas (vide aqui). Um ano depois, a coisa está ainda mais clara: os salários dos engenheiros quase dobraram em dois anos (vide aqui) e os profissionais de informática tem previsão de aumento acima da média nacional (vide aqui).
Então, gente, vamos deixar de preguiça: estudar é para ser algo divertido (vide aqui). E vale a pena "ralar" em uma boa faculdade e ter melhores oportunidades e salários ao longo da vida. Pensem, seriamente, na possibilidade de fazer engenharias ou informática, as áreas que mais precisam de profissionais hoje no Brasil! Isso abrirá muitas portas para vocês, e ajudará muito no desenvolvimento do nosso país!
Ah, gente, me poupe! Todos, quando crianças, imaginam-se cantores, atores, jogadores de futebol ou modelos. Isso não é uma exclusividade dos filhos de estrelas. A diferença, única, é que eles tem QI e a maioria dos meros mortais, como eu e você, jamais conseguiremos chegar nesse círculo fechado.
Para nós, gente "normal", e sem grana, a chance de mudar de vida é achar uma carreira onde tenhamos oportunidades claras de conseguir um bom emprego, ou abrir uma empresa, e crescer. E isso não existe em todas as carreiras.
Lógico, evidentemente, não acho que todos tem que escolher ser médicos ou engenheiros. Mas não podemos desprezar os fatos, e ir pelo "gosto", pois a vida REAL é bem menos romântica. Temos que ser pragmáticos. E, neste sentido, foi muito bom ser filho de uma família que tomava partido: nunca fui forçado a escolher nenhuma área, mas sempre ouvi que eu tinha que escolher uma profissão que tivesse futuro e que me sustentasse. Agradeço sempre aos meus pais por terem se posicionado tão claramente!
Há um ano estive na Campus Party e falei para aquele incrível grupo de jovens nerds que, no Brasil, agora é a hora e a vez das exatas (vide aqui). Um ano depois, a coisa está ainda mais clara: os salários dos engenheiros quase dobraram em dois anos (vide aqui) e os profissionais de informática tem previsão de aumento acima da média nacional (vide aqui).
Então, gente, vamos deixar de preguiça: estudar é para ser algo divertido (vide aqui). E vale a pena "ralar" em uma boa faculdade e ter melhores oportunidades e salários ao longo da vida. Pensem, seriamente, na possibilidade de fazer engenharias ou informática, as áreas que mais precisam de profissionais hoje no Brasil! Isso abrirá muitas portas para vocês, e ajudará muito no desenvolvimento do nosso país!
Bom programa infantil - circo da Mônica
No último mês levei minhas crianças para um programa muito legal, pouco concorrido e com preço bem interessante: o circo da Mônica
Para todos os pais que ficam pensando onde levar suas crianças, recomendo fortemente. Tem várias atrações boas de circo, como malabaristas, equilibristas, trapezistas, palhaços, etc. E tem também a turma da Mônica, cantando e encantando as crianças. É uma ótima oportunidade de introduzir as crianças na arte do circo e também de assistir a um circo mantendo as crianças felizes também.
Para quem é de Sampa, imperdível. Para quem não é, a vantagem é que fica muito perto da saída da Bandeirantes, sem necessidade de pegar muito trânsito.
Recomendo! Mas veja logo, no site tá dizendo que são os últimos dias!
Agora, a pergunta que não quer calar é: quando é que o Maurício de Sousa reabrirá o parque da Mônica? Não quero levar minhas babies para o Parque da Xuxa, ninguém merece, tem que ser algo mais cultural....
Veja também:
Maurício de Sousa
É responsabilidade dos pais: TV
Para todos os pais que ficam pensando onde levar suas crianças, recomendo fortemente. Tem várias atrações boas de circo, como malabaristas, equilibristas, trapezistas, palhaços, etc. E tem também a turma da Mônica, cantando e encantando as crianças. É uma ótima oportunidade de introduzir as crianças na arte do circo e também de assistir a um circo mantendo as crianças felizes também.
Para quem é de Sampa, imperdível. Para quem não é, a vantagem é que fica muito perto da saída da Bandeirantes, sem necessidade de pegar muito trânsito.
Recomendo! Mas veja logo, no site tá dizendo que são os últimos dias!
Agora, a pergunta que não quer calar é: quando é que o Maurício de Sousa reabrirá o parque da Mônica? Não quero levar minhas babies para o Parque da Xuxa, ninguém merece, tem que ser algo mais cultural....
Veja também:
Maurício de Sousa
É responsabilidade dos pais: TV
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Valeu, Santos!
Meu time jogou ontem e perdeu feio do Barcelona. Sim, esta é a verdade, única e absoluta, tomamos um baile.
Mas para aqueles que não sabem a hora certa de brincar, e querem ficar tripudiando em um momento triste como este, gostaria de lembrar a restrospectiva somente após os anos 2000. Isto porque, se formos falar de história, ninguém em sã consciência vai comparar o time do Santos do Pelé a qualquer outro que já existiu no país, né? Então, para evitar a covardia, vou falar só deste milênio:- o Santos tem QUATRO - 4 títulos paulistas neste período, é o maior ganhador do milênio!
- o Santos tem DOIS - 2 títulos brasileiros neste período. Só o SP tem mais que ele!
- o Santos tem uma LIBERTADORES e um vice - só o Internacional foi melhor que ele! E tem gente que nunca chegou nem perto disso.
Este time do Santos é histórico, deu muitos shows ao longo do ano. É um futebol bonito, que dá gosto de ver. E o primeiro time do Santos, desde a era Pelé, a chegar no mundial e a ganhar uma Libertadores, honra que muita gente gostaria de ter! E tem o maior craque que eu já vi jogar com a camisa branca: o Neymar, que dribla como o Robinho, mas é muito mais eficaz. Além disso, consegue como nenhum outro time já fez no Brasil nos últimos 50 anos, manter no seu plantel um jogador desse calibre.
Mas ontem deu tudo errado. O Muricy, que é um ótimo técnico, foi covarde e tentou montar uma retranca contra um time excepcional: todo mundo sabia que isso não daria certo, ainda mais com uma defesa fraca como a do Santos. Óbvio, não deu. Se o jogo era para ser um duelo Neymar X Messi, acabou sendo um duelo Messi X Durval, e aí é covardia, né? O grande destaque do time foi o belíssimo goleiro Rafael, mais uma grande descoberta da base do Santos, base que muito me orgulha! Mas o coitado do Neymar não teve culpa, pois não recebeu a bola praticamente nunca. Se o Muricy tivesse um pouco mais de coragem, provavelmente perderíamos, mas seria um jogo muito mais interessante, como foi o jogo contra o Flamento este ano, no qual também perdemos. Mas fiquei feliz ao ver o Neymar dizendo que o Barça deu uma aula de futebol: um cara com a idade dele ter tamanha humildade e honestidade, é coisa para poucos.
Também fiquei feliz ao ver o quanto nossos jogadores, como o Neymar e o Elano, realmente estavam profundamente abatidos no final do jogo. Isso mostra que eles são mais que "profissionais" da bola, que realmente queriam entrar para a história do nosso time. É um time comprometido e histórico, cheio de santistas de coração jogando, o que é difícil de ver no futebol de hoje.
Pois bem, perdemos, e diferentemente do que faz a torcida dos maiores críticos, não vou usar a camisa do Santos nas próximas semanas: não me orgulho em perder! Mas me orgulho muito de ser santista, de ser torcedor de um time que não precisa ter a maior torcida, nem roubar, nem usar dinheiro público, nem ser parceiro do Ricardo Teixeira, para conseguir fazer história. Valeu meu Santos, desta vez não deu, paciência! Mas a busca pela terceira estrela está só começando!
Veja também:
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- Por que estou tão feliz
- Momento de GRANDE felicidade
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Mas para aqueles que não sabem a hora certa de brincar, e querem ficar tripudiando em um momento triste como este, gostaria de lembrar a restrospectiva somente após os anos 2000. Isto porque, se formos falar de história, ninguém em sã consciência vai comparar o time do Santos do Pelé a qualquer outro que já existiu no país, né? Então, para evitar a covardia, vou falar só deste milênio:- o Santos tem QUATRO - 4 títulos paulistas neste período, é o maior ganhador do milênio!
- o Santos tem DOIS - 2 títulos brasileiros neste período. Só o SP tem mais que ele!
- o Santos tem uma LIBERTADORES e um vice - só o Internacional foi melhor que ele! E tem gente que nunca chegou nem perto disso.
Este time do Santos é histórico, deu muitos shows ao longo do ano. É um futebol bonito, que dá gosto de ver. E o primeiro time do Santos, desde a era Pelé, a chegar no mundial e a ganhar uma Libertadores, honra que muita gente gostaria de ter! E tem o maior craque que eu já vi jogar com a camisa branca: o Neymar, que dribla como o Robinho, mas é muito mais eficaz. Além disso, consegue como nenhum outro time já fez no Brasil nos últimos 50 anos, manter no seu plantel um jogador desse calibre.
Mas ontem deu tudo errado. O Muricy, que é um ótimo técnico, foi covarde e tentou montar uma retranca contra um time excepcional: todo mundo sabia que isso não daria certo, ainda mais com uma defesa fraca como a do Santos. Óbvio, não deu. Se o jogo era para ser um duelo Neymar X Messi, acabou sendo um duelo Messi X Durval, e aí é covardia, né? O grande destaque do time foi o belíssimo goleiro Rafael, mais uma grande descoberta da base do Santos, base que muito me orgulha! Mas o coitado do Neymar não teve culpa, pois não recebeu a bola praticamente nunca. Se o Muricy tivesse um pouco mais de coragem, provavelmente perderíamos, mas seria um jogo muito mais interessante, como foi o jogo contra o Flamento este ano, no qual também perdemos. Mas fiquei feliz ao ver o Neymar dizendo que o Barça deu uma aula de futebol: um cara com a idade dele ter tamanha humildade e honestidade, é coisa para poucos.
Também fiquei feliz ao ver o quanto nossos jogadores, como o Neymar e o Elano, realmente estavam profundamente abatidos no final do jogo. Isso mostra que eles são mais que "profissionais" da bola, que realmente queriam entrar para a história do nosso time. É um time comprometido e histórico, cheio de santistas de coração jogando, o que é difícil de ver no futebol de hoje.
Pois bem, perdemos, e diferentemente do que faz a torcida dos maiores críticos, não vou usar a camisa do Santos nas próximas semanas: não me orgulho em perder! Mas me orgulho muito de ser santista, de ser torcedor de um time que não precisa ter a maior torcida, nem roubar, nem usar dinheiro público, nem ser parceiro do Ricardo Teixeira, para conseguir fazer história. Valeu meu Santos, desta vez não deu, paciência! Mas a busca pela terceira estrela está só começando!
Veja também:
- Pêsames e parabéns aos Corinthianos
- Futebol não vale tudo isso
- Por que estou tão feliz
- Momento de GRANDE felicidade
- A copa que envergonha o Brasil
- E a olimpíada? Mais absurdos...
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
DinoCamp: o marketing
Já falei de duas estratégias brilhantes do Paulo Renato para atrair a atenção para a nossa universidade: a festa de dezenas de milhares de pessoas que era a UAP e o vestibular revolucionário e nacional. Tudo isso fazia parte de uma estratégia maior, trazendo divulgação e mídia para cá.
No início dos anos 90, nada na TV era mais ligado à geração jovem da época que o revolucionário "Casseta&Planeta". E um dos bordões mais usados da turma do Casseta era, justamente, "pesquisadores da Unicamp de Campinas inventaram... " e lá vinha mais uma absurda "invenção". Bom, Campinas também sempre foi bem citada pelos Cassetas, mas por outro motivo ;-) (vide aqui)
O programa Casseta usava o bordão porque a Unicamp na época estava em iminência. Todo mundo sabia que era uma universidade de ponta, com pesquisas incríveis. E não saía da mídia. Todo esse marketing, certamente, mudou o patamar da Unicamp no Brasil. E foi uma estratégia louvável, pois obviamente também trouxe para cá alunos de todos os cantos do país, e até de fora, atingidos pela propaganda indireta e gratuita que tínhamos nos grandes meios de comunicação.
É interessante ver o quanto um gestor de primeira pode revolucionar uma universidade como a Unicamp. A grande questão é como garantir que os seus sucessores mantenham o trabalho que você fez... E se o Paulo Renato foi um reitor único, seu grande erro foi não ter formado sucessores com 1/3 da sua visão...
Veja também:
- Dinocamp: UAP e Vestibular
- Momento retrô: de volta ao 3.60
- O reitor Paulo Renato
- A nova política estudantil
- Aos meus grandes professores
- Viva Campinas!
No início dos anos 90, nada na TV era mais ligado à geração jovem da época que o revolucionário "Casseta&Planeta". E um dos bordões mais usados da turma do Casseta era, justamente, "pesquisadores da Unicamp de Campinas inventaram... " e lá vinha mais uma absurda "invenção". Bom, Campinas também sempre foi bem citada pelos Cassetas, mas por outro motivo ;-) (vide aqui)
O programa Casseta usava o bordão porque a Unicamp na época estava em iminência. Todo mundo sabia que era uma universidade de ponta, com pesquisas incríveis. E não saía da mídia. Todo esse marketing, certamente, mudou o patamar da Unicamp no Brasil. E foi uma estratégia louvável, pois obviamente também trouxe para cá alunos de todos os cantos do país, e até de fora, atingidos pela propaganda indireta e gratuita que tínhamos nos grandes meios de comunicação.
É interessante ver o quanto um gestor de primeira pode revolucionar uma universidade como a Unicamp. A grande questão é como garantir que os seus sucessores mantenham o trabalho que você fez... E se o Paulo Renato foi um reitor único, seu grande erro foi não ter formado sucessores com 1/3 da sua visão...
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- O reitor Paulo Renato
- A nova política estudantil
- Aos meus grandes professores
- Viva Campinas!
DinoCamp: o vestibular
O clima era mágico para quem vivia a juventude no final dos anos 80: o país saía da ditadura, tínhamos talvez o melhor congresso que esse país já escolheu (os senadores de SP eram FHC, Covas e Suplicy, só para dar um exemplo), tínhamos governadores eleitos, um novo mundo se desenhava à nossa frente: um sonho de um país democrático, livre e de futuro.
E foi exatamente nesse momento que o visionário Paulo Renato, nosso eterno reitor, lançou um slogan extremamente sedutor para aquela juventude : não queremos alunos bitolados, que decoram fórmulas e são treinados para fazer testes. Queremos alunos com capacidade de analisar e escrever, alunos críticos, que conseguem integrar seus conhecimentos em provas bem elaboradas que exigem visão abrangente. Naquele momento a Unicamp deixava a Fuvest e criava o seu próprio vestibular, que revolucionou o país, e exigiu mudanças profundas nas escolas e cursinhos que preparavam os alunos para os antigos vestibulares....
Para alguém da minha geração, era um apelo fantástico. E entrar na Unicamp deixava de ser apenas entrar em uma ótima universidade, mas também uma prova que não eramos um bando de nerds alienados, tínhamos atitude diferente, pessoas críticas, que gostavam e tinham capacidade de discutir. Foi em uma reunião da minha turma com a liderança do vestibular no ano de 88 que nos foi indicado que pesquisas comprovavam o perfil mais dinâmico e crítico dos alunos que entravam naquele novo vestibular.
Mas há um ano, novamente, a Unicamp tomou a decisão errada. E destruiu mais uma conquista do Paulo Renato. Desde o vestibular deste ano, o vestibular passou a ser na primeira fase, novamente, teste de múltipla escolha. O argumento é que o vestibular antigo era "caro" de se corrigir. Eu e um pequeno grupo de professores fomos contra, porque acreditamos que aquele vestibular era a cara da Unicamp e também selecionava alunos com o perfil que gostamos. Além disso, acreditamos que há muita gordura para cortar em áreas muito menos nobres que a seleção dos futuros alunos. Mas infelizmente fomos vencidos pela visão burocrática e curta dos "gestores" atuais da nossa universidade. Que certamente continuará a ter alunos brilhantes, mas talvez sem aquele diferencial de postura crítica e capacidade de argumentação que tínham os alunos até agora.
Veja também:
- DinoCamp: UAP
- Momento retrô: de volta ao 3.60...
- O reitor Paulo Renato
- A nova política estudantil
- Aos meus grandes professores
E foi exatamente nesse momento que o visionário Paulo Renato, nosso eterno reitor, lançou um slogan extremamente sedutor para aquela juventude : não queremos alunos bitolados, que decoram fórmulas e são treinados para fazer testes. Queremos alunos com capacidade de analisar e escrever, alunos críticos, que conseguem integrar seus conhecimentos em provas bem elaboradas que exigem visão abrangente. Naquele momento a Unicamp deixava a Fuvest e criava o seu próprio vestibular, que revolucionou o país, e exigiu mudanças profundas nas escolas e cursinhos que preparavam os alunos para os antigos vestibulares....
Para alguém da minha geração, era um apelo fantástico. E entrar na Unicamp deixava de ser apenas entrar em uma ótima universidade, mas também uma prova que não eramos um bando de nerds alienados, tínhamos atitude diferente, pessoas críticas, que gostavam e tinham capacidade de discutir. Foi em uma reunião da minha turma com a liderança do vestibular no ano de 88 que nos foi indicado que pesquisas comprovavam o perfil mais dinâmico e crítico dos alunos que entravam naquele novo vestibular.
Mas há um ano, novamente, a Unicamp tomou a decisão errada. E destruiu mais uma conquista do Paulo Renato. Desde o vestibular deste ano, o vestibular passou a ser na primeira fase, novamente, teste de múltipla escolha. O argumento é que o vestibular antigo era "caro" de se corrigir. Eu e um pequeno grupo de professores fomos contra, porque acreditamos que aquele vestibular era a cara da Unicamp e também selecionava alunos com o perfil que gostamos. Além disso, acreditamos que há muita gordura para cortar em áreas muito menos nobres que a seleção dos futuros alunos. Mas infelizmente fomos vencidos pela visão burocrática e curta dos "gestores" atuais da nossa universidade. Que certamente continuará a ter alunos brilhantes, mas talvez sem aquele diferencial de postura crítica e capacidade de argumentação que tínham os alunos até agora.
Veja também:
- DinoCamp: UAP
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- O reitor Paulo Renato
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- Aos meus grandes professores
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
DinoCamp: a UAP
Vou começar com este post uma série que há muito planejava escrever. Uma série de um dinossauro que arrasta sua barriga gigante pelos campos da nossa querida Unicamp há 25 anos. Para os antigos matarem saudades de suas histórias. E para os novos conhecerem como as coisas eram por aqui no passado.
Não poderia ser diferente, tenho que começar pelo começo. E o começo de tudo, para mim, foi a reviravolta que a Unicamp teve com um dos dois reitores realmente marcantes que ela teve: o Paulo Renato. Paulo Renato que há pouco nos deixou, depois de muito ter feito pelo país (vide este post).
O Paulo Renato resolveu que a Unicamp precisava mudar de patamar, precisava ser grande, ser conhecida. Começou com um evento histórico, memorável, a Universidade Aberta ao Público (UAP). Foram umas 5 edições naquele formato: um evento aberto, uma grande festa, onde excursões de todos os cantos vinham conhecer a Unicamp, que abria seus laboratórios para os jovens dos nível médio se apaixonarem pela ciência.
Foi o que aconteceu comigo: eu pensava em estudar na USP, muito mais perto de Santos, mas depois que vim visitar a UAP, em 1986, e vi um laser funcionando, e comi salsicha feita apenas com proteína saudável na engenharia de alimentos, e cientistas brincando de magia com misturas químicas, além de todo aquele "calor" que vinha de dezenas de milhares de "pré-bixos" rodando pela universidade, decidi que aqui seria meu lugar. Voltei em 1987, só para confirmar que queria ser um aluno do antigo DCC, departamento de computação que pertencia ao Instituto de Matemática. E entrei aqui em 88, depois de cancelar a matrícula que já tinha feito na USP, que me chamou primeiro no vestibular: e não me arrependo disso, jamais! Muito embora nunca mais tenha comido salsicha, nem visto laser, nem mesmo aquelas gatinhas que passeavam pelos gramados no dia da UAP :-D
A UAP tinha o clima dos jovens, tinha a visão do Paulo Renato de transformar a universidade pública em algo popular. Mas depois do Paulo Renato, a linhagem conservadora, chata mesmo, de professores, pressionou a reitoria para acabar com aquela "bagunça" que era a UAP. E a festa histórica e inesquecível do Paulo Renato virou a UPA, uma coisa burocrática, onde alunos precisam se inscrever antes para normalmente assistir a apenas uma palestra chata de professores nada simpáticos falando coisas que eles achariam facilmente no google, sobre apenas um curso. Como quase tudo na Unicamp, a ideia original que era fantástica se perdeu em meio à burocracia e a falta de objetividade dos gestores desta que é a melhor universidade do Brasil, segundo o último exame nacional.
Saudades do Paulo Renato, saudades da UAP. Mas ainda orgulhoso de ter sido aluno e de ser professor da Unicamp!
Veja também:
Momento retrô: de volta ao 3.60
DinoCamp: o vestibular
DinoCamp: o marketing
Não poderia ser diferente, tenho que começar pelo começo. E o começo de tudo, para mim, foi a reviravolta que a Unicamp teve com um dos dois reitores realmente marcantes que ela teve: o Paulo Renato. Paulo Renato que há pouco nos deixou, depois de muito ter feito pelo país (vide este post).
O Paulo Renato resolveu que a Unicamp precisava mudar de patamar, precisava ser grande, ser conhecida. Começou com um evento histórico, memorável, a Universidade Aberta ao Público (UAP). Foram umas 5 edições naquele formato: um evento aberto, uma grande festa, onde excursões de todos os cantos vinham conhecer a Unicamp, que abria seus laboratórios para os jovens dos nível médio se apaixonarem pela ciência.
Foi o que aconteceu comigo: eu pensava em estudar na USP, muito mais perto de Santos, mas depois que vim visitar a UAP, em 1986, e vi um laser funcionando, e comi salsicha feita apenas com proteína saudável na engenharia de alimentos, e cientistas brincando de magia com misturas químicas, além de todo aquele "calor" que vinha de dezenas de milhares de "pré-bixos" rodando pela universidade, decidi que aqui seria meu lugar. Voltei em 1987, só para confirmar que queria ser um aluno do antigo DCC, departamento de computação que pertencia ao Instituto de Matemática. E entrei aqui em 88, depois de cancelar a matrícula que já tinha feito na USP, que me chamou primeiro no vestibular: e não me arrependo disso, jamais! Muito embora nunca mais tenha comido salsicha, nem visto laser, nem mesmo aquelas gatinhas que passeavam pelos gramados no dia da UAP :-D
A UAP tinha o clima dos jovens, tinha a visão do Paulo Renato de transformar a universidade pública em algo popular. Mas depois do Paulo Renato, a linhagem conservadora, chata mesmo, de professores, pressionou a reitoria para acabar com aquela "bagunça" que era a UAP. E a festa histórica e inesquecível do Paulo Renato virou a UPA, uma coisa burocrática, onde alunos precisam se inscrever antes para normalmente assistir a apenas uma palestra chata de professores nada simpáticos falando coisas que eles achariam facilmente no google, sobre apenas um curso. Como quase tudo na Unicamp, a ideia original que era fantástica se perdeu em meio à burocracia e a falta de objetividade dos gestores desta que é a melhor universidade do Brasil, segundo o último exame nacional.
Saudades do Paulo Renato, saudades da UAP. Mas ainda orgulhoso de ter sido aluno e de ser professor da Unicamp!
Veja também:
Momento retrô: de volta ao 3.60
DinoCamp: o vestibular
DinoCamp: o marketing
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Homens sinceros e mulheres inteligentes
Sou um admirador convicto das mulheres: são lindas, loucas, insinuantes, confusas, charmosas, todas perfeitas em suas imperfeições. As mulheres são o maior investimento que os homens já fizeram: aquela costela não servia para nada mesmo ;-)
Mas tem coisas que me decepcionam no sexo oposto. Como é que pode, ainda hoje, existirem mulheres que querem que seus namorados/maridos/etc. digam que "só tem olhos para elas"? Vamos começar esclarecendo para essas moças sonhadoras que existem três tipos de homens:
- os que não gostam de mulheres;
- os que não resistem à dar uma olhadinha para belas mulheres;
- os mentirosos.
A mulher que pede para o seu companheiro jurar que não tem olhos para nenhuma outra ou quer um companheiro gay ou mentiroso. Porque homens, por definição, tem atração por mulheres. E, tudo o mais, é pura enganação.
Isso não tem nada a ver com ser cafajeste. Não estou falando que homens sempre traem suas mulheres. Está na hora de as mulheres entenderem que dar uma olhada, discreta, quando não estamos na frente da amada, para, digamos, um bumbum bem feito não quer dizer que eu farei de tudo para ficar com a dona daquela "opulência". É apenas admiração, da mesma forma que eu olhar para uma Ferrari que passa na rua não quer dizer que eu quero comprar uma, muito menos que eu posso :-) Lógico que se essa olhada for óbvia e evidente, já vira um flerte, uma paquera, aí já deixa de ser admiração e passa a ser interesse em traição...
E, quando são "seres inatingíveis", como atrizes? Aí a coisa é ainda mais ridícula. Por que uma mulher se incomoda se seu amado acha uma moça da TV bonita? Ela se acha a única mulher bonita do planeta? Aí já falta humildade, né? Da mesma forma que eu não me incomodo em saber que minha esposa adora observar o Tom Cruise, eu também me dou ao direito de admirar a Zeta-Jones ou a Paola Oliveira (vide este post). Não são pessoas com quem eu conviva, são tão reais como uma pintura abstrata para nossa realidade... E não acho que faça sentido ter ciúmes da Monalisa ;-)
Então, fica assim combinado: ninguém deve trair ninguém, um casal deve muito se respeitar, especialmente quando estão lado a lado. Mas, mulheres, não peçam para seus homens deixarem de ser homens: eles vão sim achar outras mulheres lindas, simpáticas, sexys, eles vão comentar com seus colegas sobre aquele par de coxas perfeitos ou aquele decote desconcertante. Porque eles são homens e homens gostam - muito - de mulheres. Se vocês não são assim, talvez seja cultural, talvez hormonal, ok, mas homens são naturalmente assim. E isso não os fará piores ou melhores, só os fará homens!
Mulheres inteligentes, o mundo não é um conto de fadas: não peçam para os homens prometerem que não olharão para mais ninguém, pois será uma promessa vazia. Não fiquem com raiva se eles acharem outras bonitas, até porque pior que eles falarem para vocês que acham alguém charmosa, é não falar: "cão que ladra não morde", "quem não deve, não teme". Não queiram que eles só pensem em vocês: a vida tem outras coisas interessantes também, você não é a única coisa maravilhosa da galáxia!
Homens sinceros: falem a verdade, não prometam o que não vão conseguir cumprir, respeitem suas amadas!
Espero que a verdade sobressaia e que as pessoas a cada dia mais se amem, com sinceridade, paixão e respeito. Pois só o amor vale a pena!
Veja também:
amor e sexo
Ame e dê vexame
O amor não pode ser complicado
Quem te faz feliz?
A beleza da mulher
A beleza tem que ser decantada: viva Paola!
A beleza é sempre natural
A auto-mutilação que virou fashion...
O cinismo da sociedade: pedofilia
Mas tem coisas que me decepcionam no sexo oposto. Como é que pode, ainda hoje, existirem mulheres que querem que seus namorados/maridos/etc. digam que "só tem olhos para elas"? Vamos começar esclarecendo para essas moças sonhadoras que existem três tipos de homens:
- os que não gostam de mulheres;
- os que não resistem à dar uma olhadinha para belas mulheres;
- os mentirosos.
A mulher que pede para o seu companheiro jurar que não tem olhos para nenhuma outra ou quer um companheiro gay ou mentiroso. Porque homens, por definição, tem atração por mulheres. E, tudo o mais, é pura enganação.
Isso não tem nada a ver com ser cafajeste. Não estou falando que homens sempre traem suas mulheres. Está na hora de as mulheres entenderem que dar uma olhada, discreta, quando não estamos na frente da amada, para, digamos, um bumbum bem feito não quer dizer que eu farei de tudo para ficar com a dona daquela "opulência". É apenas admiração, da mesma forma que eu olhar para uma Ferrari que passa na rua não quer dizer que eu quero comprar uma, muito menos que eu posso :-) Lógico que se essa olhada for óbvia e evidente, já vira um flerte, uma paquera, aí já deixa de ser admiração e passa a ser interesse em traição...
E, quando são "seres inatingíveis", como atrizes? Aí a coisa é ainda mais ridícula. Por que uma mulher se incomoda se seu amado acha uma moça da TV bonita? Ela se acha a única mulher bonita do planeta? Aí já falta humildade, né? Da mesma forma que eu não me incomodo em saber que minha esposa adora observar o Tom Cruise, eu também me dou ao direito de admirar a Zeta-Jones ou a Paola Oliveira (vide este post). Não são pessoas com quem eu conviva, são tão reais como uma pintura abstrata para nossa realidade... E não acho que faça sentido ter ciúmes da Monalisa ;-)
Então, fica assim combinado: ninguém deve trair ninguém, um casal deve muito se respeitar, especialmente quando estão lado a lado. Mas, mulheres, não peçam para seus homens deixarem de ser homens: eles vão sim achar outras mulheres lindas, simpáticas, sexys, eles vão comentar com seus colegas sobre aquele par de coxas perfeitos ou aquele decote desconcertante. Porque eles são homens e homens gostam - muito - de mulheres. Se vocês não são assim, talvez seja cultural, talvez hormonal, ok, mas homens são naturalmente assim. E isso não os fará piores ou melhores, só os fará homens!
Mulheres inteligentes, o mundo não é um conto de fadas: não peçam para os homens prometerem que não olharão para mais ninguém, pois será uma promessa vazia. Não fiquem com raiva se eles acharem outras bonitas, até porque pior que eles falarem para vocês que acham alguém charmosa, é não falar: "cão que ladra não morde", "quem não deve, não teme". Não queiram que eles só pensem em vocês: a vida tem outras coisas interessantes também, você não é a única coisa maravilhosa da galáxia!
Homens sinceros: falem a verdade, não prometam o que não vão conseguir cumprir, respeitem suas amadas!
Espero que a verdade sobressaia e que as pessoas a cada dia mais se amem, com sinceridade, paixão e respeito. Pois só o amor vale a pena!
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Ame e dê vexame
O amor não pode ser complicado
Quem te faz feliz?
A beleza da mulher
A beleza tem que ser decantada: viva Paola!
A beleza é sempre natural
A auto-mutilação que virou fashion...
O cinismo da sociedade: pedofilia
Pêsames e parabéns aos Corinthianos
Vou fazer um esforço para fazer um post sem paixão, bem racional. Vamos ver se consigo :-(
Sou mesmo, e muito, anticorinthiano. E não tenho nenhum problema em assumir isso. E sabe porquê? Já falei das origens disso lá na minha infância neste post. Mas, também, porque não me identifico com grosserias e má-educação, e ao vencer ontem, só para dar um exemplo, a maioria dos corinthianos não festejou sua vitória, mas quis esculhambar os seus concorrentes: a palavra que mais vi nas redes sociais é "chupa". Ou seja, os corinthianos não ganham para ficar felizes, não tem orgulho do seu time, na verdade eles ganham para provocar e desrespeitar os oponentes! Não consigo imaginar como alguém que ganhou um campeonato nacional fica só preocupado com outros torcedores e "se esquece" de festejar... Aliás, consigo: quando os corinthianos tiverem mais amor próprio, eles entenderão que não precisam ficar se preocupando tanto com os outros. Mas eles claramente ainda se sentem "menores" e ganhar é uma necessidade de auto-afirmação, de querer provar para os outros que eles não são tão ruins assim. E tentam minimizar os títulos dos outros e até o Pelé (o maior ídolo brasileiro) para não aceitar ser o que são. O dia que os corinthianos deixarem de ter baixa estima e começarem a respeitar todos os outros, quem sabe eu deixo de ser anti-corinthiano. Enquanto esse "bando de loucos" achar razoável falar "chupa" para comemorar um título, minha maior felicidade será a tristeza deles... Só para comparar, vou dar um exemplo de um time que não é o meu: quando o SP ganha, os São Paulinos empinam o nariz e se mostram superiores, o que faz sentido para um time que tem três títulos mundiais...Sim, ganhar é para ser um orgulho para si e não uma provocação para os outros...
Vamos e venhamos, o Corinthians até os anos 80 era um time estritamente paulista, onde tem uma força incrível (embora tenha passado muitos anos sem nenhum título nos anos 70). Seu primeiro título no nacional foi nos anos 90. E não tem nenhuma repercussão mundial. Isso não é vergonha para ninguém, pois o importante é crescer dia após dia e é fato que o Corinthians está ganhando espaço nos últimos anos. Mas entender a verdade e não querer, com grosseria, tentar desvalorizar o mérito dos outros, é muito importante... Eu assumo que o maior time dos últimos 20 anos no Brasil foi o SP e isso não me faz mal e nem me faz menos Santista... Mas os corinthianos precisam se achar melhor do que todos, e isso eles não são, pelo menos por enquanto.
De qualquer forma, parabéns pelo título. Desta vez, se houve tendência de juízes (o que não é improvável, com o Sanches e o Ronaldo na CBF, que deu um estádio para o time da zona leste) não foi, certamente, tão determinante. O título veio graças a uma campanha regular, de um time que aproveitou que só tinha o Brasileiro para somar o máximo de pontos possível. E isso é uma boa forma de ganhar campeonato. Vocês devem ter orgulho disso. Diferentemente do título de 2005, roubado absurdamente! Só corinthiano tem coragem de lembrar daqueles 7 X 1 contra o Santos naquele ano, querendo nos atingir, e se esquecendo que esse "amplo" resultado ocorreu porque o time do Santos se cansou de ser roubado descaradamente no jogo e ficou transtornado: sim, eu não tenho vergonha de ter perdido de 7 X 1 porque não foi um jogo justo e até o equilibrado Giovanni, um dos maiores ídolos do meu time, ficou p. com aquele juiz ridículo! Este também é um motivo de ser anti-corinthiano: parece que os corinthianos se orgulham de ganhar roubado, não tem vergonha disso...
E meus pêsames pelo Sócrates. Em um time onde a maioria dos heróis são "coisas" que nem jogam tudo isso e não são um exemplo de inteligência, o Doutor foi uma grata excessão. Inteligente e culto, deu um toque de elegância à maior seleção que este mundo já viu: a de 82. E talvez tenha sido o jogador mais identificado com a torcida do time da zona leste que eu já vi. É uma pena que os corinthianos, em sua maioria, tenham se esquecido dele até sua morte, cultuando "coisas estranhas" como Adriano, Marcelinho Carioca, Viola, etc.... Mas, pelo menos ontem, um pouco tarde é fato, se lembraram do grande jogador, e cidadão, que foi o doutor. Neste ponto me orgulho de ser santista: jamais deixamos de cultuar o Pelé, nosso ídolo máximo...
Então, corinthianos, parabéns pelo título (odeio ter que falar isso, mas sei que tem corinthianos que lêem meu blog) e pesâmes pelo magrão.E lembrem-se que futebol não vale tudo isso!
PS. aos mal-educados de plantão (sempre têm!) já deixo claro que comentários do tipo "chupa" ou piores não serão publicados...
Veja também:
- Futebol não vale tudo isso
- Por que estou tão feliz
- Momento de GRANDE felicidade
- A copa que envergonha o Brasil
- E a olimpíada? Mais absurdos...
| O "doutor" na melhor seleção que já existiu |
Vamos e venhamos, o Corinthians até os anos 80 era um time estritamente paulista, onde tem uma força incrível (embora tenha passado muitos anos sem nenhum título nos anos 70). Seu primeiro título no nacional foi nos anos 90. E não tem nenhuma repercussão mundial. Isso não é vergonha para ninguém, pois o importante é crescer dia após dia e é fato que o Corinthians está ganhando espaço nos últimos anos. Mas entender a verdade e não querer, com grosseria, tentar desvalorizar o mérito dos outros, é muito importante... Eu assumo que o maior time dos últimos 20 anos no Brasil foi o SP e isso não me faz mal e nem me faz menos Santista... Mas os corinthianos precisam se achar melhor do que todos, e isso eles não são, pelo menos por enquanto.
De qualquer forma, parabéns pelo título. Desta vez, se houve tendência de juízes (o que não é improvável, com o Sanches e o Ronaldo na CBF, que deu um estádio para o time da zona leste) não foi, certamente, tão determinante. O título veio graças a uma campanha regular, de um time que aproveitou que só tinha o Brasileiro para somar o máximo de pontos possível. E isso é uma boa forma de ganhar campeonato. Vocês devem ter orgulho disso. Diferentemente do título de 2005, roubado absurdamente! Só corinthiano tem coragem de lembrar daqueles 7 X 1 contra o Santos naquele ano, querendo nos atingir, e se esquecendo que esse "amplo" resultado ocorreu porque o time do Santos se cansou de ser roubado descaradamente no jogo e ficou transtornado: sim, eu não tenho vergonha de ter perdido de 7 X 1 porque não foi um jogo justo e até o equilibrado Giovanni, um dos maiores ídolos do meu time, ficou p. com aquele juiz ridículo! Este também é um motivo de ser anti-corinthiano: parece que os corinthianos se orgulham de ganhar roubado, não tem vergonha disso...
E meus pêsames pelo Sócrates. Em um time onde a maioria dos heróis são "coisas" que nem jogam tudo isso e não são um exemplo de inteligência, o Doutor foi uma grata excessão. Inteligente e culto, deu um toque de elegância à maior seleção que este mundo já viu: a de 82. E talvez tenha sido o jogador mais identificado com a torcida do time da zona leste que eu já vi. É uma pena que os corinthianos, em sua maioria, tenham se esquecido dele até sua morte, cultuando "coisas estranhas" como Adriano, Marcelinho Carioca, Viola, etc.... Mas, pelo menos ontem, um pouco tarde é fato, se lembraram do grande jogador, e cidadão, que foi o doutor. Neste ponto me orgulho de ser santista: jamais deixamos de cultuar o Pelé, nosso ídolo máximo...
Então, corinthianos, parabéns pelo título (odeio ter que falar isso, mas sei que tem corinthianos que lêem meu blog) e pesâmes pelo magrão.E lembrem-se que futebol não vale tudo isso!
PS. aos mal-educados de plantão (sempre têm!) já deixo claro que comentários do tipo "chupa" ou piores não serão publicados...
Veja também:
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- Por que estou tão feliz
- Momento de GRANDE felicidade
- A copa que envergonha o Brasil
- E a olimpíada? Mais absurdos...
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Aos meus grandes professores
Sou muito crítico com professores irresponsáveis, que deixam seus alunos sem cuidados e sem aulas por greves muitas vezes com somente motivações políticas. E também critico as bobeiras educativas, que tanto andam prejudicando os jovens de hoje.
Mas isso não quer dizer que não sou grato aos meus professores. E queria nominar aqui os mais memoráveis, muitos dos quais não tenho contato há décadas, mas que adoraria poder abraçar e dizer um grande obrigado!
Vou começar falando de quatro professoras do Ateneu Brasília, em Santos, onde estudei do maternal à quarta série, lá no início dos anos 70. Uma pequena escola, mas que me ensinou a ser um bom aluno...
Tudo começa com a Tia Tânia, que foi minha amada professora do pré, e teve a sensibilidade de indicar que eu deveria entrar um ano antes do previsto no primeiro ano (coisa que os educadores de hoje não conseguem entender, vide aqui).
Na primeira série tive a Tia Carmem Lúcia, carinhosa, doce, e, ao que me recordo, bonita. Ela me introduziu ao mundo das letras, com seus ditados cheios de "na outra linha, parágrafo, letra maiúscula".
Na segunda tive uma das maiores responsáveis por ter conseguido fazer uma excelente faculdade: a "brava" tia Catarina, também diretora da escola. Foi com ela que decorei toda a tabuada, algo do qual me orgulho até hoje. Tudo decorado com lições enormes, repetindo cada tabuada dezenas de vezes. Valeu muito!
Na quarta a tia Eliane me apresentou ao mundo das equações, com quadradinhos ao invés de X. E com ela descobri que teria dificuldade em alguma coisa: inglês. "Good morning, class. Good morning, Miss Kelly. This is the pencil. That is the pen".
Entre quinta e oitava estudei no Olavo Bilac, escola municipal santista. E a professora mais marcante foi, sem sombras de dúvidas, a Alice Maria, de português. Ela dava aula com prazer. E sem falsa educação, nos ensinou logo ao adentrar no quinto ano, onde ficava o "mijatório"... Foi ali que aquela imagem da tia angelical se transformou na imagem de uma professora, mulher normal.
No nível médio, que cursei no excelente Colégio do Carmo, em meados dos anos 80, os destaques eram o Iba, o professor de química doidão, que fumava e bebia, e dizia se transformar em Samanta após as 22hs. E que dava uma ótima aula. E o Duarte, de física, sério e rígido, que jogava a caneta de quem quer que fosse pela janela (terceiro andar) se a pessoa fosse escrever enquanto ele explicava. E que odiava o Uno, que ele chamava de botinha ortopédica e adorava usar como símbolo de ponto material.
Na faculdade, a professora mais marcante foi a Cecilia. Doce, educada, responsável, preparava as aulas bem, mas dava provas também "marcantes". Cecilia que me acompanhou por mais que 12 anos como professora (depois mestrado e doutorado) e que hoje é minha "colega" de trabalho. Mas não posso deixar de falar também no Franzin, o cara que mostrou como era o mercado de verdade e nos presenteava com seus incríveis conhecimento e experiência e no Ari, o professor mais "alegre" da matemática, com seu ouvido biônico, seus comentários brilhantes, suas aulas incríveis e suas provas impossíveis!
À todos vocês, e também à vários outros que não tive como citar, para não fazer um texto gigante, meu muitíssimo obrigado. Valeu de verdade!
Bobeiras educativas:
- O que as escolas não ensinam
- Psicologismo agudo
- Um tapinha não dói
- Que tal trabalhar para ganhar?
- Salário ou responsabilidade?
- Idade inicial
- Português correto: alunos e educadores
- Não ser meritocrático
- Foco em universidades
- Trote: vide aqui
- Bullying: primeiro post aqui, com novo comentário aqui
- Aprovação automática: vide aqui
- Novos conteúdos: vide aqui
- Flexibilidade: vide aqui
- Livros didáticos
Mas isso não quer dizer que não sou grato aos meus professores. E queria nominar aqui os mais memoráveis, muitos dos quais não tenho contato há décadas, mas que adoraria poder abraçar e dizer um grande obrigado!
Vou começar falando de quatro professoras do Ateneu Brasília, em Santos, onde estudei do maternal à quarta série, lá no início dos anos 70. Uma pequena escola, mas que me ensinou a ser um bom aluno...
Tudo começa com a Tia Tânia, que foi minha amada professora do pré, e teve a sensibilidade de indicar que eu deveria entrar um ano antes do previsto no primeiro ano (coisa que os educadores de hoje não conseguem entender, vide aqui).
Na primeira série tive a Tia Carmem Lúcia, carinhosa, doce, e, ao que me recordo, bonita. Ela me introduziu ao mundo das letras, com seus ditados cheios de "na outra linha, parágrafo, letra maiúscula".
Na segunda tive uma das maiores responsáveis por ter conseguido fazer uma excelente faculdade: a "brava" tia Catarina, também diretora da escola. Foi com ela que decorei toda a tabuada, algo do qual me orgulho até hoje. Tudo decorado com lições enormes, repetindo cada tabuada dezenas de vezes. Valeu muito!
Na quarta a tia Eliane me apresentou ao mundo das equações, com quadradinhos ao invés de X. E com ela descobri que teria dificuldade em alguma coisa: inglês. "Good morning, class. Good morning, Miss Kelly. This is the pencil. That is the pen".
Entre quinta e oitava estudei no Olavo Bilac, escola municipal santista. E a professora mais marcante foi, sem sombras de dúvidas, a Alice Maria, de português. Ela dava aula com prazer. E sem falsa educação, nos ensinou logo ao adentrar no quinto ano, onde ficava o "mijatório"... Foi ali que aquela imagem da tia angelical se transformou na imagem de uma professora, mulher normal.
No nível médio, que cursei no excelente Colégio do Carmo, em meados dos anos 80, os destaques eram o Iba, o professor de química doidão, que fumava e bebia, e dizia se transformar em Samanta após as 22hs. E que dava uma ótima aula. E o Duarte, de física, sério e rígido, que jogava a caneta de quem quer que fosse pela janela (terceiro andar) se a pessoa fosse escrever enquanto ele explicava. E que odiava o Uno, que ele chamava de botinha ortopédica e adorava usar como símbolo de ponto material.
Na faculdade, a professora mais marcante foi a Cecilia. Doce, educada, responsável, preparava as aulas bem, mas dava provas também "marcantes". Cecilia que me acompanhou por mais que 12 anos como professora (depois mestrado e doutorado) e que hoje é minha "colega" de trabalho. Mas não posso deixar de falar também no Franzin, o cara que mostrou como era o mercado de verdade e nos presenteava com seus incríveis conhecimento e experiência e no Ari, o professor mais "alegre" da matemática, com seu ouvido biônico, seus comentários brilhantes, suas aulas incríveis e suas provas impossíveis!
À todos vocês, e também à vários outros que não tive como citar, para não fazer um texto gigante, meu muitíssimo obrigado. Valeu de verdade!
Bobeiras educativas:
- O que as escolas não ensinam
- Psicologismo agudo
- Um tapinha não dói
- Que tal trabalhar para ganhar?
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- Idade inicial
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terça-feira, 29 de novembro de 2011
O que as escolas não ensinam
Abaixo regras que Bill Gates, dono da Microsoft, discursou para alunos em uma formatura. Concordo com a visão dele de que escolas extremamente protecionistas, onde a preocupação não é ensinar, mas "motivar" (vide aqui), onde não se pode reprovar (vide aqui) e onde o maior temor é o bullying (vide aqui e aqui), estão fugindo do seu objetivo maior.
'- Vocês estão se formando e deixando os bancos escolares, para enfrentarem a vida lá fora. Não a vida que você querem, não a vida que vocês sonharam ter, a vida como ela é. Você estão saindo de um mundo educacional que está pervertendo o conceito da educação, adotando um esquema que visa proporcionar uma vida fácil para a nova geração. Essa política educacional leva as pessoas a falharem em suas vidas pessoais e profissionais mais tarde. Vou compartilhar com vocês onze regras que não se aprendem nas escolas:
Regra 1: A vida não é fácil. Acostume-se com isso.
Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa de útil por ele (o mundo) antes de aceitá-lo.
Regra 3: Você não vai ganhar vinte mil dólares por mês assim que sair da faculdade. Você não será vice-presidente de uma grande empresa, com um carrão e um telefone à sua disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e ter seu próprio telefone.
Regra 4: Se você acha que seu pai ou seu professor são rudes, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seu avós tinham uma palavra diferente para isso. Eles chamavam isso de 'oportunidade'
Regra 6: Se você fracassar não ache que a culpa é de seus pais. Não lamente seus erros, aprenda com eles.
Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por terem de pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são 'ridículos'. Então, antes de tentar salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente arrumar o seu próprio quarto.
Regra 8: Sua escola pode ter criado trabalhos em grupo, para melhorar suas notas e eliminar a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar para ficar de DP até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola está despedido... RUA! Faça certo da primeira vez.
Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre férias de verão e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
Regra 10: Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.
Regra 11: Seja legal com os CDF´s - aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas. Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.'
Juventude atual:
- aonde querem chegar?
- amor e sexo
- Adeus a Amy,
- inspiração boa e ruim,
- cérebro de pipoca
- valor da vida
Bobeiras educativas:
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| Bill sabe o que fala! |
Regra 1: A vida não é fácil. Acostume-se com isso.
Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa de útil por ele (o mundo) antes de aceitá-lo.
Regra 3: Você não vai ganhar vinte mil dólares por mês assim que sair da faculdade. Você não será vice-presidente de uma grande empresa, com um carrão e um telefone à sua disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e ter seu próprio telefone.
Regra 4: Se você acha que seu pai ou seu professor são rudes, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seu avós tinham uma palavra diferente para isso. Eles chamavam isso de 'oportunidade'
Regra 6: Se você fracassar não ache que a culpa é de seus pais. Não lamente seus erros, aprenda com eles.
Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por terem de pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são 'ridículos'. Então, antes de tentar salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente arrumar o seu próprio quarto.
Regra 8: Sua escola pode ter criado trabalhos em grupo, para melhorar suas notas e eliminar a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar para ficar de DP até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola está despedido... RUA! Faça certo da primeira vez.
Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre férias de verão e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
Regra 10: Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.
Regra 11: Seja legal com os CDF´s - aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas. Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.'
Juventude atual:
- aonde querem chegar?
- amor e sexo
- Adeus a Amy,
- inspiração boa e ruim,
- cérebro de pipoca
- valor da vida
Bobeiras educativas:
- Um tapinha não dói
- Que tal trabalhar para ganhar?
- Salário ou responsabilidade?
- Idade inicial
- Português correto: alunos e educadores
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sábado, 26 de novembro de 2011
Trapalhões na luta contra a ditadura
Nossa "elite intelectual" escolhe seus mocinhos e seus bandidos por simpatia, e não com base na verdade. E isso ainda era mais forte na época da ditadura.
Sempre ouvia falar bem do Caetano e do Gil e mal do Roberto Carlos na infância, porque o Roberto compactuava com a ditadura. Mas foi só depois da ditadura cair que soube que a frase
"Debaixo dos caracóis dos seus cabelos, uma história para contar, de um mundo tão distante"
eram os caracóis do Caetano que estava exilado na Inglaterra, Caetano que o Roberto fez questão de visitar. Vamos e venhamos, se o cara era considerado o rei, fazia um sucesso danado e fosse assim tão alienado, porque iria fazer uma música em homenagem à alguém perseguido pela ditadura? É, o Roberto não merecia aquela perseguição, mas na verdade os intelectuais nunca gostaram de quem faz sucesso, é uma opinião elitista de quem nunca vai gostar de nada que o povão gosta!
Mas o tema aqui não é Roberto, mas Os Trapalhões. Sim, o grupo de palhaços mais incrível que esse país já teve. O grupo com um paulista que veio do circo (Dedé), um autêntico sambista carioca (Mussum, que antes cantava no grupo Originais do Samba), um mineirinho típico (Zacarias) e um nordestino pobre mas esperto, com um quê de Carlitos, mas brasileiríssimo (o Didi). Eles agradavam todas as idades, com humor leve, simples e com cara do nosso país. E foram sucesso por duas décadas não apenas na TV, mas também no cinema, onde eram, ano após ano, a maior bilheteria.
Os chatos pseudo-intelectuais jamais assumiriam que os trapalhões lutaram contra a ditadura. Sempre irão citar aqueles diretores de cinema chatíssimos, que só eles conseguiam assistir e não tinham nenhum impacto no povo. Mas revendo "Os saltimbancos trapalhões" agora, filme de muito sucesso na época, fiquei abismado ao perceber tão claramente uma cena: enquanto toca "Todos juntos somos fortes, somos flecha e somos arco, (... ) não há nada a temer", a plebe explorada se rebela contra o dono do circo, que acaba dividindo o poder. Claro, chatos intelectuais, o texto é inspirado na peça do Chico Buarque, por sua vez traduzido de texto francês. Mas a peça, senhores inteligentes, era uma coisa para poucos filhinhos de ricos. Já o filme dos trapalhões, foi visto por mais de 5 milhões de pessoas, só no cinema!
O detalhe importante - e nada discreto - é que atrás do dono do circo está aberta não uma lona, mas a bandeira do Brasil! Nada mais claro, nada mais evidente, a metáfora é explícita! Os trapalhões tinham muito mais a perder que os estudantes rebeldes que faziam ações terroristas que se acham heróis (vide aqui), e não deixaram de mostrar sua opinião! É ridículo que nunca vi ninguém da nossa elite esquerdista agradecendo os trapalhões por ter lutado ao lado deles...Ao ver essa cena, fiquei ainda mais feliz por sempre ter sido fã incondicional dos 4 palhaços, palhaços que nunca sairão da minha memória de momentos felizes!
Veja também:
- Juventude atual: Losers são os americanos...
- Uma elite intelectual idiota
Sempre ouvia falar bem do Caetano e do Gil e mal do Roberto Carlos na infância, porque o Roberto compactuava com a ditadura. Mas foi só depois da ditadura cair que soube que a frase
"Debaixo dos caracóis dos seus cabelos, uma história para contar, de um mundo tão distante"
eram os caracóis do Caetano que estava exilado na Inglaterra, Caetano que o Roberto fez questão de visitar. Vamos e venhamos, se o cara era considerado o rei, fazia um sucesso danado e fosse assim tão alienado, porque iria fazer uma música em homenagem à alguém perseguido pela ditadura? É, o Roberto não merecia aquela perseguição, mas na verdade os intelectuais nunca gostaram de quem faz sucesso, é uma opinião elitista de quem nunca vai gostar de nada que o povão gosta!
Os chatos pseudo-intelectuais jamais assumiriam que os trapalhões lutaram contra a ditadura. Sempre irão citar aqueles diretores de cinema chatíssimos, que só eles conseguiam assistir e não tinham nenhum impacto no povo. Mas revendo "Os saltimbancos trapalhões" agora, filme de muito sucesso na época, fiquei abismado ao perceber tão claramente uma cena: enquanto toca "Todos juntos somos fortes, somos flecha e somos arco, (... ) não há nada a temer", a plebe explorada se rebela contra o dono do circo, que acaba dividindo o poder. Claro, chatos intelectuais, o texto é inspirado na peça do Chico Buarque, por sua vez traduzido de texto francês. Mas a peça, senhores inteligentes, era uma coisa para poucos filhinhos de ricos. Já o filme dos trapalhões, foi visto por mais de 5 milhões de pessoas, só no cinema!
O detalhe importante - e nada discreto - é que atrás do dono do circo está aberta não uma lona, mas a bandeira do Brasil! Nada mais claro, nada mais evidente, a metáfora é explícita! Os trapalhões tinham muito mais a perder que os estudantes rebeldes que faziam ações terroristas que se acham heróis (vide aqui), e não deixaram de mostrar sua opinião! É ridículo que nunca vi ninguém da nossa elite esquerdista agradecendo os trapalhões por ter lutado ao lado deles...Ao ver essa cena, fiquei ainda mais feliz por sempre ter sido fã incondicional dos 4 palhaços, palhaços que nunca sairão da minha memória de momentos felizes!
Veja também:
- Juventude atual: Losers são os americanos...
- Uma elite intelectual idiota
Orgulho de ser de um time!
| Laboratório de Informática, Aprendizagem e Gestão |
Esse grupo é o LIAG, o laboratório de informática, aprendizagem e gestão. Um laboratório de uns 5m2 no máximo. Mas com muita gente boa!
Em 4 anos de existência, o LIAG já conseguiu dezenas de publicações em eventos importantes, além de ter participado de vários projetos de pesquisa e organizado vários torneios e eventos. E, ainda, conseguimos várias distinções importantes:
1. teve os trabalhos de iniciação científica considerados como melhor tema livre nos anos de 2010 e 2011 na UNICAMP, com o Júlio e o Renato, dois alunos brilhantes que colaboraram em muito com as pesquisas de robótica do lab. E não posso deixar de destacar o Leandro Morelato, aluno que me ajudou a criar essa linha de pesquisas, antes mesmo do LIAG existir;
2. tivemos três trabalhos selecionados entre os melhores trabalhos de conclusão de curso no SBIE: em 2009 o Henrique nos representou com o projeto Gene, em 2010 a Mônica com o chatterbot Elber e neste ano o Diogo, aluno que trabalhou com pesquisas no LIAG por três anos e meio foi escolhido como o segundo melhor trabalho do ano, com o projeto Lab's Life.
3. propusemos e conseguimos trazer para a UNICAMP o SBIE 2013, o maior evento da área de informática e educação no Brasil!
Tenho muito orgulho de ser desse time! Um time de sucesso! Que não fica reclamando que não tem verba, que não tem espaço, que não tem ..., que sabe que
"quem sabe faz a hora, não espera acontecer!"
Isso prova que quando se junta responsabilidade, inteligência e cooperação, podemos sonhar mais longe! Valeu turma!
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Pobres no Brasil não têm direitos?
E um deputado estadual de SP teve uma ideia "brilhante": proibir garupas em motos, para evitar violência. Isso porque ele alega que a maioria dos assaltos é feito por duplas em motos.
Mas vamos mais a fundo na interpretação da proposta. Quem está realmente preocupado com a violência? Normalmente, os mais ricos. E ricos não andam de moto, nem de ônibus, só de carro.
E quem anda de moto? Assaltantes? Bom, alguns talvez. Mas a grande maioria são pessoas simples que trabalharam muito para conseguir comprar, com muito custo, um meio de transporte mais rápido e barato que nosso horrível transporte público. A moto serve para levar esse povo humilde para trabalhar, para fazer compras e até para namorar (eu mesmo, quando era teen, ia namorar de moto).
Agora me vêm esse incrível deputado e me diz que os pobres que compraram moto não vão poder usá-la? Em nome de defender alguns da violência, vamos privar toda uma classe de pessoas de transporte? Transporte que compraram com seu esforço e sobre o qual tem direitos?
Que tal, senhor deputado, proibir carros de andar com mais de um passageiro, porque há bandos de assaltantes de banco que andam de carro? Esdrúxulo isso, senhor deputado? E porque proibir colocar dois em uma moto não é esdrúxulo? Só porque o senhor acha que pobres podem ser privados de seus direitos em favor de uma elite? Me poupe!
Espero que todos os motoqueiros do Brasil saibam de cor o nome de todos os deputados que aprovaram na assembléia esse absurdo, para que eles nunca mais sejam eleitos nem para síndico de prédio! E espero que o governador Alckmin tenha o bom senso de vetar essa lei elitista! Pobres não são massa de manobra para ricos, são cidadãos que merecem ver seus direitos serem respeitados!
Veja também:
- acima da lei: estudantes e ricos
- Sigo a lei, sou preconceituoso!
- Uma elite intelectual idiota
- o vergonhoso movimento estudantil: 1, 2 e 3
Mas vamos mais a fundo na interpretação da proposta. Quem está realmente preocupado com a violência? Normalmente, os mais ricos. E ricos não andam de moto, nem de ônibus, só de carro.
E quem anda de moto? Assaltantes? Bom, alguns talvez. Mas a grande maioria são pessoas simples que trabalharam muito para conseguir comprar, com muito custo, um meio de transporte mais rápido e barato que nosso horrível transporte público. A moto serve para levar esse povo humilde para trabalhar, para fazer compras e até para namorar (eu mesmo, quando era teen, ia namorar de moto).
Agora me vêm esse incrível deputado e me diz que os pobres que compraram moto não vão poder usá-la? Em nome de defender alguns da violência, vamos privar toda uma classe de pessoas de transporte? Transporte que compraram com seu esforço e sobre o qual tem direitos?
Que tal, senhor deputado, proibir carros de andar com mais de um passageiro, porque há bandos de assaltantes de banco que andam de carro? Esdrúxulo isso, senhor deputado? E porque proibir colocar dois em uma moto não é esdrúxulo? Só porque o senhor acha que pobres podem ser privados de seus direitos em favor de uma elite? Me poupe!
Espero que todos os motoqueiros do Brasil saibam de cor o nome de todos os deputados que aprovaram na assembléia esse absurdo, para que eles nunca mais sejam eleitos nem para síndico de prédio! E espero que o governador Alckmin tenha o bom senso de vetar essa lei elitista! Pobres não são massa de manobra para ricos, são cidadãos que merecem ver seus direitos serem respeitados!
Veja também:
- acima da lei: estudantes e ricos
- Sigo a lei, sou preconceituoso!
- Uma elite intelectual idiota
- o vergonhoso movimento estudantil: 1, 2 e 3
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Um papo de dar fome
(mais um post da série spams legais, sem autor conhecido)
Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.
E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.
Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.
Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese... etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.
O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.
Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco...
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.
Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.
No frigir dos ovos, nossa língua dá um grande apetite!
Veja também:
- Quem te faz feliz?
- Um mundo insano
- as escolhas da vida
- Nerd Pride - Piadas nerds
- Nerd Pride - 1 - vida universitária
- Nerd Pride - 2 - Cálculo
- Nerd Pride - 3 - Matemática
- Nerd Pride - 4 - Computação
Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.
E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.
Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.
Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese... etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.
O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.
Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco...
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.
Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.
No frigir dos ovos, nossa língua dá um grande apetite!
Veja também:
- Quem te faz feliz?
- Um mundo insano
- as escolhas da vida
- Nerd Pride - Piadas nerds
- Nerd Pride - 1 - vida universitária
- Nerd Pride - 2 - Cálculo
- Nerd Pride - 3 - Matemática
- Nerd Pride - 4 - Computação
sábado, 19 de novembro de 2011
Eu sou louco!
Adoro pensar sem medo, voar e me imaginar por aqui e por lá. E sempre adorei textos que falam de loucura. O Alienista, do Machado, é um dos meus livros preferidos. Um livro que marcou muito minha vida e minha maturidade: o li com 13 anos e odiei. E o reli com 16 e o amei. A maturidade tinha chegado, eu tinha começado a entender que a vida não é linear, que tudo tem dois lados, e que não há maior sanidade do que se permitir ser louco.
Sou um cara "certinho", sou pé no chão, não gosto de aventuras, até de avião não gosto muito (embora não deixe de viajar por isso). Tenho uma imagem clean e uso roupas discretas. Quem não me conhece de perto pode me achar um yuppie. É preciso me conhecer mais para ver minhas loucuras...
Lembro que uma vez, há uns 25 anos, uma eterna-quase-namoradinha me disse que duvidava que eu me ajoelhasse em frente dela e que saísse dançando na calçada super-movimentada, e eu fiz ambos e a deixei vermelhíssima de vergonha. Ela se achava louca e me achava quietinho. E eu a surpreendi. E faria tudo de novo, para conseguir um sorriso de alguém que amo. Não tenho nenhum medo de parecer louco, pois sei que o sou!
Não quero passar nenhuma imagem para ninguém, não me preocupo com o que os outros pensam. Alguns devem me achar um quadrado, outros me acham direitista e outros quase-comunista. Eu sou tudo isso e não sou, e também vou mudando, porque nós temos o direito de mudar! A vida nos ensina coisas e eu adoro aprender. E quando aprendemos, mudamos!
Sendo assumidamente louco, tenho que admirar músicas de loucos. Quando era muito pequeno adorava o Silvio Brito e suas músicas "tá todo mundo louco" e "espelho meu". Já na graduação, uma das minhas músicas preferidas passou a ser "Maluco Beleza" do eterno Raul . Como cantávamos essa música naquela época tão boa da vida... Veja abaixo essa música, em gravação histórica, na praia do Gonzaga, na minha amada Santos!
Vim hoje ouvindo um lindo disco do Ney Matogrosso, com músicas de primeiríssima com sua interpretação primorosa. É, sou louco em assumir que adoro o Ney, mesmo morando em Campinas e sabendo que minha turma de Santos vai me encher até o fim dos tempos por isso. Mas gosto sim do Ney, fazer o que? E entre essas músicas do disco que ouvia, uma das mais fantásticas é justamente a balada do louco.
Mais louco é quem me diz, e não é feliz!
Eu sou feliz!
Veja também:
- Eu sou criança
- Eu sou + eu
- Michael Jackson
- Queen
- Belo
Sou um cara "certinho", sou pé no chão, não gosto de aventuras, até de avião não gosto muito (embora não deixe de viajar por isso). Tenho uma imagem clean e uso roupas discretas. Quem não me conhece de perto pode me achar um yuppie. É preciso me conhecer mais para ver minhas loucuras...
Lembro que uma vez, há uns 25 anos, uma eterna-quase-namoradinha me disse que duvidava que eu me ajoelhasse em frente dela e que saísse dançando na calçada super-movimentada, e eu fiz ambos e a deixei vermelhíssima de vergonha. Ela se achava louca e me achava quietinho. E eu a surpreendi. E faria tudo de novo, para conseguir um sorriso de alguém que amo. Não tenho nenhum medo de parecer louco, pois sei que o sou!
Não quero passar nenhuma imagem para ninguém, não me preocupo com o que os outros pensam. Alguns devem me achar um quadrado, outros me acham direitista e outros quase-comunista. Eu sou tudo isso e não sou, e também vou mudando, porque nós temos o direito de mudar! A vida nos ensina coisas e eu adoro aprender. E quando aprendemos, mudamos!
Sendo assumidamente louco, tenho que admirar músicas de loucos. Quando era muito pequeno adorava o Silvio Brito e suas músicas "tá todo mundo louco" e "espelho meu". Já na graduação, uma das minhas músicas preferidas passou a ser "Maluco Beleza" do eterno Raul . Como cantávamos essa música naquela época tão boa da vida... Veja abaixo essa música, em gravação histórica, na praia do Gonzaga, na minha amada Santos!
Vim hoje ouvindo um lindo disco do Ney Matogrosso, com músicas de primeiríssima com sua interpretação primorosa. É, sou louco em assumir que adoro o Ney, mesmo morando em Campinas e sabendo que minha turma de Santos vai me encher até o fim dos tempos por isso. Mas gosto sim do Ney, fazer o que? E entre essas músicas do disco que ouvia, uma das mais fantásticas é justamente a balada do louco.
Mais louco é quem me diz, e não é feliz!
Eu sou feliz!
Veja também:
- Eu sou criança
- Eu sou + eu
- Michael Jackson
- Queen
- Belo
terça-feira, 15 de novembro de 2011
A manipulação da mídia na música
Tem certas coisas que são tão óbvias que dá até asco!
Quando dois irmãos que pertencem a uma dupla resolvem brigar em público, já é algo vergonhoso... Que belo exemplo de família! Bom, mas a história da família deles já é pública e não é exemplo em nenhum momento, desde uma exploração pelo pai... Mas aí já é outra história.
Os caras brigam um dia, e dois dias depois já estão em um programa de entrevistas de grande repercussão, usualmente GRAVADO, dizendo que voltaram! E ao longo da semana seguinte, inteira, aparecem em tudo que é programa! Todos sabemos que a agenda da TV não é algo simples, então parece muito difícil de isso acontecer assim sem ter sido planejado previamente...
Foi uma ótima estratégia de trazer à mídia uma dupla que andava bem apagada. Só falta agora eles lançarem um novo disco, que estava prontinho: aí seria descaramento demais!
Até que ponto esse povo vai continuar manipulando a imprensa? E como o povo ainda cai nesses velhos golpes publicitários?
Veja também:
- Michael Jackson
- Queen
- Belo
- Roque Santeiro
Quando dois irmãos que pertencem a uma dupla resolvem brigar em público, já é algo vergonhoso... Que belo exemplo de família! Bom, mas a história da família deles já é pública e não é exemplo em nenhum momento, desde uma exploração pelo pai... Mas aí já é outra história.
Os caras brigam um dia, e dois dias depois já estão em um programa de entrevistas de grande repercussão, usualmente GRAVADO, dizendo que voltaram! E ao longo da semana seguinte, inteira, aparecem em tudo que é programa! Todos sabemos que a agenda da TV não é algo simples, então parece muito difícil de isso acontecer assim sem ter sido planejado previamente...
Foi uma ótima estratégia de trazer à mídia uma dupla que andava bem apagada. Só falta agora eles lançarem um novo disco, que estava prontinho: aí seria descaramento demais!
Até que ponto esse povo vai continuar manipulando a imprensa? E como o povo ainda cai nesses velhos golpes publicitários?
Veja também:
- Michael Jackson
- Queen
- Belo
- Roque Santeiro
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Nerd Pride - Piadas nerds
A compilação abaixo é do blog "engenheiro nerd". Fantástica!
O que 6 carbonos de mãos dadas estão fazendo com 6 hidrogênios na igreja?
- BENZENO!!!…
Existem somente 10 tipos de pessoas no mundo inteiro:
Aquelas que entendem essa frase e aquelas que não entendem.…
O que é pior que cair um raio na sua cabeça?
- cair um diâmetro…
Por que o urso branco se dissolveu quando caiu na água??
- Porque ele era polar!…
Porque o queijo e a manteiga são derivadas do leite?
- Porque o leite é integral! (riam após pagar cálculo 1)
Como se desmaia um vetor?
- Apaga a pontinha que ele perde o sentido.
O que a mulher do Einstein falou pra ele quando ela o viu pelado pela primeira vez??
- Nossa!!! Que físico!!
Sabe qual a diferença entre um ventilador quebrado e uma pessoa cansada?
- 30!!! Porque o ventilador quebrado NO VENTA, já se você está cansado Se Senta!!!
Qual é a resposta para a vida, o Universo e tudo mais ?
- 42 (não é uma piada é uma filosofia!)(procura no google "the answer to life the universe and everything")
Série Nerd Pride:
- Vida universitária
- Matemática
- Cálculo
- Computação
O que 6 carbonos de mãos dadas estão fazendo com 6 hidrogênios na igreja?
- BENZENO!!!…
Existem somente 10 tipos de pessoas no mundo inteiro:
Aquelas que entendem essa frase e aquelas que não entendem.…
O que é pior que cair um raio na sua cabeça?
- cair um diâmetro…
Por que o urso branco se dissolveu quando caiu na água??
- Porque ele era polar!…
Porque o queijo e a manteiga são derivadas do leite?
- Porque o leite é integral! (riam após pagar cálculo 1)
Como se desmaia um vetor?
- Apaga a pontinha que ele perde o sentido.
O que a mulher do Einstein falou pra ele quando ela o viu pelado pela primeira vez??
- Nossa!!! Que físico!!
Sabe qual a diferença entre um ventilador quebrado e uma pessoa cansada?
- 30!!! Porque o ventilador quebrado NO VENTA, já se você está cansado Se Senta!!!
Qual é a resposta para a vida, o Universo e tudo mais ?
- 42 (não é uma piada é uma filosofia!)(procura no google "the answer to life the universe and everything")
Série Nerd Pride:
- Vida universitária
- Matemática
- Cálculo
- Computação
Nerd Pride - Piadas Nerds - 4 - Computação
Bom, nós da computação somos os nerds mais conhecidos do mundo. E temos o direito de ter nossas nerdices privativas.

Série Nerd Pride:
- Vida universitária
- Matemática
- Cálculo
- Computação
Veja também:
- Estudantes ou bandidos?
- o vergonhoso movimento estudantil: 1 e 2
- acima da lei: estudantes e ricos
- Uma elite intelectual idiota
- Uma boa inspiração
- Inspirações erradas
- Cérebro de pipoca
- O valor da vida
- Aonde querem chegar?
| Dessa eu ri sem parar, mas é só para quem fez circuitos elétricos! |
Série Nerd Pride:
- Vida universitária
- Matemática
- Cálculo
- Computação
Veja também:
- Estudantes ou bandidos?
- o vergonhoso movimento estudantil: 1 e 2
- acima da lei: estudantes e ricos
- Uma elite intelectual idiota
- Uma boa inspiração
- Inspirações erradas
- Cérebro de pipoca
- O valor da vida
- Aonde querem chegar?
Nerd Pride - Piadas nerds 3 - Matemática
Matemática era algo interessante, legal e útil. Era, pelo menos até conhecermos cálculo. E quem já teve que sofrer com integrais e derivadas, tem saudades do tempo em que a matemática era algo que fazia sentido. E gosta de enfrentar desafios...
Série Nerd Pride:
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- Matemática
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- Computação
Veja também:
- Estudantes ou bandidos?
- o vergonhoso movimento estudantil: 1 e 2
- acima da lei: estudantes e ricos
- Uma elite intelectual idiota
- Uma boa inspiração
- Inspirações erradas
- Cérebro de pipoca
- O valor da vida
- Aonde querem chegar?
| Veja se você descobre o erro... Poste no comentário! |
| Esse tipo de demonstração normalmente surge após uma prova de cálculo... |
Série Nerd Pride:
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- Matemática
- Cálculo
- Computação
Veja também:
- Estudantes ou bandidos?
- o vergonhoso movimento estudantil: 1 e 2
- acima da lei: estudantes e ricos
- Uma elite intelectual idiota
- Uma boa inspiração
- Inspirações erradas
- Cérebro de pipoca
- O valor da vida
- Aonde querem chegar?
Nerd Pride - Piadas Nerds 2 - Cálculo
Só quem já teve que estudar cálculo, quem já teve que fazer uma demonstração de derivada com epsilons e deltas consegue entender essas piadas. São piadas de exatóides. E muito divertidas!
Tudo começa com as primeiras provas tétricas que nos mostram que não sabemos nada até entrar na faculdade, normalmente aplicadas por professores sádicos, que adoram falar coisas como "o que você faz da meia noite às seis?"....
Você tenta apelar para a religião, mas descobre que só estudando MUUUUUUITO é que vai resolver...
Ai você começa a ficar afetado com aquela calculeira, e começa a ver cálculo até onde não tem...
Por fim, tudo vira piada (depois de passarmos no semestre, claro!). E o melhor momento da vida é quando somos aprovados no último cálculo da graduação. Ufa!
Série Nerd Pride:
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Veja também:
- Estudantes ou bandidos?
- o vergonhoso movimento estudantil: 1 e 2
- acima da lei: estudantes e ricos
- Uma elite intelectual idiota
- Uma boa inspiração
- Inspirações erradas
- Cérebro de pipoca
- O valor da vida
- Aonde querem chegar?
Tudo começa com as primeiras provas tétricas que nos mostram que não sabemos nada até entrar na faculdade, normalmente aplicadas por professores sádicos, que adoram falar coisas como "o que você faz da meia noite às seis?"....
| Me lembro da minha primeira prova de cálculo :-( |
| Parece a teoria dos nú meros irreais que eu e meus amigos criamos... |
| Buscando inspiração suprema |
| Esse cara tá bitolado mesmo! Nunca mais vou tomar soda com prazer... |
| Bitola extrema |
| Continuidade natural da bitola anterior |
Série Nerd Pride:
- Vida universitária
- Matemática
- Cálculo
- Computação
Veja também:
- Estudantes ou bandidos?
- o vergonhoso movimento estudantil: 1 e 2
- acima da lei: estudantes e ricos
- Uma elite intelectual idiota
- Uma boa inspiração
- Inspirações erradas
- Cérebro de pipoca
- O valor da vida
- Aonde querem chegar?
Nerd Pride - piadas nerds 1 - vida universitária
| Quem já esteve ali embaixo, como eu, sabe como é que é :-) |
Quem já foi estudante e estudou fora de casa, e não era filhinho de papai, nem politiqueiro ou traficantezinho, sabe o que é viver com os R$ 4,00 / dia para pagar o bandejão e olhe lá!
Mas, quer saber, esse momento da vida mostra que não é dinheiro que trás felicidade: poder ficar anos a fio estudando e convivendo com amigos de verdade é incrível, foram os anos mais divertidos da minha vida. Mesmo sem grana :-)
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- Estudantes ou bandidos?
- o vergonhoso movimento estudantil: 1 e 2
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- Uma elite intelectual idiota
- Uma boa inspiração
- Inspirações erradas
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
Um talento único e uma grande vítima!
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| Off the wall: o começo do grande Michael Jackson |
Mas Michael Jackson foi algo extraordinário, algo que dificilmente se repetirá na história do pop. Michael trouxe para as paradas de todo o mundo o ritmo negro americano. Ele começou com seus irmãos, no Jackson Five, e esses cinco trouxeram um conjunto imenso de belas canções que ficarão para sempre na memória do mundo.
No final dos anos 70, Michael começou sua carreira solo. E no disco "Off the wall" ele mostrou que não seria apenas mais um cantor pop: ele estaria acima disso. O disco está cheio de canções fantásticas, mas sem dúvida o maior destaque é o funk (funk de verdade, não aquela porcaria que se toca no RJ) "Don't stop 'till get enough", uma daquelas músicas que dá vontade de sair dançando, onde você estiver. E, por curiosidade, a música que deu origem a abertura do Video Show (vinheta é um trecho exato da música). Inclui o vídeo dessa música abaixo.
Don't Stop 'Till You Get Enough por chilavert
![]() |
| Thriller: o disco mais vendido da história |
Depois de um sucesso como Thriller, não tinha como ser diferente. Michael fez ainda uma ou outra coisa boa, mas jamais conseguiu superar sua obra prima. E, como nunca teve vida pessoal, desde pequeno foi star, não tinha estrutura para aguentar a queda: começou a mergulhar em esquisitices, a querer ser branco e a fazer um monte de besteiras. O fim dele estava claro, e veio até antes do que muitos imaginavam. Graças a um excesso de remédios que um médico aceitou lhe receitar, apesar dos riscos: médico que agora será punido por sua irresponsabilidade. O mundo perdeu um gênio. Um dos maiores cantores pops da história. O cara que definiu toda uma geração de músicas, o cara que explorou como ninguém mais a dança e o clipe. Sou e sempre serei fã do Michael!
PS. tenho que lembrar aqui que fiz questão de ir ao show do MJ no Morumbi, lá nos anos 90, junto com meu amigo de graduação "Ponto". O show foi horrendo, playback e poucas músicas, mas não me arrependo, pois foi a única chance de eu ver esse cara que entrou para a história da música e do clipe.
Veja também:
- Queen
- Belo
- Roque Santeiro
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