Posso falar desse filme de forma isenta, porque jamais fui um fã do Airton. Como um Pirquetzista que sou, Airton foi sempre o outro. Mas uma coisa é torcer, outra é ser justo. E não tem como negar algumas coisas:
- Airton foi provavelmente o maior ídolo do esporte brasileiro após o Pelé;
- Airton era um piloto, tinha um braço no volante, como muito poucos. Certamente mais que Piquet e Prost, que eu considerava mais equilibrados e até mais inteligentes. Mas jamais melhores pilotos. Considero que talvez Schumi rivalizaria com ele em técnica, mas só ele entre todos os que conheci na F1 nos últimos trinta e poucos anos;
- Airton valorizou o nosso país como quase ninguém mais;
- Airton tinha um valor que acho que está meio perdido hoje em dia, nessa era de Lulas, onde o mérito e o esforço andam perdendo espaço para a esperteza e o oportunismo. Airton sabia que a perfeição deve ser sempre a meta do ser humano. E Airton sabia que para chegar à perfeição, só com muito esforço e dedicação (veja esta frase dele).
O premiado documentário Senna mostra o que pontuo acima muito bem. Mostra, com delicadeza,o que era o ser humano Senna. Um cara perfeccionista, batalhador e que se irritava com a politicagem. E um cara que foi um exemplo para toda uma geração.
Se para mim o Senna era exageradamente politicamente correto e marketeiro, algo que me irritava, o filme mostra outros lados do Senna totalmente elogiáveis. Senna certamente foi um brasileiro para entrar na história. E o filme mostra o que foi o mito Senna, que quem tem menos que 20 anos não consegue nem imaginar. Um mito que supera até os feitos dele: poucos se lembram, por exemplo, que o Piquet tem tantos títulos quanto o Senna.
O filme Senna (em DVD) é um filme histórico, imperdível. Para ver e rever. De alguém que morreu muito antes do que devia, em um acidente inexplicável, como nossa vida muitas vezes é. E alguém que vai sempre deixar saudades.
Veja também
- Você pode chegar lá
- O dicurso do rei
- A rede social
- TV Viva e Roque Santeiro
- Rio
- Up
A verdade tem que ser dita, sem medo de polêmicas. Tentando discutir as coisas com profundidade, sem me preocupar em ser politicamente correto.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Cala a boca, Hillary!
| Ela só pode estar de brincadeira! |
Mas a Hillary Clinton vir a público criticar os rebeldes foi ridículo. Ela se esqueceu o que o país dela fez a poucos meses atrás? Eles invadiram um país parceiro, mataram uma pessoa a sangue frio e deram sumiço no corpo. Com que moral ela vem agora falar dos líbios? Ela que fique caladinha, pois não tem moral alguma para criticar ninguém! Cale a boca, Hillary!
Veja também:
- a primavera árabe
- a mudança da história no mundo árabe
- o terrorismo dos EUA
- Obama e Osama: iguais
- Nada mudou na política mundial
- A suja política externa
A "primavera" árabe: o início de algo ainda pior?
Já diria meu amigo Sandro, que todos ainda iriam sentir saudades do ex-ditador egípcio. E eu não posso deixar de concordar com ele. Porque a democracia tem um defeito, a democracia é em seu âmago uma ditadura, a ditadura da maioria. E a maioria, quando não é madura para respeitar as diferenças, é mais cruel que um único ditador.
O ditador egípcio impedia a escolha política de seu povo. Mas era um país livre, onde as pessoas podiam ser o que queriam. E se os militares egípcios ainda não organizaram as prometidas eleições livres, provavelmente é porque temem o pior: que a maioria escolha uma ditadura pior que a anterior, uma ditadura religiosa.
O grupo que acabou de derrubar o Kadafi na Líbia acabou de declarar que as novas leis da Líbia serão as leis religiosas dos muçulmanos. Eu, sinceramente, preferia a ditadura do Kadafi. Nada contra a religião muçulmana, mas tudo contra a confusão entre um governo, um país e uma religião. Religião deve ser uma escolha, cada um pratica o que quiser. Um país deve ser para todos, deve ser laico (vide aqui)! E nada mais cruel do que não permitir que alguém siga suas crenças e obrigar a todos a seguir uma única religião. Ou obrigar a não seguir nenhuma, como faziam os velhos comunistas...
Será que as esperanças que tínhamos em progressos no mundo árabe vão se diluir em uma verdadeira ditadura religiosa em todos esses países? Será que teremos mais Irãs no futuro? Tomara que eu esteja errado, mas tudo indica que as coisas vão piorar ainda mais, infelizmente.
Veja também:
- a mudança da história no mundo árabe
- o terrorismo dos EUA
- Obama e Osama: iguais
- Nada mudou na política mundial
- A suja política externa
- O Brasil é um estado laico
O ditador egípcio impedia a escolha política de seu povo. Mas era um país livre, onde as pessoas podiam ser o que queriam. E se os militares egípcios ainda não organizaram as prometidas eleições livres, provavelmente é porque temem o pior: que a maioria escolha uma ditadura pior que a anterior, uma ditadura religiosa.
O grupo que acabou de derrubar o Kadafi na Líbia acabou de declarar que as novas leis da Líbia serão as leis religiosas dos muçulmanos. Eu, sinceramente, preferia a ditadura do Kadafi. Nada contra a religião muçulmana, mas tudo contra a confusão entre um governo, um país e uma religião. Religião deve ser uma escolha, cada um pratica o que quiser. Um país deve ser para todos, deve ser laico (vide aqui)! E nada mais cruel do que não permitir que alguém siga suas crenças e obrigar a todos a seguir uma única religião. Ou obrigar a não seguir nenhuma, como faziam os velhos comunistas...
Será que as esperanças que tínhamos em progressos no mundo árabe vão se diluir em uma verdadeira ditadura religiosa em todos esses países? Será que teremos mais Irãs no futuro? Tomara que eu esteja errado, mas tudo indica que as coisas vão piorar ainda mais, infelizmente.
Veja também:
- a mudança da história no mundo árabe
- o terrorismo dos EUA
- Obama e Osama: iguais
- Nada mudou na política mundial
- A suja política externa
- O Brasil é um estado laico
Parabéns à minha maior fonte de informações
De criança eu era um leitor assíduo de A Tribuna, o bom jornal da minha querida cidade de Santos. Que bom que meu pai era assinante. Foi com A Tribuna que criei o gosto por me manter sempre informado.
Quando vim para Campinas, ficou impossível ler A Tribuna. E aí comecei a me informar mais pela TV e quando sobrava tempo entre as provas da facu, e principalmente $, comprava uma folha ou um estadão no fim de semana. Acho delicioso pegar um jornalzão daqueles e ficar sentado, curtindo o sol da manhã, e ler todas as notícias sem pressa, das grandes manchetes até aquelas pequenas fofocas sobre política em colunas específicas. Nisso eu lembro o meu avô paterno, que era capaz de ficar um dia inteiro sentado com um jornal nas mãos... Mas nos últimos tempos, de babies em casa, é impossível ficar parado sem nada fazer no domingo.
E foi nos últimos anos que comecei a me atualizar com a CBN. Já tomo meu banho cedo ouvindo as notícias do dia. E vou me atualizando no trânsito, no caminho para as aulas, e todo o tempo que estou no carro, que não é pouco. Sei tudo o que de mais importante acontece e ouço as inteligentes opiniões do Max, do Sardemberg, da Mirian Leitão e do Juca Kfouri, gente que eu admiro e que são uma inspiração para mim.
Neste ano a CBN teve uma grande perda: a saída do Heródoto Barbeiro. Sempre achei incrível a energia daquele senhor: eu acordava e ele já estava apresentando o jornal na CBN e eu ia dormir e ele estava ainda ao vivo na Cultura. Heródoto é um daqueles caras únicos, que é inteligente, culto e consegue ao mesmo tempo ser profundo e divertido. Mas, infelizmente, o pastor do mal conseguiu tirá-lo da CBN e da Cultura... Faz falta as colocações inspiradas do Heródoto na manhã. Mas a CBN continua sendo minha companheira diária.
Valeu CBN por me manter informado nessa vida tão corrida!
Veja também
- O discurso do rei
- A rede social
- TV Viva e Roque Santeiro
- Rio
- Up
Quando vim para Campinas, ficou impossível ler A Tribuna. E aí comecei a me informar mais pela TV e quando sobrava tempo entre as provas da facu, e principalmente $, comprava uma folha ou um estadão no fim de semana. Acho delicioso pegar um jornalzão daqueles e ficar sentado, curtindo o sol da manhã, e ler todas as notícias sem pressa, das grandes manchetes até aquelas pequenas fofocas sobre política em colunas específicas. Nisso eu lembro o meu avô paterno, que era capaz de ficar um dia inteiro sentado com um jornal nas mãos... Mas nos últimos tempos, de babies em casa, é impossível ficar parado sem nada fazer no domingo.
E foi nos últimos anos que comecei a me atualizar com a CBN. Já tomo meu banho cedo ouvindo as notícias do dia. E vou me atualizando no trânsito, no caminho para as aulas, e todo o tempo que estou no carro, que não é pouco. Sei tudo o que de mais importante acontece e ouço as inteligentes opiniões do Max, do Sardemberg, da Mirian Leitão e do Juca Kfouri, gente que eu admiro e que são uma inspiração para mim.
Neste ano a CBN teve uma grande perda: a saída do Heródoto Barbeiro. Sempre achei incrível a energia daquele senhor: eu acordava e ele já estava apresentando o jornal na CBN e eu ia dormir e ele estava ainda ao vivo na Cultura. Heródoto é um daqueles caras únicos, que é inteligente, culto e consegue ao mesmo tempo ser profundo e divertido. Mas, infelizmente, o pastor do mal conseguiu tirá-lo da CBN e da Cultura... Faz falta as colocações inspiradas do Heródoto na manhã. Mas a CBN continua sendo minha companheira diária.
Valeu CBN por me manter informado nessa vida tão corrida!
Veja também
- O discurso do rei
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
Não foi acidente: eu apoio!
Ainda na semana passada eu quase sofri um acidente sério por causa de um bêbado ao volante (vide aqui). E nos últimos sete dias outra jovem que trabalha comigo se acidentou graças a incompatível relação entre alcóol e direção.
Por isso, este blog apóia a campanha "Não foi acidente". Participe, divulgue!
http://www.naofoiacidente.com.br/
Por isso, este blog apóia a campanha "Não foi acidente". Participe, divulgue!
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
Drogas: álcool - eu sobrevivi!
Muito se fala sobre o problema com as drogas e muito poucas vezes as pessoas se lembram da droga que mais mata de todas: o álcool.
Se tem uma coisa em que sou careta é isso: eu nunca fiquei bêbado, nem mesmo "alegre". Não me atrai a ideia de eu não ser eu. Não me atrai a ideia de eu precisar ficar diferente para conseguir alguma coisa. Eu preciso aprender a enfrentar meus medos racionalmente, é assim que encaro a vida. E eu não preciso ficar bêbado para ficar feliz: eu sou feliz! (lembram deste post?) Acho muito triste quem precisa de álcool para sorrir: e deve ser muito triste voltar a ficar sóbrio nessa situação...
Não sou radical: nada contra um copo de vinho no jantar, um dedo de licor, uma caipirinha com a feijoada ou um copo de cerveja com os amigos. Isso não faz mal a ninguém. Mas quando "a graça" não é o sabor da bebida mas seu efeito, aí, realmente, é hora da pessoa se analisar e descobrir o que está errado com ela. E resolver o problema de vez ao invés de escondê-lo com bebidas...
Álcool sempre foi um problema, mas está se tornando ainda maior com a irresponsabilidade dos pais hoje em dia, que não tem coragem de dizer não para filhos. Álcool é coisa para adultos! Vi a pouco uma pesquisa que mostrava que jovens que se iniciam muito cedo (por volta de 15) no vício da bebida tem muito mais probabilidade de se tornar alcoolatras! Cérebros jovens acabam se acostumando com a bebida e tem pouca capacidade de reagir ao vício. Começar cedo é muito mais crítico do que genética ou qualquer outra característica. Ou seja, deixar um filho beber não é uma coisa de jovem, é condená-lo a uma dependência futura que vai acompanhá-lo por toda a vida. Já está na hora dos pais entenderem que tem que ser pais e falar não! E, como professor, percebo com muita preocupação o quanto essa juventude está dependente deste vício desde muito novos.
Quantos milhares morrem por causa da bebida, dia após dia? Apesar das propagandas alegres e cheias de lindas mulheres na TV, álcool não traz mulheres, traz morte, dor, decadência, vergonha, vexames! Álcool é uma coisa do mal.
Se estou hoje aqui é por sorte, pela minha experiência com direção, ou, para os religiosos, porque Deus me protege. Ontem, andando a 100 km/h na estrada fui subitamente jogado para o lado por um carro que me ultrapassava pela esquerda e simplesmente se jogou contra o meu. Consegui, por milagre, colocar o carro de volta na linha da estrada e seguir até o posto rodoviário. Lá, vim a saber que quem me abalroou estava totalmente bêbado e após bater em mim, conseguiu o feito de quase causar outro acidente e acabou com o carro caído na vala entre as pistas... Perdi algumas horas no posto policial, perdi algumas centenas de reais com o carro amassado, mas graças a Deus não tive nenhum arranhão. Se eu não tivesse conseguido controlar o carro, aquele infeliz bêbado poderia ter causado algo muito mais sério. Depois do que vivi ontem, sou ainda mais contra bebida, em especial bebida junto com direção! Chega de drogas, chega de álcool!
Se tem uma coisa em que sou careta é isso: eu nunca fiquei bêbado, nem mesmo "alegre". Não me atrai a ideia de eu não ser eu. Não me atrai a ideia de eu precisar ficar diferente para conseguir alguma coisa. Eu preciso aprender a enfrentar meus medos racionalmente, é assim que encaro a vida. E eu não preciso ficar bêbado para ficar feliz: eu sou feliz! (lembram deste post?) Acho muito triste quem precisa de álcool para sorrir: e deve ser muito triste voltar a ficar sóbrio nessa situação...
Não sou radical: nada contra um copo de vinho no jantar, um dedo de licor, uma caipirinha com a feijoada ou um copo de cerveja com os amigos. Isso não faz mal a ninguém. Mas quando "a graça" não é o sabor da bebida mas seu efeito, aí, realmente, é hora da pessoa se analisar e descobrir o que está errado com ela. E resolver o problema de vez ao invés de escondê-lo com bebidas...
Álcool sempre foi um problema, mas está se tornando ainda maior com a irresponsabilidade dos pais hoje em dia, que não tem coragem de dizer não para filhos. Álcool é coisa para adultos! Vi a pouco uma pesquisa que mostrava que jovens que se iniciam muito cedo (por volta de 15) no vício da bebida tem muito mais probabilidade de se tornar alcoolatras! Cérebros jovens acabam se acostumando com a bebida e tem pouca capacidade de reagir ao vício. Começar cedo é muito mais crítico do que genética ou qualquer outra característica. Ou seja, deixar um filho beber não é uma coisa de jovem, é condená-lo a uma dependência futura que vai acompanhá-lo por toda a vida. Já está na hora dos pais entenderem que tem que ser pais e falar não! E, como professor, percebo com muita preocupação o quanto essa juventude está dependente deste vício desde muito novos.
Quantos milhares morrem por causa da bebida, dia após dia? Apesar das propagandas alegres e cheias de lindas mulheres na TV, álcool não traz mulheres, traz morte, dor, decadência, vergonha, vexames! Álcool é uma coisa do mal.
Se estou hoje aqui é por sorte, pela minha experiência com direção, ou, para os religiosos, porque Deus me protege. Ontem, andando a 100 km/h na estrada fui subitamente jogado para o lado por um carro que me ultrapassava pela esquerda e simplesmente se jogou contra o meu. Consegui, por milagre, colocar o carro de volta na linha da estrada e seguir até o posto rodoviário. Lá, vim a saber que quem me abalroou estava totalmente bêbado e após bater em mim, conseguiu o feito de quase causar outro acidente e acabou com o carro caído na vala entre as pistas... Perdi algumas horas no posto policial, perdi algumas centenas de reais com o carro amassado, mas graças a Deus não tive nenhum arranhão. Se eu não tivesse conseguido controlar o carro, aquele infeliz bêbado poderia ter causado algo muito mais sério. Depois do que vivi ontem, sou ainda mais contra bebida, em especial bebida junto com direção! Chega de drogas, chega de álcool!
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Eu sou criança: e você?
Eu me lembro quando tinha 10 e olhava para meu primo mais velho de 20 e achava ele tão maduro, sabedor de tudo... Quando ele chegou em casa com o disco dos "Embalos de sábado à noite", que ele comprou com o dinheiro do trabalho dele, então, virou quase um mito para mim...
Hoje eu tenho 40 e a conclusão que cheguei é que na verdade nunca deixamos de ser crianças. Na minha cabeça continuo criança. Ok, alguns cabelos "mais loiros" apareceram, e não consigo comer nas churrascarias como antes. Mas a cabeça é a mesma... Nunca virei o que achava que meu primo mais velho era. E acho que será sempre assim.
Continuo adorando cafuné, sou um eterno carente. E porque preciso ser diferente disso?
Brinco com meus filhos não apenas porque eles querem. Brinco porque é legal, é divertido. Adoro dançar "a dança dos famosos" com as pequenas, me lembra dos bailes em que eu e minha mana dávamos show com nosso passinhos ainda nos anos 70... Na praia, continuo fazendo castelos de areia, é muito legal isso!
Aliás, uma das melhores coisas que ter filhos nos trás e a possibilidade de fazermos coisas legais, sem ficarmos envergonhados. Já me vi dançando em shopping, correndo pelas ruas, e fazendo tantas outras coisas de uma vida legal, graças aos babies... E ninguém me olha condenando, porque estou com os pequenos. Jóia isso :-)
Adoro ver desenhos. Não necessariamente os que meus pequenos assistem, alguns realmente são chatinhos. Mas "A era do gelo", "Shrek", qualquer um da turma da Mônica (em especial "Uma aventura do tempo") eu vejo porque gosto. Na TV, Peixonauta, Pocoyo, Charlie e Lola, Pink Dinky Doo, são desenhos atuais que assisto com prazer. E sempre que dá, eu assisto "A turma do Didi", um pouco porque me lembra Os trapalhões de tantas boas memórias, mas também porque gosto daquele tipo de programa, de humor simples, despretensioso e não politicamente correto.
Acho muito importante entendermos que não precisamos deixar de ser crianças para crescer. Quantas vezes vejo pessoas se recusando a assistir a algo, ou a fazer algo, porque "é coisa de criança". Como se qualquer coisa que seja inocente, doce, divertida fosse algo que não fosse mais permitida para um adulto. Como se não fosse permitido para alguém com mais de 20 anos brincar. Para mim isso denota insegurança. Quem "se garante" não precisa provar maturidade para os outros...
Quero mesmo continuar fazendo bobeiras, falando asneiras, montando castelos e vendo desenhos, até 100 anos ou mais. Não quero deixar de ser criança nunca. Porque é muito legal ser criança. E vivemos para sermos felizes, não para parecer ser o que não somos.
Feliz dia das crianças para todos, em especial para as crianças aqui de casa, eu incluído!
Veja também:
- Eu sou + eu
Hoje eu tenho 40 e a conclusão que cheguei é que na verdade nunca deixamos de ser crianças. Na minha cabeça continuo criança. Ok, alguns cabelos "mais loiros" apareceram, e não consigo comer nas churrascarias como antes. Mas a cabeça é a mesma... Nunca virei o que achava que meu primo mais velho era. E acho que será sempre assim.
Continuo adorando cafuné, sou um eterno carente. E porque preciso ser diferente disso?
Brinco com meus filhos não apenas porque eles querem. Brinco porque é legal, é divertido. Adoro dançar "a dança dos famosos" com as pequenas, me lembra dos bailes em que eu e minha mana dávamos show com nosso passinhos ainda nos anos 70... Na praia, continuo fazendo castelos de areia, é muito legal isso!
Aliás, uma das melhores coisas que ter filhos nos trás e a possibilidade de fazermos coisas legais, sem ficarmos envergonhados. Já me vi dançando em shopping, correndo pelas ruas, e fazendo tantas outras coisas de uma vida legal, graças aos babies... E ninguém me olha condenando, porque estou com os pequenos. Jóia isso :-)
Adoro ver desenhos. Não necessariamente os que meus pequenos assistem, alguns realmente são chatinhos. Mas "A era do gelo", "Shrek", qualquer um da turma da Mônica (em especial "Uma aventura do tempo") eu vejo porque gosto. Na TV, Peixonauta, Pocoyo, Charlie e Lola, Pink Dinky Doo, são desenhos atuais que assisto com prazer. E sempre que dá, eu assisto "A turma do Didi", um pouco porque me lembra Os trapalhões de tantas boas memórias, mas também porque gosto daquele tipo de programa, de humor simples, despretensioso e não politicamente correto.
Acho muito importante entendermos que não precisamos deixar de ser crianças para crescer. Quantas vezes vejo pessoas se recusando a assistir a algo, ou a fazer algo, porque "é coisa de criança". Como se qualquer coisa que seja inocente, doce, divertida fosse algo que não fosse mais permitida para um adulto. Como se não fosse permitido para alguém com mais de 20 anos brincar. Para mim isso denota insegurança. Quem "se garante" não precisa provar maturidade para os outros...
Quero mesmo continuar fazendo bobeiras, falando asneiras, montando castelos e vendo desenhos, até 100 anos ou mais. Não quero deixar de ser criança nunca. Porque é muito legal ser criança. E vivemos para sermos felizes, não para parecer ser o que não somos.
Feliz dia das crianças para todos, em especial para as crianças aqui de casa, eu incluído!
Veja também:
- Eu sou + eu
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Momento retrô: de volta ao 3.60...
Semana passada fui visitar um cliente no interior de São Paulo. Consegui ir de avião, mas tive que voltar de ônibus. Desta forma, como sairia de um lado, e voltaria por outro, não pude deixar meu carro lá. Consegui uma carona para ir até o aeroporto, mas na volta acabei voltando de ônibus para casa.
Sabe, há muitos anos não pegava um circular em Campinas. E, sinceramente, a qualidade do serviço por aqui não me motiva a deixar meu carro na garagem. Mas foi uma boa experiência.
Peguei o 3.32, que é o novo número para o antigo 3.60, que liga o Barão à rodoviária. O ônibus não é mais o saudoso vermelhão de 88, que ia navegando pelo tapetão em seu suave balanço. Nem mesmo o "goiabão" de 89: verde na casca, mas vermelhão no fundo, e cheio de bicho dentro. Mas o trajeto é praticamente igual, só mudando que agora sai da nova rodoviária e anda duas quadras até chegar ao ponto inicial antigo, aquela pracinha triângular. Mas a partir dali, tudo igual...
E foi bom relembrar aquele tempo de bixo... Eu pegava o ônibus na Orozimbo, mas como quase sempre vinha lotado, e muitas vezes nem parava por isso, acabei me acostumando a ir até o ponto inicial na rodoviária. E lá me encontrava com Assis, Ponto e muitos outros amigos que moravam na região da Culto à Ciência. Além de muitas belas mocinhas que admirávamos em nossa "Pausa para contemplação". Aí o ônibus dava a volta por dentro do centrão e passava em frente ao "prédio do Mauro", na esquina da Orozimbo: ainda chamo aquele prédio assim... E ia pegando o povo pelo caminho. Até chegar ao terminal Barão, onde íamos pegar o ônibus que levava até a UNICAMP. Depois veio o expresso (antigo 3.61) que ia direto para a UNICAMP... E tudo isso pago com as fichinhas subsidiadas pela UNICAMP que comprávamos em filas gigantes no Ciclo Básico, coisa que há décadas não existe mais.
A gente brincava que eram os alunos mais pobres que vinham de 3.60, porque os ricos moravam no Cambuí e vinham de 3.70 :-) Bons tempos aqueles em que alunos "ricos" vinham de ônibus...
A linha é a mesma, e traz boas lembranças. Mas o público mudou. Os bixos não moram mais no centro, hoje as repúblicas estão em Barão mesmo e os mais pobres moram na moradia. O ônibus agora vem cheio de domésticas, que normalmente vêm de cidades periféricas como Sumaré e Hortolândia, descem na rodoviária e de lá pegam essa linha para vir para Barão, hoje um bairro cheio de condomínios.
Muita coisa mudou, mas na minha memória aquele tempo de acordar cedo, pegar o vermelhão e ir batendo papo com amigos amassado no busão será sempre uma boa memória. Faz parte da minha história... E vai sempre me lembrar que não é o que temos de conforto que nos faz felizes, mas sim a esperança e as amizades.
Veja também:
- Queen
- Comp88
Pessoas que deixaram saudades
- Steve Jobbs e a Apple
- Um homem extraordinário (Mário Lago)
- Divulgue e apoie o projeto Mário Lago 100 anos
- O melhor presidente (Itamar Franco)
- Um grande líder (Paulo Renato)
- Um exemplo de pessoa (José Alencar)
Sabe, há muitos anos não pegava um circular em Campinas. E, sinceramente, a qualidade do serviço por aqui não me motiva a deixar meu carro na garagem. Mas foi uma boa experiência.
Peguei o 3.32, que é o novo número para o antigo 3.60, que liga o Barão à rodoviária. O ônibus não é mais o saudoso vermelhão de 88, que ia navegando pelo tapetão em seu suave balanço. Nem mesmo o "goiabão" de 89: verde na casca, mas vermelhão no fundo, e cheio de bicho dentro. Mas o trajeto é praticamente igual, só mudando que agora sai da nova rodoviária e anda duas quadras até chegar ao ponto inicial antigo, aquela pracinha triângular. Mas a partir dali, tudo igual...
E foi bom relembrar aquele tempo de bixo... Eu pegava o ônibus na Orozimbo, mas como quase sempre vinha lotado, e muitas vezes nem parava por isso, acabei me acostumando a ir até o ponto inicial na rodoviária. E lá me encontrava com Assis, Ponto e muitos outros amigos que moravam na região da Culto à Ciência. Além de muitas belas mocinhas que admirávamos em nossa "Pausa para contemplação". Aí o ônibus dava a volta por dentro do centrão e passava em frente ao "prédio do Mauro", na esquina da Orozimbo: ainda chamo aquele prédio assim... E ia pegando o povo pelo caminho. Até chegar ao terminal Barão, onde íamos pegar o ônibus que levava até a UNICAMP. Depois veio o expresso (antigo 3.61) que ia direto para a UNICAMP... E tudo isso pago com as fichinhas subsidiadas pela UNICAMP que comprávamos em filas gigantes no Ciclo Básico, coisa que há décadas não existe mais.
A gente brincava que eram os alunos mais pobres que vinham de 3.60, porque os ricos moravam no Cambuí e vinham de 3.70 :-) Bons tempos aqueles em que alunos "ricos" vinham de ônibus...
A linha é a mesma, e traz boas lembranças. Mas o público mudou. Os bixos não moram mais no centro, hoje as repúblicas estão em Barão mesmo e os mais pobres moram na moradia. O ônibus agora vem cheio de domésticas, que normalmente vêm de cidades periféricas como Sumaré e Hortolândia, descem na rodoviária e de lá pegam essa linha para vir para Barão, hoje um bairro cheio de condomínios.
Muita coisa mudou, mas na minha memória aquele tempo de acordar cedo, pegar o vermelhão e ir batendo papo com amigos amassado no busão será sempre uma boa memória. Faz parte da minha história... E vai sempre me lembrar que não é o que temos de conforto que nos faz felizes, mas sim a esperança e as amizades.
Veja também:
- Queen
- Comp88
Pessoas que deixaram saudades
- Steve Jobbs e a Apple
- Um homem extraordinário (Mário Lago)
- Divulgue e apoie o projeto Mário Lago 100 anos
- O melhor presidente (Itamar Franco)
- Um grande líder (Paulo Renato)
- Um exemplo de pessoa (José Alencar)
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Bom filme: O discurso do rei
Esta semana ganhei o oscarizado como melhor filme e melhor diretor "O discurso do rei". E achei acima das expectativas. É um filme simples, sem grandes produções ou efeitos, muito focado nos dois personagens principais, o rei e o professor de fala, a maior parte do tempo em alguns poucos ambientes fechados.
Mas é um filme com enredo. Cheio de surpresas, não linear. Um filme com cara de verdade, verdade que ele retrata de um momento histórico importante. Para quem gosta de história, como eu, é um prato cheio. Contextualiza como estava a Inglaterra antes do início da Segunda Guerra até a guerra acabar. Mostra as dúvidas que o país tinha em relação aos nazistas. A ascenção do Churchil, enfim, muitas coisas super-interessantes.
Mostra também, e talvez este seja o maior aprendizado ao assistir a este filme, o que é, de verdade, ser da família real. Não aquela coisa estereotipada e romantizada de casamentos de príncipes que serão felizes para sempre (vide este comentário). Mas a verdade, nua e crua, do que é ser da realeza, talvez as pessoas com menos direitos em toda a nação...
Por fim, é divertidíssimo ver as sacadas do professor e suas estratégias para fazer o rei gago "destravar". E também é imperdível ver os verdadeiros discursos do rei, que estão nos extras do DVD.
Veja também
- A rede social
- TV Viva e Roque Santeiro
- Rio
- Up
Mas é um filme com enredo. Cheio de surpresas, não linear. Um filme com cara de verdade, verdade que ele retrata de um momento histórico importante. Para quem gosta de história, como eu, é um prato cheio. Contextualiza como estava a Inglaterra antes do início da Segunda Guerra até a guerra acabar. Mostra as dúvidas que o país tinha em relação aos nazistas. A ascenção do Churchil, enfim, muitas coisas super-interessantes.
Mostra também, e talvez este seja o maior aprendizado ao assistir a este filme, o que é, de verdade, ser da família real. Não aquela coisa estereotipada e romantizada de casamentos de príncipes que serão felizes para sempre (vide este comentário). Mas a verdade, nua e crua, do que é ser da realeza, talvez as pessoas com menos direitos em toda a nação...
Por fim, é divertidíssimo ver as sacadas do professor e suas estratégias para fazer o rei gago "destravar". E também é imperdível ver os verdadeiros discursos do rei, que estão nos extras do DVD.
Veja também
- A rede social
- TV Viva e Roque Santeiro
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Queen com Ziper na Boca?
Tem muitos grupos que fazem sucesso. Alguns porque são bons, outros por marketing, outros porque são "bonitinhos". Mas um grupo eu coloco em um patamar totalmente diferenciado: o Queen.
Como sou de origem popular, sempre odiei tudo que fosse mais clássico. Mas lembro como se fosse ontem quando uma ex-namorada me mostrou que não poderia mais ser tão preconceituoso com os clássicos, pois eu adorava Queen e eles bebiam muito na fonte das óperas e dos clássicos. Tive que assumir que era um preconceito e a partir dali entendi que é possível mesclar os estilos e fazer coisas fantásticas. Tudo isso graças ao Queen!
O Queen foi muito mais do que um grupo, é um mito. O seu líder, o Freddie Mercury, foi alguém muito difícil de se imitar: carismático, criativo (foi autor de várias das músicas) e com uma voz excepcional, que ia de um limite a outro de tom, com a afinação de um excelente cantor lírico.
Como um único grupo pode ter nos trazido tanta coisa tão boa em menos que 20 anos? Como eles conseguiam unir de forma tecnicamente impecável um ritmo pop, um instrumental de rock e levadas e vocal quase lírico? Não consigo imaginar nenhum outro grupo que tenha sido tão original e feito tanta coisa fenomenal. Ao final do post fiz uma pequena lista de alguns das dezenas de clássicos que essa banda única e inesquecível nos trouxe.
No último domingo tive o prazer imenso de assistir ao "nosso" coral da Unicamp, o Ziper na Boca, fazendo um show inesquecível, gratuito, ali na Casa do Lago, dentro da universidade. Com arte, humor, mas, principalmente, com as músicas fantásticas do Queen. Foi interessante ver também que para conseguir imitar um Freddie, só mesmo dezenas de pessoas em um coral: o cara cantando era absolutamente insuperável! Selecionei dois momentos gravados e disponibilizados no You Tube para os amantes de boa música e todos aqueles que estudaram por aqui e se lembram saudosos do Ziper:- Medley de abertura
- Queen Rapsody
Queen é eterno! Sou feliz por ter acompanhado a carreira desses caras ao longo da minha infância e adolescência! E vou escutá-los sempre, pois "I want to live forever"! Viva Freddie Mercury e sua trupe insuperável!
Uma pequena lista de coisas inesquecíveis do Queen
- uma das primeiras música da qual me recordo na vida, o tema do filme Flash Gordon
- a mais diferente e criativa de todas, "Bohemian Rapsody", um pop, com instrumental rock e momentos líricos, quase clássicos;
- a força de "We are the champions", hino de qualquer um que queira ir mais longe ou motivar pessoas. Não dá para não gritar com o Freddie Mercury o refrão dessa música!
- a linda e profunda "Who wants to live forever", que também não tem como não cantar junto! Tema de um filme inesquecível (Highlander). Refrão para o qual eu sempre respondi "EU" :-)
- uma terceira música forte, muito acima de tudo que se ouviu e ouvirá, "The show must go on"
- Love of my life talvez a mais linda música romântica de todos os tempos, que tem a concorrência da mais agitada I was born to love you.
- o doce e hilário clipe de I want to break free, pop dos bons, com o Freddie de bigode fazendo papel de dona de casa. Ele era um gay que não tinha problemas em se assumir e o fazia de forma clara e divertida. Certamente, foi muito importante para a diminuição do preconceito, assumindo-se desde o nome do grupo (rainha ;-) );
- outro pop de primeira, "Its a kind of magic" com seu clipe revolucionário para a época
- Outro pop fantástico, mega-sucesso na minha juventude: Radio Gaga E ainda outras músicas de "outro nível", como "Under Pressure" etc., etc., etc.
Como sou de origem popular, sempre odiei tudo que fosse mais clássico. Mas lembro como se fosse ontem quando uma ex-namorada me mostrou que não poderia mais ser tão preconceituoso com os clássicos, pois eu adorava Queen e eles bebiam muito na fonte das óperas e dos clássicos. Tive que assumir que era um preconceito e a partir dali entendi que é possível mesclar os estilos e fazer coisas fantásticas. Tudo isso graças ao Queen!
O Queen foi muito mais do que um grupo, é um mito. O seu líder, o Freddie Mercury, foi alguém muito difícil de se imitar: carismático, criativo (foi autor de várias das músicas) e com uma voz excepcional, que ia de um limite a outro de tom, com a afinação de um excelente cantor lírico.
Como um único grupo pode ter nos trazido tanta coisa tão boa em menos que 20 anos? Como eles conseguiam unir de forma tecnicamente impecável um ritmo pop, um instrumental de rock e levadas e vocal quase lírico? Não consigo imaginar nenhum outro grupo que tenha sido tão original e feito tanta coisa fenomenal. Ao final do post fiz uma pequena lista de alguns das dezenas de clássicos que essa banda única e inesquecível nos trouxe.
No último domingo tive o prazer imenso de assistir ao "nosso" coral da Unicamp, o Ziper na Boca, fazendo um show inesquecível, gratuito, ali na Casa do Lago, dentro da universidade. Com arte, humor, mas, principalmente, com as músicas fantásticas do Queen. Foi interessante ver também que para conseguir imitar um Freddie, só mesmo dezenas de pessoas em um coral: o cara cantando era absolutamente insuperável! Selecionei dois momentos gravados e disponibilizados no You Tube para os amantes de boa música e todos aqueles que estudaram por aqui e se lembram saudosos do Ziper:- Medley de abertura
- Queen Rapsody
Queen é eterno! Sou feliz por ter acompanhado a carreira desses caras ao longo da minha infância e adolescência! E vou escutá-los sempre, pois "I want to live forever"! Viva Freddie Mercury e sua trupe insuperável!
Uma pequena lista de coisas inesquecíveis do Queen
- uma das primeiras música da qual me recordo na vida, o tema do filme Flash Gordon
- a mais diferente e criativa de todas, "Bohemian Rapsody", um pop, com instrumental rock e momentos líricos, quase clássicos;
- a força de "We are the champions", hino de qualquer um que queira ir mais longe ou motivar pessoas. Não dá para não gritar com o Freddie Mercury o refrão dessa música!
- a linda e profunda "Who wants to live forever", que também não tem como não cantar junto! Tema de um filme inesquecível (Highlander). Refrão para o qual eu sempre respondi "EU" :-)
- uma terceira música forte, muito acima de tudo que se ouviu e ouvirá, "The show must go on"
- Love of my life talvez a mais linda música romântica de todos os tempos, que tem a concorrência da mais agitada I was born to love you.
- o doce e hilário clipe de I want to break free, pop dos bons, com o Freddie de bigode fazendo papel de dona de casa. Ele era um gay que não tinha problemas em se assumir e o fazia de forma clara e divertida. Certamente, foi muito importante para a diminuição do preconceito, assumindo-se desde o nome do grupo (rainha ;-) );
- outro pop de primeira, "Its a kind of magic" com seu clipe revolucionário para a época
- Outro pop fantástico, mega-sucesso na minha juventude: Radio Gaga E ainda outras músicas de "outro nível", como "Under Pressure" etc., etc., etc.
A revolução da apple foi muito antes dos iTrecos
E lá se foi mais um gênio, como disse meu amigo Mauricio em seu twitter.
A geração de 20 e poucos anos, que não sabe que essa citação aí atrás é do Fábio Jr. (vide aqui), está nas redes sociais lamentando a morte do inventor do iPod, iPhone e iPad. Coisinhas bonitinhas, cheias de design e que viraram ícones do consumismo da era atual, com preços estratosféricos. Sem dúvida elas mostraram caminhos e tendências, mas não são para mim a grande contribuição da Apple para mundo.
A Apple começou com amigos muito jovens que no fundo do quintal, lá nos anos 70, tentaram montar um computador pessoal. E criaram os Apple. Eles foram os incentivadores do empreendedorismo na minha geração, como hoje são os donos da Google e do Facebook (se bem que esse !@#$ não é exemplo para ninguém - vide aqui). Quando eu fazia técnico de computação, lá na primeira metade dos anos 80, o melhor computador pessoal disponível no Brasil era o Apple II. E eu fiquei tão apaixonado por computação, que convenci minha irmã a entrar de sócia comigo e comprar um, pois era um grande investimento (?). Nós dois gastamos a poupança que juntamos por uma década e compramos um bichinho como esse aí do lado. Mas não tínhamos dinheiro para comprar gravador de k7 (isso mesmo, era como gravávamos coisas na época) e ligávamos o computador na televisão... Até hoje devo isso para minha mana... Mas não há como não dizer que a foi graças à Apple que adentrei na área onde estou até hoje.
Logo depois a Apple criou o Macintosh. A grande revolução do Mac foi incorporar a tecnologia desenvolvida pela Xerox, o sistema de janelas. Sim, foi a Apple a primeira a levar para o grande público o conceito de janelas, botões e mouse. Depois a MS copiou, discaradamente, no seu Windows. Para não perder muito $ na justiça pelo plágio, a turma do Gates acabou repassando dinheiro para a Apple em uma "parceria".
A terceira grande contribuição, à meu ver, da Apple, é uma coisa que meu amigo Mauricio poderia falar muito melhor que eu. Foi a revolução dos softwares gráficos. Não há pessoa que trabalhe com softwares gráficos, editoração, animação, etc. que não saiba que os softwares do Mac sempre foram muito superiores à qualquer coisa do mundo windows. E, lógico, não podemos esquecer que foi a Apple que começou a Pixar, um estúdio que revolucionou a animação!
Já estamos chegando nesse histórico em meados dos anos 90 e aí o resto da história mesmo os teens já conhecem. A Apple revolucionou o mercado de música com seu iTunes para o iPod e depois embarcou na era do design fashion, criando tendências com seus iPhones e iPads. Mas acho importante não limitarmos a revolução do Jobs ao design dos atuais produtos. O Jobs e sua trupe foram uma das empresas responsáveis pelo que é a informática hoje. Certamente, é alguém que deixou o nome na história do mundo!
Veja também um belo discusso do Jobs aqui
Falando de outras pessoas que deixaram saudades
- Um homem extraordinário (Mário Lago)
- Divulgue e apoie o projeto Mário Lago 100 anos
- O melhor presidente (Itamar Franco)
- Um grande líder (Paulo Renato)
- Um exemplo de pessoa (José Alencar)
A geração de 20 e poucos anos, que não sabe que essa citação aí atrás é do Fábio Jr. (vide aqui), está nas redes sociais lamentando a morte do inventor do iPod, iPhone e iPad. Coisinhas bonitinhas, cheias de design e que viraram ícones do consumismo da era atual, com preços estratosféricos. Sem dúvida elas mostraram caminhos e tendências, mas não são para mim a grande contribuição da Apple para mundo.
| Apple II - meu primeiro computador |
| Apple Macintosh |
A terceira grande contribuição, à meu ver, da Apple, é uma coisa que meu amigo Mauricio poderia falar muito melhor que eu. Foi a revolução dos softwares gráficos. Não há pessoa que trabalhe com softwares gráficos, editoração, animação, etc. que não saiba que os softwares do Mac sempre foram muito superiores à qualquer coisa do mundo windows. E, lógico, não podemos esquecer que foi a Apple que começou a Pixar, um estúdio que revolucionou a animação!
Já estamos chegando nesse histórico em meados dos anos 90 e aí o resto da história mesmo os teens já conhecem. A Apple revolucionou o mercado de música com seu iTunes para o iPod e depois embarcou na era do design fashion, criando tendências com seus iPhones e iPads. Mas acho importante não limitarmos a revolução do Jobs ao design dos atuais produtos. O Jobs e sua trupe foram uma das empresas responsáveis pelo que é a informática hoje. Certamente, é alguém que deixou o nome na história do mundo!
Veja também um belo discusso do Jobs aqui
Falando de outras pessoas que deixaram saudades
- Um homem extraordinário (Mário Lago)
- Divulgue e apoie o projeto Mário Lago 100 anos
- O melhor presidente (Itamar Franco)
- Um grande líder (Paulo Renato)
- Um exemplo de pessoa (José Alencar)
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