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quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Os Saltimbancos Trapalhões - nova versão na Netflix

Que eu sempre fui fã incondicional dos trapalhões, quem me conhece não tem dúvidas. Aliás, quem é da minha geração, dificilmente não curtia todo domingo, 19h,  o programa mais amado pelas crianças. E eu já comentei em outro post sobre a histórica versão dos trapalhões para os saltimbancos, que teve mais de 5 milhões de pessoas assistindo no cinema em 1981. Sucesso inquestionável e histórico pela coragem dos 4 em plena ditadura militar (se quer saber mais sobre a versão clássica, veja neste post aqui . 

Acabei de assistir a nova versão, de 2017, na Netflix. E recomendo. Para crianças, uma diversão leve, inocente. Para os mais velhos, um delicioso momento de saudosismo. Não é um remake, o enredo é diferente, também mais leve. Mas as músicas estão lá, as palhaçadas do Didi e sua parceria eterna com os incríveis Dedé e o "Sargento Pincel", além de muitos humoristas da nova geração. E, sem dar spoiler, confesso que não resisti a uma das cenas finais, e chorei por aqui... Quem for da minha geração, saberá qual foi o momento.

Acho que como sinal dos tempos, o que mudou é que o inimigo agora não é patrão, um cara tão sem condições quanto os artistas do seu circo falido. Mas sim o estado, o governo, com sua arrogância e prepotência: nada mais realista... 

Aproveitem um momento em família para ver esse delicioso filme!


Outras indicações


segunda-feira, 20 de abril de 2015

O amor e suas lições em Frozen

Conheço muitas pessoas que adoram se dizer inteligentes porque assistem a filmes europeus, profundos. E que acham que todos que acompanham Hollywood são idiotas. Mas o fato é que a profundidade dos filmes está muito mais em que vê do que no filme em si. E se é difícil ficar acordado vendo aquelas chatices francesas, vai ser difícil aprender algo dormindo...
Eu sempre tento ver a profundidade por trás dos filmes que assisto. Assumo que diferentemente de um jovem com quem tive o prazer de trabalhar, não consigo ver nenhuma lição profunda em Rambo, mas isso talvez seja uma limitação pessoal. Mas há muitas lições em filmes de grande público e, em especial, há muitas lições em desenhos da Disney.
Neste post me proponho a discutir as lições por trás do último mega-sucesso da Disney: Frozen. Desde a primeira vez que vi esse desenho, percebi que seria histórico, um filme muito bem realizado tecnicamente , tanto visual como musicalmente, e, principalmente, com um belo enredo e roteiros. Frozen é para mim o melhor desenho Disney desde "Rei Leão" e a "A bela e a fera", dois clássicos.
E que lições Frozen trás? Para mim, a mais bonita é a lição de amor entre irmãos. Irmãos se amam, irmãos se respeitam, mas as vezes a vida os obriga a ficar distantes, as vezes cria mágoas que os afastam. E isso os deixa com o coração duro: seja por acharem que estão sendo desprezados sem motivo (Anna), seja por serem obrigados a se afastar pelo bem de quem amam (Elsa). E o filme é uma metáfora clara, linda: se por brigas o coração de um irmão congelar, qual a única solução? O que pode fazer o coração de um irmão descongelar? Só o amor, é claro!
Mas Frozen ainda ensina mais. Primeiro é um belíssimo contraponto àquela visão romântica da Disney, que todas as meninas encontrarão um príncipe perfeito - e rico - e serão felizes para sempre. O fato do príncipe ser rico garantir felicidade se perpetua até para o sr. Grey, mas isso é outra história :-D Frozen primeiro detona a ideia de que todo príncipe, belo, garboso e rico é um bom partido. Depois critica aberta e explicitamente uma menina que acredita em amor a primeira vista. E por último mostra que as vezes o amor que vale a pena está bem ao seu lado, naquele carinha simples, feio, pobre, mas que tem um sentimento sincero. Vejo o tempo todo por aí mulheres correndo atrás dos seus príncipes sem perceber que o Kristoff das suas vidas está bem ao seu lado. E sendo um representante desse grupo de homens que não é rico, nem elegante, nem bonitão, fiquei feliz ao ver minha classe bem representada nessa bela animação.
Enfim, Frozen é divertido, é bem feito e trás muitas lições para quem o assiste. É um filme que vale muito a pena.

Outros bons programas:
Um desenho imperdível para gamers: Detona Ralph
O jogo da imitação com o pai da computação
Belo filme: rude, drogado e genial Sebastião
Um nordestino, um favelado e uma história de amor: Luiz Gonzaga e Gonzaguinha
Gandhi: um filme incrível sobre uma pessoa extraordinária
Thatcher: uma mulher única
O novo cinema brasileiro (com O homem do futuro) e o Jabor
Roque Santeiro
A "boa" da terça
O Silvio Santos é coisa nossa!
Eu gosto do Faustão!
Senna
O discurso do rei
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Trapalhões na luta contra a ditadura

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O jogo da imitação com o pai da computação

Ontem fui ver o filme "O jogo da imitação". O filme é muito bom, mesmo para quem não é Nerd, pois mostra bem o clima tenso e as estratégias para lá de complexas da inteligência britânica ao longo da segunda guerra mundial. Quem gosta de drama de guerra, com intrigas e tensão, vai achar bem interessante.
Mas para quem é Nerd de Computação, o filme é OBRIGATÓRIO! Imperdível!
É a história da vida de ninguém menos que Alan Turing e, ao longo do filme, ele constrói "a máquina de Turing" (que eu já ensinei no UniSantos) e discute o "teste de Turing" (que eu já discuti em aulas de Inteligência Artificial). Ver a teoria que vemos na faculdade na sua geração, com seu "pai", me fez soltar vários sorrisos de satisfação nerd ao longo do filme.
O filme também é muito interessante por vários outros pontos:
- ver como não devemos, jamais, julgar alguém, pois muitas vezes a loucura é irmã da genialidade;
- ver que se os computeiros são um bando de nerds loucos, estranhos e que muitas vezes tem dificuldades até em se relacionar com outros seres humanos, isso vem desde os primórdios :-D;
- ver como a computação ajudou o mundo a ser melhor e pode salvar milhões de vidas;
- ver como nosso mundo muitas vezes é ainda reacionário e injusto (não perca os letreiros finais para entender isso, quando eles falam o que a rainha da Inglaterra fez SÓ em 2013!)
Enfim, é um filme que recomendo para todos. Mas que acho imperdível para pessoas da área de computação!

Veja também:

Outros bons filmes
Belo filme: rude, drogado e genial Sebastião (Tim Maia)
Um nordestino, um favelado e uma história de amor: Luiz Gonzaga e Gonzaguinha
Gandhi: um filme incrível sobre uma pessoa extraordinária
Thatcher: uma mulher única
O novo cinema brasileiro (com O homem do futuro) e o Jabor
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E sobre TV
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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Belo filme: rude, drogado e genial Sebastião

Sebastião não era uma pessoa do bem. Longe de ser...  Nasceu pobre, tornou-se uma pessoa amarga. Mas como a vida não é um conto de fadas com princesas doces, generosas e educadas de um lado e bruxas feias e más do outro, Sebastião tinha dentro de si o amargor, a tristeza e a genialidade.
Sebastião usou e abusou das drogas ao longo da vida. Sebastião usou e desrespeitou pessoas por toda a vida. Mas Sebastião perdoou, amou, foi muito gente também. Sebastião, embaixo de uma carcaça dura, de sua "pele de rinoceronte", temia perder todos que amava, temia perder seus amigos. E talvez tenha sido esse temor que o fez se entregar às drogas que acabaram o levando a morte tão precocemente. Mas, quem sabe, talvez tenha sido justamente esse temor que tenha sido o motor de sua imensa criatividade e genialidade musical.
Sebastião não era uma pessoa que eu admiraria. Não como gente. Tratava mal os outros, tratava mal seu corpo, era rude, drogado, desonesto, irresponsável. Mas eu não tenho como não admirar o outro lado do Sebastião: sem dúvida, um dos maiores autores e cantores que este país já teve em toda a sua história musical. Pois Sebastião, que era o líder dos The Sputiniks, da banda que tinha Roberto e Erasmo Carlos como parceiros lá nos anos 50, não pode se tornar Tião e acabou virando Tim, Tim Maia. O Tim Maia de Você, aquela música incrível que todo mundo canta na ordem do Paralamas sem perceber que as estrofes foram trocadas de posição pelo Herbet. O Tim Maia de "Chocolate", de "Vale Tudo" e de tantas outras músicas que se tornaram sinônimo da música pop de qualidade brasileira da segunda metade do século vinte e hoje viraram hinos da nossa grande cultura.
Assisti ao filme Tim Maia hoje. E o filme está magnífico. Não tenta mostrar um Tim falso. Mostra o Tim com todas suas dificuldades, suas grosserias, suas loucuras, sua irresponsabilidade  e sua arrogância peculiar. Mas também o Tim espirituoso, o Tim direto, franco, duro mas sincero, deliciosamente não politicamente correto. O filme narra uma história que beira o trágico de forma leve, em alguns momentos até bem engraçada, mas sem querer deixar de falar a verdade. É um filme imperdível para quem gosta de boa música e quem gosta da cultura misturada do nosso país. E ainda vale pela história, por conhecer o começo de Roberto, Erasmo e tantos músicos que apareceram em um mesmo local, em uma mesma época.
Tim Maia deixou muitas saudades. E sua história, de alguém sofrido e humilde, que chegou ao topo do sucesso mas nunca achou a felicidade lembra muito a vida de outro grande ícone da música brasileira, muito bem retratado em outro filme imperdível: Luiz  Gonzaga.


Outros bons programas:
Um nordestino, um favelado e uma história de amor: Luiz Gonzaga e Gonzaguinha
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Bom filme: O discurso do rei

Esta semana ganhei o oscarizado como melhor filme e melhor diretor "O discurso do rei".  E achei acima das expectativas. É um filme simples, sem grandes produções ou efeitos, muito focado nos dois personagens principais, o rei e o professor de fala, a maior parte do tempo em alguns poucos ambientes fechados.
Mas é um filme com enredo. Cheio de surpresas, não linear. Um filme com cara de verdade, verdade que ele retrata de um momento histórico importante. Para quem gosta de história, como eu, é um prato cheio. Contextualiza como estava a Inglaterra antes do início da Segunda Guerra até a guerra acabar. Mostra as dúvidas que o país tinha em relação aos nazistas. A ascenção do Churchil, enfim, muitas coisas super-interessantes.
Mostra também, e talvez este seja o maior aprendizado ao assistir a este filme, o que é, de verdade, ser da família real. Não aquela coisa estereotipada e romantizada de casamentos de príncipes que serão felizes para sempre (vide este comentário). Mas a verdade, nua e crua, do que é ser da realeza, talvez as pessoas com menos direitos em toda a nação...
Por fim, é divertidíssimo ver as sacadas do professor e suas estratégias para fazer o rei gago "destravar". E também é imperdível ver os verdadeiros discursos do rei, que estão nos extras do DVD.

Veja também
- A rede social
- TV Viva e Roque Santeiro
- Rio
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