sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Bom programa: Catavento Cultural e Educacional

A linda fachada do Catavento
Em algumas viagens ao exterior tive a oportunidade de visitar museus de ciência: lembro de um muito bom em Kobe-Japão e de um fantástico em Boston-EUA. São museus interativos, cheios de atividades para todas as idades e com demonstrações fantásticas. Acho importante esse tipo de museu, porque desperta nas crianças o interesse pela ciência, pela prática científica, mostrando que física, química, informática, etc. são coisas legais. E mostra para os adultos o quanto ainda temos que aprender. Sempre me perguntei porque não temos um museu desses no Brasil.
Mas no último mês tive uma grata surpresa. Graças a indicações de amigos fomos ao Catavento Cultural e Educacional, no centro de São Paulo. Acho incrível como uma atração como essa tem tão pouca divulgação na mídia do Brasil. E, mesmo assim, é o museu mais visitado do país. O museu fica no belíssimo Palácio das Indústrias, construído para ser residência dos Matarazzo e que foi, por muito tempo, sede da prefeitura de São Paulo. Nas redondezas, pontos interessantíssimos, como a catedral da Sé, o pátio do colégio e o mercadão municipal (aproveite para comer um sanduíche de mortadela na saída).  Muitos ônibus e estações de metrô por perto e estacionamento para carros no próprio terreno do Catavento dão toda a praticidade ao acesso. Ainda no pátio, atrações incríveis, como uma casa feita para dar ilusão de ótica, um comunicador de som à grandes distâncias que só usa conchas metálicas sem fio ou eletricidade, um modelo de uma ancestral dos humanos e várias antiguidades, como carroças de limpeza, locomotivas de várias épocas e até um avião onde as crianças podem embarcar.
A placa na entrada do Catavento
Lá dentro do museu tem muita, mas muita coisa legal. Astronomia, biologia, física, química, ótica, magnetismo, sobre tudo. Não vou falar das atrações, uma a uma, porque são centenas e são super-legais, para todas as idades, desde pequenos até idosos. Mas além das atrações livres, tem ainda atrações que precisam ser agendadas (sem custo, mas com limitação de duas por período): são imperdíveis as simulações de submarino e de nave espacial, o laboratório de química e o estúdio de TV. 
Tudo isso com um ingresso muito barato, que chega a ser gratuito em alguns dias. Não deixe de visitar essa grande atração da cidade de São Paulo, principalmente se você tem crianças para levar. Tente reservar mais que um dia, porque em um dia não é possível conhecer tudo. E dê preferência para um fim de semana de feriado ou dias de semana, porque lá lota mesmo.
consulte o link do Catavento,
E para você que é diretor ou professor de escola, pense em agendar seu próximo passeio no Catavento: é um lugar onde toda criança deveria ir!

PS. Em setembro de 2017 visitei novamente o Catavento e tem mais uma atração incrível: Dinos do Brasil, uma bem produzida viagem ao passado em realidade virtual. E ainda conheci a atividade Desafio Nano, muito boa também. O ingresso "inteiro" custa R$ 6,00 (e tem meia!) e aos sábados é de graça (e bem cheio, claro)

Para mais informações sobre o Catavento, clique aqui


Veja também
Zooparque Itatiba

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Imagine uma cidade...



Imagine uma cidade grande, muito grande, e muito densa. Mas uma cidade que reservou boa parte do seu território, bem ao centro, para um parque, muito arborizado, com uma centena de atrações para todo o tipo de interesse, incluindo museus fantásticos, gramados onde jovens tomam sol e crianças correm, 21 playgrounds para menores, imensas pistas para bicicletas, quadras de esporte, etc., tudo com acesso livre, para onde todos vão aos fins de semana, ao invés de shoppings.
Imagine uma cidade de milhões de habitantes que fornece água mineral para seus habitantes, graças a uma ação conjunta entre governo e fazendeiros da região para preservar todas as fontes de água naturais intactas. 
Imagine uma cidade onde pessoas de todas as origens, cores e línguas convivam em harmonia. Onde se vê em uma única praça, um hindu com seu turbante, muçulmanas de burca, judeus ortodoxos, loirinhas com shorts sumários, indianos, asiáticos, negros e latinos, falando todas as línguas do mundo. Onde um evangélico prega que Jesus está chegando ao lado de uma mulher de top less cobrando para que se tire uma foto ao seu lado. Como é lindo ver os humanos respeitando os outros dessa forma.
Imagine uma cidade que cobra poucos impostos dos seus cidadãos. Onde os pobres não precisam dar muito para o governo. Mas onde muitas coisas são doações dos mais ricos, para o bem comum. Imagine uma cidade onde os playgrounds das crianças, os parques, museus, algumas escolas e mais um sem fim de bens públicos são oferecidos e reformados gratuitamente pelos mais ricos em gratidão à cidade em que vivem.
Imagine uma cidade onde não se precisa usar carro. Onde há ciclovias demarcadas em boa parte das maiores avenidas e há metrô disponível para todos os cantos. Uma cidade onde transporte público é realmente levado a sério. Mas onde quem prefere ter seu próprio carro e arcar com os custos de engarrafamentos e estacionamentos seja respeitado.
Imagine uma cidade para onde qualquer pessoa, de qualquer parte do mundo, que queira uma vida digna através do trabalho, queira imigrar. Uma cidade onde a primeira pessoa que você encontra é um paquistanês, motorista de táxi de dia, que estuda engenharia elétrica à noite e tem tudo para ter uma vida muito melhor do que toda a família que ficou em seu país. Uma cidade onde faxineiras e qualquer outro profissional, por mais simples que sejam, ganham o suficiente para uma vida digna para eles e sua família.
Imagine uma cidade que oferece comida de graça para os jovens que forem às escolas e bibliotecas durante as férias, para motivá-los a seguir aprendendo.
Imagine uma cidade 24h: onde você pode comprar há poucos metros de sua casa, o que quiser, a qualquer hora do dia ou da noite.
Você pode dizer que eu sou um sonhador, mas não sou o único. E o próprio autor da música que eu estou parafraseando, também entendeu isso. E veio morar aqui, nesta cidade fantástica, que está muito além da imaginação: New York.

sábado, 9 de maio de 2015

O sucesso e a determinação

Em quase 20 anos como professor universitário, uma coisa ficou muito clara para mim: acompanhei jovens muito inteligentes que nunca chegaram muito longe, porque, embora inteligentes, faltava à eles a vontade. Por outro lado, muitos jovens com mais dificuldade para aprender, com problemas financeiros, com limitações as mais variadas que poderiam ter servido de desculpas para terem uma vida sem destaque, com força de vontade, com gana, com esforço, chegaram muito longe. Com base nessa experiência cunhei uma frase: "quem quer, faz; quem não quer, acha uma desculpa".
Vivemos um momento no nosso país onde as desculpas andam muito em moda. Onde pessoas justificam sua falta de progresso por questões as mais variadas. Onde se tenta culpar os outros, o preconceito, o mundo, etc., por uma vida medíocre. O governo atual adora fomentar isso, porque é com o "coitadismo" que tenta angariar votos para si, colocando-se como o protetor dos "prejudicados": mas ele precisa que os prejudicados não tenham sucesso para continuar tendo votos....
Mas a vida já me provou que o sucesso não depende de raça, origem ou opção sexual: já vi pessoas de todas as classificações possíveis, com origens humildes ou de alta classe, distribuírem-se entre pessoas com sucesso e pessoas com vidas medíocres. O que diferenciou um grupo do outro? De um lado, pessoas que nunca deixam de lutar, que se esforçam, que trabalham muito, que acreditam em si; do outro pessoas preguiçosas, sem vontade, que preferem culpar os outros e o mundo a tirar a bunda da cadeira e se mexer.
O vídeo dessa oriental no TED é fantástico, porque ela discute muito melhor que eu isso (além de ser mais bonita e simpática). Além disso, nada melhor que uma oriental, mulher, de uma "minoria", mas de uma minoria que tem no sangue a cultura do esforço, da dedicação, para falar sobre esse tema.
E você, jovem? Vai continuar se sentindo o coitado, o desafortunado, e buscando desculpas para não chegar onde quer? Ou vai botar a faca no dente e enfrentar essa selva que é a vida de frente, com toda a vontade que você tem aí no fundo do seu peito?



Veja também:
(TED)   Os 8 segredos para o sucesso

Meu filho, você não merece nada!
Não fuja da dor
Psicologismo agudo
As escolhas da vida
Você pode chegar lá
Quem te faz feliz?
Um mundo insano
Prá que esperar o meteoro? (QueNerd)

Juventude atual:
O que as escolas não ensinam
- aonde querem chegar?
- amor e sexo 
- Adeus a Amy,
- inspiração boa e ruim,
- cérebro de pipoca
- valor da vida
Não gaste muito dinheiro para prejudicar crianças

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Uma vida que valeu a pena!

Ele é um dos meus melhores amigos de toda a vida. Morei com ele por 3 anos em república e sempre nos demos bem. E até hoje tentamos manter o contato, apesar de morarmos longe.
É um cara realmente exemplar: muito inteligente, sincero, trabalhador, responsável, que ama a família e que trata a todos sempre com muito carinho e respeito, um cara que seria a definição de "gente fina". Sempre o admirei por suas virtudes e pela capacidade de sempre transparecer uma leveza e um sorriso.
Hoje tive a infelicidade de acompanhar a despedida do pai desse grande amigo. O pai se foi de forma rápida, inesperada. Mas meu amigo me recebeu com o sempre presente sorriso leve, com a amizade e a simpatia que sempre foram sua marca.O acompanhei apoiando sua mãe e seu irmão nesse momento tão difícil. E sendo simpático com todos que estavam lá para esta última homenagem. E pude dar alguns abraços sinceros em um momento tão difícil...
Ao pai do meu amigo, agradeço por ter colocado alguém com tantas qualidades no mundo. Grande mérito de criar alguém com tantas virtudes em um mundo como o nosso. Ele se foi com a certeza de que cumpriu com louvor sua presença na Terra, deixando para a posteridade um ser humano de grandes qualidades. Descanse em paz, grande senhor!


terça-feira, 28 de abril de 2015

Educação para o futuro do Brasil

Na última eleição fiquei muito decepcionado ao ver um jovem de grande universidade, que se achava politizado, falar a seguinte frase: "é claro que o governante X não vai ter compromisso com a educação, porque o governante X tem compromisso com a indústria". Como é possível alguém, que se diz politizado, falar tamanha asneira??? Como é possível ainda aceitarmos estudantes, políticos e sindicalistas fazendo discursos que estão atrasados mais de um século?
A era do operário inculto, mero seguidor de ordens, acabou há muito! Há mais de 50 anos o mundo conheceu o pensamento enxuto (ou lean), onde o que faz a empresa crescer são trabalhadores inteligentes, criativos, questionadores. O mundo não precisa mais de "mão de obra": os robôs hoje são melhores e mais baratos que mãos. O que as indústrias precisam do ser humano hoje é do cérebro! Só que tem gente que ainda acha que vivemos no século XIX, antes até da revolução de Ford, revolução totalmente revista pelo Lean...
Os países que cresceram nas últimas décadas no mundo o fizeram graças à uma excelente educação. São exemplos gritantes o Japão e a Coreia do Sul, onde uma indústria de alta tecnologia os fizeram sair do terceiro mundo e chegar ao primeiro em algumas décadas. Indústria estabelecida graças à colaboração de operários muito bem preparados, com excelente formação. A educação desses dois países é inquestionavelmente boa. Assim, respondendo ao comentário insano do estudante durante a eleição: "caro, se o governante X tivesse compromisso com a indústria, ele investiria MUITO em educação, porque a indústria no Brasil perde muito hoje por causa da incapacidade de sua mão de obra de viver nesse mundo de produção de alta tecnologia e produtividade". Nossos operários não aumentam produtividade há décadas, isso é praticamente único em todo o mundo. Sem aumento de produtividade, a indústria não consegue aumentar os salários, e por isso seguimos com baixos rendimentos aos operários e com indústrias em crise recorrente. E o futuro será ainda mais negro se não revertermos essa situação trágica da nossa educação hoje.
Mas a tendência, infelizmente, não é boa. Estamos ainda andando para trás. Em matéria da revista Exame de 15/04, podemos ver que o Brasil é o país da América Latina onde mais jovens não terminam o nível médio. Eu disse o PIOR DA AMÉRICA LATINA, pior que países como Nicarágua, Bolívia e El Salvador, só para dar três exemplos. E para ser ainda mais triste a notícia, essa situação PIOROU entre as gerações: a geração nascida nos anos 80 desistia menos do ensino médio que a geração nascida em meados dos anos 90. Em resumo, tudo está péssimo e a tendência aponta para piorar.
Eu acredito, totalmente, que a única solução para o Brasil mudar é educação. Com educação de qualidade teremos uma população esclarecida, que conseguirá cuidar melhor da sua saúde, planejar melhor a sua vida, votar melhor e ser mais produtivo em suas empresas. E isso geraria um ciclo virtuoso na nação. Mas os governantes atuais, infelizmente, não querem boa educação, pois quanto menos competente é o povo, mais depende da esmola do governo e mais facilmente vende seu voto.
Além disso, a linha Marxista que tomou de assalto nossas faculdades de educação e faz uma lavagem cerebral em nossos professores, os fazendo cultuar Paulo Freire, um cara que pensou 5% em educação e 95% em ditadura de esquerda, que na verdade nunca esteve nem aí com as crianças, só as usando para sua "revolução", só faz piorar o ensino no país. Não precisamos de professores que fiquem pregando uma linha ideológica, não precisamos de sindicatos de professores que usem essa massa para manipular a mídia usando professores, e seus alunos, como se fossem meros brinquedos em favor de seus partidos antidemocráticos. Precisamos de educação de qualidade, professores que queiram ensinar conteúdos e não impor visões ultrapassadas do mundo, professores que sejam valorizados por salários decentes, mas que façam jus a estes salários se comprometendo de VERDADE com o aprendizado de nossas crianças, não aceitando ser marionetes de políticos e sindicatos corruptos.
Sem mudarmos essa realidade, sem a sociedade enxergar a importância fundamental da educação para o futuro do Brasil, seguiremos sendo, para sempre, o "país do futuro", futuro que nunca chegará. Precisamos de um pacto nacional pela educação, um pacto de verdade, com governantes que queiram um povo mais preparado e mais culto (não apenas em slogans!), com uma população que entenda que qualidade de ensino é essencial para o futuro de nossas crianças e jovens e com professores que rejeitem seguir sendo usados como marionetes de partidos que representam o passado, o atraso e a falta de democracia

Veja também
Vídeo A educação que o Brasil precisa - TedX UNICAMP
Professores em greve: que decepção!
Os professores, os salários absurdos e a infeliz realidade brasileira
Uso político dos sindicatos e da UNE


Série Bobeiras educativas:
- Que tal trabalhar para ganhar?
- Salário ou responsabilidade?
- Um sorriso de uma criança é tudo...
O que as escolas não ensinam
- Psicologismo agudo
- Um tapinha não dói
- O MEC mente - e a secretaria de educação de São Paulo ajuda
- Idade inicial
- idade inicial - a visão de um professor
- Português correto: alunos  e educadores
- Não ser meritocrático
- Foco em universidades
- Trote: vide aqui
- Bullying: primeiro post aqui, com novo comentário aqui
- Aprovação automática: vide aqui
- Novos conteúdos: vide aqui
- Flexibilidade:  vide aqui
- Livros didáticos

E também:
- Greve nos transportes
- Greve ou férias II: o absurdo dos sindicalistas
- Greve ou férias?

terça-feira, 21 de abril de 2015

Tancredo: um choro de 30 anos!

Faz agora quase exatamente trinta anos em que eu chorei pela primeira vez por causa de política. E talvez o meu choro mais intenso, convulsivo. Há 30 anos, em um domingo a noite, enquanto eu assistia sozinho na sala de fundos de casa um programa (acho que era BJ Mackey, um caminhoneiro com seu chimpanzé), ouvi primeiro o baile do clube Portuários de Santos parar a música, algo muito inesperado. Em seguida, tudo se explicou: a TV interrompeu a programação para noticiar a morte de Tancredo Neves. E eu desabei em lágrimas... Foi a primeira vez que vi um sonho político desmoronar por completo.
O Brasil viveu por mais de 20 anos sob os militares. Eu já nasci em meio à ditadura. Era uma vida ruim aquela onde não podíamos falar nada sobre o governo com medo de alguém ouvir e denunciar a família. E aí veio a luta pelas diretas-já, o maior movimento político que este país já viveu, e se não conseguimos votar para presidente, conseguimos pelo menos que ele fosse civil e escolhido pelo congresso. Até o fim da ditadura o Brasil só tinha dois partidos: a Arena, que apoiava os militares e o Movimento democrático brasileiro (MDB) onde estava toda a oposição. Quando ficou claro que a Arena iria perder, parte dela criou uma dissidência, a Frente Liberal, que virou depois o PFL e hoje é o DEM. E em uma composição, o líder das diretas, Tancredo, aceitou como seu vice um membro da Frente Liberal, que sempre tinha apoiado os militares: Sarney. Então, para mim e para a maioria do povo, Tancredo representava a mudança, Sarney representava a Arena, o continuísmo.
Tancredo Neves: o pai da democracia
O fato é que os militares não estavam ainda 100% convictos em entregar o poder. A cada vez que o PT aparecia com suas bandeiras vermelhas, o quartel tremia. E a democracia só chegou porque o Tancredo trabalhou como bom mineiro, muito e pela calada, sentindo os quartéis, conversando com todos e deixando claro que quem governaria era ele, um cara que os militares sabiam ser sensato. Tancredo estava doente e precisava se tratar: mas recebeu informações que os militares estavam atuando para não deixar o Sarney assumir (um cara que os tinha traído) se o Tancredo fosse internado. Então Tancredo segurou sua internação até quando pode, até o dia da posse, quando a transição já tinha se configurado, quando os ministros militares já tinham sido demitidos. Mas atrasou tanto seu tratamento que não conseguiu nem vestir a faixa, já tendo que ser internado às pressas. Tancredo, em resumo, deu sua vida pela democracia no Brasil, foi um herói que morreu simbolicamente no dia do nosso maior herói da pátria, Tiradentes. Na verdade, eu e muitos achamos que ele já tinha morrido antes, mas pelo peso da data, resolveram esperar para divulgar neste dia. Mas isso não muda nada sua atitude heroica: Tancredo foi o grande responsável pela volta da democracia em nosso país.
Tancredo Neves era um político íntegro como poucos, como aquele grupo que tanto faz falta hoje: Ulisses Guimarães, Franco Montoro, Mário Covas. Foram eles que através da luta justa, da luta política, enfrentaram os militares de frente. Foram eles que lideraram as diretas. Políticos com história, com vontade de ver o país mudar, com convicções. Tancredo ainda tinha seu jeitão mineiro que o ajudava a ser bem aceito em vários meios, desde os militares, a Arena, até os mais radicais da oposição. Tancredo foi um herói que nunca poderemos esquecer.
Aquele era um momento de esperança. De acreditar em um país diferente. De acreditar na força do povo e da democracia. Tancredo encarnava muito bem esse papel. Mas aí veio o Arenista Sarney, depois o Collor e agora vivemos sob a ditadura vermelha: que pena, Tancredo, que pena que seus sonhos e os sonhos de tantos brasileiros da minha geração tenha acabado nessa ditadura atual que destrói e assalta o futuro de nossa nação.
Só nos resta é esperar por outro Tancredo que consiga se impor à estes políticos corruptos de hoje e que coloque nosso país de novo na trilha da democracia e do desenvolvimento. O Brasil merece um futuro melhor, o Brasil merece ter políticos como Tancredo Neves de novo nos liderando rumo ao progresso.

Veja também, posts sobre outros que nos deixaram:
Thatcher: quando a extrema direita ajuda os trabalhadores
E, enfim, o Chavez se calou!
Gandhi: um filme incrível sobre uma pessoa extraordinária
Um ícone do Brasil que nos deixou: Niemeyer
Um nordestino, um favelado e uma história de amor: Luiz Gonzaga e Gonzaguinha
Tristeza pela morte do Chorão
Amy Winehouse - Já era esperado, não há outra saída.
Saudades sertanejas
Os três malandros - saudades
Um país com menos sorrisos (Chico Anisio)
Mário Lago: Um homem extraordinário!
Homenagem aos finados dormindo...
O melhor presidente (Itamar Franco)
Um grande líder (Paulo Renato)
Um exemplo de pessoa (José Alencar)
Um talento único e uma grande vítima! (Michael Jackson)
Trapalhões na luta contra a ditadura
Queen
 


segunda-feira, 20 de abril de 2015

O amor e suas lições em Frozen

Conheço muitas pessoas que adoram se dizer inteligentes porque assistem a filmes europeus, profundos. E que acham que todos que acompanham Hollywood são idiotas. Mas o fato é que a profundidade dos filmes está muito mais em que vê do que no filme em si. E se é difícil ficar acordado vendo aquelas chatices francesas, vai ser difícil aprender algo dormindo...
Eu sempre tento ver a profundidade por trás dos filmes que assisto. Assumo que diferentemente de um jovem com quem tive o prazer de trabalhar, não consigo ver nenhuma lição profunda em Rambo, mas isso talvez seja uma limitação pessoal. Mas há muitas lições em filmes de grande público e, em especial, há muitas lições em desenhos da Disney.
Neste post me proponho a discutir as lições por trás do último mega-sucesso da Disney: Frozen. Desde a primeira vez que vi esse desenho, percebi que seria histórico, um filme muito bem realizado tecnicamente , tanto visual como musicalmente, e, principalmente, com um belo enredo e roteiros. Frozen é para mim o melhor desenho Disney desde "Rei Leão" e a "A bela e a fera", dois clássicos.
E que lições Frozen trás? Para mim, a mais bonita é a lição de amor entre irmãos. Irmãos se amam, irmãos se respeitam, mas as vezes a vida os obriga a ficar distantes, as vezes cria mágoas que os afastam. E isso os deixa com o coração duro: seja por acharem que estão sendo desprezados sem motivo (Anna), seja por serem obrigados a se afastar pelo bem de quem amam (Elsa). E o filme é uma metáfora clara, linda: se por brigas o coração de um irmão congelar, qual a única solução? O que pode fazer o coração de um irmão descongelar? Só o amor, é claro!
Mas Frozen ainda ensina mais. Primeiro é um belíssimo contraponto àquela visão romântica da Disney, que todas as meninas encontrarão um príncipe perfeito - e rico - e serão felizes para sempre. O fato do príncipe ser rico garantir felicidade se perpetua até para o sr. Grey, mas isso é outra história :-D Frozen primeiro detona a ideia de que todo príncipe, belo, garboso e rico é um bom partido. Depois critica aberta e explicitamente uma menina que acredita em amor a primeira vista. E por último mostra que as vezes o amor que vale a pena está bem ao seu lado, naquele carinha simples, feio, pobre, mas que tem um sentimento sincero. Vejo o tempo todo por aí mulheres correndo atrás dos seus príncipes sem perceber que o Kristoff das suas vidas está bem ao seu lado. E sendo um representante desse grupo de homens que não é rico, nem elegante, nem bonitão, fiquei feliz ao ver minha classe bem representada nessa bela animação.
Enfim, Frozen é divertido, é bem feito e trás muitas lições para quem o assiste. É um filme que vale muito a pena.

Outros bons programas:
Um desenho imperdível para gamers: Detona Ralph
O jogo da imitação com o pai da computação
Belo filme: rude, drogado e genial Sebastião
Um nordestino, um favelado e uma história de amor: Luiz Gonzaga e Gonzaguinha
Gandhi: um filme incrível sobre uma pessoa extraordinária
Thatcher: uma mulher única
O novo cinema brasileiro (com O homem do futuro) e o Jabor
Roque Santeiro
A "boa" da terça
O Silvio Santos é coisa nossa!
Eu gosto do Faustão!
Senna
O discurso do rei
A rede social
Rio
Up
Trapalhões na luta contra a ditadura

sábado, 24 de janeiro de 2015

Um lindo parque de um velho Brasil

Orlando era uma região encharcada inútil no sul dos EUA. Hoje, é uma das maiores fontes de renda e emprego de toda a Flórida. Existem lá dezenas de parques, sendo cinco ou seis da Disney, mas também da Universal, Wet'n Wild, e várias outras grifes, além de parques menores. Entre os parques, centenas de hotéis para todos os gostos e bolsos. E entre os hotéis e os parques, shoppings, restaurantes e todos os tipos de comércio que se pode imaginar. Disney e Universal construíram, em frente aos seus parques, um "bairro" com o que há de mais típico nos EUA de restaurantes, baladas, etc.
Cancun é uma cidade no México que se tornou um dos maiores polos turísticos do mundo, sem perder suas belezas naturais e explorando sua cultura ancestral. O mar de Cancun é de uma beleza estonteante, como o luar. O clima, quase sempre quente (mas sujeito a furacões). E naquela região foram construídas dezenas de hotéis, para todos os tipos de interesse e de dispêndio planejados. Em todo hotel certamente se encontrará pimenta, tacos, guacamole, fajitas, marguerita, tequila e um grupo de mariachis. Em todo hotel se encontra passeios às várias e interessantíssimas ruínas maias e aos parques ecológicos inigualáveis XCaret e Xel-Há. Perto da zona hoteleira, no mercado municipal, há muita coisa típica, inclusive as calaveras de açúcar, tão típicas desse povo que festeja o dia dos mortos. E na região dos hotéis ainda há shopping, restaurantes e baladas.
Ao lado de Fortaleza tem uma região chamada Praia das Dunas. O mar é lindo, a água clara, o clima delicioso, com calor e brisa o ano inteiro. Lá se construiu o maior parque aquático do país. E o parque realmente é fantástico, com brinquedos incríveis. Mas parece-me que os donos do parque não buscam aprender com outras regiões que já deram certo. Ao invés de entender que eles só tem a ganhar com o desenvolvimento da região onde estão, fica claro que a ação típica do parque é aquela coisa mesquinha de querer tudo só para si. Mas essa mesquinhez é burra, porque se vira contra eles mesmos.
Todos que foram voltariam à Orlando: há sempre um parque novo a se conhecer, pode-se ficar em um hotel diferente e consegue-se passar um bom tempo lá com custos muito baixos de hotel e alimentação. Mas, lógico, quem vai à Orlando, mesmo sendo a N-ésima vez, vai acabar dando um pulo em um parque da Disney. Ou seja, a Disney consegue com a "concorrência" tornar mais plausível para todos voltar lá de vez em quando. E quem está em Orlando tem a sua disposição tudo do mais típico EUA.
Ir em Cancun também é uma ótima pedida. Ficar em um dos vários hotéis all-inclusive, com preços convidativos. Ou ficar em um hotel mais simples, se for para ficar visitando parques e ruínas ao longo do dia. Enquanto estamos por lá, temos uma imersão em tradições e cultura mexicana e aprendemos muito sobre a grande civilização Maia. E os parques em volta sempre tem algo diferente para ser desfrutado. Dá para aproveitar, sempre de forma diferente, visitas anuais à Cancun.
Mas o tal parque de Praia das Dunas atua para não deixar ninguém mais na região se desenvolver. É surpreendente ver que só tem asfalto até a chegada do parque. Todo o resto do bairro ou tem ruas de terra, ou com um calçamento de pedra muito irregular. O parque não se dá ao trabalho nem de oferecer uma calçada para quem caminha na rua ao lado. Me assustei ao ver o "transporte público" da cidade: vans que carregam uma quantidade de pessoas em pé de forma totalmente inadequada e sem um mínimo de conforto. É de estranhar como um pequeno município, com um parque daquele tamanho, não consegue cobrar impostos que possam dar uma vida menos ruim para seus moradores.
O ingresso para o parque são absurdos R$ 180 e os preços dentro do parque não são caros, são um assalto: almoço por mais de R$ 80 por quilo, trio de sanduíche por mais de R$ 30, um churros por R$ 8 e um boné por R$ 45: preços fora da realidade não só para nós, brasileiros, mas também para os turistas estrangeiros, que tem opções muito mais baratas para visitar em outros países. O parque fica em frente ao mar, mas não há nenhuma opção de barracas na areia: pelo que soubemos, o parque "deu um jeito" de levar a única barraca para uma distância de 1km: afinal, ele não quer concorrência para seu bar de praia que cobra absurdos R$ 85 por um prato de carne seca para duas pessoas em porção não muito farta (sem incluir bebida e 10% do garçom). Também não há vendedores ambulantes na areia: segundo um vendedor do próprio parque, eles mantém seguranças na praia para evitar que os camelôs entrem na faixa de areia em frente ao parque e aos hotéis do mesmo grupo: não me parece lícito que um parque privado controle quem possa entrar ou não em uma área pública como a praia. Os bugueiros, típicos da região, que não apenas ganham dinheiro com seus passeios, mas também acabam ajudando a sustentar pessoas em várias atividades, como rendeiras, jangadeiros, etc., estão restritos a atuar em uma pequena barraca na entrada para o trecho onde o parque mantém algumas lojas e parece que o parque não aceita que eles deixem as pessoas almoçar em restaurantes fora do parque. E a prefeitura, joga junto com o parque, sempre dificultando as licenças desses profissionais. As  rendeiras do município, com ótimo e tão típico trabalho, não tem um lugar minimamente adequado para trabalhar e oferecer seus produtos: já tiveram mas a prefeitura fez o favor de demolir e prejudicá-las.
Ao invés de valorizar a cultura da região, o parque ignora completamente o estado onde fica, tão rico em cultura que tanto poderia interessar aos turistas. Não há nada de Ceará nos brinquedos ou decorações. Em um cantinho fora do parque há um "Museu da Jangada", constrangedor de tão simplório e nada destacado, museu com menor destaque que um casal de gorilas de metal: ninguém conseguiu me explicar porque um casal de gorilas em um parque aquático em frente à praia no Ceará. E há dois shows no parque: um de piratas e outro de bichos com um hipopótamo: lamentável a falta de valorização da região.
Em resumo, os moradores do município ganham muito pouco com os turistas que nele ingressam. E o parque, tentando trazer todos os ganhos para si, eliminando qualquer tipo de concorrência e não valorizando a cultura da região, não vê que assim elimina também a vontade de voltar de muitos que lá vão. Eu mesmo, embora tenha gostado do parque, da praia e do clima, não pretendo voltar. Pois seria uma experiência muito mais rica ir em um parque aquático, poder escolher o que comer em inúmeras barraquinhas em frente a praia, ter uma feirinha de artesanato em frente com as artesãs mostrando como é feito o seu trabalho, muita oferta de bugues para todas as belíssimas praias ao redor e outras opções de parques e restaurantes nas redondezas. Fica enjoativo, chato mesmo, ir para um lugar que só tem uma única opção de diversão. E, além disso, é absurdamente caro ir ao parque todo dia e comer por lá, muitíssimo mais caro do que em Orlando ou Cancun. E estadia no Brasil também está algumas vezes mais caro que nesses lugares...
Há empresários que entendem que só vão conseguir se desenvolver de verdade se a comunidade em volta se desenvolver junto. Mas há os típicos empresários do nordeste, aqueles que controlam o congresso e fazem o Brasil ir para trás, que acham que para se manter ricos precisam explorar os mais pobres e mantê-los dependentes. E tudo indica que os donos desse parque são desse último tipo. É pena, porque se eles olhassem a coisa de forma mais ampla, entenderiam que eles ganhariam mais se ajudassem a região a se desenvolver também. Essa miopia faz o parque perder dinheiro, a cidade perder dinheiro e seus cidadãos se manterem em um nível de pobreza não aceitável para um lugar com um parque tão rico. E é esse tipo de gente que controla o Brasil até hoje, infelizmente...

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Somos destruidores da natureza

Falésias em Canoa Quebrada:
natureza tão frágil que deveria estar isolada da ação de turistas

Aqui em São Paulo vivemos uma histórica e trágica situação de falta de água. E quais são os culpados? Somos todos nós, brasileiros:
E além do caminhar,
idiotas ainda se acham no direito  de destruir

- cada um de nós quando gasta mais água que precisa, nossos vizinhos que insistem em varrer calçadas com mangueiras, nossos conhecidos que continuam achando essencial um carro lavado semanalmente, etc.
- nosso governo estadual, que fez menos obras do que o necessário para acumular e transportar água e que atuou muito pouco na proteção das nascentes e mananciais. Um estudo que vi a pouco mostrava uma enorme quantidade de nascentes que secaram nos últimos anos neste que se diz ser o estado mais desenvolvido do país;
- nosso governo federal, que deixa e incentiva o desmatamento da Amazônia: para quem ainda não entendeu, as chuvas do sudeste, vem em grande parte da Amazônia: quanto menos Amazônia tivermos, menos chuvas haverão. Quando a Dilma aprovou o novo código florestal, muito menos preocupado com a natureza que com os votos dos agricultores no congresso, ela ajudou a termos menos chuvas. E quando o PT faz assentamentos na Amazônia, em terras que deveriam ser conservadas, tira a água de nossas crianças.
Mas a verdade é muito mais feia do que a mídia transparece, falando apenas do Cantareira. Conheço pessoas do norte de Minas que dizem que, quando crianças, havia rios perenes profundos onde hoje tem um ribeirão que seca por muito tempo. Em uma viagem que fiz por Fortaleza e praias ao redor, a impressão que tive foi de que meus netos não conhecerão muitas das maravilhas que eu pude viver por lá:
- a praia de Canoa Quebrada, que dizem ser uma área de proteção ambiental, famosa por suas falésias avermelhadas, tem vários trechos destas destruídos por barracas de praia e outras coisas. Nos poucos trechos que ainda restaram, o que não falta são inscrições de idiotas em formações históricas frágeis que vão ceder rapidamente graças a esses vândalos. Muitos trechos de falésias já bastante sofridos deveriam ser isolados, mas continuam abertos para caminhadas que vão pouco a pouco descaracterizando esta formação geológica tão frágil;
- em um passeio por região de Dunas próxima à Canoa Quebrada, fomos apresentados a uma grande região que antes era um lago e que há anos secou;
- em outro passeio conhecemos uma lagoa de água doce linda, mas que tem quase metade de sua borda descaracterizada com construções que logo deixarão aquele paraíso parecido com o lago do Ibirapuera;
- em um outro passeio, próximo a uma lagoa que também estava quase seca, um trabalhador local enfiou a mão no barro para mostrar um pequeno caranguejo, achando ser interessante sua ação. Mas de tanto ser caçado, o bichinho já estava sem uma garra. Imaginamos a catástrofe que é para aquela população de minúsculos caranguejos serem retirados do seu habitat centenas de vezes por dia, para cada grupo de turistas que chega.
- na região de Praia das Dunas, o que menos pode se ver agora são dunas, quase todas cobertas por centenas de condomínios de apartamentos de fim de semana para a classe média alta.
Essa Lucelia deveria entender que isso não é uma homenagem
mas a prova que o pretendente é um imbecil
que não pensa no futuro que vai deixar para seus filhos
  Em resumo, se olharmos com olhos conservacionistas, vemos que nós, brasileiros, não estamos atuando de verdade para tentar conservar nossos recursos naturais. Muitos adoram se dizer verdes, culpando os governos de oposição à sua simpatia pelas desgraças que ocorrem. Mas todos os governos tem uma postura similar, de muito pouca atenção à natureza, simplesmente porque conservar a natureza por aqui não dá voto. Enquanto o povo continuar achando normal arrancar uma árvore centenária da calçada para facilitar a garagem, colocar seu nome em uma maravilha da natureza, ou mesmo em árvores da praça da esquina, jogar lixo no rio ou na encosta da montanha, jogar pilhas no lixo, andar em SUVs gigantes sozinhos para ir até a padaria que fica na esquina de casa, deixar o ar condicionado no máximo e dormir com cobertor, etc., não podemos criticar os governantes. Porque cada povo tem o governo que merece e nosso governo é um reflexo do que somos.


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Ponto para o Alckmin! Cubatão
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O jogo da imitação com o pai da computação

Ontem fui ver o filme "O jogo da imitação". O filme é muito bom, mesmo para quem não é Nerd, pois mostra bem o clima tenso e as estratégias para lá de complexas da inteligência britânica ao longo da segunda guerra mundial. Quem gosta de drama de guerra, com intrigas e tensão, vai achar bem interessante.
Mas para quem é Nerd de Computação, o filme é OBRIGATÓRIO! Imperdível!
É a história da vida de ninguém menos que Alan Turing e, ao longo do filme, ele constrói "a máquina de Turing" (que eu já ensinei no UniSantos) e discute o "teste de Turing" (que eu já discuti em aulas de Inteligência Artificial). Ver a teoria que vemos na faculdade na sua geração, com seu "pai", me fez soltar vários sorrisos de satisfação nerd ao longo do filme.
O filme também é muito interessante por vários outros pontos:
- ver como não devemos, jamais, julgar alguém, pois muitas vezes a loucura é irmã da genialidade;
- ver que se os computeiros são um bando de nerds loucos, estranhos e que muitas vezes tem dificuldades até em se relacionar com outros seres humanos, isso vem desde os primórdios :-D;
- ver como a computação ajudou o mundo a ser melhor e pode salvar milhões de vidas;
- ver como nosso mundo muitas vezes é ainda reacionário e injusto (não perca os letreiros finais para entender isso, quando eles falam o que a rainha da Inglaterra fez SÓ em 2013!)
Enfim, é um filme que recomendo para todos. Mas que acho imperdível para pessoas da área de computação!

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