terça-feira, 15 de março de 2011

Bom cinema: Up!

Olá, meus caros dois leitores. Hoje quero falar sobre um novo assunto, inédito neste blog. Vamos falar sobre cinema.
Um amor romântico que anda fora de moda
Eu sou um cinéfilo. Lembro sempre, com um sorriso no rosto, de dois dias em que eu e minha namorada (atual esposa) fomos em 4 ou 5 filmes . Bons tempos! Mas depois da chegada das crianças, ir no cinema é um evento que demanda grande organização e planejamento, e virou um raridade. Sinto muita falta das salas escuras, mas é algo do qual precisei me afastar por um tempo por algo mais importante: a vida é cheia dessas escolhas, né?
Não sou um estudioso do cinema. Vejo o cinema não como uma arte, mas como diversão. É lógico que tem arte, mas o foco para mim é o prazer de assistir. Não concordo com aqueles críticos que ficam dizendo que tal filme é ótimo porque tem uma fotografia não sei como, ou uma narração diferenciada: acredito que se um filme é ótimo, a parte técnica é o menos importante. E também não quero parecer intelectualóide, só gostando de chatos filmes cabeças, para me sentir melhor que os outros: eu vim do povo, sou filho de feirante, sei que o que é realmente bom normalmente também é algo bem simples.
Gosto de quase tudo, tirando coisas violentas, pois tenho uma natureza bastante pacífica: não gosto de filmes de lutas ou com muito sangue. Mas adoro suspense, daqueles que não precisam de sangue nem efeitos especiais, mas de um grande diretor. E gosto também de comédias, inclusive românticas, dramas, aventuras e, porque não, desenhos.
O velhinho curtino sua aventura
E hoje quero falar de um desenho animado. Vi pela primeira vez em um avião e me surpreendi muito. A ponto de ganhar de presente de aniversário o filme, um presente que adorei. A princípio é um filme de criança. Mas no fundo, é um filme profundo, com uma mensagem linda. Seus primeiros cinco minutos são absolutamente perfeitos: muito ágeis e surpreendentes. Eu, que nem sou assim tão emotivo, fico sempre com lágrimas quase saindo dos olhos (mas seguro porque homem não chora, certo?). Mostram uma vida em ritmo alucinante, o garoto, a namorada, o casamento, as promessas, as tristezas e alegrias até um desfecho melancólico. Uma vida comum como várias que acompanhamos. Só esses 5 minutos já valem o filme. Mas depois ainda tem a descoberta do que é realmente importante em uma vida por um velhinho ranzinza, velhinho que cada um de nós tem dentro de si. E tudo isso em meio a uma historinha engraçadinha para crianças também.
Up! é um clássico daqueles de nunca se esquecer. Eu já tenho meu DVD em casa para ver de vez em quando. Se você ainda não viu, não sabe o que está perdendo!

PS. Up virou mania em citações sobre a vida nas redes sociais, agora nos últimos meses de 2011. Eu já tinha descoberto esse filme antes ;-)

Veja também
- Senna
- O dicurso do rei
- A rede social
- TV Viva e Roque Santeiro
- Rio

quarta-feira, 9 de março de 2011

Viva o carnaval!

O carnaval acabou, pelo menos mais aqui para o sul. Foi um carnaval com um clima horrendo, inacreditavelmente chuva e FRIO em pleno verão! Estou escrevendo entre uma tosse e um espirro, presentes desse clima horroroso! Ainda bem que esse tipo de virus não passa via internet :-)
Falando das escolas de samba, primeiro não posso deixar de lamentar o que os prefeitos das últimas duas décadas, um pior que o outro, fizeram com o carnaval da minha terra, Santos. Era o segundo carnaval do Brasil, só atrás do RJ. Escolas de samba com 5 mil componentes desfilavam em uma festa popular e turística. Só para se ter uma idéia, a X9 Paulistana tem esse nome porque se inspirou em uma grande escola chamada X9, de Santos.
Mas falando em alguns dos homenageados: no RJ, a homenagem ao Roberto Carlos foi prá lá de merecida. Quem tem 20 ou 30 anos talvez não tenha a dimensão desse senhor: o que ele fez a partir dos anos 80 realmente não é algo memorável. Mas a revolução que ele liderou com a Jovem Guarda na década de 60 e seu auge criativo da década de 70 são coisas para se conhecer. Os intelectuais adoram dizer que a bossa nova é MPB, mas a bossa nova sempre foi uma coisa de uma pequena elite, que fez muito mais sucesso no exterior que aqui: o que o povão ouvia na década de 60 era Jovem Guarda.
Em São Paulo, duas homenagens para se louvar. A primeira é do Renato Aragão. Novamente, quem tem até uns 25 anos talvez não tenha noção do que foram os trapalhões. Para mim, o quarteto Didi, Dedé, Mussum e Zacarias foi o que houve de melhor no humor brasileiro de todos os tempos. Didi é a cultura brasileira em estado bruto, o nordestino pobre, mas esperto, sem aquela coisa ridícula de losers e winners dos estado-unidenses. Os outros três completavam bem a turma, cada um representando um perfil brasileiro: o paulista do circo, o carioca sambista e o mineirinho inocente. Para quem não sabe, Dedé foi realmente de circo e Mussum era um sambista de primeira (grupo Originais do Samba) antes de se juntar aos Trapalhões. O humor deles era simples, fácil, sem pretensões educativas e sem ranso preconceituoso ou politicamente correto. Quatro amigos, brasileiríssimos, que conviviam, brigavam e faziam as crianças sorrir, todo domingo das 19 as 20hs (hora sagrada para qualquer criança nas décadas de 70 e 80) e todas as férias com o melhor filme infantil brasileiro no cinema.
Por fim, o vencedor de São Paulo, o maestro João Carlos Martins na Vai-Vai. Já é muito bom ver uma das escolas mais tradicionais de SP vencer. Mas ainda melhor ao homenagear em vida um exemplo de pessoa. Quantas pessoas eu conheço que tem quase tudo, mas justificam sua inação ou tristeza da vida por uma dor no dedo minguinho do pé esquerdo ou por não ter tido oportunidades de fazer datilografia na infância. O maestro teria todas as desculpas do mundo para ser alguém recluso, deprimido: um pianista de primeira perder os movimentos dos dedos nas mãos é algo trágico. Mas ele entendeu que a vida é única e não dá para desperdiçá-la. Mudou os planos, mudou os sonhos, e fez algo ainda melhor para ele e para o mundo. Teve a capacidade de se reinventar várias vezes e continua sendo alguém claramente feliz. É como eu sempre digo: "quem quer faz, quem não quer arranja desculpas". Ele preferiu não arranjar desculpas. E está de parabéns por isso! E a Vai-Vai por ter divulgado esse exemplo de vida.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Aprender é divertido!

Visitem o blog QueNerd para visitar meu mais novo post, onde discuto sobre como o aprendizado pode ser algo divertido.