segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Silvio Santos é coisa nossa!

O Silvio Santos é um ícone da TV Brasileira. Como tenho 41 anos, já enjoei do programa dele, porque é exatamente o mesmo desde que eu nasci. Falta criatividade, falta inovação, e falta algo mais cultural, na minha opinião.
Mas o Silvio Santos em si é perfeito. É o melhor animador de auditório de todos os tempos no Brasil, ouso dizer que talvez seja um dos maiores apresentadores do mundo. E porque falo isso? Porque o Silvio tem todas as qualidades que um grande apresentador tem que ter: fala bem, claramente, é bom no improviso e, principalmente, tem carisma. Parte do carisma vem da sua origem, um homem que veio do povo, sabe realmente como é a vida simples, sabendo assim falar o que o povo sente usando a língua popular. Mas essa carisma também vem do seu eterno bom humor. Ele está sempre com um sorriso no rosto e todos amam conviver com pessoas que transmitem essa felicidade, mesmo que seja pela televisão. O Silvio já mostrou que sabe lidar com o inusitado e rir de si mesmo, o que é essencial para qualquer pessoa que queira ser feliz. Ele conseguiu manter o humor mesmo quando foi roubado no seu banco há alguns anos e perdeu quase toda a sua riqueza. E a última foi o "novo" Silvio, grisalho e calvo (é muito estranho não ver o Silvio com aquela cara com a qual convivemos por décadas), deixar cair suas calças em público, como pode ser visto no vídeo abaixo. Não sei se foi acidente, acho mesmo que o provável é que tenha sido um golpe de marketing para atrair público para o programa, mas a reação do Silvio, um homem já bastante idoso, foi a de sempre: sempre com muito bom humor, naquele humor leve como toda a vida deveria ser.





Tenho críticas ao Silvio, em especial por construir sua riqueza em cima de ações que muitas vezes enganam o povo (como a Telesena). Mas como empresário e como comunicador, realmente ele é um ícone, um gênio, insuperável. E por mais que os Gugus e Celsos insistam em tentar imitar, é muito difícil você imitar o carisma de alguém que tem a alegria no sangue.
Embora não o assista quase nunca, é sempre confortável saber que o Silvio estará lá no domingo, se quisermos lembrar um pouco da nossa infância. E sempre terei saudades do "Domingo no Parque" e seu foguetinho com a luz e a criança falando "SIM" e "NÃO". Porque o grande apresentador da minha infância não foi Balão Mágico ou Xuxa, foi o Silvio no "Domingo no Parque".

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Os três malandros - saudades

Disco histórico!
O ano era 1995. Na época fazia muito sucesso o show, disco e dvd: Três Tenores (Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras).  E aí três sambistas com alto humor do RJ resolveram tripudiar: lançaram o histórico disco "Os 3 malandros in concert".
O primeiro malandro que se foi, foi o "pai" de todos, o Moreira da Silva, em 2000, o Kid Moringueira, criador do samba de breque e da malandragem musical tão típica do RJ. Depois, quem deixou saudades foi o Bezerra da Silva, em 2005. Bezerra foi o "malandro" que mais deixou saudades em mim, pois eu o ouvia regularmente na infância: até hoje sei de cor a letra de Domingo de Ramos do Dicró, um clássico que aprendi com ele! Ontem nos deixou o terceiro malandro: o Dicró (vide notícia aqui).
É um trio que vai deixar muitas saudades. Podemos dizer que o fantástico Zeca Pagodinho continua decantando com belos sambas e bom humor a gente humilde do RJ. Mas o Zeca é bem menos irônico, sarcástico, o Zeca faz o estilo bom moço que gosta de cervejinha, um estilo um bocado diferente dos três, bem mais próximos da malandragem...

Veja também outros que deixaram saudades:
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Um talento único e uma grande vítima! (Michael Jackson)
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sexta-feira, 20 de abril de 2012

O aerotrem vem aí!

Levy Fidelix:o candidato do aerotrem
E não é que o Levy Fidelix tinha razão? Depois de duas décadas usando suas campanhas para vereador, prefeito, governador, presidente, deputado, etc. para mostrar para todos que a solução para os problemas de transporte, saúde, violência e educação do Brasil estavam no aerotrem, a cidade de São Paulo, enfim, percebeu que o Levy estava certo: vem aí o aerotrem! (veja a nova São Paulo, como ficará, aqui nesta reportagem)
É, tem gente que tem uma inteligência muito acima da média e consegue antever soluções muito antes de outros políticos. Parabéns ao Levy Fidelix, um visionário!

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Ecologistas caçam elefantes? A vergonha do WWF e da Espanha!

Sou totalmente a favor da ecologia. Há mais de um ano já comecei uma campanha contra o novo código florestal brasileiro, um claro retrocesso: vide a lista de posts abaixo. E há dois meses falei sobre como os europeus, o povo mais culto e rico do mundo, destrói a natureza sem nenhuma dor na consciência: A vergonha europeia – Destruindo a natureza
O rei e o coitado do elefante
Infelizmente no mundo de hoje ecologia é só um argumento para se parecer bonzinho na mídia ou para se ganhar mais dinheiro, como na campanha contra as sacolas plásticas (vide aqui).
Mas as notícias superaram em muito todas as minhas expectativas sobre  o nível de cinismo dos "ecológicos". Não é que o rei Juan Carlos, da Espanha, presidente da WWF, uma ONG importantíssima que "luta" a favor da natureza, foi flagrado caçando elefantes? Isso mesmo, o presidente da WWF se "diverte" caçando elefantes! Não poderia ser mais absurdo!
Alguém pode falar para esse distinto senhor que os elefantes são seres inteligentíssimos, pacíficos e estão próximos de se extinguir? Gente, os elefantes não merecem ser extintos porque um bando de riquinhos insensíveis acham que caçar elefantes é diversão. Se tem algo que já deveria estar extinto, isso sim, são reis! Porque não abrimos uma temporada de caça aos reis, só para nos divertirmos? Afinal, depois dessa notícia e das fotos tiradas, fica claro que os elefantes são, além de tudo, mais inteligentes que os reis...


Veja também:
A vergonha europeia – Destruindo a natureza
Ecologia de verdade: a hora é agora
Ecologia de verdade II
Ecologia X Humanismo
Ponto para o Alckmin! Cubatão
A vida merece respeito
A mentira dos supermercados tem pernas curtas

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O novo cinema brasileiro e o Jabor

Sou um fã e um não-fã do Arnaldo Jabor. Sou fã porque ele faz o que eu, se pudesse, mais amaria fazer: um cronista livre, que fala da vida, da política, das artes. As participações dele são também, sempre, "sem medo de polêmica", mas com um alcance que este blog ainda não tem. Admiro a grande capacidade de articulação dele, a fala clara, concisa, direta. E o prazer que tem em despertar paixões e iras.
E sou não fã porque ele é um típico representante da nossa elite intelectual idiota  dos anos 70. Aquele povo que era esquerdista e virou direitista radical depois de velho. Aquele povo que se acha tão intelectual que com sua pseudo-intelectualidade quase matou o cinema nacional nos anos 70. Que anos tristes, onde ser diretor era "uma ideia na cabeça e uma câmera na mão": quanta porcaria saiu deste "conceito" infeliz... O cinema brasileiro que já tinha sido grande na época dos musicais, do Oscarito, do Grande Otelo, etc., chegou ao fundo do poço, sendo que a única coisa que atraía "público" eram as atrizes famosas peladas. O exemplo mais claro disso é Dona Flor, que só teve o sucesso que teve porque a Sônia Braga era um mulherão de deixar os brasileiros loucos... E, lógico, aparecia pelada no filme...
Uma comédia romântica
clássica, previsível e deliciosa
Neste fim de semana loquei dois filmes recentes nacionais. O primeiro foi "Qualquer gato vira-lata". É dessas comédias românticas típicas, com uma mulher apaixonada por um cafajeste e um bom moço por perto. O final, quem leu a frase acima, já sabe. Mas como diria a Debora Falabela em outro excelente filme nacional, Lisbela e o Prisioneiro, o importante não é o final, é como se chega nele. É aquele filme para se ver abraçado à amada: doce, romântico, encantador. Ok que tem alguns furos, como a visão do que é um trabalho de mestrado bastante "torta", mas são licenças poéticas. O filme não tem pretensão de ganhar Oscar, nem de ser prêmio de roteiro. É um filme que busca apenas divertir casais que se amam e isso ele faz muitísimo bem.
Comédia romântica com um quê
de ficção científica e
ótimas atuações
O segundo filme que vi no fim de semana foi o mais badalado "O homem do futuro". Este é um filme mais rico, com uma boa produção. Inclui a curiosidade de ter como cenário um dos maiores orgulhos da ciência brasileira: o laboratório de luz síncroton. É o único laboratório como este em todo o mundo não desenvolvido. Só que, na verdade, esse laboratório não fica no RJ, mas em Campinas, bem ao lado da UNICAMP. É mais um daquela série de filmes que nasceu depois do inesquecível "De volta para o futuro", onde o personagem volta para o passado para tentar mudar algo... E aí se seguem confusões e mais confusões. Mas diferentemente da série dos anos 80, neste o foco não é aventura, mas sim o romance. E, além de tudo, o filme faz pensar, ainda mais em uma era onde todos acham que o certo é não sofrer.O filme é bom, com boa produção, um roteiro que dá para se divertir bem, o Wagner Moura como sempre está ótimo, enfim, é algo que merece ser visto.
E não é que na sua crônica de segunda o "mala" do Jabor veio criticar "a tendência de comédias românticas copiadas dos EUA no cinema nacional"? Ah, Jabor, não enche! Sim, são comédias românticas despretensiosas, bem inspiradas na fórmula americana que sempre fez sucesso. São filmes que não querem dizer que são "intelectuais" como as suas produções. Mas são filmes que fazem o que se propõe, e muito bem. E trazem para o cinema pessoas que querem simplesmente se divertir, coisa que é a alma do cinema. É o tipo de filme que o brasileiro quer ver, e que bom que hoje podemos escolher entre ver um filme desses nacional ou um importado. Muito melhor do que levar platéias só para ver mulheres peladas, ou filmes cabeça lentos que só filósofos conseguem gostar, como era na época em que você se achava um grande diretor.

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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Mamãe, mamãe, mamãe

Pois é, e lá se vai mais um ano... Há exatos um ano escrevi o post 61 piscadas . E cá estou novamente, para dar mais uma piscadela da vida.
Resolvi dar um tom diferente nest post-homenagem à minha mãe. Será um post musical. Porque minha mãe sempre foi musical. Desde os tempos em que ela era criança e meu avô levava as filhas para dar show na rádio de Santos. Desde os tempos em que ela dançava Rita Pavoni e que ficou brava quando o sapato voou. Enfim, desde muito tempo atrás.
Sempre que me lembro da minha mãe, lembro dela cantando. Ela lavava a roupa cantando, cozinhava cantando, enfim, cantar era a sua rotina. Foi com ela que aprendi muitas músicas, desde as clássicas da MPB até todas as músicas da Jovem Guarda, inclusive aquelas que a maioria das pessoas da minha geração acham que só existem em inglês.
Mas vou aqui destacar três músicas muito marcantes para mim. Pois são as músicas que ela sempre citava quando o tema era mãe.
A primeira é a trágica "Churrasquinho de mãe". O clipe está abaixo. Conta a lenda que foi a história real do autor. Mas, humor negro à parte, não tem como não rir do exagero dramático da música, bem típica daquele tempo onde as músicas eram uma grande história e, usualmente, uma história dramática.



Tem também a música do maior ídolo dela, o Roberto Carlos, o homem que deu o nome da mãe para vários iates. Eu jamais terei a pretensão de ser um poeta popular como o Roberto. Ele sabe tocar os corações do povo... E eu não posso negar que foi muito bom o tempo em que minha mãe me levava prá casa, me contava histórias e me fazia dormir.



Mas, sinceramente, a música sobre mães que mais me marcou é, provavelmente, a música que minha mãe mais cantava em seus shows na pia da cozinha. Um clipe que usa a música está abaixo. Mas a poesia, simples, inocente, é o que mais marca. Até porque, eu também me lembro os chinelos na mão :-) E, certamente, começaria tudo de novo!




Parabéns, minha mãe! Toda a felicidade do mundo para a senhora. Muito amor, muita paz! E muita loucura ainda na sua vida, pois a senhora tem muito o que aproveitar ainda!

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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Lembranças alimentares da terrinha

Sou 87,5% português. Meu pai é português de nascimento e minha mãe tem três avós portugueses. Foi passando três meses em Portugal que entendi de onde vêm boa parte da minha cultura, dos meus valores, do meu jeito de ser. É muito bom quando nos conhecemos um pouco melhor.
Tem muito o que eu possa falar de Portugal, mas hoje vou falar de comida.
Hoje é sexta-feira santa e arrisquei fazer a minha primeira bacalhoada. Não ficou tão boa quanto a da minha mãe, em especial quando ela fazia na extinta "forma fulgor", que deixava qualquer bacalhoada mais gostosa. Mas ficou bem interessante, mesmo assim. Bacalhoada tipicamente trás-montana, com muita batata, azeite, e bacalhau desfiado. Na verdade, o que mais gosto nas bacalhoadas são as fatias de batata, com o gostinho do bacalhau e do azeite e, em especial, aquelas que ficam queimadinhas no fundo da panela.
Outro dia arrisquei um caldo verde. Mas uma comida simples da terrinha, feita em poucos minutos: basta um refogado, uma couve fatiada, uma linguiça e uma porção nada econômica de batata. E, cá entre nós, ficou bom também.
Desde que comecei a morar longe de casa, faço de vez em quando os simples cozidos, com batatas, batatas doces, ovos, verduras, cebola, tudo simplesmente cozido em água e regado à azeite e vinagre. Simples, leve e delicioso.
Mas tem muito mais delícias da terrinha. Os pastéis de Belém lá de Lisboa são insuperáveis, mas mesmo os do Habib's são muito bons. Os doces com muitas gemas e muito açúcar, como os quindins, são sempre deliciosos. Bolinhos de bacalhau são ótimos salgadinhos para qualquer situação.
Mas não posso negar minhas origens: sinto muita falta das inesquecíveis filhoses (ou fritas), guloseimas que são sinônimo de Natal para mim e estão intimamente ligadas às memórias da minha vó. E também ao gostoso bolo de carne, bolo que só vi similar em restaurantes da região de Vila Real, de onde veio a família do meu pai.
Viva a minha origem portuguesa e seus deliciosos quitutes.

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terça-feira, 3 de abril de 2012

Um país com menos sorrisos

Tavares: personagem inesquecível
e também meu primeiro automóvel
Semana passada nos deixou menos sorridentes. Foi uma semana muito triste, graças à duas pessoas que sempre trabalharam para nos fazer sorrir.
O Chico Anysio morreu. Não vou ser cínico aqui e falar que eu era fã incondicional dele. Não, não era. Na minha infância e adolescência, sempre preferi o "Viva o Gordo", humorístico do Jô, que os programas do Chico. Mas nunca deixei de assistir o Chico Anisio Show e o Chico City, muito antes de entender o que seria City. O Chico é alguém que sempre esteve presente na minha vida, com seus personagens, seus bordões.
Bento Carneiro: uma crítica
à falta de amor próprio do brasile
O meu primeiro carro era um fusquinha com dois carburadores à álcool, que fazia 4 km/h: isso mesmo, 4! Não a toa seu apelido era Tavares, o eterno bêbado do Chico, que só dividia o amor à bebida com a Bixxcoitu, sua namorada.
Salomé e seus papos com Brasília
E também sempre achei interessantes os personagens Justo Veríssimo, um político corrupto lá da década de 70 onde aparentemente todos os políticos atuais se inspiraram. E tinha o Tim Tones, um "bispo" que lembra muito alguns líderes de igrejas atuais (para os mais jovens, o nome é inspirado em Jim Jones, pastor que convenceu quase mil americanos a se suicidar no fim dos anos 70). E o Bento Carneiro, vampiro brasileiro, bordão que está na boca do povo até hoje.  Nunca vou me esquecer do afff do Painho e nem dos belos pensamentos do Profeta. E tinha a Salomé, personagem tão bem sacado, que ficava lá no telefone falando sobre política, que até o Didi, humorista máximo na minha opinião, foi imitar.

Mas indo contra a corrente, o que eu mais admirei no Chico foi o professor Raimundo. Por ser um humor simples, popular, com a cara do Brasil, mas sem baixarias, algo para a família. O professor Raimundo era aquele programa que sempre víamos, nunca achávamos maravilhoso, mas nunca achávamos insuportável, ano após ano.
Esse professor vai deixar saudades
E lá encontrávamos os velhos humoristas, tão talentosos e tão esquecidos: ajudar quem estava precisando sempre foi uma característica do Chico. Na escolinha de tantos bordões para mim o Chico se encontrou: sem a necessidade de fazer muitos papéis, mas fazendo o seu papel maior: de líder do humorismo nacional.
Chico também sempre será lembrado por mim como alguém de coragem. Quando ele teve coragem de casar com a Zélia Cardoso, a ministra mais poderosa do Collor, que confiscou o dinheiro do povo, criou uma política que foi um fiasco e que estava sendo ridicularizada publicamente por receber torpedos amorosos que exaltavam sua beleza (inexistente) em reuniões ministeriais, Chico mostrou que não fazia as coisas para ficar "bem na fita", o que para mim é uma grande qualidade.

E se perder o Chico já marcaria a semana passada com menos sorrisos, ainda fomos perder Millor. Millor era humorísticamente o oposto do popular e simples Chico: tinha um humor refinado, inteligente. Um humor típico daqueles que resistiram à época da ditadura. Millor era um gênio, um artista completo, culto como só os homens que nasceram na primeira metade do século XX eram, falando francês e inglês, lendo centenas de livros, coisa que a minha geração nunca teve como acompanhar, pois tinha muita TV, games, e outras inutilidades... Millor desenhava, escrevia, pensava e fazia pensar. Millor já está deixando muitas saudades... Em uma passagem lembrada com carinho em um programa, um amigo contou que Millor não era piadista, era sério, até tímido, mas tinha uma inteligência e sacadas únicas. E na era militar, quando um general o abordou e pediu para ele contar uma piada, a resposta dele foi: "eu conto uma piada se o senhor der um tiro de canhão". Queria muito ter estado lá nesse momento para ver a cara de idiota do milico ao ser tripudiado assim por alguém que tinha um cérebro tão mais desenvolvido.
Estar com 40 anos é uma idade complexa. Se a minha geração e a dos meus pais ainda está "curtindo a vida", é muito triste saber que aqueles ídolos que eu acompanhei por tanto tempo, desde a infância, não estão mais por aqui. Não é nada legal pensar que nunca mais me farão rir: Dercy, Costinha, Grande Otelo, Chico, Glauco, Millor, Nair Belo, Rogério Cardoso (Rolando Lero e Epitáfio) e o Brandão Filho (primo pobre e Sandoval Quaresma, que também sempre me lembrou meu avô, outro que deixou saudades). Isso sem falar nos únicos Mussum e Zacarias... É, vai ser difícil sorrir tanto como antes...

PS. Na lista dos humoristas que dão saudades, faltou um humorista único, mítico. O Shrek encarnado, tão igual que foi até quem dublou os primeiros. Um humorista da minha geração, escrachado, debochado, o grande destaque do Casseta&Planeta: Bussunda!


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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Uma cidade, linda cidade, a minha cidade: viva Santos!

Nunca escondi que sou totalmente santista: de nascimento, de time, de coração. E por isso mesmo já falei sobre minha terrinha em outros posts por aqui.
Este post é só para divulgar um belo vídeo que faz ter mais orgulho ainda ser de lá. E que faz pessoas como eu ficar com mais saudades da nossa terrinha:



E já que estamos falando de Santos, abaixo uma propaganda da cidade, com uma escolha de música que não podia ser melhor: pois não há nada melhor que ficar "com a pureza da resposta das crianças":



Não há mesmo como negar: Santos "é bonita, é bonita e é bonita"


 Veja também:
Santos - uma linda cidade e uma grande história
Um pouco mais da minha história:
- Eu sou + eu
- watashi wa nihonjin desu
E um pouco mais do meu time:
- Valeu, Santos!
- Por que estou tão feliz
- Momento de GRANDE felicidade

domingo, 1 de abril de 2012

9 X 70! Dois números incríveis e um enorme parabéns!

Ela é a filha mais velha de um casal incrível: um casal que manteve o amor até que a morte os separou, após mais de 60 anos. Um casal que teve 5 filhos, entre 1940 e 1950.
Foto da Tia Nira
Tia Nira
Ela viveu uma vida humilde e sempre na companhia de muitas crianças: pois teve quatro irmãos mais novos que ela a cada par de anos! Mesmo com a lotação de crianças em casa, conseguiu tempo na sua juventude para se apaixonar por Elvis Presley.
Depois de crescer ao lado de tantas crianças, parece que se apaixonou pelos pequenos humanos. E teve, após se casar, lá nos anos 60, nove filhos, em uma época onde ter mais que três já era quase uma insanidade. Nove belos filhos, todos adultos hoje, todos honestos, todos pessoas corretas. E todos unidos em um laço forte de fraternidade, tão incomum nos dias de hoje, ainda mais quando falamos de uma família tão numerosa.
9 filhos e mais de uma dezena de netos. Homens, mulheres, loiros, morenos, altos, baixos, tímidos ou extrovertidos, nas mais diversas profissões, espalhados por várias cidades graças às poucas oportunidades que a Baixada Santista ofereceu à minha geração. Eles eram a família que fazia a minha família ser muito mais alegre, pois só essa minha tia chegar significava que chegavam ela, marido e mais nove crianças: a festa estava garantida!
E esta minha tia, a tia dos 9, a tia que conseguiu o feito de gerar no seu ventre tantas pessoas tão incríveis, chegou na última semana aos 70. Parabéns, tia! E siga em frente seu caminho, pois certamente virão novas crianças - bisnetos - com o seu sangue em breve!
Parabéns!

PS. No dia 23/07/2022, a minha querida Tia Nira, nos deixou com eternas saudades. Obrigado pelos 9 primos e por todo o carinho dado para nossa família! 

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