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quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Death note - um anime que precisa ser visto

 

Que estamos em uma era onde animes são praticamente unanimidade, não há dúvidas. Especialmente entre as crianças, Dragon Ball, Naruto, One Piece, Pokemon e tantos outros são o dia-a-dia. E até os pseudo-animes, não japoneses, como o engraçado e leve, bem mais infantil, Ninjago, da lego, um que recomendo muito para crianças menores e famílias que procuram uma série engraçada e inocente. 

Mas hoje quero falar de um anime bem mais duro, profundo, adulto: Death Note. É lógico que jamais concordaria com quem quer "cancelá-lo", por questões religiosas ou qualquer outra visão: como já disse neste outro post, sou conta qualquer tipo de censura. Mas pela dureza, violência e crueldade, não recomendaria que pais deixassem seus filhos menores verem sem, no mínimo, estarem juntos, discutindo as ações, o que é certo e o que é errado.

É uma série pequena, 37 pequenos episódios de 20 minutos, algo que dá para ver fácil em umas duas semanas. Mas vale muito a pena. Embora a série não consiga manter o ritmo da primeira metade, em que é simplesmente sensacional, com um duelo genial entre pessoas absurdamente inteligentes, ela ainda vale muito a pena. Os autores poderiam ter explorado muito mais outros personagens, incluir mais reviravoltas, um pouco mais de surpresas, mas parece que gastaram toda a inspiração na primeira metade. Mas quem assistiu a primeira metade, certamente não ficará sem assistir o resto. 

Não vou dar spoilers, porque quero que meu leitor veja a série. Só vou dizer que o tal "Death Note" é um caderno mágico, que dá o poder de quem o detém de matar quem quiser, só colocando o nome no caderno. E a série discute muito bem o quanto o ser humano, quando dotado de um poder muito grande, acaba se perdendo, se corrompendo. Aproveitei muito a série para discutir, aqui em casa, a importância da democracia, da troca obrigatória dos governantes, da divisão entre poderes, para manter a sociedade saudável. 

Enfim, esse é um anime imperdível, para fãs de anime ou não. 

The 100 - uma série para refletir

Já vou começar dizendo aqui que não acho a série "The 100" da Netflix sensacional. Na verdade, achei os seus 100 episódios medianos, com raras exceções. E acho que os criadores não tinham argumento pronto para seguir com sua proposta original por várias tempordas. A primeira temporada tem um argumento bom, o envio de 100 jovens para explorar uma terra desabitada por séculos, mas foi conduzida de forma juvenil, com muitas mulheres bonitas, roupas curtas e namoros. Ao longo das temporadas, a série ficou bem mais adulta, pesada e profunda. Com um enredo não pensado para várias temporadas, elas parecem reinícios, sem uma continuidade lógica. 
Mas os autores acabaram discutindo, de várias formas, nas várias temporadas, uma questão muito importante para a humanidade: até que ponto é positivo defendermos os "nossos": o nosso povo, os nossos amigos, os nossos companheiros, os nossos parentes, os nossos filhos. Será que é ético, e aceitável, fazermos barbaridades com os "outros" para defender os "nossos"? Em uma época em que muitos gostam de apontar o dedo e dividir a humanidade entre nós e eles, The 100 ilustra claramente o risco que há nisso. 
O que acho que a série fez muito bem foi, gradativamente, migrar de uma posição de claramente fazer o público ficar do "lado" dos protagonistas e entender a posição deles, para, pouco a pouco, ficar contra eles. Pelo menos eu, nas últimas temporadas, comecei a ver os protagonistas a cada dia com menos razão até achar, em alguns pontos, que eles eram os verdadeiros vilões (embora sempre tenham se achado mocinhos).
Enfim, se tiver tempo e paciência para assistir os 100 episódios, acho que dá para pensar muito assistindo essa série da Netflix.

Os Saltimbancos Trapalhões - nova versão na Netflix

Que eu sempre fui fã incondicional dos trapalhões, quem me conhece não tem dúvidas. Aliás, quem é da minha geração, dificilmente não curtia todo domingo, 19h,  o programa mais amado pelas crianças. E eu já comentei em outro post sobre a histórica versão dos trapalhões para os saltimbancos, que teve mais de 5 milhões de pessoas assistindo no cinema em 1981. Sucesso inquestionável e histórico pela coragem dos 4 em plena ditadura militar (se quer saber mais sobre a versão clássica, veja neste post aqui . 

Acabei de assistir a nova versão, de 2017, na Netflix. E recomendo. Para crianças, uma diversão leve, inocente. Para os mais velhos, um delicioso momento de saudosismo. Não é um remake, o enredo é diferente, também mais leve. Mas as músicas estão lá, as palhaçadas do Didi e sua parceria eterna com os incríveis Dedé e o "Sargento Pincel", além de muitos humoristas da nova geração. E, sem dar spoiler, confesso que não resisti a uma das cenas finais, e chorei por aqui... Quem for da minha geração, saberá qual foi o momento.

Acho que como sinal dos tempos, o que mudou é que o inimigo agora não é patrão, um cara tão sem condições quanto os artistas do seu circo falido. Mas sim o estado, o governo, com sua arrogância e prepotência: nada mais realista... 

Aproveitem um momento em família para ver esse delicioso filme!


Outras indicações


terça-feira, 1 de junho de 2021

Eden, uma animação japonesa que merece ser vista!

 Para quem quer ver uma animação com uma boa mensagem, bem feita e tocante, recomendo Eden, do Netflix. Se apresenta como uma série, mas na verdade são 4 capítulos de 25 minutos, o que dá um filme...

Vale muito a pena para ver com a família ou, para aqueles como eu que gostam muito de animação, vale até ver sozinho ou como um programa de casa.
Acho que o filme discute uma coisa que estamos perdendo, e nunca deveríamos perder: a crença de que, apesar de tudo, a humanidade vale a pena!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Polícia Federal - A lei é para todos

O lançamento não poderia ser em data mais simbólica: em um sete de setembro. O filme é muito bem pensado: ao invés de um chato documentário, é um thriller policial muito emocionante. Embora saibamos o que vai acontecer, em muitos dos momentos não conhecemos todos os detalhes e não tem como não ficar "torcendo".
Os atores estão incríveis. E o diretor (Marcelo Antunez) foi muito corajoso. Eu achava que eles fugiriam da polêmica, mas ele vai com tudo bem no ponto mais delicado até o momento: a investigação sobre o ex-presidente. E o diretor também ilustra muito bem os personagens típicos, como os puxa-sacos do ex-presidente, o exército do PT (MST, MTST, CUT) e os jornalistas nada éticos que usam seu espaço para trabalhar para o partido.
É muito interessante entender os momentos, as dúvidas, as pressões e tudo o que esses heróis da lava jato tiveram que enfrentar até agora para fazer a maior investigação do país, a primeira com coragem para prender grandes empresários e políticos muito importantes.
Enfim, é um filme imperdível. Todos precisam ver e incentivar mais e mais brasileiros a assistirem e entenderem o país em que vivemos e a máfia que tomou nosso Estado. Além disso, como cidadãos, é essencial que apoiemos a produtora que teve a coragem de fazer esse filme, embora fique claro que ela não teve todo o apoio que normalmente filmes dessa dimensão tem: não tem o apoio da Ancine, é só dinheiro de investidores. Então, se não enchermos os cinemas, eles não vão conseguir fazer os previstos 2 e 3. Brasileiros: todos ao cinema!





 O trailer é muito legal














E os atores estão fantásticos


Outros bons filmes: 
O jogo da imitação com o pai da computação 
Belo filme: rude, drogado e genial Sebastião
Um nordestino, um favelado e uma história de amor: Luiz Gonzaga e Gonzaguinha 
Gandhi: um filme incrível sobre uma pessoa extraordinária
Thatcher: uma mulher única
O novo cinema brasileiro (com O homem do futuro) e o Jabor
Roque Santeiro 
A "boa" da terça 
Senna
O discurso do rei
A rede social 
Trapalhões na luta contra a ditadura

E desenhos
O amor e suas lições em Frozen
Um desenho imperdível para gamers: Detona Ralph
Rio
Up


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Bom programa: Catavento Cultural e Educacional

A linda fachada do Catavento
Em algumas viagens ao exterior tive a oportunidade de visitar museus de ciência: lembro de um muito bom em Kobe-Japão e de um fantástico em Boston-EUA. São museus interativos, cheios de atividades para todas as idades e com demonstrações fantásticas. Acho importante esse tipo de museu, porque desperta nas crianças o interesse pela ciência, pela prática científica, mostrando que física, química, informática, etc. são coisas legais. E mostra para os adultos o quanto ainda temos que aprender. Sempre me perguntei porque não temos um museu desses no Brasil.
Mas no último mês tive uma grata surpresa. Graças a indicações de amigos fomos ao Catavento Cultural e Educacional, no centro de São Paulo. Acho incrível como uma atração como essa tem tão pouca divulgação na mídia do Brasil. E, mesmo assim, é o museu mais visitado do país. O museu fica no belíssimo Palácio das Indústrias, construído para ser residência dos Matarazzo e que foi, por muito tempo, sede da prefeitura de São Paulo. Nas redondezas, pontos interessantíssimos, como a catedral da Sé, o pátio do colégio e o mercadão municipal (aproveite para comer um sanduíche de mortadela na saída).  Muitos ônibus e estações de metrô por perto e estacionamento para carros no próprio terreno do Catavento dão toda a praticidade ao acesso. Ainda no pátio, atrações incríveis, como uma casa feita para dar ilusão de ótica, um comunicador de som à grandes distâncias que só usa conchas metálicas sem fio ou eletricidade, um modelo de uma ancestral dos humanos e várias antiguidades, como carroças de limpeza, locomotivas de várias épocas e até um avião onde as crianças podem embarcar.
A placa na entrada do Catavento
Lá dentro do museu tem muita, mas muita coisa legal. Astronomia, biologia, física, química, ótica, magnetismo, sobre tudo. Não vou falar das atrações, uma a uma, porque são centenas e são super-legais, para todas as idades, desde pequenos até idosos. Mas além das atrações livres, tem ainda atrações que precisam ser agendadas (sem custo, mas com limitação de duas por período): são imperdíveis as simulações de submarino e de nave espacial, o laboratório de química e o estúdio de TV. 
Tudo isso com um ingresso muito barato, que chega a ser gratuito em alguns dias. Não deixe de visitar essa grande atração da cidade de São Paulo, principalmente se você tem crianças para levar. Tente reservar mais que um dia, porque em um dia não é possível conhecer tudo. E dê preferência para um fim de semana de feriado ou dias de semana, porque lá lota mesmo.
consulte o link do Catavento,
E para você que é diretor ou professor de escola, pense em agendar seu próximo passeio no Catavento: é um lugar onde toda criança deveria ir!

PS. Em setembro de 2017 visitei novamente o Catavento e tem mais uma atração incrível: Dinos do Brasil, uma bem produzida viagem ao passado em realidade virtual. E ainda conheci a atividade Desafio Nano, muito boa também. O ingresso "inteiro" custa R$ 6,00 (e tem meia!) e aos sábados é de graça (e bem cheio, claro)

Para mais informações sobre o Catavento, clique aqui


Veja também
Zooparque Itatiba

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O amor e suas lições em Frozen

Conheço muitas pessoas que adoram se dizer inteligentes porque assistem a filmes europeus, profundos. E que acham que todos que acompanham Hollywood são idiotas. Mas o fato é que a profundidade dos filmes está muito mais em que vê do que no filme em si. E se é difícil ficar acordado vendo aquelas chatices francesas, vai ser difícil aprender algo dormindo...
Eu sempre tento ver a profundidade por trás dos filmes que assisto. Assumo que diferentemente de um jovem com quem tive o prazer de trabalhar, não consigo ver nenhuma lição profunda em Rambo, mas isso talvez seja uma limitação pessoal. Mas há muitas lições em filmes de grande público e, em especial, há muitas lições em desenhos da Disney.
Neste post me proponho a discutir as lições por trás do último mega-sucesso da Disney: Frozen. Desde a primeira vez que vi esse desenho, percebi que seria histórico, um filme muito bem realizado tecnicamente , tanto visual como musicalmente, e, principalmente, com um belo enredo e roteiros. Frozen é para mim o melhor desenho Disney desde "Rei Leão" e a "A bela e a fera", dois clássicos.
E que lições Frozen trás? Para mim, a mais bonita é a lição de amor entre irmãos. Irmãos se amam, irmãos se respeitam, mas as vezes a vida os obriga a ficar distantes, as vezes cria mágoas que os afastam. E isso os deixa com o coração duro: seja por acharem que estão sendo desprezados sem motivo (Anna), seja por serem obrigados a se afastar pelo bem de quem amam (Elsa). E o filme é uma metáfora clara, linda: se por brigas o coração de um irmão congelar, qual a única solução? O que pode fazer o coração de um irmão descongelar? Só o amor, é claro!
Mas Frozen ainda ensina mais. Primeiro é um belíssimo contraponto àquela visão romântica da Disney, que todas as meninas encontrarão um príncipe perfeito - e rico - e serão felizes para sempre. O fato do príncipe ser rico garantir felicidade se perpetua até para o sr. Grey, mas isso é outra história :-D Frozen primeiro detona a ideia de que todo príncipe, belo, garboso e rico é um bom partido. Depois critica aberta e explicitamente uma menina que acredita em amor a primeira vista. E por último mostra que as vezes o amor que vale a pena está bem ao seu lado, naquele carinha simples, feio, pobre, mas que tem um sentimento sincero. Vejo o tempo todo por aí mulheres correndo atrás dos seus príncipes sem perceber que o Kristoff das suas vidas está bem ao seu lado. E sendo um representante desse grupo de homens que não é rico, nem elegante, nem bonitão, fiquei feliz ao ver minha classe bem representada nessa bela animação.
Enfim, Frozen é divertido, é bem feito e trás muitas lições para quem o assiste. É um filme que vale muito a pena.

Outros bons programas:
Um desenho imperdível para gamers: Detona Ralph
O jogo da imitação com o pai da computação
Belo filme: rude, drogado e genial Sebastião
Um nordestino, um favelado e uma história de amor: Luiz Gonzaga e Gonzaguinha
Gandhi: um filme incrível sobre uma pessoa extraordinária
Thatcher: uma mulher única
O novo cinema brasileiro (com O homem do futuro) e o Jabor
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A "boa" da terça
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O jogo da imitação com o pai da computação

Ontem fui ver o filme "O jogo da imitação". O filme é muito bom, mesmo para quem não é Nerd, pois mostra bem o clima tenso e as estratégias para lá de complexas da inteligência britânica ao longo da segunda guerra mundial. Quem gosta de drama de guerra, com intrigas e tensão, vai achar bem interessante.
Mas para quem é Nerd de Computação, o filme é OBRIGATÓRIO! Imperdível!
É a história da vida de ninguém menos que Alan Turing e, ao longo do filme, ele constrói "a máquina de Turing" (que eu já ensinei no UniSantos) e discute o "teste de Turing" (que eu já discuti em aulas de Inteligência Artificial). Ver a teoria que vemos na faculdade na sua geração, com seu "pai", me fez soltar vários sorrisos de satisfação nerd ao longo do filme.
O filme também é muito interessante por vários outros pontos:
- ver como não devemos, jamais, julgar alguém, pois muitas vezes a loucura é irmã da genialidade;
- ver que se os computeiros são um bando de nerds loucos, estranhos e que muitas vezes tem dificuldades até em se relacionar com outros seres humanos, isso vem desde os primórdios :-D;
- ver como a computação ajudou o mundo a ser melhor e pode salvar milhões de vidas;
- ver como nosso mundo muitas vezes é ainda reacionário e injusto (não perca os letreiros finais para entender isso, quando eles falam o que a rainha da Inglaterra fez SÓ em 2013!)
Enfim, é um filme que recomendo para todos. Mas que acho imperdível para pessoas da área de computação!

Veja também:

Outros bons filmes
Belo filme: rude, drogado e genial Sebastião (Tim Maia)
Um nordestino, um favelado e uma história de amor: Luiz Gonzaga e Gonzaguinha
Gandhi: um filme incrível sobre uma pessoa extraordinária
Thatcher: uma mulher única
O novo cinema brasileiro (com O homem do futuro) e o Jabor
SennaO discurso do rei
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E sobre TV
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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Belo filme: rude, drogado e genial Sebastião

Sebastião não era uma pessoa do bem. Longe de ser...  Nasceu pobre, tornou-se uma pessoa amarga. Mas como a vida não é um conto de fadas com princesas doces, generosas e educadas de um lado e bruxas feias e más do outro, Sebastião tinha dentro de si o amargor, a tristeza e a genialidade.
Sebastião usou e abusou das drogas ao longo da vida. Sebastião usou e desrespeitou pessoas por toda a vida. Mas Sebastião perdoou, amou, foi muito gente também. Sebastião, embaixo de uma carcaça dura, de sua "pele de rinoceronte", temia perder todos que amava, temia perder seus amigos. E talvez tenha sido esse temor que o fez se entregar às drogas que acabaram o levando a morte tão precocemente. Mas, quem sabe, talvez tenha sido justamente esse temor que tenha sido o motor de sua imensa criatividade e genialidade musical.
Sebastião não era uma pessoa que eu admiraria. Não como gente. Tratava mal os outros, tratava mal seu corpo, era rude, drogado, desonesto, irresponsável. Mas eu não tenho como não admirar o outro lado do Sebastião: sem dúvida, um dos maiores autores e cantores que este país já teve em toda a sua história musical. Pois Sebastião, que era o líder dos The Sputiniks, da banda que tinha Roberto e Erasmo Carlos como parceiros lá nos anos 50, não pode se tornar Tião e acabou virando Tim, Tim Maia. O Tim Maia de Você, aquela música incrível que todo mundo canta na ordem do Paralamas sem perceber que as estrofes foram trocadas de posição pelo Herbet. O Tim Maia de "Chocolate", de "Vale Tudo" e de tantas outras músicas que se tornaram sinônimo da música pop de qualidade brasileira da segunda metade do século vinte e hoje viraram hinos da nossa grande cultura.
Assisti ao filme Tim Maia hoje. E o filme está magnífico. Não tenta mostrar um Tim falso. Mostra o Tim com todas suas dificuldades, suas grosserias, suas loucuras, sua irresponsabilidade  e sua arrogância peculiar. Mas também o Tim espirituoso, o Tim direto, franco, duro mas sincero, deliciosamente não politicamente correto. O filme narra uma história que beira o trágico de forma leve, em alguns momentos até bem engraçada, mas sem querer deixar de falar a verdade. É um filme imperdível para quem gosta de boa música e quem gosta da cultura misturada do nosso país. E ainda vale pela história, por conhecer o começo de Roberto, Erasmo e tantos músicos que apareceram em um mesmo local, em uma mesma época.
Tim Maia deixou muitas saudades. E sua história, de alguém sofrido e humilde, que chegou ao topo do sucesso mas nunca achou a felicidade lembra muito a vida de outro grande ícone da música brasileira, muito bem retratado em outro filme imperdível: Luiz  Gonzaga.


Outros bons programas:
Um nordestino, um favelado e uma história de amor: Luiz Gonzaga e Gonzaguinha
Gandhi: um filme incrível sobre uma pessoa extraordinária
Thatcher: uma mulher única
O novo cinema brasileiro (com O homem do futuro) e o Jabor
Roque Santeiro
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sábado, 18 de maio de 2013

Turma da Mônica no mundo de Romeu e Julieta: imperdível!

Nos anos 70 o Maurício de Sousa criou uma peça de teatro com o nome acima. Muitas pessoas da minha geração compraram o disquinho de vinil, outras tantas viram um especial na TV e os paulistanos tiveram a oportunidade de ver a peça ao vivo.
Agora, mais de 30 anos depois, o Mauricio de Sousa relançou a peça, como parte das comemorações de 50 anos da personagem mais amada do Brasil.O texto foi revisto, a produção é nova, mas as músicas foram mantidas quase sem mudança.
Uma produção imperdível!
A produção está fantástica. Figurinos muito lindos, feitos por um nome famoso da moda. Um cenário muito bem feito: vitrais na hora da igreja, balcão para a Julieta Mônica falar com seu Romeu Cebolinha, e um sem fim de detalhes. Ao fundo, um céu animado, com nuvens passando, estrelas brilhando, sol nascendo, uma animação com uma qualidade que nunca havia visto antes no teatro. Dá orgulho saber que parte dessa animação foi obra de um grande amigo, primeiro a conhecer na UNICAMP na graduação!
Eles estão perfeitos!
São vinte atores intercalando no palco, realmente uma produção de primeiríssimo mundo. Dançando, brincando e interagindo com os personagens que tanto amamos.
Amo a turma da Mônica porque é a turma do Brasil. São personagens com nossa cara, com nossa cultura, que cresceram conosco. E sou fã do Mauricio, um brasileiro incrível! (já falei bastante dele neste post).
E no final, não deixe de dar uma passadinha no MUBE,
ali pertinho, e ver a exposição dos 50 anos:
interessante e de graça!

E acho que todos os brasleiros que tenham possibilidade, não podem perder essa oportunidade única de recuperar a fantasia de sua infância, de valorizar nossa cultura, de assistir a uma produção incrível totalmente nacional e de deixar nossas crianças com olhos brilhando e imaginação reforçada.  Então, meus leitores, não deixem para depois: entrem neste link aqui e façam já sua reserva para alguma seção. Depois da seção, não percam a oportunidade de ir tirar uma foto com os personagens. E, quem sabe, se você tiver sorte, você consegue encontrar o Maurício de Sousa em carne e osso, como eu tive a oportunidade hoje: ele foi de uma simpatia, uma humildade, inacreditáveis. Foram uma dezena de fotos com minha turma, alguma conversa e vários autógrafos: um dia para não esquecer!

Veja também:
Site do Teatro Geo: compre seu ingresso aqui
Um exemplo de brasileiro: Maurício de Sousa
Bom programa infantil - circo da Mônica
Eu sou criança: e você? 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Um desenho imperdível para gamers: Detona Ralph

Quando eu era criança, apareceram os primeiros vídeo-games: os tele-jogos. Sempre quis jogar um, mas era uma coisa que só os mais ricos tinham. Lembro que o vizinho do meu primo, lá em S.Vicente, tinha um. E sonhava em ser convidado um dia para ir lá: não fui...
Um filme imperdível
para todos que amam vídeo-game
 
Alguns anos depois chega ao mercado o Atari. E finalmente eu ganhei um. E foi paixão e vício a primeira vista. Investi milhares de horas da minha vida em alguns joguinhos: o principal, Space Invaders. Mas também joguei muito Pimball, Decathlon (haja LER) e Enduro. E em alguns momentos joguei também asteroides, pitfall e alguns outros... Foi uma fase inesquecível da minha vida e eu era bom naquilo: peguei todas as manhas e conseguia fazer a pontuação ir ao máximo e zerar na maioria dos jogos.
Entrei na UNICAMP e lá conheci os jogos de computador. Um dos que mais me recordo era o interessante "LLL - Land of Larry Lizard". Mas tinham jogos baseados em caracteres que eram a paixão dos meus veteranos. E no final da graduação, nos horários de almoço do estágio, eu e meus parceiros da "FMF" jogávamos Prince, em uma era que não dava para salvar: se morresse, fazíamos tudo de novo...
Após formado, ainda tive alguns momentos de gamer: em especial com jogos de simulação, como Simcity, Simutrans (simulador de transporte) e jogos de guerra como Age of Empires, Duke Nuken e Outcast. Mas, hoje, realmente estou bem longe deste mundo: não que ele não me atraia, mas tenho outras prioridades, como curtir meus filhos ou preparar as dezenas de aulas semanais.
Há pouco fui ver o filme infantil Detona Ralph. A ideia por trás do filme é interessante: um vilão que se cansa de fazer sempre o mesmo papel no seu game e que resolve "passear" em outros jogos. E é nesse passeio que está o grande charme do filme: o Ralph interage com personagens desde o vídeo-jogo, até os mais elaborados jogos de guerra modernos. Sem deixar de citar os clássicos de várias gerações: Space Invaders (o meu predileto), pacman, sonic e outros modernos que não sei o nome.
Enfim, assistir Detona Ralph é fazer uma deliciosa viagem pelos últimos 40 anos, a era do vídeo-game desde sua criação. Mais que o enredo, o grande charme do filme é ficar procurando as citações de tantos personagens que nos acompanham ao longo da vida. Foi realmente uma experiência deliciosa acompanhar meus babies nesse filme. Recomendo a todos aqueles que, como eu, tem os games como parte da vida.

Outros bons programas:
Um nordestino, um favelado e uma história de amor: Luiz Gonzaga e Gonzaguinha
Gandhi: um filme incrível sobre uma pessoa extraordinária
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quarta-feira, 27 de março de 2013

Um nordestino, um favelado e uma história de amor: Gonzaga

O diretor Breno Silveira já fez um filme que eu odiei: "2 filhos de Francisco". Não consigo aceitar um filme que retrata um pai que acha que os filhos pequenos tenham que se expor à riscos (e até à morte), só porque ele quer que eles sejam famosos. Odiei o filme porque é um péssimo exemplo que foi visto por milhões e pode ter vendido uma ideia errada do que é ser um bom pai.
Mas Breno Silveira se redimiu. Dirigiu uma outra história biográfica. Uma história de dois personagens fantásticos da nossa música. Luiz Gonzaga, o rei do baião e Gonzaguinha, seu filho.
Um filme lindo sobre música e amor entre pai e filho
Cada um dos personagens já merecia uma trilogia só para si. Gonzagão, o pai, que nasceu pobre, foi discriminado quando morava lá no sertão do nordeste e, depois de muito ralar, conseguiu sucesso nacional. Gonzagão que teve uma vida cheia de dramas, dificuldades, mas que nunca deixou sua simplicidade e nunca deixou de cantar com prazer. Musicalmente, sou fã do Gonzagão: ele trouxe para o resto do Brasil toda a riqueza da música de raiz do nordeste. E não tem como não amar "Asa Branca" e outros clássicos que ele tão bem entoava com sua sanfona.
Gonzaguinha nasceu e cresceu em uma favela carioca, em meio ao crime e ao samba. Teve uma vida complicada desde criança, pois perdeu a mãe com dois anos e tinha um pai que sempre estava em turnê pelo Brasil. Sofreu, se sentiu rejeitado, chorou. Mas conseguiu transformar essa dor em poesia, poesia de primeiríssimo nível. Eu mesmo posso dizer que uma das músicas que mais gosto, até hoje, é "O que é, o que é":
"viver, e não ter a vergonha de ser feliz;
cantar, e cantar e cantar, a beleza de ser um eterno aprendiz
Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita"



O filme é de uma beleza incrível. Tem atores excelentes: o que faz o Gonzagão é sanfoneiro de verdade e tem estilo e carisma compatíveis com quem quer retratar; e o que faz o Gonzaguinha é tão parecido em tudo que até assusta, parecendo o próprio ressucitado. É um filme que mostra a vida como ela é, sem querer pintar ninguém como mocinho, nem como vilão. Mostra como a vida pode ser dura para todos, como nós, humanos, conseguimos ser complicados. Acima de tudo, o filme fala da relação entre pai e filho, um pai simples, humilde, que sempre viu como sua maior obrigação "não deixar faltar nada para seu filho" e um filho que sempre esperou um pai Gelol: "não basta ser pai, tem que participar". É um conflito de gerações, uma mudança de visão de mundo, onde não há verdade, não há certo nem errado.
Enfim, é uma obra-prima recente, que passou primeiro como mini-série na Globo e há pouco foi lançada em DVD. Vale pela história, vale pela excelente música que pontua todo o filme e vale pela sensibilidade em mostrar uma relação entre pai e filho onde amor e conflito habitam os mesmos corações.

Dominguinhos: outro músico que vai deixar saudades
PS. Vale ressaltar que o grande sucessor do Gonzagão também está prestes a nos deixar: segundo a própria família, Dominguinhos está em coma irreversível. Será outra perda gigante da música brasileira, tão carente de músicos desse gabarito nos últimos tempos.
PS2. Dominguinhos faleceu em 23/07/2013: mais um brasileiro que vai deixar muitas saudades em quem gosta do país e de música de verdade. 

Outros bons programas:
Gandhi: um filme incrível sobre uma pessoa extraordinária
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Trapalhões na luta contra a ditadura

Gandhi: um filme incrível sobre uma pessoa extraordinária

Um filme que precisa ser visto
Eu ainda era criança quando esse filme foi lançado no cinema. Um filme que fez muito sucesso e foi muito premiado. Foram 8 Oscar, entre eles melhor filme, diretor e ator. E agora, com 30 anos de atraso, eu consegui, enfim, ver esse filme: comprei por um preço irrisório em uma banca daquelas com centenas de títulos misturados de uma loja de departamentos.
Assistindo ao filme, não dá para não concordar com todas as premiações: o filme realmente é fantástico. Bem feito, bem dirigido, profundo e correto.
Mas  não é o filme em si que merece maior destaque. É a história que ele apresenta. Gandhi foi um ser humano único, ímpar. Ele nasceu rico, vindo da casta mais nobre entre um povo onde, até hoje, castas são vistas como algo natural. Eu mesmo já conversei com um jovem indiano que achava plenamente justificável que as pessoas tenham que trabalhar nas funções para as quais a casta delas são direcionadas. Explicando melhor: se você nasceu da casta "ralé", você pode ter funções bem subalternas e ganhar salário mínimo. Se você nasceu na casta "elite +", você pode ser médico. Não é concebível um "ralé" querer ser médico, porque, segundo o jovem que comigo conversou, "é assim, sempre foi assim, não tem porque mudar isso". Ele era da casta "elite+", era médico e estava na Inglaterra para participar de um congresso.
Gandhi nasceu um hindu da classe mais alta, lá no final do século XIX. E viveu essa vida sem questionar, tendo inclusive estudado na Inglaterra, algo que certamente é para uma minúscula minoria dos indianos. Depois, Gandhi foi para a África do Sul e lá se percebeu discriminado: lá ele era mais um "não branco", justo em um país que tinha racismo explícitado nas leis até os anos 80. Foi quando deixou de ser elite e passou a ser discriminado que "caiu a ficha": ele entendeu que não dá para discriminarmos as pessoas por sua cor, sua origem. Depois de revolucionar na África do Sul, Gandhi foi para a Índia. E lá começou um movimento pela libertação, contra a dominação inglesa. O filme mostra direitinho porque ele, que antes tinha orgulho em se dizer cidadão inglês, resolve tomar essa posição e não vou aqui estragar o filme contando tudo.
Mas Gandhi não foi mais um revolucionário. Gandhi jamais pregou a violência. Ele conseguiu convencer a todos que eles conseguiriam o que queriam sem luta, sem guerra. E, embora o filme mostre o quanto foi difícil permanecer nesta posição, Gandhi nunca mudou sua postura. Ele conseguiu libertar a Índia pregando a paz e algo similar a isso acho que nenhum outro ser humano tenha conseguido. É dele a frase fantástica "olho por olho e acabaremos todos cegos". Gandhi foi um Ser Humano de verdade, um ser iluminado, único.
O filme é muito interessante porque mostra todos os meandros políticos, as disputas entre os partidários da liberdade, o quanto é difícil pregar o amor e a paz entre humanos egoístas e gananciosos. E o quanto é complicado pregar o respeito entre populações que acham que diferenças religiosas são sinônimos de ódio. O filme não é Holliwoodiano, com aquele tom de que, no final, tudo se resolverá e o bem triunfará. O filme é realista, tristemente realista, nos fazendo pensar em quanto o ser humano consegue ser baixo, mesquinho, cruel.
Enfim, um filme sensível, complexo, profundo, inesquecível. Vale pela arte. Vale ainda mais pela história real que conta algo que aconteceu há tão pouco tempo. Mas vale, acima de tudo, para mostrar a vida de alguém que merece ser sempre louvado como uma das pessoas mais fantásticas que já viveu neste mundo.

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Xingu - uma lição de Brasil

Não consegui ver no cinema, mas fui buscar na locadora o filme Xingu. E é um filme imperdível para quem quer entender um pouco da história recente do Brasil.
Uma aula de história do Brasil
O filme mostra como os irmãos Villas-Boas conseguiram, com muita vontade de se aventurar nos anos 40 e grande habilidade política nos 40 anos seguintes, criar uma grande reserva de índios que conseguiu sobreviver à ditadura do GV, à ditadura militar e chegar até hoje. Na minha opinião são três grandes heróis do nosso país que conseguiram salvar milhares de índios de matadores que caçavam índios como se fossem animais, apenas para conseguir mais terras. Eles conseguiram preservar pelo menos parte da cultura desses povos e dar a eles um espaço seguro para morar. E ainda protegeram uma gigantesca parte da floresta.
Dizem que o filme é romanceado, mas o fato, real, é que a reserva realmente existe. E que uma gigantesca comunidade indígena vive lá. Além disso, o filme mostra os deslizes humanos desses três irmãos, suas brigas, suas fraquezas, não os pinta como super-homens, mas apenas como homens que aceitaram a responsabilidade de serem os criadores da maior reserva indígena de todo o mundo.
Sei que vão haver esquerdopatas que vão querer me crucificar, dizendo que eles não estavam lá por serem bonzinhos, que graças a expedições como as deles muitos índios morreram com doenças de branco, que eles acabaram aculturando índios com o nosso jeito de ser, etc. Mas não dou a mínima para esses seres "de esquerda" que se acham sempre como os únicos bons samaritanos do universo. O fato é que, se não fossem esses três irmãos, tudo teria sido muito pior para os índios daquela região. E acreditar que haveria uma forma de impedir todo o contato de brancos com índios é tão realista quanto acreditar em duendes... O mundo real, esquerdopatas, existe e é bem diferente daquele mundo de ilusão da cabeça de vocês.
Em resumo, para quem quer conhecer um pouco mais sobre nosso país e sobre esse trio de heróis brazucas, é uma pedida imperdível investir 2h nesse filme-documentário do ótimo Cao Hamburger, um cara que consegue ter em seu histórico a criação do fantástico infantil Castelo Rá-tim-bum e de um filme adulto tão profundo quanto este. Imperdível!

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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Bom programa - Que rei sou eu?

Já falei aqui sobre o canal Viva, da TV Globo. Um canal que nos dá o prazer de rever tudo de melhor que a maior TV brasileira já fez. Naquele primeiro post  falei de Roque Santeiro, reconhecida tanto pelo público como pela crítica como a melhor novela de todos os tempos. Agora falo da novela que entra no lugar de Roque Santeiro.
No finalizinho dos anos 80, a Globo lançou uma outra novela histórica: Que rei sou eu? A novela contava a história de um "reino distante", um local cheio de políticos muito ruins e várias outras coisas que nos remetem ao nosso país. Enfim, é uma hilária metáfora do que seria o Brasil se fosse um reino. Uma novela com um peso político e crítico muito forte.
Giulia: linda e excelente atriz que não conseguiu
o sucesso que prometia na época
Cláudia Abreu: ainda teen,
linda e inesquecível como princesinha
No elenco a menininha Cláudia Abreu, que até hoje eu chamo de princesinha, pois o papel dela foi muito marcante. Apaixonante, ainda mais para mim, que tenho praticamente a mesma idade dela. E a bela e provocante - à época - Giulia Gam. Aliás, cá entre nós, eu era apaixonadíssimo pela Giulia, quando ela era menininha e garota-propaganda da Telesp: ela tinha traços meigos e um fogo nos olhos de deixar qualquer marmanjo babando... Não consegui achar o filme da Telesp com ela, mas achei um outro da mesma época, só para quem tiver curiosidade de ver como ela era há 30 anos atrás.
Bom, é isso aí. Quem gostar de novela e de política e tiver um tempinho, aproveite e (re)veja Que rei sou eu?




PS. Em 29/04/2015 Antonio Abujamra, o grande Ravengar desta novela e protagonista do interessante programa Provocações da TV Cultura nos deixou...

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terça-feira, 8 de maio de 2012

Bom programa: zooparque Itatiba

Um bom passeio para toda a famíla
Em um dos últimos fins de semana fui conhecer o Zooparque Itatiba. E fiquei muito surpreso.
É algo com pouquíssimo marketing e muito pouco conhecido. Mas é surpreendentemente bom. Por um preço menor que o preço de um ingresso de cinema, e com estacionamento GRATUITO, passei quase um dia caminhando entre milhares de animais, incluindo ambientes com vários rinocerontes, um par de elefantes, outro  de hipopótamos e mais um de tigres de bengala. Além dos exóticos, muitos animais da nossa fauna. Tudo em um ambiente tranquilo, de paz, caminhando por entre a mata.
Para crianças pequenas, também é oferecido uma atividade de tocar animais como jacaré (filhote, claro), tartaruga, cobra e ratinhos. Algo muito estimulante para os pequenos!
Para quem quiser, ao final do passeio tem um restaurante com comida alemã com preço bem razoável (da ordem de R$ 30,00 o quilo, o mesmo de um restaurante médio de Campinas).
Enfim, um programa barato, cultural e divertido para toda a família. Muito bom para sair da mesmice shopping/cinema.

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