Há milhares e milhares de textos, livros e filmes sobre o Holocausto. O filme que mais me tocou foi,
sem dúvida, alguma, "A lista de Schindler" do genial e judeu Spielberg, que deve ter ouvido muito sobre as tristezas do Holocausto em sua família. Nunca aceitei a tentativa de grupos de reescrever a história. E acho dantesco aqueles que tentam relativizar o que não é discutível. A Segunda Guerra foi palco de boa parte das maiores atrocidades da história e uma delas, sem dúvida alguma, foi a perseguição dos nazistas aos judeus. Nunca havia sido tão explícito a pregação do ódio, o uso da divisão do povo por um governo para ganhar poder, e o extermínio em massa como uma política de estado. Hitler foi um dos maiores gênios do mal que a humanidade já conheceu e soube usar o marketing político, o discurso social e o ódio como poucos para praticar uma barbárie, com o apoio do seu povo. E, provavelmente, foi quem liderou a maior máquina de extermínio planejado e organizado já existente, com seus campos de concentração, salas de gás e incineradores.É absurdo imaginar que seres humanos sofreram isso. É ainda mais absurdo acreditar que seres humanos aceitaram fazer todas essas atrocidades com outros seres humanos. E quase inacreditável imaginar que há menos de 100 anos atrás tinha gente de país desenvolvido que achava razoável não considerar seres humanos como humanos somente pela sua religião.
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| Uma das cenas mais tocantes da história do cinema |
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| Excelente! |
Mas hoje quero comentar sobre uma história em quadrinhos, Maus, de Art Spiegelman, ganhador do prêmio Pulitzer. Foi um belíssimo presente que ganhei de um amigo. E devorei os quadrinhos rapidamente, ainda mais neste momento da história no qual o que mais abundam são ações ditatoriais de governos democraticamente eleitos que deveriam defender as constituições. É um gibi muito criativo e curioso: o autor praticamente conta como foi o processo de buscar informações com seu pai, que foi com toda a família para Auschvitz. E conta com uma riqueza crua de detalhes, não só da história em si, mas também da sua tensa relação com seu velho pai, cheio de manias, um daqueles velhinhos totalmente mal humorados e incapazes de qualquer empatia. É muito interessante a total realidade do que é contado, em meio aos personagens reais, mas que são representados como ratos, gatos e porcos. É um dos melhores gibis que já li na vida, talvez só rivalizando com o fantástico "V de Vingança".Quem quer entender bem o que foi ser um judeu durante a segunda guerra, precisa ler esse gibi. Será um grande aprendizado. Vale também pela arte, simples, crua, um preto e branco sem muitos detalhes mas profundamente intenso. Além de tudo, nos faz pensar nas relações familiares, nas complexidades humanas. Maus é uma leitura imperdível. Recomendo fortemente.
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