Em quase 20 anos como professor universitário, uma coisa ficou muito clara para mim: acompanhei jovens muito inteligentes que nunca chegaram muito longe, porque, embora inteligentes, faltava à eles a vontade. Por outro lado, muitos jovens com mais dificuldade para aprender, com problemas financeiros, com limitações as mais variadas que poderiam ter servido de desculpas para terem uma vida sem destaque, com força de vontade, com gana, com esforço, chegaram muito longe. Com base nessa experiência cunhei uma frase: "quem quer, faz; quem não quer, acha uma desculpa".
Vivemos um momento no nosso país onde as desculpas andam muito em moda. Onde pessoas justificam sua falta de progresso por questões as mais variadas. Onde se tenta culpar os outros, o preconceito, o mundo, etc., por uma vida medíocre. O governo atual adora fomentar isso, porque é com o "coitadismo" que tenta angariar votos para si, colocando-se como o protetor dos "prejudicados": mas ele precisa que os prejudicados não tenham sucesso para continuar tendo votos....
Mas a vida já me provou que o sucesso não depende de raça, origem ou opção sexual: já vi pessoas de todas as classificações possíveis, com origens humildes ou de alta classe, distribuírem-se entre pessoas com sucesso e pessoas com vidas medíocres. O que diferenciou um grupo do outro? De um lado, pessoas que nunca deixam de lutar, que se esforçam, que trabalham muito, que acreditam em si; do outro pessoas preguiçosas, sem vontade, que preferem culpar os outros e o mundo a tirar a bunda da cadeira e se mexer.
O vídeo dessa oriental no TED é fantástico, porque ela discute muito melhor que eu isso (além de ser mais bonita e simpática). Além disso, nada melhor que uma oriental, mulher, de uma "minoria", mas de uma minoria que tem no sangue a cultura do esforço, da dedicação, para falar sobre esse tema.
E você, jovem? Vai continuar se sentindo o coitado, o desafortunado, e buscando desculpas para não chegar onde quer? Ou vai botar a faca no dente e enfrentar essa selva que é a vida de frente, com toda a vontade que você tem aí no fundo do seu peito?
Veja também:
(TED) Os 8 segredos para o sucesso
Meu filho, você não merece nada!
Não fuja da dor
Psicologismo agudo
As escolhas da vida
Você pode chegar lá
Quem te faz feliz?
Um mundo insano
Prá que esperar o meteoro? (QueNerd)
Juventude atual:
- O que as escolas não ensinam
- aonde querem chegar?
- amor e sexo
- Adeus a Amy,
- inspiração boa e ruim,
- cérebro de pipoca
- valor da vida
Não gaste muito dinheiro para prejudicar crianças
A verdade tem que ser dita, sem medo de polêmicas. Tentando discutir as coisas com profundidade, sem me preocupar em ser politicamente correto.
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sábado, 9 de maio de 2015
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Meu filho, você não merece nada!
"A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada "
Repasso abaixo um texto fantástico de Eliane Brum, disponível neste link.
"Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba."
Veja também:
Não fuja da dor
Psicologismo agudo
As escolhas da vida
Você pode chegar lá
Quem te faz feliz?
Um mundo insano
Prá que esperar o meteoro? (QueNerd)
Juventude atual:
- O que as escolas não ensinam
- aonde querem chegar?
- amor e sexo
- Adeus a Amy,
- inspiração boa e ruim,
- cérebro de pipoca
- valor da vida
Não gaste muito dinheiro para prejudicar crianças
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Não se vive uma vida plena no virtual: desconecte-se
Eu já discuti no post Juventude atual: cérebro de pipoca? o quanto a excessiva conexão dos dias atuais está nos deixando a cada dia mais tristes e mais vazios. Mas o TED que disponibilizo abaixo é muito mais completo, profundo e convincente que meu texto. Assistam e tentem não concordar.
Está na hora de rompermos essa escravidão eletrônica e entender que é bom, saudável e salutar nos afastarmos do mundo virtual de vez em quando para viver a vida real. Não podemos nos enganar com uma falsa sensação de pertencimento e de companhia que as redes sociais não trazem: precisamos saber lidar com a solidão e a dor (vide o post Não fuja da dor).
Juventude atual:
- inspiração boa e ruim,
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Não fuja da dor
Foi interagindo com os comentários do post Psicologismo Agudo que tive o insight para este post. Ficou muito claro para mim uma defesa a uma postura de negação da dor, como se sofrer fosse algo condenável e que deve ser evitado. Essa covardia de enfrentar os momentos difíceis, com jovens sedados por "profissionais" com as mais diversas drogas ou, ainda pior, se drogando sozinhos, com remédios, drogas ou mesmo álcool, está construindo uma geração sem força para enfrentar o mundo real.Isso me lembra, em muito, um dos livros mais assustadores que já li, "Admirável Mundo Novo", um livro excelente que descreve um mundo onde a qualquer dificuldade ou frustração, as pessoas recorrem à droga oficial: e assim o governo mantém todos falsamente felizes e tudo sob controle.
O mundo real, gente, não é um conto de fadas. Nem sempre os bons vencem. Nem sempre conseguimos o que achamos justo. O mundo é difícil, uma selva de verdade, e temos que saber enfrentar essa selva de frente. Jamais advogarei a favor de jogar sujo, acredito na civilização e nos valores humanos, mas temos que saber viver em plenitude, e viver não é nada fácil.
Escutem a música abaixo, acho que ela toca no ponto:
Concordo com os Titãs: fugir da dor, é fugir da própria cura! E isso vale tanto para dores físicas quanto dores do coração:
- tomar analgésicos pode camuflar algo grave que merece tratamento ou criar uma dependência crônica à eles. Temos que aprender a conviver ao máximo com dores de cabeça ou qualquer outra;
- ao longo da vida teremos muitas perdas, separações, desilusões: viver é aprender a lidar com elas e seguir em frente, "pero sin perder la ternura jamás" (Che).
Então, se a vida está difícil, entenda que ela é para todos. Se o momento está ruim, insista para si mesmo que tudo pode melhorar. Se sua namorada te deixou, ruim para ela, aproveite a liberdade! Entenda que apesar de todos os pesares a vida é uma dádiva, é curta e frágil, então aproveite o máximo enquanto possível for. Seja feliz, mas se a tristeza bater a porta, não finja que não a viu: deixe-a entrar, converse com ela, aprenda um pouco com ela, e mande-a embora depois, com sua força interior, que é capaz de muito mais do que você acredita. Remédios, só mesmo em última instância!
Veja também:
Psicologismo agudo
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Juventude atual:
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O mundo real, gente, não é um conto de fadas. Nem sempre os bons vencem. Nem sempre conseguimos o que achamos justo. O mundo é difícil, uma selva de verdade, e temos que saber enfrentar essa selva de frente. Jamais advogarei a favor de jogar sujo, acredito na civilização e nos valores humanos, mas temos que saber viver em plenitude, e viver não é nada fácil.
Escutem a música abaixo, acho que ela toca no ponto:
Concordo com os Titãs: fugir da dor, é fugir da própria cura! E isso vale tanto para dores físicas quanto dores do coração:
- tomar analgésicos pode camuflar algo grave que merece tratamento ou criar uma dependência crônica à eles. Temos que aprender a conviver ao máximo com dores de cabeça ou qualquer outra;
- ao longo da vida teremos muitas perdas, separações, desilusões: viver é aprender a lidar com elas e seguir em frente, "pero sin perder la ternura jamás" (Che).
Então, se a vida está difícil, entenda que ela é para todos. Se o momento está ruim, insista para si mesmo que tudo pode melhorar. Se sua namorada te deixou, ruim para ela, aproveite a liberdade! Entenda que apesar de todos os pesares a vida é uma dádiva, é curta e frágil, então aproveite o máximo enquanto possível for. Seja feliz, mas se a tristeza bater a porta, não finja que não a viu: deixe-a entrar, converse com ela, aprenda um pouco com ela, e mande-a embora depois, com sua força interior, que é capaz de muito mais do que você acredita. Remédios, só mesmo em última instância!
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Boas oportunidades para os jovens
Os politicamente corretos dizem que o importante é você escolher uma carreira que gosta, etc. e tal. Por outro lado, temos que aguentar os filhos de atores e cantores dizendo que seguiram a mesma carreira porque adoravam cantar e atuar desde criancinhas.
Ah, gente, me poupe! Todos, quando crianças, imaginam-se cantores, atores, jogadores de futebol ou modelos. Isso não é uma exclusividade dos filhos de estrelas. A diferença, única, é que eles tem QI e a maioria dos meros mortais, como eu e você, jamais conseguiremos chegar nesse círculo fechado.
Para nós, gente "normal", e sem grana, a chance de mudar de vida é achar uma carreira onde tenhamos oportunidades claras de conseguir um bom emprego, ou abrir uma empresa, e crescer. E isso não existe em todas as carreiras.
Lógico, evidentemente, não acho que todos tem que escolher ser médicos ou engenheiros. Mas não podemos desprezar os fatos, e ir pelo "gosto", pois a vida REAL é bem menos romântica. Temos que ser pragmáticos. E, neste sentido, foi muito bom ser filho de uma família que tomava partido: nunca fui forçado a escolher nenhuma área, mas sempre ouvi que eu tinha que escolher uma profissão que tivesse futuro e que me sustentasse. Agradeço sempre aos meus pais por terem se posicionado tão claramente!
Há um ano estive na Campus Party e falei para aquele incrível grupo de jovens nerds que, no Brasil, agora é a hora e a vez das exatas (vide aqui). Um ano depois, a coisa está ainda mais clara: os salários dos engenheiros quase dobraram em dois anos (vide aqui) e os profissionais de informática tem previsão de aumento acima da média nacional (vide aqui).
Então, gente, vamos deixar de preguiça: estudar é para ser algo divertido (vide aqui). E vale a pena "ralar" em uma boa faculdade e ter melhores oportunidades e salários ao longo da vida. Pensem, seriamente, na possibilidade de fazer engenharias ou informática, as áreas que mais precisam de profissionais hoje no Brasil! Isso abrirá muitas portas para vocês, e ajudará muito no desenvolvimento do nosso país!
Ah, gente, me poupe! Todos, quando crianças, imaginam-se cantores, atores, jogadores de futebol ou modelos. Isso não é uma exclusividade dos filhos de estrelas. A diferença, única, é que eles tem QI e a maioria dos meros mortais, como eu e você, jamais conseguiremos chegar nesse círculo fechado.
Para nós, gente "normal", e sem grana, a chance de mudar de vida é achar uma carreira onde tenhamos oportunidades claras de conseguir um bom emprego, ou abrir uma empresa, e crescer. E isso não existe em todas as carreiras.
Lógico, evidentemente, não acho que todos tem que escolher ser médicos ou engenheiros. Mas não podemos desprezar os fatos, e ir pelo "gosto", pois a vida REAL é bem menos romântica. Temos que ser pragmáticos. E, neste sentido, foi muito bom ser filho de uma família que tomava partido: nunca fui forçado a escolher nenhuma área, mas sempre ouvi que eu tinha que escolher uma profissão que tivesse futuro e que me sustentasse. Agradeço sempre aos meus pais por terem se posicionado tão claramente!
Há um ano estive na Campus Party e falei para aquele incrível grupo de jovens nerds que, no Brasil, agora é a hora e a vez das exatas (vide aqui). Um ano depois, a coisa está ainda mais clara: os salários dos engenheiros quase dobraram em dois anos (vide aqui) e os profissionais de informática tem previsão de aumento acima da média nacional (vide aqui).
Então, gente, vamos deixar de preguiça: estudar é para ser algo divertido (vide aqui). E vale a pena "ralar" em uma boa faculdade e ter melhores oportunidades e salários ao longo da vida. Pensem, seriamente, na possibilidade de fazer engenharias ou informática, as áreas que mais precisam de profissionais hoje no Brasil! Isso abrirá muitas portas para vocês, e ajudará muito no desenvolvimento do nosso país!
terça-feira, 29 de novembro de 2011
O que as escolas não ensinam
Abaixo regras que Bill Gates, dono da Microsoft, discursou para alunos em uma formatura. Concordo com a visão dele de que escolas extremamente protecionistas, onde a preocupação não é ensinar, mas "motivar" (vide aqui), onde não se pode reprovar (vide aqui) e onde o maior temor é o bullying (vide aqui e aqui), estão fugindo do seu objetivo maior.
'- Vocês estão se formando e deixando os bancos escolares, para enfrentarem a vida lá fora. Não a vida que você querem, não a vida que vocês sonharam ter, a vida como ela é. Você estão saindo de um mundo educacional que está pervertendo o conceito da educação, adotando um esquema que visa proporcionar uma vida fácil para a nova geração. Essa política educacional leva as pessoas a falharem em suas vidas pessoais e profissionais mais tarde. Vou compartilhar com vocês onze regras que não se aprendem nas escolas:
Regra 1: A vida não é fácil. Acostume-se com isso.
Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa de útil por ele (o mundo) antes de aceitá-lo.
Regra 3: Você não vai ganhar vinte mil dólares por mês assim que sair da faculdade. Você não será vice-presidente de uma grande empresa, com um carrão e um telefone à sua disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e ter seu próprio telefone.
Regra 4: Se você acha que seu pai ou seu professor são rudes, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seu avós tinham uma palavra diferente para isso. Eles chamavam isso de 'oportunidade'
Regra 6: Se você fracassar não ache que a culpa é de seus pais. Não lamente seus erros, aprenda com eles.
Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por terem de pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são 'ridículos'. Então, antes de tentar salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente arrumar o seu próprio quarto.
Regra 8: Sua escola pode ter criado trabalhos em grupo, para melhorar suas notas e eliminar a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar para ficar de DP até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola está despedido... RUA! Faça certo da primeira vez.
Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre férias de verão e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
Regra 10: Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.
Regra 11: Seja legal com os CDF´s - aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas. Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.'
Juventude atual:
- aonde querem chegar?
- amor e sexo
- Adeus a Amy,
- inspiração boa e ruim,
- cérebro de pipoca
- valor da vida
Bobeiras educativas:
- Um tapinha não dói
- Que tal trabalhar para ganhar?
- Salário ou responsabilidade?
- Idade inicial
- Português correto: alunos e educadores
- Não ser meritocrático
- Foco em universidades
- Trote: vide aqui
- Bullying: primeiro post aqui, com novo comentário aqui
- Aprovação automática: vide aqui
- Novos conteúdos: vide aqui
- Flexibilidade: vide aqui
- Livros didáticos
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| Bill sabe o que fala! |
Regra 1: A vida não é fácil. Acostume-se com isso.
Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa de útil por ele (o mundo) antes de aceitá-lo.
Regra 3: Você não vai ganhar vinte mil dólares por mês assim que sair da faculdade. Você não será vice-presidente de uma grande empresa, com um carrão e um telefone à sua disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e ter seu próprio telefone.
Regra 4: Se você acha que seu pai ou seu professor são rudes, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seu avós tinham uma palavra diferente para isso. Eles chamavam isso de 'oportunidade'
Regra 6: Se você fracassar não ache que a culpa é de seus pais. Não lamente seus erros, aprenda com eles.
Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por terem de pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são 'ridículos'. Então, antes de tentar salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente arrumar o seu próprio quarto.
Regra 8: Sua escola pode ter criado trabalhos em grupo, para melhorar suas notas e eliminar a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar para ficar de DP até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola está despedido... RUA! Faça certo da primeira vez.
Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre férias de verão e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
Regra 10: Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.
Regra 11: Seja legal com os CDF´s - aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas. Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.'
Juventude atual:
- aonde querem chegar?
- amor e sexo
- Adeus a Amy,
- inspiração boa e ruim,
- cérebro de pipoca
- valor da vida
Bobeiras educativas:
- Um tapinha não dói
- Que tal trabalhar para ganhar?
- Salário ou responsabilidade?
- Idade inicial
- Português correto: alunos e educadores
- Não ser meritocrático
- Foco em universidades
- Trote: vide aqui
- Bullying: primeiro post aqui, com novo comentário aqui
- Aprovação automática: vide aqui
- Novos conteúdos: vide aqui
- Flexibilidade: vide aqui
- Livros didáticos
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Juventude atual: Losers são os americanos...
Foi um comentário de um aluno meu que me fez escrever este post. Ele é o melhor aluno da turma de informática da Unicamp, o que já seria um orgulho para qualquer um. Além disso, não é um daqueles nerds sem "interface com usuário": é um cara que fala bem, bastante carismático e que faz sucesso com as meninas. Não é a toa que tem uma bela e inteligente namorada ao lado (e olha que mulher, bela, inteligente e Unicamp não são coisas que combinam ;-) ): ou seja, novamente é um privilegiado! Além disso, o cara está com um ótimo estágio e tem uma carreira inteira de sucesso pela frente. E justamente ESSE cara vem me dizer que se sente fracassado!
O que essa geração quer, hein? A minha geração tinha ditadura no governo, nem o prefeito da minha cidade era eleito (área de segurança nacional). A minha geração ficou desesperada para conseguir um emprego - qualquer um - quando se formou. Nós tínhamos que conviver com inflação de 40% ao mês. Eu nunca fui um bom galanteador. Mas, mesmo assim, jamais me senti derrotado. Em um momento percebi que o importante na vida não é onde chegar, mas sim o caminhar. E sempre lutei, dia após dia, por um caminhar feliz.
É desalentador ver um cara inteligente como esse meu aluno repetindo uma expressão ridícula de uma cultura mais ridícula ainda: a dos EUA. O Brasil não é EUA, jovens! Aqui, nossa preocupação é ser feliz, não o estereotipado "loser". O loser para os estadosunidenses é quem não tem uma casa, outra de praia, uma SUV e uma lancha. Ou seja, quem não movimenta o capitalismo. Esse conceito não se preocupa com o ser humano, mas sim com o consumismo per se. Ok, meu aluno não tem uma SUV: que bom para a natureza, menos um poluindo o mundo sem necessidade! Não tem uma lancha: que bom para ele que não tenha essa preocupação em manter algo inútil por 360 dias do ano ou mais. Não tem uma casa de praia: será mais divertido dividir o aluguel de um kitch em Ubatuba com sua bela turma de amigos! (amigos que o admiram, pois eu conheço a turma) E tem uma namorada inteligente que gosta dele, o que alguém que precisa ganhar dinheiro para tudo o que os estadosunidenses acham importante, não terá (ou se tiver, não terá tempo de desfrutar bons momentos ao lado).
O Brasil é a terra do Didi que capitalizou como ninguém a cultura nacional. Onde o importante não é ter grana, mas conseguir levar a vida de forma divertida, dando balões nas dificuldades. O Brasil é o lugar onde vemos, com mais clareza, a verdade: executivos morando no Morumbi com uma vida atribulada, sem amor em família, sem tempo para o lazer e sempre preocupados com a violência. E pobres nas favelas do Rio, com seus churrascos na laje, pagodinho na mesa do bar da esquina e uma "nega" que o ama de paixão. Lógico que os pobres tem problemas, não tenho a menor dúvida disso, mas na média eles são mais felizes. Eu que tenho a felicidade de poder ter convivido demais com gente dos dois extremos, não tenho dúvidas que o extremo mais pobre é mais feliz.
Então, caro aluno, deixe de besteira. Você é um privilegiado, tem que parar de bobeira e lembrar todo o dia o quanto tem sorte na sua vida. Ao final do dia, independentemente de religião, pare um minuto e lembre-se das coisas boas que tem e agradeça a vida! É bom nós sairmos do dia a dia e agradecermos o privilégio que é estar vivo e poder ter a vida que temos. Você é jovem, saudável, tem estudo de primeira linha, tem emprego, tem namorada, tem amigos que lhe adoram: que mais alguém pode querer? Assuma-se brasileiro, esqueça essa mania gringa de sempre querer mais, e seja feliz. A felicidade está na sua frente, abra os olhos e aproveite, pois momentos como o seu atual, são raros, e muito poucas pessoas conseguem tê-lo!
PS. e o distinto aluno ainda ganhou o prêmio de melhor iniciação científica do ano. Ah se todos fossem fracassados como ele :-)
Veja também:
- aonde querem chegar?
- amor e sexo
- Adeus a Amy,
- inspiração boa e ruim,
- cérebro de pipoca
- valor da vida
O que essa geração quer, hein? A minha geração tinha ditadura no governo, nem o prefeito da minha cidade era eleito (área de segurança nacional). A minha geração ficou desesperada para conseguir um emprego - qualquer um - quando se formou. Nós tínhamos que conviver com inflação de 40% ao mês. Eu nunca fui um bom galanteador. Mas, mesmo assim, jamais me senti derrotado. Em um momento percebi que o importante na vida não é onde chegar, mas sim o caminhar. E sempre lutei, dia após dia, por um caminhar feliz.
É desalentador ver um cara inteligente como esse meu aluno repetindo uma expressão ridícula de uma cultura mais ridícula ainda: a dos EUA. O Brasil não é EUA, jovens! Aqui, nossa preocupação é ser feliz, não o estereotipado "loser". O loser para os estadosunidenses é quem não tem uma casa, outra de praia, uma SUV e uma lancha. Ou seja, quem não movimenta o capitalismo. Esse conceito não se preocupa com o ser humano, mas sim com o consumismo per se. Ok, meu aluno não tem uma SUV: que bom para a natureza, menos um poluindo o mundo sem necessidade! Não tem uma lancha: que bom para ele que não tenha essa preocupação em manter algo inútil por 360 dias do ano ou mais. Não tem uma casa de praia: será mais divertido dividir o aluguel de um kitch em Ubatuba com sua bela turma de amigos! (amigos que o admiram, pois eu conheço a turma) E tem uma namorada inteligente que gosta dele, o que alguém que precisa ganhar dinheiro para tudo o que os estadosunidenses acham importante, não terá (ou se tiver, não terá tempo de desfrutar bons momentos ao lado).
O Brasil é a terra do Didi que capitalizou como ninguém a cultura nacional. Onde o importante não é ter grana, mas conseguir levar a vida de forma divertida, dando balões nas dificuldades. O Brasil é o lugar onde vemos, com mais clareza, a verdade: executivos morando no Morumbi com uma vida atribulada, sem amor em família, sem tempo para o lazer e sempre preocupados com a violência. E pobres nas favelas do Rio, com seus churrascos na laje, pagodinho na mesa do bar da esquina e uma "nega" que o ama de paixão. Lógico que os pobres tem problemas, não tenho a menor dúvida disso, mas na média eles são mais felizes. Eu que tenho a felicidade de poder ter convivido demais com gente dos dois extremos, não tenho dúvidas que o extremo mais pobre é mais feliz.
Então, caro aluno, deixe de besteira. Você é um privilegiado, tem que parar de bobeira e lembrar todo o dia o quanto tem sorte na sua vida. Ao final do dia, independentemente de religião, pare um minuto e lembre-se das coisas boas que tem e agradeça a vida! É bom nós sairmos do dia a dia e agradecermos o privilégio que é estar vivo e poder ter a vida que temos. Você é jovem, saudável, tem estudo de primeira linha, tem emprego, tem namorada, tem amigos que lhe adoram: que mais alguém pode querer? Assuma-se brasileiro, esqueça essa mania gringa de sempre querer mais, e seja feliz. A felicidade está na sua frente, abra os olhos e aproveite, pois momentos como o seu atual, são raros, e muito poucas pessoas conseguem tê-lo!
PS. e o distinto aluno ainda ganhou o prêmio de melhor iniciação científica do ano. Ah se todos fossem fracassados como ele :-)
Veja também:
- aonde querem chegar?
- amor e sexo
- Adeus a Amy,
- inspiração boa e ruim,
- cérebro de pipoca
- valor da vida
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Drogas: álcool - eu sobrevivi!
Muito se fala sobre o problema com as drogas e muito poucas vezes as pessoas se lembram da droga que mais mata de todas: o álcool.
Se tem uma coisa em que sou careta é isso: eu nunca fiquei bêbado, nem mesmo "alegre". Não me atrai a ideia de eu não ser eu. Não me atrai a ideia de eu precisar ficar diferente para conseguir alguma coisa. Eu preciso aprender a enfrentar meus medos racionalmente, é assim que encaro a vida. E eu não preciso ficar bêbado para ficar feliz: eu sou feliz! (lembram deste post?) Acho muito triste quem precisa de álcool para sorrir: e deve ser muito triste voltar a ficar sóbrio nessa situação...
Não sou radical: nada contra um copo de vinho no jantar, um dedo de licor, uma caipirinha com a feijoada ou um copo de cerveja com os amigos. Isso não faz mal a ninguém. Mas quando "a graça" não é o sabor da bebida mas seu efeito, aí, realmente, é hora da pessoa se analisar e descobrir o que está errado com ela. E resolver o problema de vez ao invés de escondê-lo com bebidas...
Álcool sempre foi um problema, mas está se tornando ainda maior com a irresponsabilidade dos pais hoje em dia, que não tem coragem de dizer não para filhos. Álcool é coisa para adultos! Vi a pouco uma pesquisa que mostrava que jovens que se iniciam muito cedo (por volta de 15) no vício da bebida tem muito mais probabilidade de se tornar alcoolatras! Cérebros jovens acabam se acostumando com a bebida e tem pouca capacidade de reagir ao vício. Começar cedo é muito mais crítico do que genética ou qualquer outra característica. Ou seja, deixar um filho beber não é uma coisa de jovem, é condená-lo a uma dependência futura que vai acompanhá-lo por toda a vida. Já está na hora dos pais entenderem que tem que ser pais e falar não! E, como professor, percebo com muita preocupação o quanto essa juventude está dependente deste vício desde muito novos.
Quantos milhares morrem por causa da bebida, dia após dia? Apesar das propagandas alegres e cheias de lindas mulheres na TV, álcool não traz mulheres, traz morte, dor, decadência, vergonha, vexames! Álcool é uma coisa do mal.
Se estou hoje aqui é por sorte, pela minha experiência com direção, ou, para os religiosos, porque Deus me protege. Ontem, andando a 100 km/h na estrada fui subitamente jogado para o lado por um carro que me ultrapassava pela esquerda e simplesmente se jogou contra o meu. Consegui, por milagre, colocar o carro de volta na linha da estrada e seguir até o posto rodoviário. Lá, vim a saber que quem me abalroou estava totalmente bêbado e após bater em mim, conseguiu o feito de quase causar outro acidente e acabou com o carro caído na vala entre as pistas... Perdi algumas horas no posto policial, perdi algumas centenas de reais com o carro amassado, mas graças a Deus não tive nenhum arranhão. Se eu não tivesse conseguido controlar o carro, aquele infeliz bêbado poderia ter causado algo muito mais sério. Depois do que vivi ontem, sou ainda mais contra bebida, em especial bebida junto com direção! Chega de drogas, chega de álcool!
Se tem uma coisa em que sou careta é isso: eu nunca fiquei bêbado, nem mesmo "alegre". Não me atrai a ideia de eu não ser eu. Não me atrai a ideia de eu precisar ficar diferente para conseguir alguma coisa. Eu preciso aprender a enfrentar meus medos racionalmente, é assim que encaro a vida. E eu não preciso ficar bêbado para ficar feliz: eu sou feliz! (lembram deste post?) Acho muito triste quem precisa de álcool para sorrir: e deve ser muito triste voltar a ficar sóbrio nessa situação...
Não sou radical: nada contra um copo de vinho no jantar, um dedo de licor, uma caipirinha com a feijoada ou um copo de cerveja com os amigos. Isso não faz mal a ninguém. Mas quando "a graça" não é o sabor da bebida mas seu efeito, aí, realmente, é hora da pessoa se analisar e descobrir o que está errado com ela. E resolver o problema de vez ao invés de escondê-lo com bebidas...
Álcool sempre foi um problema, mas está se tornando ainda maior com a irresponsabilidade dos pais hoje em dia, que não tem coragem de dizer não para filhos. Álcool é coisa para adultos! Vi a pouco uma pesquisa que mostrava que jovens que se iniciam muito cedo (por volta de 15) no vício da bebida tem muito mais probabilidade de se tornar alcoolatras! Cérebros jovens acabam se acostumando com a bebida e tem pouca capacidade de reagir ao vício. Começar cedo é muito mais crítico do que genética ou qualquer outra característica. Ou seja, deixar um filho beber não é uma coisa de jovem, é condená-lo a uma dependência futura que vai acompanhá-lo por toda a vida. Já está na hora dos pais entenderem que tem que ser pais e falar não! E, como professor, percebo com muita preocupação o quanto essa juventude está dependente deste vício desde muito novos.
Quantos milhares morrem por causa da bebida, dia após dia? Apesar das propagandas alegres e cheias de lindas mulheres na TV, álcool não traz mulheres, traz morte, dor, decadência, vergonha, vexames! Álcool é uma coisa do mal.
Se estou hoje aqui é por sorte, pela minha experiência com direção, ou, para os religiosos, porque Deus me protege. Ontem, andando a 100 km/h na estrada fui subitamente jogado para o lado por um carro que me ultrapassava pela esquerda e simplesmente se jogou contra o meu. Consegui, por milagre, colocar o carro de volta na linha da estrada e seguir até o posto rodoviário. Lá, vim a saber que quem me abalroou estava totalmente bêbado e após bater em mim, conseguiu o feito de quase causar outro acidente e acabou com o carro caído na vala entre as pistas... Perdi algumas horas no posto policial, perdi algumas centenas de reais com o carro amassado, mas graças a Deus não tive nenhum arranhão. Se eu não tivesse conseguido controlar o carro, aquele infeliz bêbado poderia ter causado algo muito mais sério. Depois do que vivi ontem, sou ainda mais contra bebida, em especial bebida junto com direção! Chega de drogas, chega de álcool!
sábado, 23 de julho de 2011
Amy Winehouse - Já era esperado, não há outra saída...
E lá se foi a Amy Winehouse. Uma mega-star com apenas 27 anos, com uma vida inteira e muito dinheiro pela frente...
Perdida entre o alcool e as drogas, lógico que o fim dela não poderia ser outro. As vezes os jovens acham que com eles será diferente, mas a vida é clara, simples e linear em certos pontos. Exagere em bebidas, faça a besteira de mergulhar em drogas, e sua vida vai embora. Rapidamente. E não há sucesso ou dinheiro que mude essa verdade.
É uma pena, a moça tinha uma belíssima voz. Mas todos sabíamos que era uma questão de tempo.
Que a morte dela não seja em vão. Que os jovens que ainda acreditam que podem viver muito em meio a grandes vícios, percebam que a hora de mudar é agora. Não há como adiar. A vida é uma só. E não perdoa quem não cuida de si mesmo.
Aproveitem a vida, mas nunca deixem de cuidar dela, pois é única, curta e muito frágil!
Veja também, outros posts sobre a juventude atual:
- Inspirações erradas
- Cérebro de pipoca
- O valor da vida
- Aonde querem chegar?
Perdida entre o alcool e as drogas, lógico que o fim dela não poderia ser outro. As vezes os jovens acham que com eles será diferente, mas a vida é clara, simples e linear em certos pontos. Exagere em bebidas, faça a besteira de mergulhar em drogas, e sua vida vai embora. Rapidamente. E não há sucesso ou dinheiro que mude essa verdade.
É uma pena, a moça tinha uma belíssima voz. Mas todos sabíamos que era uma questão de tempo.
Que a morte dela não seja em vão. Que os jovens que ainda acreditam que podem viver muito em meio a grandes vícios, percebam que a hora de mudar é agora. Não há como adiar. A vida é uma só. E não perdoa quem não cuida de si mesmo.
Aproveitem a vida, mas nunca deixem de cuidar dela, pois é única, curta e muito frágil!
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