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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

UFC explora crianças e saudades do Ted Boy Marino

Para aqueles que adoram o UFC, gostaria de ver se concordam com colocarmos crianças para lutar para ganhar IBOPE (vide esta notícia). Pois é, o UFC não vê limites para violência, tudo vale a pena para ganhar dinheiro. Como valia a pena encher o Coliseu para ver os cristãos lutar contra leões. Afinal, o Galvão Bueno disse que os lutadores do UFC são os "gladiadores do terceiro milênio", como se isso fosse um grande elogio, e não uma absurda volta a carnificina romana de dois milênios atrás.
No primeiro post que falei sobre o absurdo que é o UFC (vide aqui) citei o Ted Boy Marino, comparando a carnificina atual ao telecatch dos anos 60, muito mais divertido e muito menos violento. E hoje, infelizmente, o Ted nos deixou (vide notícia aqui). Eu nunca vi uma luta do Ted, pois nasci depois de ele parar de lutar, e não considero bater nos outros um esporte. Mas acompanhei  muito ele, como o personagem "fortão" de muitos anos no programa dos trapalhões. Ele me fez rir muito quando criança. E deixa saudades. Já o UFC, só me trás uma profunda vergonha de ser um ser humano, uma espécie que se diz superior, mas que ainda acha que violência é diversão.


Veja também:
- UFC - continuando a polêmica
- O mundo andando para trás: UFC
- Trapalhões na luta contra a ditadura
- Já vai tarde, Orlando
- Futebol não vale tudo isso
- A copa no Brasil
- As olimpíadas no Brasil
- Um santista feliz

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

UFC - continuando a polêmica

É incrível como esse UFC desperta paixões. Foram muitos comentários no primeiro post (este aqui), alguns de pessoas sem um mínimo de respeito, mas outros, como o último, educado e inteligente, me questionando do porquê de eu não responder aos argumentos. Então lá vai minha opinião.
Reitero minha opinião, acho que esporte deve ser algo que desenvolva habilidades positivas, e isso não inclui dar murros na cara de ninguém. Isso para mim é baixo, coisa do mais profundo do nosso lado animal, coisa que deveríamos tentar nos distanciar como seres pensantes e racionais. Nunca assisti a uma luta do UFC, como nunca assisti à boxe ou qualquer outro esporte em que a meta seja derrubar, nocautear ou machucar de qualquer outra forma o oponente. Não me atrai. Além do mais, como homem, fico imaginando porque homens acham legal ver dois brutamontes se agarrando e se batendo: me parece algo bem gay, como disse alguém em outro comentário. Se ainda fossem mulheres de biquini na lama...
Pratiquei e admiro karatê, por exemplo, mas aí a distância é quilométrica. O objetivo não é bater em ninguém, é uma luta simulada, o objetivo é mostrar agilidade e técnica e, principalmente, mostrar que sabe se defender.
No post original citei inclusive cronistas esportivos especializados, que concordam comigo e que me motivaram a escrever aquele texto. Não é uma opinião apenas minha, de alguém que não entende de esporte, como muitos comentários indicaram...
E não duvido que as pessoas que lutam sejam homens de bem, como era Muhamad Ali, por exemplo, que vive hoje uma vida dolorosa graças às sequelas de um esporte tão brutal. Como é o Popó, também...
Respeito a opinião de cada um, mas acho estranho comparar-se futebol à UFC. A meta, o foco do futebol é a bola e o gol: se há violência é uma desvirtuação que merece ser punida rigidamente. E o futebol que mais gosto é justamente o estilo arte, as pedaladas do Robinho, os dribles do Neymar, muito longe dos zagueiros do mal que povoam os times por aí...
Bom, gente, é isso aí. Se quiserem, escrevam e compartilhem à vontade as opiniões. Este é um blog que quer fomentar polêmicas mesmo, pois o mais rico é discutir ideias. Mas grosserias de quem só sabe atacar, coisas desrespeitosas, não serão publicadas, deixo já avisado...

PS1. Para quem acha que a minha opinião é de alguém sem conhecimento, o Eder Jofre chamou hoje em entrevista na CBN (15/01/12) UFC de assassinato. Veja aqui outra matéria do Eder Jofre sobre o assunto.
PS2. Na propaganda do UFC o Galvão chamou os lutadores de "gladiadores do terceiro milênio". Se chamar alguém de gladiador é elogio, não remete a crueldade e violência, eu realmente não entendo mais nada...

Veja também:
- O mundo andando para trás: UFC
- Já vai tarde, Orlando
- Futebol não vale tudo isso
- A copa no Brasil
- As olimpíadas no Brasil
- Um santista feliz

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Bom filme: Senna

Posso falar desse filme de forma isenta, porque jamais fui um fã do Airton. Como um Pirquetzista que sou, Airton foi sempre o outro. Mas uma coisa é torcer, outra é ser justo. E não tem como negar algumas coisas:
- Airton foi provavelmente o maior ídolo do esporte brasileiro após o Pelé;
- Airton era um piloto, tinha um braço no volante, como muito poucos. Certamente mais que Piquet e Prost, que eu considerava mais equilibrados e até mais inteligentes. Mas jamais melhores pilotos. Considero que talvez Schumi rivalizaria com ele em técnica, mas só ele entre todos os que conheci na F1 nos últimos trinta e poucos anos;
- Airton valorizou o nosso país como quase ninguém mais;
- Airton tinha um valor que acho que está meio perdido hoje em dia, nessa era de Lulas, onde o mérito e o esforço andam perdendo espaço para a esperteza e o oportunismo. Airton sabia que a perfeição deve ser sempre a meta do ser humano. E Airton sabia que para chegar à perfeição, só com muito esforço e dedicação (veja esta frase dele).
O premiado documentário Senna mostra o que pontuo acima muito bem. Mostra, com delicadeza,o que era o ser humano Senna. Um cara perfeccionista, batalhador e que se irritava com a politicagem. E um cara que foi um exemplo para toda uma geração.
Se para mim o Senna era exageradamente politicamente correto e marketeiro, algo que me irritava, o filme mostra outros lados do Senna totalmente elogiáveis. Senna certamente foi um brasileiro para entrar na história. E o filme mostra o que foi o mito Senna, que quem tem menos que 20 anos não consegue nem imaginar. Um mito que supera até os feitos dele: poucos se lembram, por exemplo, que o Piquet tem tantos títulos quanto o Senna.
O filme Senna (em DVD) é um filme histórico, imperdível. Para ver e rever. De alguém que morreu muito antes do que devia, em um acidente inexplicável, como nossa vida muitas vezes é. E alguém que vai sempre deixar saudades.

Veja também
- Você pode chegar lá
- O dicurso do rei

- A rede social
- TV Viva e Roque Santeiro
- Rio
- Up

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Você pode chegar lá!

Acredite, você pode. Mas nada realmente importante na vida, é fácil. Precisa de esforço. Precisa de dedicação. Precisa tentar.

Deixo abaixo a frase de um dos maiores ídolos que este país já teve. Não vou ser cínico, sou uma exceção e nunca fui muito fã do moço, mas não há como negar que o cara era fera, certamente um dos melhores pilotos de todos os tempos. E que ele sabia, muito melhor do que eu, os passos para chegar longe!

“Seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá.”

Um exemplo de sucesso pela determinação
Ayrton Senna

Veja também:
Bom filme: Senna
O sucesso e a determinação
Meu filho, você não merece nada!
Não fuja da dor
Psicologismo agudo
As escolhas da vida
Você pode chegar lá
Quem te faz feliz?
Um mundo insano
Prá que esperar o meteoro? (QueNerd)

Juventude atual:
O que as escolas não ensinam
- aonde querem chegar?
- amor e sexo 
- Adeus a Amy,
- inspiração boa e ruim,
- cérebro de pipoca
- valor da vida
Não gaste muito dinheiro para prejudicar crianças