A verdade tem que ser dita, sem medo de polêmicas. Tentando discutir as coisas com profundidade, sem me preocupar em ser politicamente correto.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
A hora de mostrar que você é NERD
Você é mesmo NERD? Gosta de informática e tecnologia? Então está na hora de acreditar em si mesmo e dar um passo definitivo para uma carreira de sucesso. O que acha de estudar em um dos melhores cursos de informática do Brasil? Além de bom, o curso é totalmente gratuito. E, mais ainda, nos últimos anos a concorrência no vestibular vem sendo inacreditavelmente baixa. O que acha de ter um diploma de curso superior de informática da UNICAMP? Venha fazer o curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Faculdade de Tecnologia da UNICAMP, em Limeira!
Eu sempre disse que existem dois tipos de pessoas: as que fazem e as que acham desculpas. Não ache desculpas, não há desculpa razoável para não tentar estudar conosco. Vejamos:
- Não tem dinheiro para pagar as inscrições para o vestibular? Estão abertas inscrições para isenção da taxa até o próximo dia 31. Clique aqui e peça sua isenção.
- Não tem dinheiro para se sustentar fora da sua cidade? Existem várias bolsas oferecidas para alunos recém-matriculados: ninguém que realmente precisa fica sem. As bolsas apoiam o custo da moradia, transporte e pagam as refeições, além do valor mensal. Ou seja, o curso não é apenas de graça, a UNICAMP paga para os mais humildes estudarem. E depois de um ano fazendo o curso, só não está estagiando quem não quer.
- Tem que estudar para o vestibular? Claro que tem, mas vai valer MUITO a pena perder alguns dias estudando. Fazer um curso como esse vai abrir muitas portas para você. Nada que é fácil é realmente importante na nossa vida...
- o curso é realmente bom: pergunte para nossos alunos, todos muito disputados no mercado de trabalho.
Espero, com este post, trazer mais alunos para a FT. Se você já é nosso aluno, repasse este post para seus parentes e amigos mais jovens. Se você virar nosso aluno, me conhecerá pessoalmente já no primeiro semestre, na disciplina de programação: lá te provo como vai valer a pena. Até lá!
PS. E mesmo que você não goste de informática, o mesmo acima vale para os outros três cursos superiores do campus de Limeira da UNICAMP:
- telecomunicações - área com muito destaque atualmente, em especial na região de Campinas, capital da telecom no Brasil
- saneamento e ambiental: área que vai crescer muito nos próximos anos
- construção civil: área com mais vagas no mercado de trabalho atualmente.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
watashi wa nihonjin desu
(eu sou japonês)
Esta história começou há quarenta anos atrás, em uma maternidade. Uma amiga viu o nenê e disse: "seu marido vai te matar, teu filho é japonês". O nenê era eu, sem nenhum sangue japa na veia, mas já prevendo minha história.
Sou de Santos e lá tem muito japonês. Em especial na feira, onde meu pai trabalhava. Em uma das fotos mais famosas do meu pai, ele está em meio a vários japas, e até dá para confundi-lo com um...
Meu interesse pelo oriente floresceu na oitava série, com a Andréa. Eu babava naquela japinha. Mas eu era totalmente travado e foi quase que um amor platônico (o máximo que consegui na época foi a chamar para dançar juntinhos em um bailinho na casa dela).
No nível médio, o Paulo Ota era um dos meus melhores amigos. Ele me fez a cabeça de fazer a UNICAMP. E me colocou nesse mundo ainda mais cheio de japas...
Na primeira semana de UNICAMP já me interessei por outra japinha. Ela teria sido minha primeira namorada, mas como eu continuava travado, consegui no máximo dar um selinho nela ao deixá-la na rodoviária. E nunca mais consegui coragem de me aproximar. Um veterano foi mais esperto que eu...
Foi nesse semestre que me aproximei da Lilian, a japinha que me adotou na facu, como irmã mais velha. Se não fosse ela, não sei se teria aguentado todo aquele desafio de enfrentar uma terra estranha, com professores malvados e as saudades de Santos. Minha irmãzinha "adotada", de olhos puxados, até hoje não deixa de cuidar do seu irmãozinho aqui. Ela me cutuca tanto no facebook que já estou com o braço roxo :-)
Já no meio do primeiro ano da facu, gastei toda a minha lábia tentando conquistar uma outra bela japinha. Eu achei que iria conseguir, mas aí veio as férias e a maldita greve da facu, e outro japa, o Thomas, a roubou de mim. Thomas que hoje, junto com o Keeper (mais um japa), são as pessoas com quem mais falo no Facebook.
Foram 5 anos estudando na facu com uma dezena de japas na sala. E na panelinha mais próxima, os Top Cats, éramos 5, dois com ascedência nipônica (Vax e Batatinha).
No meu grupo da pós, tinham vários japas. E no NIED, a maioria dos meus colegas de mestrado e doutorado eram ocidentais, mas namoravam ou eram casados com japinhas.
No CPqD, onde passei grande parte da minha carreira, meus dois melhores chefes foram a Sônia e o Mário, japas.
E, hoje, oriento dois alunos de iniciação científica, ocidentais. Mas os dois namoram com japinhas!
Meu primeiro sócio na consultoria foi um japa. Ele saiu e o substituiu, adivinha, uma japinha.
Não tinha como ser diferente, né? Já no último ano da facu comecei a namorar uma japinha, que me acompanha e me aguenta até hoje. E foi com ela que ganhei uma família de japas, com sogros, sobrinhos e cunhados japas. E que eu coloquei mais três japinhas no mundo.
Admiro muito várias facetas da cultura nipônica. A seriedade, a responsabilidade, a noção de comunidade que suplanta o individualismo, a forte noção de família, a religião que coloca o humano como responsável pela sua vida, seu sucesso, etc. E, claro, o valor que eles dão para educação: os brasileiros de um modo geral teriam muito a ganhar aprendendo isso com eles. Eles são uma minoria absoluta da população, mas a maioria nas boas universidades, e não por cotas ou por condição financeira privilegiada: mas porque estudam MUITO para conseguir chegar lá. Minha própria esposa, filha de um dono de sítio do interior pobre do RJ, mostra como isso é verdade.
Mas, por toda a história acima, não tenho como negar: apesar do sangue 87,5% português e 12,5% espanhol, "eu sou japonês".
Esta história começou há quarenta anos atrás, em uma maternidade. Uma amiga viu o nenê e disse: "seu marido vai te matar, teu filho é japonês". O nenê era eu, sem nenhum sangue japa na veia, mas já prevendo minha história.
Sou de Santos e lá tem muito japonês. Em especial na feira, onde meu pai trabalhava. Em uma das fotos mais famosas do meu pai, ele está em meio a vários japas, e até dá para confundi-lo com um...
Meu interesse pelo oriente floresceu na oitava série, com a Andréa. Eu babava naquela japinha. Mas eu era totalmente travado e foi quase que um amor platônico (o máximo que consegui na época foi a chamar para dançar juntinhos em um bailinho na casa dela).
No nível médio, o Paulo Ota era um dos meus melhores amigos. Ele me fez a cabeça de fazer a UNICAMP. E me colocou nesse mundo ainda mais cheio de japas...
Na primeira semana de UNICAMP já me interessei por outra japinha. Ela teria sido minha primeira namorada, mas como eu continuava travado, consegui no máximo dar um selinho nela ao deixá-la na rodoviária. E nunca mais consegui coragem de me aproximar. Um veterano foi mais esperto que eu...
Foi nesse semestre que me aproximei da Lilian, a japinha que me adotou na facu, como irmã mais velha. Se não fosse ela, não sei se teria aguentado todo aquele desafio de enfrentar uma terra estranha, com professores malvados e as saudades de Santos. Minha irmãzinha "adotada", de olhos puxados, até hoje não deixa de cuidar do seu irmãozinho aqui. Ela me cutuca tanto no facebook que já estou com o braço roxo :-)
Já no meio do primeiro ano da facu, gastei toda a minha lábia tentando conquistar uma outra bela japinha. Eu achei que iria conseguir, mas aí veio as férias e a maldita greve da facu, e outro japa, o Thomas, a roubou de mim. Thomas que hoje, junto com o Keeper (mais um japa), são as pessoas com quem mais falo no Facebook.
Foram 5 anos estudando na facu com uma dezena de japas na sala. E na panelinha mais próxima, os Top Cats, éramos 5, dois com ascedência nipônica (Vax e Batatinha).
No meu grupo da pós, tinham vários japas. E no NIED, a maioria dos meus colegas de mestrado e doutorado eram ocidentais, mas namoravam ou eram casados com japinhas.
No CPqD, onde passei grande parte da minha carreira, meus dois melhores chefes foram a Sônia e o Mário, japas.
E, hoje, oriento dois alunos de iniciação científica, ocidentais. Mas os dois namoram com japinhas!
Meu primeiro sócio na consultoria foi um japa. Ele saiu e o substituiu, adivinha, uma japinha.
Não tinha como ser diferente, né? Já no último ano da facu comecei a namorar uma japinha, que me acompanha e me aguenta até hoje. E foi com ela que ganhei uma família de japas, com sogros, sobrinhos e cunhados japas. E que eu coloquei mais três japinhas no mundo.
Admiro muito várias facetas da cultura nipônica. A seriedade, a responsabilidade, a noção de comunidade que suplanta o individualismo, a forte noção de família, a religião que coloca o humano como responsável pela sua vida, seu sucesso, etc. E, claro, o valor que eles dão para educação: os brasileiros de um modo geral teriam muito a ganhar aprendendo isso com eles. Eles são uma minoria absoluta da população, mas a maioria nas boas universidades, e não por cotas ou por condição financeira privilegiada: mas porque estudam MUITO para conseguir chegar lá. Minha própria esposa, filha de um dono de sítio do interior pobre do RJ, mostra como isso é verdade.
Mas, por toda a história acima, não tenho como negar: apesar do sangue 87,5% português e 12,5% espanhol, "eu sou japonês".
Eu sendo japa
domingo, 15 de maio de 2011
Por que estou tão feliz
Sou de Santos. Nasci naquela cidade deliciosa, que juntava coisas de grandes cidades como ter bons shows todo fim de semana no clube que ficava a 100m de casa com a possibilidade de jogar bola na rua em frente à minha casa, com meus amigos Duda, Beto, Papa, Teta, Betinho, etc. Bons tempos. Uma cidade que tem um dos primeiros shoppings do país e tinha mais de uma dezena de cinemas. Por outro lado, uma cidade pequena em área, onde literalmente dá para se ir a pé para qualquer lado. Meu tio Beto me levava para explorar cada canto da cidade só usando os pés: que saudades!
Minha casa, dos 7 as 17 anos ficava a 500m da Vila Belmiro. Meus amigos costumavam ficar tomando conta dos carros que estacionavam na nossa rua para ver os jogos do peixe. Naquela época que Santos contra XV de Jaú dava 20mil torcedores. E meus amigos levantavam uma graninha nesses eventos.
Meu pai e minha mãe, por questão de ser da cidade, torciam para o Santos. Ok, meu pai é português, mas a cidade que ele adotou a partir dos 17 anos era Santos. E, em Santos, o lógico, o comum, é torcer mesmo para o Santos. É o que a maioria faz.
Mas minha paixão realmente foi inspirada pelo maior torcedor que eu já conheci: meu saudoso avô Renato. Que saudades da paixão do meu avô: o jardim desenhado com S F C, a sigla do peixe. E muitos quadros e referências ao time da baixada. Ver meu avô torcendo era sempre algo apaixonante. Ele tinha mais de 80 anos, e torcia com a mesma paixão de criança. E eu sempre ADOREI meu avô.
Bom, nascendo em Santos, morando onde morava e com a família que eu tenho, não teria como ser diferente. Sou santista, roxo. De criança, não perdia um jogo, que ouvia na rádio AM (cacique ou atlântica). Mesmo sem ouvir via rádio, sabia como o jogo estava indo, pois ouvia os gritos da Vila, ali do lado. Não tinha como não me envolver.
A primeira vez que me lembro de me reconhecer como santista, foi com o primeiro grupo de "meninos da vila", no final dos anos 70, time que tenho em botão até hoje, um time fantástico: Vitor no gol, Pita, Ailton Lira, Milton Batata, Juari, João Paulo... Esse time ganhou o paulista e eu me lembro de andar pela casa balançando uma bandeira. Depois comecei a construir minha outra "paixão" no futebol: meu time perdeu muitos jogos de forma injusta, claramente manipulados pelo juiz, do Corinthians. Óbvio, até hoje minha segunda paixão é ver esse time que ganhou tanta coisa de forma injusta perder.
Com tudo isso, é sempre ótimo ser campeão. E melhor ainda ser em cima do Corinthians, time que fez tantas vezes meu avô triste. Pena que meu avô já se foi. Mas nunca vou deixar minha paixão pelo meu time ir embora. E hoje, tento criar essa mesma paixão nos meus filhos, para perpetuar essa história que é a história da minha vida...
Parabéns Santos: valeu Muricy, Neymar, Elano, Leo, Arouca e todos os outros. Parabéns à todos os Santistas. As bandeiras aqui em casa vão tremular na frente e atrás por uma semana. Externando a minha felicidade e homenageando a minha vida. Viva o Santos, Bi-campeão paulista!
Minha casa, dos 7 as 17 anos ficava a 500m da Vila Belmiro. Meus amigos costumavam ficar tomando conta dos carros que estacionavam na nossa rua para ver os jogos do peixe. Naquela época que Santos contra XV de Jaú dava 20mil torcedores. E meus amigos levantavam uma graninha nesses eventos.
Meu pai e minha mãe, por questão de ser da cidade, torciam para o Santos. Ok, meu pai é português, mas a cidade que ele adotou a partir dos 17 anos era Santos. E, em Santos, o lógico, o comum, é torcer mesmo para o Santos. É o que a maioria faz.
Mas minha paixão realmente foi inspirada pelo maior torcedor que eu já conheci: meu saudoso avô Renato. Que saudades da paixão do meu avô: o jardim desenhado com S F C, a sigla do peixe. E muitos quadros e referências ao time da baixada. Ver meu avô torcendo era sempre algo apaixonante. Ele tinha mais de 80 anos, e torcia com a mesma paixão de criança. E eu sempre ADOREI meu avô.
Bom, nascendo em Santos, morando onde morava e com a família que eu tenho, não teria como ser diferente. Sou santista, roxo. De criança, não perdia um jogo, que ouvia na rádio AM (cacique ou atlântica). Mesmo sem ouvir via rádio, sabia como o jogo estava indo, pois ouvia os gritos da Vila, ali do lado. Não tinha como não me envolver.
A primeira vez que me lembro de me reconhecer como santista, foi com o primeiro grupo de "meninos da vila", no final dos anos 70, time que tenho em botão até hoje, um time fantástico: Vitor no gol, Pita, Ailton Lira, Milton Batata, Juari, João Paulo... Esse time ganhou o paulista e eu me lembro de andar pela casa balançando uma bandeira. Depois comecei a construir minha outra "paixão" no futebol: meu time perdeu muitos jogos de forma injusta, claramente manipulados pelo juiz, do Corinthians. Óbvio, até hoje minha segunda paixão é ver esse time que ganhou tanta coisa de forma injusta perder.
Com tudo isso, é sempre ótimo ser campeão. E melhor ainda ser em cima do Corinthians, time que fez tantas vezes meu avô triste. Pena que meu avô já se foi. Mas nunca vou deixar minha paixão pelo meu time ir embora. E hoje, tento criar essa mesma paixão nos meus filhos, para perpetuar essa história que é a história da minha vida...
Parabéns Santos: valeu Muricy, Neymar, Elano, Leo, Arouca e todos os outros. Parabéns à todos os Santistas. As bandeiras aqui em casa vão tremular na frente e atrás por uma semana. Externando a minha felicidade e homenageando a minha vida. Viva o Santos, Bi-campeão paulista!
domingo, 8 de maio de 2011
À minha mãe
Não sou piegas, nem falso. Não vou aqui falar que todas as mães são maravilhosas, porque não são. Tem mãe que maltrata seus filhos, tem mãe até que joga seu nenê em caçamba de entulho...
Também não vou falar que as mães são perfeitas, porque não são. As mães são humanas, e se tem uma coisa que os humanos não são é perfeitos. As mães erram. Boa parte das vezes sem querer, mas erram.
As mães quase nunca são justas. Já diria o saudoso Gaiarsa (que nos deixou este ano): boa parte da injustiça humana está nas mães. Quase sempre as mães tendem a defender seus filhos, mesmo que isso não seja o justo a ser feito.
Ao elogiarmos nossas mães, no fundo, no fundo, estamos sendo profundamente egocêntricos, porque estamos nos elogiando. Se dizemos que nossa mãe é perfeita, o que isso quer dizer é que achamos que somos perfeitos graças à ela. E embora seja um auto-elogio, as mães adoram ouvir isso, porque, como elas não são justas, elas também acham que seus filhos são maravilhosos, muito melhor que todos os outros.
Bom, desculpe-me minha mãe, mas não vou cair nesse auto-elogio. Tenho muitos defeitos. E você também, como todos os seres humanos.
Mas posso dizer, sem sombra de dúvidas, que tudo o que sou devo a você. Você me construiu, assim, desse jeito. Você me deu metade dos meus genes, você me encubou dentro de si, você me cuidou quando bem pequeno, você ficou sempre ao meu lado quando eu quase morri com um ano de idade, você me ensinou a ser correto, íntegro (as vezes até demais), você me mostrou como era importante estudar e me "tomava o ponto" as 5h da manhã dos dias das provas, quando eu tinha meros 7 ou 8 anos, você me deu o gosto de ser questionador (esse blog certamente tem a sua cara), você me ensinou o valor da família e a importância de ser mãe (e PAI). Enfim, quem me fez isso aqui, com todas as qualidades e defeitos que eu tenho, foi você.
E, sabe, mãe, eu adoro ser o que sou. Eu "me amo" assim mesmo: teimoso, chato, guloso. E devo isso a você. A gratidão que tenho é infinita e sei que não faço 1% do que deveria fazer para agradecer por tudo o que você fez por mim. Você mereceria tanto mais, tanto mais carinho, tanta mais atenção... Mas os filhos também não são perfeitos, nem justos.
A única coisa que posso te garantir é que te adoro profundamente. Do fundo do meu coração. Muito obrigado por ter me feito assim. E parabéns pelo seu dia!
Também não vou falar que as mães são perfeitas, porque não são. As mães são humanas, e se tem uma coisa que os humanos não são é perfeitos. As mães erram. Boa parte das vezes sem querer, mas erram.
As mães quase nunca são justas. Já diria o saudoso Gaiarsa (que nos deixou este ano): boa parte da injustiça humana está nas mães. Quase sempre as mães tendem a defender seus filhos, mesmo que isso não seja o justo a ser feito.
Ao elogiarmos nossas mães, no fundo, no fundo, estamos sendo profundamente egocêntricos, porque estamos nos elogiando. Se dizemos que nossa mãe é perfeita, o que isso quer dizer é que achamos que somos perfeitos graças à ela. E embora seja um auto-elogio, as mães adoram ouvir isso, porque, como elas não são justas, elas também acham que seus filhos são maravilhosos, muito melhor que todos os outros.
Bom, desculpe-me minha mãe, mas não vou cair nesse auto-elogio. Tenho muitos defeitos. E você também, como todos os seres humanos.
Mas posso dizer, sem sombra de dúvidas, que tudo o que sou devo a você. Você me construiu, assim, desse jeito. Você me deu metade dos meus genes, você me encubou dentro de si, você me cuidou quando bem pequeno, você ficou sempre ao meu lado quando eu quase morri com um ano de idade, você me ensinou a ser correto, íntegro (as vezes até demais), você me mostrou como era importante estudar e me "tomava o ponto" as 5h da manhã dos dias das provas, quando eu tinha meros 7 ou 8 anos, você me deu o gosto de ser questionador (esse blog certamente tem a sua cara), você me ensinou o valor da família e a importância de ser mãe (e PAI). Enfim, quem me fez isso aqui, com todas as qualidades e defeitos que eu tenho, foi você.
E, sabe, mãe, eu adoro ser o que sou. Eu "me amo" assim mesmo: teimoso, chato, guloso. E devo isso a você. A gratidão que tenho é infinita e sei que não faço 1% do que deveria fazer para agradecer por tudo o que você fez por mim. Você mereceria tanto mais, tanto mais carinho, tanta mais atenção... Mas os filhos também não são perfeitos, nem justos.
A única coisa que posso te garantir é que te adoro profundamente. Do fundo do meu coração. Muito obrigado por ter me feito assim. E parabéns pelo seu dia!
sexta-feira, 6 de maio de 2011
O grande golpe político dos micro-estados!
Gente, já foi aprovado um pebliscito para dividir o estado do Pará em três novos estados (vide aqui). Estão falando muito sobre o impacto para o Pará, mas o mais importante estão deixando de lado: o equilíbrio federativo.
Espertamente, os políticos falam em área. Mas "se esquecem" de comentar a questão populacional (vide os números aqui). O Pará tem hoje por volta de 6 milhões de habitantes. Ou seja, o estado inteiro tem por volta de metade da população da cidade de São Paulo. Mas o Pará já tem hoje 3 senadores, o mesmo número do estado de SP, que tem 5 vezes mais população. Se esse desmembramento for aprovado, o Pará terá um peso 3X maior que SP no Senado, embora tenha 20% da população. Está na hora das populações dos grandes estados despertarem para esse golpe!
Hoje, o Sudeste tem 43% da população do país e apenas 12 senadores, de um total de 81. A região norte, que tem só 8% da população, já tem 21 senadores. E se a tal mudança for aprovada, passará a ter 27. Ou seja, um cidadão do norte valerá por mais que 10 cidadãos do sudeste: um senador do sudeste, com o mesmo peso em votos no senado, representa mais que 10 vezes a população que um senador do norte irá representar.
E, ainda pior, um dos estados criados terá menos que 300mil habitantes: ou seja, teremos a população de uma cidade média (como Limeira ou Praia Grande, em SP) tendo o mesmo peso político que a população de todo o estado de SP. Isto é um crime! Está sendo criado um outro Amapá, estado minúsculo, mas com peso político no senado igual à SP. E que é usado como plataforma de coronéis para se eleger com facilidade (Sarney, por exemplo). O interesse dos políticos da região é claro: será muito fácil se eleger senador por lá e também bem mais fácil se eleger deputado. Será mais fácil ser eleito senador por Tapajós que ser vereador da cidade de SP.
Não podemos deixar que a maioria dos senadores, que é do Norte/Nordeste, dêem mais esse golpe na nossa democracia representativa, tirando o pouco poder que resta às regiões sul e sudeste, onde mora a maioria da população. Hora de todos despertarem para esse absurdo. Não dá para a maioria da população ser prejudicada enquanto coronéis do Nordeste usam artifícios para ter ainda mais poder. Se não fizermos nada, os próximos passos já estão sendo feitos: já se encontra em análise o desmembramento dos estados do Maranhão e Piauí: e aí o Sarney dobrará seu poder, hoje já quase absoluto, no congresso.
Não deixem isso acontecer. Hora de divulgar esse absurdo. De pressionar os políticos do sul e sudeste para não aceitar isso. Hora de mobilização. Não é aceitável transformarem as populações do sul e sudeste em cidadãos de segunda linha no Brasil, com representação tão desproporcional!
Espertamente, os políticos falam em área. Mas "se esquecem" de comentar a questão populacional (vide os números aqui). O Pará tem hoje por volta de 6 milhões de habitantes. Ou seja, o estado inteiro tem por volta de metade da população da cidade de São Paulo. Mas o Pará já tem hoje 3 senadores, o mesmo número do estado de SP, que tem 5 vezes mais população. Se esse desmembramento for aprovado, o Pará terá um peso 3X maior que SP no Senado, embora tenha 20% da população. Está na hora das populações dos grandes estados despertarem para esse golpe!
Hoje, o Sudeste tem 43% da população do país e apenas 12 senadores, de um total de 81. A região norte, que tem só 8% da população, já tem 21 senadores. E se a tal mudança for aprovada, passará a ter 27. Ou seja, um cidadão do norte valerá por mais que 10 cidadãos do sudeste: um senador do sudeste, com o mesmo peso em votos no senado, representa mais que 10 vezes a população que um senador do norte irá representar.
E, ainda pior, um dos estados criados terá menos que 300mil habitantes: ou seja, teremos a população de uma cidade média (como Limeira ou Praia Grande, em SP) tendo o mesmo peso político que a população de todo o estado de SP. Isto é um crime! Está sendo criado um outro Amapá, estado minúsculo, mas com peso político no senado igual à SP. E que é usado como plataforma de coronéis para se eleger com facilidade (Sarney, por exemplo). O interesse dos políticos da região é claro: será muito fácil se eleger senador por lá e também bem mais fácil se eleger deputado. Será mais fácil ser eleito senador por Tapajós que ser vereador da cidade de SP.
Não podemos deixar que a maioria dos senadores, que é do Norte/Nordeste, dêem mais esse golpe na nossa democracia representativa, tirando o pouco poder que resta às regiões sul e sudeste, onde mora a maioria da população. Hora de todos despertarem para esse absurdo. Não dá para a maioria da população ser prejudicada enquanto coronéis do Nordeste usam artifícios para ter ainda mais poder. Se não fizermos nada, os próximos passos já estão sendo feitos: já se encontra em análise o desmembramento dos estados do Maranhão e Piauí: e aí o Sarney dobrará seu poder, hoje já quase absoluto, no congresso.
Não deixem isso acontecer. Hora de divulgar esse absurdo. De pressionar os políticos do sul e sudeste para não aceitar isso. Hora de mobilização. Não é aceitável transformarem as populações do sul e sudeste em cidadãos de segunda linha no Brasil, com representação tão desproporcional!
quarta-feira, 4 de maio de 2011
A vergonha das práticas terroristas americanas
Já falei aqui um pouco sobre a morte do Osama (vide aqui). Não quero ser repetitivo, mas as novas notícias são ainda mais aterradoras. Aqueles que dizem ser a pátria da democracia e liberdade, são tão violentos e inescrupulosos quanto quem perseguem. Aliás, quem preparou, treinou, deu dinheiro e armas para o Saddam e o Osama foram os EUA, os mesmos que depois fizeram de tudo para matá-los...
Já havia criticado a invasão de soldados americanos em outro país para cometer um crime de assassinato. Sim, porque não se fez justiça, no sentido estrito, o que se fez lá foi VINGANÇA. A mesma VINGANÇA que justifica as ações dos muçulmanos radicais.
Mas as últimas notícias são ainda mais aterradoras. E o incrível, são notícias divulgadas pelos próprios Estados Unidos.
A primeira informa que o Osama não estava armado. Como é que ele levou um tiro por resistir a prisão, se ele nem estava armado? Cadê os defensores dos direitos humanos nesta hora? Pressão desse tipo só se faz no Brasil, é? O cara estava desarmado e um bando de estrangeiros invadiu sua casa (logicamente, não tinham autorização da justiça para fazê-lo) e o fuzilou. Isto é uma prática democrática? Vergonhoso!
Hoje o governo americano admitiu que usou a prática de tortura conhecida como afogamento simulado de pessoas em prisões secretas para conseguir a informação do paradeiro do Osama. O absurdo começa por existirem prisões secretas: ninguém sabe onde ficam, nem quem está preso, presos esses que nem direito à defesa ou contato com familiares tem. O tal afogamento simulado é a mesma prática que a CIA ensinou a ditadura militar brasileira a fazer: enfia a cabeça da pessoa em um balde até ela quase se afogar várias vezes, entrar em desespero e contar o que se quer saber. Tem vários filmes nossos da década de 70 que mostram essa prática: essa é a grande influência dos americanos no mundo! Mas a maior potência do mundo admitir que usa tortura em pleno século XXI, aí já é demais!
Cadê a ONU para sugerir sanções contra esse país que invade outros países, pratica assassinatos e tortura e não respeita direitos humanos? Não há dúvidas: o mais radical e terrorista de todos os países do mundo é os EUA. Perto da nação do Obama, nem o Osama conseguia ser pior...
Já havia criticado a invasão de soldados americanos em outro país para cometer um crime de assassinato. Sim, porque não se fez justiça, no sentido estrito, o que se fez lá foi VINGANÇA. A mesma VINGANÇA que justifica as ações dos muçulmanos radicais.
Mas as últimas notícias são ainda mais aterradoras. E o incrível, são notícias divulgadas pelos próprios Estados Unidos.
A primeira informa que o Osama não estava armado. Como é que ele levou um tiro por resistir a prisão, se ele nem estava armado? Cadê os defensores dos direitos humanos nesta hora? Pressão desse tipo só se faz no Brasil, é? O cara estava desarmado e um bando de estrangeiros invadiu sua casa (logicamente, não tinham autorização da justiça para fazê-lo) e o fuzilou. Isto é uma prática democrática? Vergonhoso!
Hoje o governo americano admitiu que usou a prática de tortura conhecida como afogamento simulado de pessoas em prisões secretas para conseguir a informação do paradeiro do Osama. O absurdo começa por existirem prisões secretas: ninguém sabe onde ficam, nem quem está preso, presos esses que nem direito à defesa ou contato com familiares tem. O tal afogamento simulado é a mesma prática que a CIA ensinou a ditadura militar brasileira a fazer: enfia a cabeça da pessoa em um balde até ela quase se afogar várias vezes, entrar em desespero e contar o que se quer saber. Tem vários filmes nossos da década de 70 que mostram essa prática: essa é a grande influência dos americanos no mundo! Mas a maior potência do mundo admitir que usa tortura em pleno século XXI, aí já é demais!
Cadê a ONU para sugerir sanções contra esse país que invade outros países, pratica assassinatos e tortura e não respeita direitos humanos? Não há dúvidas: o mais radical e terrorista de todos os países do mundo é os EUA. Perto da nação do Obama, nem o Osama conseguia ser pior...
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Osama e Obama: cristãos e muçulmanos: triste semelhança
Falei no mês passado sobre a suja política externa mundial (veja aqui). Toda essa política é baseada não nos interesses da população que sofre as ações, mas nos interesses das potências que executam essas ações. E, pior ainda, não em interesses legítimos, mas muita vezes em interesses meramente políticos e eleitorais. Foi assim que o Bush resolveu invadir o Iraque: precisava ganhar votos, sacrificando alguns milhares de (insignifcantes?) muçulmanos.
Mas não são apenas os governos que me decepcionam. Os americanos foram hoje às ruas para COMEMORAR A MORTE do Bin Laden. Desculpem-me, mas cristãos estão comemorando a morte de alguém? Isso é uma ofensa à religião que dizem seguir. É triste que os cristãos que vivem falando mal dos muçulmanos, dizendo que são violentos, bárbaros, comemorem um assassinato: afinal, então não são tão diferentes assim, né? Diz a Bíblia que Cristo morreu para salvar os homens. E Cristo disse a célebre frase: "aquele que nunca pecou, que atire a primeira pedra". Os EUA são pecadores demais, já mataram centenas de milhares ao redor do mundo, não tem direito de atirar pedra em ninguém. Nem mesmo no carniceiro Bin Laden, que merecia justiça: julgamento, prisão. Ninguém no mundo merece ser assassinado e ter seu corpo jogado no mar, nos moldes dos piores esquadrões de extermínio brasileiros. Isso não é justiça. Ele matou muitos americanos, é fato, mas Jesus dizia para dar a outra face... Prefiro ainda mais citar Gandhi, um grande idealista do século XX: "olho por olho e o mundo acabará cego".
Não sou religioso, mas como venho de uma família cristã, fiz catecismo, primeira comunhão, li alguma coisa da bíblia e discuto um pouco do assunto. Se tem uma coisa que Jesus Cristo nunca pregou foi VINGANÇA. Vingança não é algo Cristão. Ele matou milhares de americanos? E quantos iraquianos morreram com a invasão americana? Alguém imagina ser aceitável o exército iraquiano invadir os EUA e matar o Bush em casa por vingança? Pois é, foi o mesmo que foi feito pelos EUA agora...
E ao ver o Obama usando da morte de alguém para tentar sua reeleição, se confirma a grande decepção desse que poderia ter sido um grande estadista americano (vide aqui).
Mas não são apenas os governos que me decepcionam. Os americanos foram hoje às ruas para COMEMORAR A MORTE do Bin Laden. Desculpem-me, mas cristãos estão comemorando a morte de alguém? Isso é uma ofensa à religião que dizem seguir. É triste que os cristãos que vivem falando mal dos muçulmanos, dizendo que são violentos, bárbaros, comemorem um assassinato: afinal, então não são tão diferentes assim, né? Diz a Bíblia que Cristo morreu para salvar os homens. E Cristo disse a célebre frase: "aquele que nunca pecou, que atire a primeira pedra". Os EUA são pecadores demais, já mataram centenas de milhares ao redor do mundo, não tem direito de atirar pedra em ninguém. Nem mesmo no carniceiro Bin Laden, que merecia justiça: julgamento, prisão. Ninguém no mundo merece ser assassinado e ter seu corpo jogado no mar, nos moldes dos piores esquadrões de extermínio brasileiros. Isso não é justiça. Ele matou muitos americanos, é fato, mas Jesus dizia para dar a outra face... Prefiro ainda mais citar Gandhi, um grande idealista do século XX: "olho por olho e o mundo acabará cego".
Não sou religioso, mas como venho de uma família cristã, fiz catecismo, primeira comunhão, li alguma coisa da bíblia e discuto um pouco do assunto. Se tem uma coisa que Jesus Cristo nunca pregou foi VINGANÇA. Vingança não é algo Cristão. Ele matou milhares de americanos? E quantos iraquianos morreram com a invasão americana? Alguém imagina ser aceitável o exército iraquiano invadir os EUA e matar o Bush em casa por vingança? Pois é, foi o mesmo que foi feito pelos EUA agora...
E ao ver o Obama usando da morte de alguém para tentar sua reeleição, se confirma a grande decepção desse que poderia ter sido um grande estadista americano (vide aqui).
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