sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Um homem extraordinário!

Mário Lago
Sempre admirei muito os homens da geração dos meus avós. A começar pelos próprios: meu avó por parte de mãe, o Renato, embora sem formação, era de uma cultura ímpar: além de ter vivenciado momentos importantes, como a segunda guerra e a revolução constitucionalista, lia bastante e não tinha medo de se mostrar revolucionário em suas palavras e convicções, em especial enfrentando o religiosismo carola. Meu avô por parte de pai, o José "Albardeiro", foi, na palavra de seus amigos de Portugal, a pessoa mais culta que já morou naquela cidade em todos os tempos. Ele viajou para o Brasil de navio, mas fez questão de trazer consigo um baú cheio de livros.
E tem muitos outros homens do início do século XX que admiro. Mas, certamente, o cara que eu mais admirei ao longo da vida foi o Mário Lago. Ele que faria 100 anos este ano se estivesse vivo. Quem tem menos de 20, talvez nem lembre dele. Mas foi um artista eclético como poucos. Fez de tudo na vida. E o fez muito bem. Foi ator, inclusive de várias novelas da Globo. Escreveu. Fez músicas que entraram para nosso cancioneiro popular, como a inesquecível Amélia (a que não tinha vaidade, a mulher de verdade) e a marchinha Aurora (se você fosse sincera...), que meu avô adorava cantar.
Mas não foi apenas pelo que ele fez que eu o admirava. É pelo o que ele era. Ele já tinha mais de 90 anos e ainda estava na ativa, cantando em shows e contando causos, causos que só alguém com uma vida como  a dele e com a cultura dele têm. E tinha uma capacidade de raciocínio rápido, uma argumentação tão clara, um cérebro tão desenvolvido, que parecia um jovem de 20 anos. E, principalmente, tinha convicções, nunca deixou de lutar pelo que acreditava, mesmo em idade avançada nunca deixou de ter opiniões e de expressá-las com energia! Certamente, um exemplo de vida. Não tenho dúvidas que meu sonho é chegar na idade dele com a mesma capacidade de raciocínio, com a mesma energia e a mesma vontade do Mário Lago. Sei que não terei a cultura dele e sei que não terei vivido 10% das experiências dele. Tenho minha humildade, jamais me compararei a um dos homens mais cultos que esse país já teve. Mas sempre vou admirar este homem, que nos deixou há poucos anos, e que deixou muitas saudades. Mário Lago sempre será um exemplo para mim!

PS. No post Na rolança do tempo - um livro para se deleitar falo sobre um livro imperdível do Mário Lago
PS2. Mário Lago também foi homenageado por uma escola de samba carioca: veja o samba-enredo aqui

Veja também:
- Divulgue e apoie o projeto Mário Lago 100 anos- Na rolança do tempo (de Mário Lago) - um livro para se deleitar
Samba-enredo em homenagem ao Mário Lago 
- O melhor presidente
- Um grande líder
- Um exemplo de brasileiro
- Um exemplo de pessoa
- Eu sou + eu
- A beleza da mulher

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Comp88 - Uma turma no teto do mundo!

Muitas pessoas se fixam em problemas e se lamentam ao longo da vida. Eu já acho que o mais importante é nós sempre lembrarmos dos grandes momentos e de quanta sorte tivemos.
Parte da turma, em sessão de autógrafos, 2011
Vir para a UNICAMP era algo quase inconcebível para mim no início do nível médio. Tive a sorte de viver na época do Paulo Renato, o melhor reitor que a UNICAMP teve (falei dele neste post). E foi graças a UAP (Universidade aberta ao público) que ele criou, e a todo o marketing que ele fez, que estudei como um louco para conseguir o meu sonho, passar no vestibular e fazer computação na UNICAMP!
Encontro dos comp88, em 2009
Tive a sorte de cair em uma turma incrível, a eterna comp88. Talvez única. Era uma turma cheia de panelas, como qualquer turma de mais de 50 pessoas. Mas o especial dela é que sabíamos que éramos muito diferentes, mas mesmo assim sempre fomos unidos. Não havia rivalidade entre as panelas, era uma associação por afinidade, pois era impossível andarem 50 juntos para todos os lados, mas todos éramos comp88 e convivíamos com todos e não apenas com nossas panelas.
Na comp88 cabia desde a bem comportada e estudiosa Aninha ao totalmente alternativo Jorjão. E eu conseguia admirar e aprender com ambos. Eu era da panela dos Top Cats, estudiosos e "quadradinhos". Mas nas festas da minha república todos comp88 eram bem vindos, e os que mais frequentavam eram a turma que sempre enfiava o "pé na jaca". Não era festa dos CDFs, ou dos beberrões, era uma festa da comp88. E quantas festas históricas, inclusive a inesquecível "Festa do Tiro"... Isso é que era maravilhoso na minha turma.
Livro do Rodrigo "Bitchas" Raineri
Os Top Cats são próximos meus até hoje, cumpadres de casamento e filhos. Mas tenho muito orgulho de ter sido daquela turma inteira. Tenho orgulho de ter sido da turma de tantos empreendedores que trouxeram desenvolvimento, tecnologia e empregos: Dudi, Lesmão, entre outros. Tenho orgulho de ter sido da mesma turma e feito vários trabalhos com o Mau, que fez a parte gráfica de filmes incríveis e hoje trabalha com o Maurício de Souza (sempre falo isso para minhas filhas, que ficam maravilhadas). Tenho orgulho de ter sido da turma dos inteligentérrimos Sidney e Candango, hoje professores que enriquecem de conhecimento alunos sortudos. Tenho orgulho de ter conseguido rir por anos das piadas do Keeper e de ter convivido com a "Giselda". Tenho orgulho de ter convivido por 5 anos com poucas, mas incríveis mulheres: nossa musa Paula, Aninha, Sabine, Clau, Lea, Lu e Li (essas três últimas que formaram a rede dos sonhos em um jogo de volei inesquecível na FEF em 88). Tenho orgulho de ter ganhado minha irmã eterna de coração Li nesses anos, irmã que me acompanha e me cutuca várias vezes ao dia no Facebook. E, lógico, tenho orgulho do nosso membro mais ilustre, frequentador assíduo do Fantástico e outros programas top da Globo, nosso amigo de Ibitinga, Rodrigo Raineri.  Um cara que vive no topo do mundo! E foi um orgulho enorme estar hoje lá na fila e pedir um autógrafo para esse mega-star com o qual tive o privilégio de conviver por 5 anos, dia após dia!
Eu ganhando o autógrafo
Os anos entre 88 e 92 foram os melhores anos da minha vida. Foi muito bom conviver, diariamente, com tanta gente legal, inteligente, divertida. Quanto aprendi com tanta gente diferente, mas unidas como um time, o time da comp88! Sempre falo para meus alunos não desperdiçarem essa fase maravilhosa da vida que é a graduação. Uma fase com tantos amigos de verdade, amigos que nos acompanharão por toda a vida. Cada um seguirá seu caminho, mas é como se ganhássemos mais uma família, bem grande, mas unida para sempre.
Valeu comp88, não apenas pelos 5 anos, mas também por me fazer ser parte do que eu sou até hoje. Tenho em mim, no meu jeito, um pouco de cada um de vocês. E não me envergonho em entoar nosso grito (sorry para os mais puritanos, mas para esse grito eu sempre abri mão do meu pudor com palavrões), aqui no meu blog:
"Computa, sem puta, é um tesão!
  Unicamp, Unicamp, Computação"
Viva essa turma, os primeiros engenheiros de computação da UNICAMP. Uma turma que não tem limites. Uma turma, no teto do mundo!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Hallowen não! Cosme e Damião!

O Brasil é um país com uma cultura riquíssima, vinda de todos os cantos do mundo, secular, multifacetada. Uma cultura da qual todos deveríamos nos orgulhar.
Mas por complexo de inferioridade ficamos copiando coisas que nada tem a ver com nossa nação. Me irrita tanto essa mania de Hallowen... Hallowen é coisa dos EUA, tem a ver com a história deles, com a cultura deles, não tem nada a ver conosco. Não faz sentido, não dá liga com o nosso jeito de ser. Me recuso, totalmente, a ir a uma festa de hallowen por aqui: iria nos EUA, é algo deles, mas não é algo nosso. Pior ainda são os "pais" que acham engraçadinho ver os filhos vestidos de monstros e bruxas. Todo ano aquele bando de criança vem gritar "brinquedos ou travessuras" na minha porta. Me poupem! Quem me conhece, sabe que adoro crianças, adoro brincar com crianças, mas não dá para não ser chato nesses dias... Minha resposta é sempre: isso é coisa dos EUA! Se você gosta de doces, venha pedir aqui em casa no Cosme e Damião!
Como é que é? Você não sabe o que é o dia de Cosme e Damião? É uma tradição antiga do nosso país, secular. Como pode você conhecer essa bobeira de bruxas e abóboras e não conhecer nossa cultura? Nesse dia a tradição é dar-se saquinhos de doces com as fotos dos meninos Cosme e Damião para crianças. Tenho tentado, sempre, manter essa tradição em minha família. Já distribuí doces por todo o bairro, mas hoje, por causa do tempo, acabo distribuindo pelo menos na escola das crianças.
Se você quer saber um pouco mais sobre Cosme e Damião, procure na net, há milhares de textos. Mas até o Didi trapalhão já fez um filme sobre o assunto: Didi quer ser criança (vide aqui).
Vamos ser brasileiros e valorizar nossas coisas. Ao invés de comprar abóbora de plástico feita na China, compre docinhos de abóbora em formato de coração e outras gosturas simples e tradicionais, coloque em um saquinho de pipoca com alguns dizeres ilustrativos e uma figura. Passo abaixo os dizeres e a figura que eu coloco nos doces que distribuo: veja só a felicidade das crianças! E saia distribuindo para crianças. É um momento lindo, doce, e por tabela você estará valorizando a cultura nacional. É semana que vem, não se esqueça!

PS. no dia 24/09/11, Luciano Huck distribuiu sacos de balas em homenagem à Cosme e Damião no seu Caldeirão! Estou feliz porque mais brasileiros estão lutando por nossa cultura. Valeu Huck!

Hoje, 27 de setembro, é dia de Cosme e Damião!

Sempre se distribuiu doces para crianças neste dia.  Memórias doces das quais não nos esquecemos jamais.
Aqui vai uma pequena lembrança em homenagem ao Brasil, nosso povo e nossa cultura!
 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Roberto Carlos e o casamento homossexual

Fiquei muito feliz ao ver que o Roberto Carlos, um homem com uma ligação tão forte com a igreja, não teve medo de se pronunciar a favor do casamento homossexual. Segundo ele
" Acho que todo ser humano tem direito à felicidade. Desde que essa felicidade não cause a infelicidade do outro. Se um gay se casa com outro, a mim não causa problema nenhum. Então, por que ser contra uma coisa que significa felicidade pra eles?" (veja aqui mais detalhes)
Parabéns Roberto Carlos pela coragem dessa afirmação, que certamente irá fazer pensar muitas senhoras preconceituosas que são suas fãs!
Eu também já me pronunciei sobre o assunto neste post.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A utopia econômica acabou

No início do século XX existia a crença na utopia econômica do comunismo. A romântica ideia de uma divisão igualitária por todos, onde todos são iguais e todos merecem o mesmo. Ao longo do século XX essa utopia foi desconstruída. Na verdade, ao nivelar todos no mesmo patamar, o que se viu foi que a população não tinha motivação para buscar melhorar. Morreu a iniciativa e a criatividade. E se a igualdade foi boa no início, ao final ficou a igualdade da pobresa, onde todos tinham um padrão de vida bem ruim. Foi isso que matou a URSS e todo o mundo socialista europeu.
A utopia era ainda mais forte em Cuba. Mas a verdade é que não foi o socialismo que fez eles melhorarem tanto, era o financiamento da União Soviética. Com o fim do financiamento, a ilha de Fidel mergulhou em uma crise e hoje recorre ao capitalismo para tentar se reerguer.
Se não é o comunismo a solução para um mundo mais rico e mais igual, será que é o outro extremo, o liberalismo? Também não. O nível de vida dos Estados Unidenses (odeio o termo americanos, porque nós também somos americanos, somos das américas!) foi mantido por uma distorção econômica sem limites no mundo. Há muito os EUA deixaram de ser uma potência industrial. Há muito o país está em um processo de endividamento crônico. O consumo mantinha-se no patamar insano anterior porque, embora financeiramente inviável, os EUA têm sua dívida mantida pelos outros países. Mas isso alguma hora terá fim. E parece que já começou. Como disse em outro post, acredito que o começo do fim foi a reação insana ao 11 de setembro. E a crise resulta hoje em uma situação onde nunca antes os EUA tiveram tantos pobres (vide aqui). E pobre nos EUA é pobre mesmo, pior até que no Brasil, porque eles não tem saúde pública, não tem educação pública, não tem transferência de renda, se você não tem dinheiro lá, não tem nada!
Se a utopia comunista não provou-se viável e se o liberalismo americano também não, talvez as economias direcionadas e fortemente industriais do leste asiático sejam o exemplo a ser seguido? Na minha opinião, não também. O Japão cresceu por 40 anos depois da segunda guerra, mas há 30 está estagnado. E o mesmo, estou certo, irá acontecer com Coréia e os outros tigres. O mesmo vale para a China, mas isso demorará um século ou mais, porque eles tem muita mão de obra disponível... Mas é uma questão de tempo. O crescimento nesses países se deve a uma mão de obra muito comprometida e barata: basta o país se desenvolver um pouco e a mão de obra ter salários em nível competitivo com o resto do mundo, que o grande diferencial deles acaba..
Então, resta a Europa como exemplo: países com um nível de estabilidade e qualidade de vida totalmente diferenciados. Não acredito nisso, infelizmente. O que está acontecendo hoje, com as crises na Europa, alguma hora iria acontecer. A Europa há muito deixou de ser uma potência industrial, também na agricultura só se sustenta com gigantescos subsídios bancados por governos que hoje não tem mais verbas para isso. Ao passear pelos deliciosos países europeus, ficava me perguntando como os governos deles conseguem, com economias tão menores que a  nossa, com tão menos indústrias, com agricultura tão insipiente, manter aquele padrão para seus cidadãos. E a resposta agora está clara: com dívida pública, que agora chegou a um nível insustentável. Até os anos 70, o nível de vida dos europeus era mantido com a exploração de colônias, mas sem essa exploração, só com o que eles produzem internamente, não é sustentável...
Enfim, o que se pode concluir do meu raciocínio acima? A minha opinião é que não existe hoje no mundo espaço para acreditar que o Brasil ou qualquer outra nação do mundo conseguirá manter um nível de vida como foi a utopia dos EUA e da Europa no século XX ou o Japão no pós-guerra. O mundo é pobre e vai continuar assim por muito tempo, por algumas gerações. A riqueza que existia em algumas regiões na verdade era só um desequilíbrio, com capital se transferindo de um lado a outro do mundo...
Acredito que o Brasil possa sim melhorar muito, em relação ao que é hoje, se tivermos governos (muito) melhores do que tivemos nas últimas décadas e um povo comprometido com um plano para a nação. Mas não acredito que venhamos a ser primeiro mundo, no sentido que esse termo sempre foi entendido. É mais fácil o antigo primeiro mundo se juntar a nós que nós nos juntarmos a eles... Infelizmente!

Veja também:
- A verdade e a fábula do país rico
- A Grécia é aqui
- Pés no chão, brasileiros II
- Pés no chão, brasileiros

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Quem te faz feliz?

José Alencar
Mais uma de série de "bons spams". Eu concordo totalmente com o que é dito abaixo. E dou um exemplo claro: enquanto alguns jovens saudáveis, com boa vida e tudo para serem felizes que conheço vivem achando problemas para resmungar, e tentam culpar os outros, nosso ex-vice-presidente, já com idade avançada e uma luta inglória contra um câncer, morreu sem nunca deixar de ter esperança e um sorriso no rosto (vide este post).


Veja também: as escolhas da vida




Quem te faz feliz?

Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas:

- "Seu marido lhe faz feliz?

Ele lhe faz feliz de verdade?"
Neste momento, o marido levantou seu pescoço, demonstrando total segurança.
Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento.
Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro "NÃO", daqueles bem redondos!

- "Não, o meu marido não me faz feliz"! (Neste momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima).

- "Meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz".

E continuou:

- "O fato de eu ser feliz, não depende dele; e sim de mim.

Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade!

Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas.

Tudo o que existe nesta vida muda constantemente:

O ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável.

Eu decido ser feliz!

Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz!

Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz!

Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz!

Sou casada mas era feliz quando estava solteira.

Eu sou feliz por mim mesma.

As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de "experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza.

Quando alguém que eu amo morre eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza.

Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar.

Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem felizes, porque meus amigos não me fazem felizes, porque meu emprego é medíocre e por aí vai.

Eu amo meu marido e me sinto amada por ele desde que nos casamos.

Amo a vida que tenho, mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros.

É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade.
Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros. A vida de todos fica muito mais leve.

E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos.

Uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade na sua vida não pode estar nas mãos de outro.

SEJA FELIZ, mesmo que faça calor, mesmo que esteja doente, mesmo que não tenha dinheiro, mesmo que alguém tenha lhe machucado, mesmo que alguém não lhe ame ou não lhe dê o devido valor.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A rede social

Ontem vi o filme "A rede social". É muito bom e nos ajuda a entender como nascem empresas da era web. E, em especial, como surgiu o facebook.
Sou um amante de Cambridge. Não há cidade mais inteligente em todo o mundo. De um lado, o MIT, a melhor engenharia do globo. E alguns poucos quilômetros adiante, Harvard, a melhor universidade do mundo. É uma atmosfera tão rica, tão criativa, que não teria como ser diferente: dessa pequena e charmosa cidade saem grande parte das maiores invenções do mundo.
O filme se passa em Harvard e é muito agradável ver toda aquela arquitetura, que já visitei algumas vezes. E onde trabalha minha amiga e "bixete" Naomi. Na efervescência da melhor universidade do mundo, o sr Mark, um nerd radical, daqueles computeiros que não tem "interface com usuário", um daqueles que sabe apenas conversar com um computador, tem várias ideias de ferramentas para web. A melhor delas é o facebook, ideia dele, mas bem inspirada na ideia de uma fraternidade que ele discaradamente copiou e em outras redes sociais, que já existiam.
Tudo foi para frente porque um brasileiro, o Eduardo, bancou com dinheiro próprio a empreitada do seu nerdíssimo "amigo". "Amigo" esse que depois que cresceu, traiu o Eduardo, tentando tirar tudo dele, inclusive a fundação do facebook. Tudo inspirado no criador do Napster, um daqueles nerds doidos e sem noção que encontramos em qualquer grupo de jovens.
O filme é imperdível. O Eduardo foi muito bobo, mas no final se deu bem e hoje é um grande investidor de empreendimentos na web. E o Mark é um técnico fora do normal, mas um FDP da pior espécie. Dá até para desanimar de continuar usando o facebook e dando dinheiro para um babaca como ele...

Veja também
- TV Viva e Roque Santeiro
- Rio
- Up