Posso falar desse filme de forma isenta, porque jamais fui um fã do Airton. Como um Pirquetzista que sou, Airton foi sempre o outro. Mas uma coisa é torcer, outra é ser justo. E não tem como negar algumas coisas:
- Airton foi provavelmente o maior ídolo do esporte brasileiro após o Pelé;
- Airton era um piloto, tinha um braço no volante, como muito poucos. Certamente mais que Piquet e Prost, que eu considerava mais equilibrados e até mais inteligentes. Mas jamais melhores pilotos. Considero que talvez Schumi rivalizaria com ele em técnica, mas só ele entre todos os que conheci na F1 nos últimos trinta e poucos anos;
- Airton valorizou o nosso país como quase ninguém mais;
- Airton tinha um valor que acho que está meio perdido hoje em dia, nessa era de Lulas, onde o mérito e o esforço andam perdendo espaço para a esperteza e o oportunismo. Airton sabia que a perfeição deve ser sempre a meta do ser humano. E Airton sabia que para chegar à perfeição, só com muito esforço e dedicação (veja esta frase dele).
O premiado documentário Senna mostra o que pontuo acima muito bem. Mostra, com delicadeza,o que era o ser humano Senna. Um cara perfeccionista, batalhador e que se irritava com a politicagem. E um cara que foi um exemplo para toda uma geração.
Se para mim o Senna era exageradamente politicamente correto e marketeiro, algo que me irritava, o filme mostra outros lados do Senna totalmente elogiáveis. Senna certamente foi um brasileiro para entrar na história. E o filme mostra o que foi o mito Senna, que quem tem menos que 20 anos não consegue nem imaginar. Um mito que supera até os feitos dele: poucos se lembram, por exemplo, que o Piquet tem tantos títulos quanto o Senna.
O filme Senna (em DVD) é um filme histórico, imperdível. Para ver e rever. De alguém que morreu muito antes do que devia, em um acidente inexplicável, como nossa vida muitas vezes é. E alguém que vai sempre deixar saudades.
Veja também
- Você pode chegar lá
- O dicurso do rei
- A rede social
- TV Viva e Roque Santeiro
- Rio
- Up
A verdade tem que ser dita, sem medo de polêmicas. Tentando discutir as coisas com profundidade, sem me preocupar em ser politicamente correto.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Cala a boca, Hillary!
| Ela só pode estar de brincadeira! |
Mas a Hillary Clinton vir a público criticar os rebeldes foi ridículo. Ela se esqueceu o que o país dela fez a poucos meses atrás? Eles invadiram um país parceiro, mataram uma pessoa a sangue frio e deram sumiço no corpo. Com que moral ela vem agora falar dos líbios? Ela que fique caladinha, pois não tem moral alguma para criticar ninguém! Cale a boca, Hillary!
Veja também:
- a primavera árabe
- a mudança da história no mundo árabe
- o terrorismo dos EUA
- Obama e Osama: iguais
- Nada mudou na política mundial
- A suja política externa
A "primavera" árabe: o início de algo ainda pior?
Já diria meu amigo Sandro, que todos ainda iriam sentir saudades do ex-ditador egípcio. E eu não posso deixar de concordar com ele. Porque a democracia tem um defeito, a democracia é em seu âmago uma ditadura, a ditadura da maioria. E a maioria, quando não é madura para respeitar as diferenças, é mais cruel que um único ditador.
O ditador egípcio impedia a escolha política de seu povo. Mas era um país livre, onde as pessoas podiam ser o que queriam. E se os militares egípcios ainda não organizaram as prometidas eleições livres, provavelmente é porque temem o pior: que a maioria escolha uma ditadura pior que a anterior, uma ditadura religiosa.
O grupo que acabou de derrubar o Kadafi na Líbia acabou de declarar que as novas leis da Líbia serão as leis religiosas dos muçulmanos. Eu, sinceramente, preferia a ditadura do Kadafi. Nada contra a religião muçulmana, mas tudo contra a confusão entre um governo, um país e uma religião. Religião deve ser uma escolha, cada um pratica o que quiser. Um país deve ser para todos, deve ser laico (vide aqui)! E nada mais cruel do que não permitir que alguém siga suas crenças e obrigar a todos a seguir uma única religião. Ou obrigar a não seguir nenhuma, como faziam os velhos comunistas...
Será que as esperanças que tínhamos em progressos no mundo árabe vão se diluir em uma verdadeira ditadura religiosa em todos esses países? Será que teremos mais Irãs no futuro? Tomara que eu esteja errado, mas tudo indica que as coisas vão piorar ainda mais, infelizmente.
Veja também:
- a mudança da história no mundo árabe
- o terrorismo dos EUA
- Obama e Osama: iguais
- Nada mudou na política mundial
- A suja política externa
- O Brasil é um estado laico
O ditador egípcio impedia a escolha política de seu povo. Mas era um país livre, onde as pessoas podiam ser o que queriam. E se os militares egípcios ainda não organizaram as prometidas eleições livres, provavelmente é porque temem o pior: que a maioria escolha uma ditadura pior que a anterior, uma ditadura religiosa.
O grupo que acabou de derrubar o Kadafi na Líbia acabou de declarar que as novas leis da Líbia serão as leis religiosas dos muçulmanos. Eu, sinceramente, preferia a ditadura do Kadafi. Nada contra a religião muçulmana, mas tudo contra a confusão entre um governo, um país e uma religião. Religião deve ser uma escolha, cada um pratica o que quiser. Um país deve ser para todos, deve ser laico (vide aqui)! E nada mais cruel do que não permitir que alguém siga suas crenças e obrigar a todos a seguir uma única religião. Ou obrigar a não seguir nenhuma, como faziam os velhos comunistas...
Será que as esperanças que tínhamos em progressos no mundo árabe vão se diluir em uma verdadeira ditadura religiosa em todos esses países? Será que teremos mais Irãs no futuro? Tomara que eu esteja errado, mas tudo indica que as coisas vão piorar ainda mais, infelizmente.
Veja também:
- a mudança da história no mundo árabe
- o terrorismo dos EUA
- Obama e Osama: iguais
- Nada mudou na política mundial
- A suja política externa
- O Brasil é um estado laico
Parabéns à minha maior fonte de informações
De criança eu era um leitor assíduo de A Tribuna, o bom jornal da minha querida cidade de Santos. Que bom que meu pai era assinante. Foi com A Tribuna que criei o gosto por me manter sempre informado.
Quando vim para Campinas, ficou impossível ler A Tribuna. E aí comecei a me informar mais pela TV e quando sobrava tempo entre as provas da facu, e principalmente $, comprava uma folha ou um estadão no fim de semana. Acho delicioso pegar um jornalzão daqueles e ficar sentado, curtindo o sol da manhã, e ler todas as notícias sem pressa, das grandes manchetes até aquelas pequenas fofocas sobre política em colunas específicas. Nisso eu lembro o meu avô paterno, que era capaz de ficar um dia inteiro sentado com um jornal nas mãos... Mas nos últimos tempos, de babies em casa, é impossível ficar parado sem nada fazer no domingo.
E foi nos últimos anos que comecei a me atualizar com a CBN. Já tomo meu banho cedo ouvindo as notícias do dia. E vou me atualizando no trânsito, no caminho para as aulas, e todo o tempo que estou no carro, que não é pouco. Sei tudo o que de mais importante acontece e ouço as inteligentes opiniões do Max, do Sardemberg, da Mirian Leitão e do Juca Kfouri, gente que eu admiro e que são uma inspiração para mim.
Neste ano a CBN teve uma grande perda: a saída do Heródoto Barbeiro. Sempre achei incrível a energia daquele senhor: eu acordava e ele já estava apresentando o jornal na CBN e eu ia dormir e ele estava ainda ao vivo na Cultura. Heródoto é um daqueles caras únicos, que é inteligente, culto e consegue ao mesmo tempo ser profundo e divertido. Mas, infelizmente, o pastor do mal conseguiu tirá-lo da CBN e da Cultura... Faz falta as colocações inspiradas do Heródoto na manhã. Mas a CBN continua sendo minha companheira diária.
Valeu CBN por me manter informado nessa vida tão corrida!
Veja também
- O discurso do rei
- A rede social
- TV Viva e Roque Santeiro
- Rio
- Up
Quando vim para Campinas, ficou impossível ler A Tribuna. E aí comecei a me informar mais pela TV e quando sobrava tempo entre as provas da facu, e principalmente $, comprava uma folha ou um estadão no fim de semana. Acho delicioso pegar um jornalzão daqueles e ficar sentado, curtindo o sol da manhã, e ler todas as notícias sem pressa, das grandes manchetes até aquelas pequenas fofocas sobre política em colunas específicas. Nisso eu lembro o meu avô paterno, que era capaz de ficar um dia inteiro sentado com um jornal nas mãos... Mas nos últimos tempos, de babies em casa, é impossível ficar parado sem nada fazer no domingo.
E foi nos últimos anos que comecei a me atualizar com a CBN. Já tomo meu banho cedo ouvindo as notícias do dia. E vou me atualizando no trânsito, no caminho para as aulas, e todo o tempo que estou no carro, que não é pouco. Sei tudo o que de mais importante acontece e ouço as inteligentes opiniões do Max, do Sardemberg, da Mirian Leitão e do Juca Kfouri, gente que eu admiro e que são uma inspiração para mim.
Neste ano a CBN teve uma grande perda: a saída do Heródoto Barbeiro. Sempre achei incrível a energia daquele senhor: eu acordava e ele já estava apresentando o jornal na CBN e eu ia dormir e ele estava ainda ao vivo na Cultura. Heródoto é um daqueles caras únicos, que é inteligente, culto e consegue ao mesmo tempo ser profundo e divertido. Mas, infelizmente, o pastor do mal conseguiu tirá-lo da CBN e da Cultura... Faz falta as colocações inspiradas do Heródoto na manhã. Mas a CBN continua sendo minha companheira diária.
Valeu CBN por me manter informado nessa vida tão corrida!
Veja também
- O discurso do rei
- A rede social
- TV Viva e Roque Santeiro
- Rio
- Up
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Não foi acidente: eu apoio!
Ainda na semana passada eu quase sofri um acidente sério por causa de um bêbado ao volante (vide aqui). E nos últimos sete dias outra jovem que trabalha comigo se acidentou graças a incompatível relação entre alcóol e direção.
Por isso, este blog apóia a campanha "Não foi acidente". Participe, divulgue!
http://www.naofoiacidente.com.br/
Por isso, este blog apóia a campanha "Não foi acidente". Participe, divulgue!
http://www.naofoiacidente.com.br/
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Drogas: álcool - eu sobrevivi!
Muito se fala sobre o problema com as drogas e muito poucas vezes as pessoas se lembram da droga que mais mata de todas: o álcool.
Se tem uma coisa em que sou careta é isso: eu nunca fiquei bêbado, nem mesmo "alegre". Não me atrai a ideia de eu não ser eu. Não me atrai a ideia de eu precisar ficar diferente para conseguir alguma coisa. Eu preciso aprender a enfrentar meus medos racionalmente, é assim que encaro a vida. E eu não preciso ficar bêbado para ficar feliz: eu sou feliz! (lembram deste post?) Acho muito triste quem precisa de álcool para sorrir: e deve ser muito triste voltar a ficar sóbrio nessa situação...
Não sou radical: nada contra um copo de vinho no jantar, um dedo de licor, uma caipirinha com a feijoada ou um copo de cerveja com os amigos. Isso não faz mal a ninguém. Mas quando "a graça" não é o sabor da bebida mas seu efeito, aí, realmente, é hora da pessoa se analisar e descobrir o que está errado com ela. E resolver o problema de vez ao invés de escondê-lo com bebidas...
Álcool sempre foi um problema, mas está se tornando ainda maior com a irresponsabilidade dos pais hoje em dia, que não tem coragem de dizer não para filhos. Álcool é coisa para adultos! Vi a pouco uma pesquisa que mostrava que jovens que se iniciam muito cedo (por volta de 15) no vício da bebida tem muito mais probabilidade de se tornar alcoolatras! Cérebros jovens acabam se acostumando com a bebida e tem pouca capacidade de reagir ao vício. Começar cedo é muito mais crítico do que genética ou qualquer outra característica. Ou seja, deixar um filho beber não é uma coisa de jovem, é condená-lo a uma dependência futura que vai acompanhá-lo por toda a vida. Já está na hora dos pais entenderem que tem que ser pais e falar não! E, como professor, percebo com muita preocupação o quanto essa juventude está dependente deste vício desde muito novos.
Quantos milhares morrem por causa da bebida, dia após dia? Apesar das propagandas alegres e cheias de lindas mulheres na TV, álcool não traz mulheres, traz morte, dor, decadência, vergonha, vexames! Álcool é uma coisa do mal.
Se estou hoje aqui é por sorte, pela minha experiência com direção, ou, para os religiosos, porque Deus me protege. Ontem, andando a 100 km/h na estrada fui subitamente jogado para o lado por um carro que me ultrapassava pela esquerda e simplesmente se jogou contra o meu. Consegui, por milagre, colocar o carro de volta na linha da estrada e seguir até o posto rodoviário. Lá, vim a saber que quem me abalroou estava totalmente bêbado e após bater em mim, conseguiu o feito de quase causar outro acidente e acabou com o carro caído na vala entre as pistas... Perdi algumas horas no posto policial, perdi algumas centenas de reais com o carro amassado, mas graças a Deus não tive nenhum arranhão. Se eu não tivesse conseguido controlar o carro, aquele infeliz bêbado poderia ter causado algo muito mais sério. Depois do que vivi ontem, sou ainda mais contra bebida, em especial bebida junto com direção! Chega de drogas, chega de álcool!
Se tem uma coisa em que sou careta é isso: eu nunca fiquei bêbado, nem mesmo "alegre". Não me atrai a ideia de eu não ser eu. Não me atrai a ideia de eu precisar ficar diferente para conseguir alguma coisa. Eu preciso aprender a enfrentar meus medos racionalmente, é assim que encaro a vida. E eu não preciso ficar bêbado para ficar feliz: eu sou feliz! (lembram deste post?) Acho muito triste quem precisa de álcool para sorrir: e deve ser muito triste voltar a ficar sóbrio nessa situação...
Não sou radical: nada contra um copo de vinho no jantar, um dedo de licor, uma caipirinha com a feijoada ou um copo de cerveja com os amigos. Isso não faz mal a ninguém. Mas quando "a graça" não é o sabor da bebida mas seu efeito, aí, realmente, é hora da pessoa se analisar e descobrir o que está errado com ela. E resolver o problema de vez ao invés de escondê-lo com bebidas...
Álcool sempre foi um problema, mas está se tornando ainda maior com a irresponsabilidade dos pais hoje em dia, que não tem coragem de dizer não para filhos. Álcool é coisa para adultos! Vi a pouco uma pesquisa que mostrava que jovens que se iniciam muito cedo (por volta de 15) no vício da bebida tem muito mais probabilidade de se tornar alcoolatras! Cérebros jovens acabam se acostumando com a bebida e tem pouca capacidade de reagir ao vício. Começar cedo é muito mais crítico do que genética ou qualquer outra característica. Ou seja, deixar um filho beber não é uma coisa de jovem, é condená-lo a uma dependência futura que vai acompanhá-lo por toda a vida. Já está na hora dos pais entenderem que tem que ser pais e falar não! E, como professor, percebo com muita preocupação o quanto essa juventude está dependente deste vício desde muito novos.
Quantos milhares morrem por causa da bebida, dia após dia? Apesar das propagandas alegres e cheias de lindas mulheres na TV, álcool não traz mulheres, traz morte, dor, decadência, vergonha, vexames! Álcool é uma coisa do mal.
Se estou hoje aqui é por sorte, pela minha experiência com direção, ou, para os religiosos, porque Deus me protege. Ontem, andando a 100 km/h na estrada fui subitamente jogado para o lado por um carro que me ultrapassava pela esquerda e simplesmente se jogou contra o meu. Consegui, por milagre, colocar o carro de volta na linha da estrada e seguir até o posto rodoviário. Lá, vim a saber que quem me abalroou estava totalmente bêbado e após bater em mim, conseguiu o feito de quase causar outro acidente e acabou com o carro caído na vala entre as pistas... Perdi algumas horas no posto policial, perdi algumas centenas de reais com o carro amassado, mas graças a Deus não tive nenhum arranhão. Se eu não tivesse conseguido controlar o carro, aquele infeliz bêbado poderia ter causado algo muito mais sério. Depois do que vivi ontem, sou ainda mais contra bebida, em especial bebida junto com direção! Chega de drogas, chega de álcool!
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Eu sou criança: e você?
Eu me lembro quando tinha 10 e olhava para meu primo mais velho de 20 e achava ele tão maduro, sabedor de tudo... Quando ele chegou em casa com o disco dos "Embalos de sábado à noite", que ele comprou com o dinheiro do trabalho dele, então, virou quase um mito para mim...
Hoje eu tenho 40 e a conclusão que cheguei é que na verdade nunca deixamos de ser crianças. Na minha cabeça continuo criança. Ok, alguns cabelos "mais loiros" apareceram, e não consigo comer nas churrascarias como antes. Mas a cabeça é a mesma... Nunca virei o que achava que meu primo mais velho era. E acho que será sempre assim.
Continuo adorando cafuné, sou um eterno carente. E porque preciso ser diferente disso?
Brinco com meus filhos não apenas porque eles querem. Brinco porque é legal, é divertido. Adoro dançar "a dança dos famosos" com as pequenas, me lembra dos bailes em que eu e minha mana dávamos show com nosso passinhos ainda nos anos 70... Na praia, continuo fazendo castelos de areia, é muito legal isso!
Aliás, uma das melhores coisas que ter filhos nos trás e a possibilidade de fazermos coisas legais, sem ficarmos envergonhados. Já me vi dançando em shopping, correndo pelas ruas, e fazendo tantas outras coisas de uma vida legal, graças aos babies... E ninguém me olha condenando, porque estou com os pequenos. Jóia isso :-)
Adoro ver desenhos. Não necessariamente os que meus pequenos assistem, alguns realmente são chatinhos. Mas "A era do gelo", "Shrek", qualquer um da turma da Mônica (em especial "Uma aventura do tempo") eu vejo porque gosto. Na TV, Peixonauta, Pocoyo, Charlie e Lola, Pink Dinky Doo, são desenhos atuais que assisto com prazer. E sempre que dá, eu assisto "A turma do Didi", um pouco porque me lembra Os trapalhões de tantas boas memórias, mas também porque gosto daquele tipo de programa, de humor simples, despretensioso e não politicamente correto.
Acho muito importante entendermos que não precisamos deixar de ser crianças para crescer. Quantas vezes vejo pessoas se recusando a assistir a algo, ou a fazer algo, porque "é coisa de criança". Como se qualquer coisa que seja inocente, doce, divertida fosse algo que não fosse mais permitida para um adulto. Como se não fosse permitido para alguém com mais de 20 anos brincar. Para mim isso denota insegurança. Quem "se garante" não precisa provar maturidade para os outros...
Quero mesmo continuar fazendo bobeiras, falando asneiras, montando castelos e vendo desenhos, até 100 anos ou mais. Não quero deixar de ser criança nunca. Porque é muito legal ser criança. E vivemos para sermos felizes, não para parecer ser o que não somos.
Feliz dia das crianças para todos, em especial para as crianças aqui de casa, eu incluído!
Veja também:
- Eu sou + eu
Hoje eu tenho 40 e a conclusão que cheguei é que na verdade nunca deixamos de ser crianças. Na minha cabeça continuo criança. Ok, alguns cabelos "mais loiros" apareceram, e não consigo comer nas churrascarias como antes. Mas a cabeça é a mesma... Nunca virei o que achava que meu primo mais velho era. E acho que será sempre assim.
Continuo adorando cafuné, sou um eterno carente. E porque preciso ser diferente disso?
Brinco com meus filhos não apenas porque eles querem. Brinco porque é legal, é divertido. Adoro dançar "a dança dos famosos" com as pequenas, me lembra dos bailes em que eu e minha mana dávamos show com nosso passinhos ainda nos anos 70... Na praia, continuo fazendo castelos de areia, é muito legal isso!
Aliás, uma das melhores coisas que ter filhos nos trás e a possibilidade de fazermos coisas legais, sem ficarmos envergonhados. Já me vi dançando em shopping, correndo pelas ruas, e fazendo tantas outras coisas de uma vida legal, graças aos babies... E ninguém me olha condenando, porque estou com os pequenos. Jóia isso :-)
Adoro ver desenhos. Não necessariamente os que meus pequenos assistem, alguns realmente são chatinhos. Mas "A era do gelo", "Shrek", qualquer um da turma da Mônica (em especial "Uma aventura do tempo") eu vejo porque gosto. Na TV, Peixonauta, Pocoyo, Charlie e Lola, Pink Dinky Doo, são desenhos atuais que assisto com prazer. E sempre que dá, eu assisto "A turma do Didi", um pouco porque me lembra Os trapalhões de tantas boas memórias, mas também porque gosto daquele tipo de programa, de humor simples, despretensioso e não politicamente correto.
Acho muito importante entendermos que não precisamos deixar de ser crianças para crescer. Quantas vezes vejo pessoas se recusando a assistir a algo, ou a fazer algo, porque "é coisa de criança". Como se qualquer coisa que seja inocente, doce, divertida fosse algo que não fosse mais permitida para um adulto. Como se não fosse permitido para alguém com mais de 20 anos brincar. Para mim isso denota insegurança. Quem "se garante" não precisa provar maturidade para os outros...
Quero mesmo continuar fazendo bobeiras, falando asneiras, montando castelos e vendo desenhos, até 100 anos ou mais. Não quero deixar de ser criança nunca. Porque é muito legal ser criança. E vivemos para sermos felizes, não para parecer ser o que não somos.
Feliz dia das crianças para todos, em especial para as crianças aqui de casa, eu incluído!
Veja também:
- Eu sou + eu
Assinar:
Postagens (Atom)