segunda-feira, 5 de maio de 2014

Para rir um pouco: avisos paroquiais


Abaixo um texto que recebi por e-mais sem fonte original. Só para descontrair...



Estes avisos paroquiais foram fixados nas portas de igrejas. Todos eles são reais, e escritos comboa-vontade e má redação:
 


AVISOS AOS PAROQUIANOS 


1- Para todos os que tenham filhos e não sabem, temos na paróquia uma área especial para crianças.

2- O torneio de basquete das paróquias vai continuar com o jogo dapróxima quarta-feira. Venham nos aplaudir, vamos tentar derrotar o Cristo Rei!

3- Quinta-feira que vem, às cinco da tarde, haverá uma reunião do grupo de mães. Todas as senhoras que desejem formar parte das mães, devem dirigir-se ao escritório do pároco.

4- Na sexta-feira às sete, os meninos do Oratório farão uma representação da obra Hamlet, de Shakespeare, no salão da igreja. Toda a comunidade está convidada para tomar parte nesta tragédia.

5- Prezadas senhoras, não esqueçam a próxima venda para beneficência. É uma boa ocasião para se livrar das coisas inúteis que há na sua casa. Tragam seus maridos!

6- Assunto da catequese de hoje: Jesus caminha sobre as águas.
Assunto da catequese de amanhã: Em busca de Jesus.

7- O coro dos maiores de sessenta anos vai ser suspenso durante o verão, com o agradecimento de toda a paróquia.

7- O mês de novembro finalizará com uma missa cantada por todos os defuntos da paróquia.  

 8- O preço do curso sobre Oração e Jejum não inclui as refeições..

9- Por favor, coloquem suas esmolas no envelope, junto com os defuntos que desejem que sejam lembrados.



Veja também outras piadas no blog

Os professores e seus salários
Um papo de dar fome
Viva Campinas!
Não tem como não rir: viva Campinas II


Série Nerd Pride - Piadas nerds: 

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Cálculo
Computação - outras infames!
Computação (2011) 
 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Feliz dia das crianças

Abraço apertado com meu amado irmão-gêmeo
 Eu posso ter quarenta e poucos, e estar com algumas "luzes" no cabelo. Posso não ter mais a energia de algumas décadas atrás. E posso nem ter aquela gargalhada deliciosa que tinha com qualquer cócegas.
  Mas sou muito feliz por continuar amando ser criança lá no fundo. E mostrei isso aqui neste blog muitas vezes:
- quando comentei sobre desenhos e filmes para crianças
Detona Ralph
Up!
Rio
Trapalhões
- quando falo sobre meu ídolo Maurício de Sousa
Maurício de Sousa
circo da Mônica
Turma da Mônica no mundo de Romeu e Julieta
E quando falo sobre coisas típicas de criança como
zoológico
Em resumo, já deixei muito claro por aqui que  Eu sou criança! E adoro isso!

    E posto ao lado duas fotos de poucos meses atrás  com meus ídolos Pinguins (grandes executores de projetos extremamente desafiadores) e meu quase-irmão-gêmeo Shrek, que me deu um abração super-apertado! Foram momentos únicos poder estar com eles, assim, lado a lado.
Aprendendo com grandes gerentes de projeto
  Ainda outro dia eu me lembrei dos bons tempos da infância assistindo a Speedy Racer (consegui cópias de duas temporadas), que foi o primeiro desenho que eu amava (acho que ele foi o culpado pela minha paixão por japinhas, pois a namorada do Speedy era claramente uma) e à Fantástica Fábrica de Chocolate (a versão original, que era muito mais inocente e infantil que a última): eu vi a Fantástica umas 20 vezes na infância e sempre amei, como amei ver de novo com 42. E é bom demais nos lembrar dos belos momentos de nossa deliciosa infância!
   Enfim, o tempo pode passar, tudo pode mudar, mas o Marcos gordinho e loirinho, falador, de riso fácil, vai estar sempre aqui comigo. Nunca quero deixar de ser criança.
   E espero que todos que tem filhos hoje não se esqueçam de deixar as crianças serem crianças. Sem milhares de compromissos, sem inúmeras pressões, sem muitos presentes caros, mas com muito carinho, muita brincadeira, muita criatividade e muito amor.
   Feliz dia das crianças para todas as crianças de idade ou que ainda mantém uma criança dentro do seu coração!
Feliz dia das Crianças
Marcos - 1 aninho!

   

domingo, 6 de outubro de 2013

É muito bom ter uma grande família

Tive muitas grandes sortes na minha vida. Uma das maiores é ter uma família muito grande dos lados do meu pai e da minha mãe e poder conviver com praticamente todos ao longo da minha infância e adolescência. Todos moravam em um raio de 10km, entre Santos e São Vicente. E muito do que aprendi e do que sou, devo aquele delicioso convívio tão próximo com meus 4 avós, minhas duas dezenas de tios e várias dezenas de primos :-)
Vou falar um pouco hoje do meu lado Borges. Tenho muito orgulho de ser um Borges. Tenho muito orgulho de ser neto do intelectual José Borges e da sempre batalhadora Ana Maria. E de ter os tios que eu tenho:
- o "contador de histórias Viriato", de fala sempre macia, que veio nos anos 50 para o Brasil, sem nada, foi sapateiro, feirante, empresário e construtor. E sua esposa, a sempre doce tia Conceição. Com seus filhos, mais velhos, não interagi tanto na infância, mas se hoje tenho a carreira que tenho, foi graças ao exemplo do meu primo, que foi meu veterano na UNICAMP e o primeiro familiar que soube que estudou em universidade pública;
- a sempre risonha e carinhosa Tia Júlia, que começou a vida debaixo, chegou a ser doméstica ao chegar no Brasil, mas construiu uma bela (e GRANDE) família junto com meu saudoso tio Fernando, que vez ou outra eu encontrava fiscalizando o ônibus no qual eu dormia nas minhas noites retornando do curso técnico. Carlinhos é o primo que honra a tradição empreendedora dos Borges, grande motivo de orgulho;
- o piadista e visionário empresário Hilário, que se foi tão cedo graças ao odioso cigarro;
- a doce e carinhosa tia Cacilda, minha tia mais próxima na infância, que junto com meu tio Zé, trouxe ao mundo meus amados três primos com os quais brinquei muito enquanto criança. Tios que foram tão cedo embora, mas construíram uma família linda e unida;
- a forte e carinhosa Idália, que sempre tomou as rédeas da vida e é a única que continua seguindo a tradição comerciante da família que quase inteira se aposentou. E que trouxe ao mundo meu outro primo tão próximo e querido.
Só não interagi com um tio Borges, que voltou muito cedo a Portugal e se foi: um dia marcante para mim, quando vi meu pai atender a um telefone e chorar, coisa que nunca tinha visto meu MACHO pai fazer até então. Ali eu percebi que meu pai era gente como eu, e não o super-herói que eu sempre imaginei.Mas fiquei feliz ao poder conhecer minha prima lá em Portugal, a única com a qual não interagi na infância.
Pois é, eu sou uma colcha de retalhos de cada um que me influenciou na vida. No meu jeito de ser, de pensar e de sentir, tem aquela indolência do Vô Zé lendo por horas, a balinha que a vó sempre trazia, os carinhos de todos os tios e tias, a irreverência das "desgarradas", as guloseimas típicas portuguesas, o lado empreendedor e batalhador de toda a família e aquela proximidade da turma de primos, amigos e companheiros de brincadeiras e agitos.
Mas o tempo passa, eu mudei de cidade há décadas e hoje vivo entre correrias de trabalho e o cuidado com os filhos. É tão difícil conseguir ver os Borges com a frequência que deveria...
Mas a quarta geração, os bisnetos do José e da Ana estão se casando. E hoje consegui ir no casamento da minha "priminha", que estava linda de noiva. E foi maravilhoso poder rever tanta gente querida, conversar com as tias Julia, Idália e Conceição, curtir meu pai e o irmão Viriato trocando memórias da "terrinha", rever vários primos, esposas, maridos e filhos. Foi maravilhoso porque amo muito essa gente, porque sinto muito a falta dos bons tempos de todos juntos em Santos e porque é bom de vez em quando voltarmos às nossas origens e lembrarmos de onde viemos e, em resumo, o que somos. Nunca, por mais longe que esteja, deixarei o jeito de ser dos Borges fugir de mim. Valeu família querida que me fez e me faz ser o que sou!

Veja também:
Homenagem à família Borges
Viva Portugal e Lembranças alimentares da terrinha
Boas memórias de natal

Pai Herói
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Eu tenho um sonho

O sonho de Martin Luther King

Não há pessoa que seja mais reconhecida com um grande idealista de um mundo melhor que Martin Luther King. Um homem negro em uma era de grande racismo nos EUA, país que até hoje é profundamente racista e dividido. Há 50 anos ele fez um discurso histórico: "eu tenho um sonho". Abaixo um trecho desse discurso.


Marthin Luther King em seu mais famoso discurso
Digo hoje a vocês, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho de que um dia esta nação vai se levantar e viver o verdadeiro significado de sua crença: 'Consideramos essas verdades auto-evidentes: que todos os homens são criados iguais'. Eu tenho um sonho de que um dia, nas montanhas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos donos de escravos serão capazes de sentarem-se juntos à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho de que meus quatro filhos um dia viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter (...). Quando permitirmos que a liberdade ecoe, quando permitirmos que ela ecoe em cada vila e cada aldeia, em cada estado e cada cidade, seremos capazes de avançar rumo ao dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar as mãos e cantar as palavras da velha cantiga negra, 'Enfim livres! Enfim livres! Graças a Deus Todo-Poderoso, enfim estamos livres!'."
(Eu Tenho Um Sonho, Washington, 28 de agosto de 1963)

É muito interessante ver que esse novo "Martinho Lutero" tinha uma visão muito diferente dos racistas do movimento negro. Ele não queria a diferença, a discriminação (positiva ou negativa, é tudo igual). O discurso não fala em cotas. Ele não pregava o ódio e o orgulho de uma cor ou credo. Ele sonhava com a igualdade entre pessoas que somos, iguais em defeitos e virtudes.
Eu compartilho com o sonho desse "rei". Que as pessoas entendam, de uma vez por todas, que ser negro, branco, pobre, rico, gordo, magro, não faz ninguém melhor ou pior. E que valorizem a real humanidade.

PS.  Em 2015 foi lançado o filme Selma, que mostra como Martin atuava na sua luta, de forma pacífica, mas muito inteligente, sem ser nada inocente ou ingênuo. Ele, sem dúvida, foi um cara muito especial, que merecia ser o grande exemplo de todos os movimentos sociais de hoje!

Veja também:
- Esquerda usa as "minorias": gays, mulheres, negros
- O racismo das cotas
- O racismo e o movimento negro
- Samba do crioulo doido: o racismo dos negros
- O racismo das cotas - por Helio de la Peña
- Alexandre Pires na luta contra o real racismo
- Progresso: homossexuais
- Bullyng: I e II
- O preconceito em si mesmo (e uma resposta

terça-feira, 11 de junho de 2013

Pai Herói

A capa do disco da novela
É, só quem tem aí por volta de 40 anos tem lembrança do título. Uma novela com uma abertura inesquecível: um quebra-cabeças onde faltava o pai.É uma das primeiras coisas de TV que me lembro, com o casal Tony Ramos e Elizabeth Savala. E a música tema, a linda e tocante Pai do Fábio Jr., é para mim a melhor homenagem que alguém fez à um pai.
Bom, mas não é sobre novela que este post quer falar. Hoje é dia 12 de junho e é aniversário do meu pai. Um cara simples, de origem humilde e que nunca teve pretensão de se colocar como alguém fora do normal. Mas meu pai também teve seu momento de herói.
Ok, ele não veio numa nave espacial de um planeta distante: veio em um navio velho de um país distante. E não se disfarçava atrás de um óculos: vivia sua vida cotidiana atrás de uma barraca de "frutas-verduras-legumes-batatas-e-ovos". Mas ele também teve seus momentos de heroísmo.
Durante boa parte da minha infância eu morei em uma casa que para mim sempre será o sinônimo de "minha casa". Ali aprendi a ser o que sou, ali muito me diverti, muito sofri, ali eu cresci. E tínhamos ao lado uma família que sempre foi, digamos, "não muito amiga". Eu brincava com o menino, mas sempre foi aquele com quem eu menos simpatizei. Já havia uma birra de famílias velha, se não me engano até meu vô já não se dava muito bem com o vô deles algumas décadas antes. E por um desses motivos fúteis, indescritíveis e ridículos, nossas famílias realmente sempre foram pouco amáveis entre si. Convivíamos civilizadamente, convidávamos por educação para as festas, mas nunca foram realmente amigos...Entre nossas casas tinha um muro de 2m de altura. E eles tinham um cachorrão pastor alemão de dar medo.
Um dia o avô deles estava fazendo algo no telhado, usando uma escada. E, de repente, veio o estrondo e a gritaria. O avô tinha caído da escada e estava deitado ao chão com a cabeça ensanguentada. Meu pai:, que nem era assim tão amigo do cara, já com mais de 30, gordinho até, pulou aquele muro de 2m de uma única vez, sem nem pensar no cachorro que poderia estar solto. Não sei como meu pai deu aquele salto, pois eu nunca consegui pular de uma vez nem 50cm... E meu pai pegou o senhor ensanguentado e o trouxe para nosso carro. Todo mundo estava em pânico, ninguém conseguia ligar nosso carro. com o nervoso Eu tinha lá meus 15 anos e sempre fui mais racional do bando: fui, liguei o carro e tirei da garagem. E meu pai levou o senhor para o hospital que, graças a Deus, apesar do baita tombo, não teve sequelas.
Em resumo, para salvar alguém de quem ele nem gostava muito, meu pai pulou um muro de 2m de uma vez, não se preocupou em enfrentar um pastor alemão de 1m de altura, e não se preocupou nem mesmo em sujar seu carro com sangue.
Eu adoro meu pai por ser um homem trabalhador, simples e por sempre ter me ensinado a viver no mundo real. Mas essa passagem mostra que meu pai também tem um alma de herói. Parabéns ao meu pai herói por mais este aniversário.

(abaixo a música Pai, de Fábio Jr.)



Veja também:
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Uma bela história de amor entre pai e filho: Gonzaga

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terça-feira, 28 de maio de 2013

Pais devem aceitar um fato: as crianças vão sofrer

Abaixo um belo texto sobre educação de filhos que retirei do site  da Veja. Se quiser ler o texto completo com toda uma boa formatação, visite o site deles clicando aqui.

Veja também 
Meu filho, você não merece nada!
Quem te faz feliz?

Não fuja da dor

Psicologismo agudo
As escolhas da vida
Você pode chegar lá
Um mundo insano
Prá que esperar o meteoro? (QueNerd)

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O projeto Educar para Crescer – iniciativa do Grupo Abril, ao qual está ligada a Editora Abril, que publica VEJA — promoveu um debate nesta terça-feira, em São Paulo, sobre o papel dos pais no processo de formação de seus filhos. Para isso, convidou a psicanalista Magdalena Ramos, responsável pelo núcleo de família do Instituto Sedes Sapentiae, e a psicopedagoga Vera Barreira, orientadora pedagógica da Escola da Vila. Do encontro, saiu uma importante constatação: os pais estão excessivamente preocupados com a felicidade de seus filhos e, por isso, têm dificuldades para impor limites e dizer "não" a eles. "É um grande equívoco achar que, dando tudo o que seu filho pede, você vai evitar que ele sofra ou se frustre. A falta de limites cria crianças mimadas, mandonas e com problemas de socialização", disse Magdalena. "Seu filho vai se frustrar e chorar, querendo você ou não. Por isso, aceite isso e imponha limites." Confira a seguir orientações das especialistas:

 'Aceite um fato: em algum momento, seu filho vai sofrer'

Os pais se preocupam muito com a felicidade de seus filhos. Não há, é claro, nada de errado nisso. O problema aparece quando a preocupação excessiva leva os pais a atender todos os desejos das crianças. Isso é um grande equívoco e pode acarretar sérios problemas à socialização delas. É preciso impor limites e aceitar que, em algum momento, seu filho vai chorar e sofrer.
Comentário de Magdalena Ramos: "Atendo no consultório muitos pais que se sentem culpados por ficar pouco tempo com seus filhos e que, por isso, têm dificuldades para dizer 'não'. É preciso mostrar autoridade e impor limites. Isso é diferente de autoritarismo: não é preciso berrar ou gritar, apenas mostrar quem manda."

'Menos tarefas e mais diversão para as crianças'

Por manter uma rotina atribulada e dispor de pouco tempo para os filhos, muitos pais consideram que encher o dia das crianças com atividades extraclasse é a melhor solução, uma forma de compensação. Não é. As crianças estão cumprindo agenda de executivos, quando, na verdade, deveriam ter mais tempo livre para utilizar a imaginação e descobrir como se entreter sozinhas.

Comentário de Magdalena Ramos: "Hoje, as crianças são hiperestimuladas. Mas, para o próprio desenvolvimento adequado delas, precisam de tempo para brincar, correr e se divertir."

'Comer e dormir não são castigos: são necessidades'

Comer e dormir são necessidades básicas de todo ser humano — e também das crianças. Desde cedo, elas devem aprender a comer e dormir nas horas certas. Isso é fundamental para seu desenvolvimento.
Por isso, essas ações não podem ser usadas como moeda de troca ou punição. É o que os pais fazem quando dizem, por exemplo: "Se você não comer tudo, não usará o computador" ou ainda "Você se comportou mal e, por isso, vai para a cama mais cedo".
Comentário de Magdalena Ramos: "Há crianças que não se alimentam bem no almoço ou jantar porque os pais deixam que comam ‘besteiras’ sempre que desejam. Então, novamente, vejo pais com medo de impor limites, deixando-se levar pelo impulso de satisfazer sempre as crianças."

'Nem toda brincadeira é bullying'

Segundo especialistas, boa parte das crianças não sabe mais lidar com piadas e provocações dos colegas. O que antes era uma simples brincadeira, hoje pode ser encarado como bullying. Os pais, obviamente, têm culpa nisso, ao tentar resolver problemas que os filhos poderiam solucionar sozinhos.
Comentário de Vera Barreira: "Qualquer brincadeira sofrida pelos filhos faz com que os pais liguem na escola para pedir explicações. O correto, quando falamos de crianças com 10 anos de idade ou mais, é instruí-las a se defender sozinhas: argumentar com o colega, comunicar professores e coordenador. Se nada der certo, aí sim os pais devem agir. Ao resolver de imediato qualquer problema apresentado pelos filhos, os pais tiram deles a chance de aprender a cuidar de si próprios."

'Pais devem estimular a criança a agir como... criança'

A frase "os pais devem estimular a criança a ser criança" pode parecer redundante, mas traz um ensinamento importante. Segundo a psicanalista Magdalena e a psicopedagoga Vera, é comum os pais – ainda que sem a intenção – estimularem os filhos entre 9 e 12 anos de idade a se comportar como adultos. É preciso novamente impor limites e guiá-los para o caminho adequado: o da infância.
Comentário de Vera Barreira: "Lembro de um pai que, atendendo a pedidos da filha de 10 anos, fez para ela uma 'balada', com luz baixa etc. As meninas estavam todas arrumadas, vestidas como 'adultinhas', esperando que os garotos as tirassem para dançar, enquanto os meninos não estavam nem aí: eles só queriam saber de jogar bola. Isso é exemplo de uma conduta inadequada do pai."

'A escola deve seguir os valores da família'

A escolha da escola dos filhos é uma decisão crucial para a formação deles. Nesse caso, a orientação é simples: busque uma instituição que siga os mesmo valores de sua família. Isto é, procure uma unidade que adote aquilo que você procura:  conteúdo mais voltado ao vestibular, foco na socialização e no desenvolvimento integral da criança, regras mais ou menos rígidas e assim por diante.

Comentário de Vera Ramos: "Vá conhecer a escola, fique atento ao discurso que ela vai apresentar e procure conhecer outros pais com filhos no local. Muitas instituições adotam discursos parecidos, mas agem completamente diferente na prática."

Viúvo do Neymar: continuando a despedida com boas memórias

É, sou um viúvo do Neymar, como dizem os torcedores do contra. Mas, sabe, tenho orgulho disso. Pois ele jogou no meu time! E ama o time, não jogou só por dinheiro. Tudo o que li nos últimos dias mostra que ele queria ficar mais por aqui, que ele não mentiu do plano de ficar até a Copa. A boa diretoria do Santos também tentou mantê-lo. Mas o time, há um ano, não corresponde, e o Santos de hoje não está na altura do gênio que é Neymar. O Neymar não pode ficar fora de uma Libertadores, ele não pode ser de um time coadjuvante. E para poder jogar em torneios de primeira expressão, ele resolveu sair.
Incluo aqui duas coisas que adorei: um texto anônimo que rodou no Facebook falando da despedida e um vídeo com uma coletânea de belíssimos momentos que esse cara nos presenteou nos últimos anos.

"Vai ser feliz, moleque.
Vai pra um lugar onde você jogue pra 80 mil pessoas, num tapete, e eles aplaudam cada vez que você passar o pé em cima da bola ou a cada vez que você tentar uma carretilha. Onde os caras vão tentar te marcar, e não tentar quebrar a sua perna. Onde eles deixem você jantar em paz, deixem você sair com sua namorada global sem um milhão de cliques, onde você não precise ficar trancafiado três dias numa concentração. Onde você vai poder fazer quatrocentos mil comerciais, sem ninguém questione se isso afeta ou não o seu desempenho no campo. Onde você vai poder jogar duas vezes por semana, vai poder jogar pela seleção em datas FIFA, sem deixar o teu clube órfão do teu talento.
Onde você não vá jogar com tanto perna de pau, contratados por diretores que não entendem lhufas de futebol.
Lá, você não vai ser o único no meio de um monte de miseráveis. Lá, você vai ser mais um dos acima da média.

E sei que, no futuro, você vai voltar pra fazer exatamente o que o Robinho fez com você: ajudar a explicar pra um outro neguinho de canela fina e folgado pra caramba, que, aqui no Santos, a gente não gosta só de ganhar, a gente gosta do show. Com aquela camisa branca e com a bola no pé, a gente gosta mesmo é de moleques folgados pra caramba…"





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