sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

DinoCamp: o marketing

Já falei de duas estratégias brilhantes do Paulo Renato para atrair a atenção para a nossa universidade: a festa de dezenas de milhares de pessoas que era a UAP e o vestibular revolucionário e nacional. Tudo isso fazia parte de uma estratégia maior, trazendo divulgação e mídia para cá.
No início dos anos 90, nada na TV era mais ligado à geração jovem da época que o revolucionário "Casseta&Planeta". E um dos bordões mais usados da turma do Casseta era, justamente, "pesquisadores da Unicamp de Campinas inventaram... " e lá vinha mais uma absurda "invenção". Bom, Campinas também sempre foi bem citada pelos Cassetas, mas por outro motivo ;-) (vide aqui)
O programa Casseta usava o bordão porque a Unicamp na época estava em iminência. Todo mundo sabia que era uma universidade de ponta, com pesquisas incríveis. E não saía da mídia. Todo esse marketing, certamente, mudou o patamar da Unicamp no Brasil. E foi uma estratégia louvável, pois obviamente também trouxe para cá alunos de todos os cantos do país, e até de fora, atingidos pela propaganda indireta e gratuita que tínhamos nos grandes meios de comunicação.
É interessante ver o quanto um gestor de primeira pode revolucionar uma universidade como a Unicamp. A grande questão é como garantir que os seus sucessores mantenham o trabalho que você fez... E se o Paulo Renato foi um reitor único, seu grande erro foi não ter formado sucessores com 1/3 da sua visão...

Veja também:
- Dinocamp: UAP e Vestibular
- Momento retrô: de volta ao 3.60
- O reitor Paulo Renato
- A nova política estudantil
- Aos meus grandes professores
- Viva Campinas! 

DinoCamp: o vestibular

O clima era mágico para quem vivia a juventude no final dos anos 80: o país saía da ditadura, tínhamos talvez o melhor congresso que esse país já escolheu (os senadores de SP eram FHC, Covas e Suplicy, só para dar um exemplo), tínhamos governadores eleitos, um novo mundo se desenhava à nossa frente: um sonho de um país democrático, livre e de futuro.
E foi exatamente nesse momento que o visionário Paulo Renato, nosso eterno reitor, lançou um slogan extremamente sedutor para aquela juventude : não queremos alunos bitolados, que decoram fórmulas e são treinados para fazer testes. Queremos alunos com capacidade de analisar e escrever, alunos críticos, que conseguem integrar seus conhecimentos em provas bem elaboradas que exigem visão abrangente. Naquele momento a Unicamp deixava a Fuvest e criava o seu próprio vestibular, que revolucionou o país, e exigiu mudanças profundas nas escolas e cursinhos que preparavam os alunos para os antigos vestibulares....
Para alguém da minha geração, era um apelo fantástico. E entrar na Unicamp deixava de ser apenas entrar em uma ótima universidade, mas também uma prova que não eramos um bando de nerds alienados, tínhamos atitude diferente, pessoas críticas, que gostavam e tinham capacidade de discutir. Foi em uma reunião da minha turma com a liderança do vestibular no ano de 88 que nos foi indicado que pesquisas comprovavam o perfil mais dinâmico e crítico dos alunos que entravam naquele novo vestibular.
Mas há um ano, novamente, a Unicamp tomou a decisão errada. E destruiu mais uma conquista do Paulo Renato. Desde o vestibular deste ano, o vestibular passou a ser na primeira fase, novamente, teste de múltipla escolha. O argumento é que o vestibular antigo era "caro" de se corrigir. Eu e um pequeno grupo de professores fomos contra, porque acreditamos que aquele vestibular era a cara da Unicamp e também selecionava alunos com o perfil que gostamos. Além disso, acreditamos que há muita gordura para cortar em áreas muito menos nobres que a seleção dos futuros alunos. Mas infelizmente fomos vencidos pela visão burocrática e curta dos "gestores" atuais da nossa universidade. Que certamente continuará a ter alunos brilhantes, mas talvez sem aquele diferencial de postura crítica e capacidade de argumentação que tínham os alunos até agora.

Veja também:
- DinoCamp: UAP
- Momento retrô: de volta ao 3.60...
- O reitor Paulo Renato
- A nova política estudantil
- Aos meus grandes professores

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

DinoCamp: a UAP

Vou começar com este post uma série que há muito planejava escrever. Uma série de um dinossauro que arrasta sua barriga gigante pelos campos da nossa querida Unicamp há 25 anos. Para os antigos matarem saudades de suas histórias. E para os novos conhecerem como as coisas eram por aqui no passado.
Não poderia ser diferente, tenho que começar pelo começo. E o começo de tudo, para mim, foi a reviravolta que a Unicamp teve com um dos dois reitores realmente marcantes que ela teve: o Paulo Renato. Paulo Renato que há pouco nos deixou, depois de muito ter feito pelo país (vide este post).
O Paulo Renato resolveu que a Unicamp precisava mudar de patamar, precisava ser grande, ser conhecida. Começou com um evento histórico, memorável, a Universidade Aberta ao Público (UAP). Foram umas 5 edições naquele formato: um evento aberto, uma grande festa, onde excursões de todos os cantos vinham conhecer a Unicamp, que abria seus laboratórios para os jovens dos nível médio se apaixonarem pela ciência.
Foi o que aconteceu comigo: eu pensava em estudar na USP, muito mais perto de Santos, mas depois que vim visitar a UAP, em 1986, e vi um laser funcionando, e comi salsicha feita apenas com proteína saudável na engenharia de alimentos, e cientistas brincando de magia com misturas químicas, além de todo aquele "calor" que vinha de dezenas de milhares de "pré-bixos" rodando pela universidade, decidi que aqui seria meu lugar. Voltei em 1987, só para confirmar que queria ser um aluno do antigo DCC, departamento de computação que pertencia ao Instituto de Matemática. E entrei aqui em 88, depois de cancelar a matrícula que já tinha feito na USP, que me chamou primeiro no vestibular: e não me arrependo disso, jamais! Muito embora nunca mais tenha comido salsicha, nem visto laser, nem mesmo aquelas gatinhas que passeavam pelos gramados no dia da UAP :-D
A UAP tinha o clima dos jovens, tinha a visão do Paulo Renato de transformar a universidade pública em algo popular. Mas depois do Paulo Renato, a linhagem conservadora, chata mesmo, de professores, pressionou a reitoria para acabar com aquela "bagunça" que era a UAP. E a festa histórica e inesquecível do Paulo Renato virou a UPA, uma coisa burocrática, onde alunos precisam se inscrever antes para normalmente assistir a apenas uma palestra chata de professores nada simpáticos falando coisas que eles achariam facilmente no google, sobre apenas um curso. Como quase tudo na Unicamp, a ideia original que era fantástica se perdeu em meio à burocracia e a falta de objetividade dos gestores desta que é a melhor universidade do Brasil, segundo o último exame nacional.
Saudades do Paulo Renato, saudades da UAP. Mas ainda orgulhoso de ter sido aluno e de ser professor da Unicamp!

Veja também:
Momento retrô: de volta ao 3.60
DinoCamp: o vestibular
DinoCamp: o marketing 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Homens sinceros e mulheres inteligentes

Sou um admirador convicto das mulheres: são lindas, loucas, insinuantes, confusas, charmosas, todas perfeitas em suas imperfeições. As mulheres são o maior investimento que os homens já fizeram: aquela costela não servia para nada mesmo ;-)
Mas tem coisas que me decepcionam no sexo oposto. Como é que pode, ainda hoje, existirem mulheres que querem que seus namorados/maridos/etc. digam que "só tem olhos para elas"? Vamos começar esclarecendo para essas moças sonhadoras que existem três tipos de homens:
- os que não gostam de mulheres;
- os que não resistem à dar uma olhadinha para belas mulheres;
- os mentirosos.
A mulher que pede para o seu companheiro jurar que não tem olhos para nenhuma outra ou quer um companheiro gay ou mentiroso. Porque homens, por definição, tem atração por mulheres. E, tudo o mais, é pura enganação.
Isso não tem nada a ver com ser cafajeste. Não estou falando que homens sempre traem suas mulheres. Está na hora de as mulheres entenderem que dar uma olhada, discreta, quando não estamos na frente da amada, para, digamos, um bumbum bem feito não quer dizer que eu farei de tudo para ficar com a dona daquela "opulência". É apenas admiração, da mesma forma que eu olhar para uma Ferrari que passa na rua não quer dizer que eu quero comprar uma, muito menos que eu posso :-) Lógico que se essa olhada for óbvia e evidente, já vira um flerte, uma paquera, aí já deixa de ser admiração e passa a ser interesse em traição...
E, quando são "seres inatingíveis", como atrizes? Aí a coisa é ainda mais ridícula. Por que uma mulher se incomoda se seu amado acha uma moça da TV bonita? Ela se acha a única mulher bonita do planeta? Aí já falta humildade, né? Da mesma forma que eu não me incomodo em saber que minha esposa adora observar o Tom Cruise, eu também me dou ao direito de admirar a Zeta-Jones ou a Paola Oliveira (vide este post). Não são pessoas com quem eu conviva, são tão reais como uma pintura abstrata para nossa realidade... E não acho que faça sentido ter ciúmes da Monalisa ;-)
Então, fica assim combinado: ninguém deve trair ninguém, um casal deve muito se respeitar, especialmente quando estão lado a lado. Mas, mulheres, não peçam para seus homens deixarem de ser homens: eles vão sim achar outras mulheres lindas, simpáticas, sexys, eles vão comentar com seus colegas sobre aquele par de coxas perfeitos ou aquele decote desconcertante. Porque eles são homens e homens gostam - muito - de mulheres. Se vocês não são assim, talvez seja cultural, talvez hormonal, ok, mas homens são naturalmente assim. E isso não os fará piores ou melhores, só os fará homens!
Mulheres inteligentes, o mundo não é um conto de fadas: não peçam para os homens prometerem que não olharão para mais ninguém, pois será uma promessa vazia. Não fiquem com raiva se eles acharem outras bonitas, até porque pior que eles falarem para vocês que acham alguém charmosa, é não falar: "cão que ladra não morde", "quem não deve, não teme". Não queiram que eles só pensem em vocês: a vida tem outras coisas interessantes também, você não é a única coisa maravilhosa da galáxia!
Homens sinceros: falem a verdade, não prometam o que não vão conseguir cumprir, respeitem suas amadas!
Espero que a verdade sobressaia e que as pessoas a cada dia mais se amem, com sinceridade, paixão e respeito. Pois só o amor vale a pena!

Veja também:
amor e sexo 
Ame e dê vexame
O amor não pode ser complicado
Quem te faz feliz?

A beleza da mulher
A beleza tem que ser decantada: viva Paola!
A beleza é sempre natural

A auto-mutilação que virou fashion...

O cinismo da sociedade: pedofilia

Pêsames e parabéns aos Corinthianos

Vou fazer um esforço para fazer um post sem paixão, bem racional. Vamos ver se consigo :-(
O "doutor" na melhor seleção que já existiu
Sou mesmo, e muito, anticorinthiano. E não tenho nenhum problema em assumir isso. E sabe porquê? Já falei das origens disso lá na minha infância neste post. Mas, também, porque não me identifico com grosserias e má-educação, e ao vencer ontem, só para dar um exemplo, a maioria dos corinthianos não festejou sua vitória, mas quis esculhambar os seus concorrentes: a palavra que mais vi nas redes sociais é "chupa". Ou seja, os corinthianos não ganham para ficar felizes, não tem orgulho do seu time, na verdade eles ganham para provocar e desrespeitar os oponentes! Não consigo imaginar como alguém que ganhou um campeonato nacional fica só preocupado com outros torcedores e "se esquece" de festejar... Aliás, consigo: quando os corinthianos tiverem mais amor próprio, eles entenderão que não precisam ficar se preocupando tanto com os outros. Mas eles claramente ainda se sentem "menores" e ganhar é uma necessidade de auto-afirmação, de querer provar para os outros que eles não são tão ruins assim. E tentam minimizar os títulos dos outros e até o Pelé (o maior ídolo brasileiro) para não aceitar ser o que são. O dia que os corinthianos deixarem de ter baixa estima e começarem a  respeitar todos os outros, quem sabe eu deixo de ser anti-corinthiano. Enquanto esse "bando de loucos" achar razoável falar "chupa" para comemorar um título, minha maior felicidade será a tristeza deles...  Só para comparar, vou dar um exemplo de um time que não é o meu: quando o SP ganha, os São Paulinos empinam o nariz e se mostram superiores, o que faz sentido para um time que tem três títulos mundiais...Sim, ganhar é para ser um orgulho para si e não uma provocação para os outros...
Vamos e venhamos, o Corinthians até os anos 80 era um time estritamente paulista, onde tem uma força incrível (embora tenha passado muitos anos sem nenhum título nos anos 70). Seu primeiro título no nacional foi nos anos 90. E não tem nenhuma repercussão mundial. Isso não é vergonha para ninguém, pois o importante é crescer dia após dia e é fato que o Corinthians está ganhando espaço nos últimos anos. Mas entender a verdade e não querer, com grosseria, tentar desvalorizar o mérito dos outros, é muito importante... Eu assumo que o maior time dos últimos 20 anos no Brasil foi o SP e isso não me faz mal e nem me faz menos Santista... Mas os corinthianos precisam se achar melhor do que todos, e isso eles não são, pelo menos por enquanto.
De qualquer forma, parabéns pelo título. Desta vez, se houve tendência de juízes (o que não é improvável, com o Sanches e o Ronaldo na CBF, que deu um estádio para o time da zona leste) não foi, certamente, tão determinante. O título veio graças a uma campanha regular, de um time que aproveitou que só tinha o Brasileiro para somar o máximo de pontos possível. E isso é uma boa forma de ganhar campeonato. Vocês devem ter orgulho disso. Diferentemente do título de 2005, roubado absurdamente! Só corinthiano tem coragem de lembrar daqueles 7 X 1 contra o Santos naquele ano, querendo nos atingir, e se esquecendo que esse "amplo" resultado ocorreu porque o time do Santos se cansou de ser roubado descaradamente no jogo e ficou transtornado: sim, eu não tenho vergonha de ter perdido de 7 X 1 porque não foi um jogo justo e até o equilibrado Giovanni, um dos maiores ídolos do meu time, ficou p. com aquele juiz ridículo! Este também é um motivo de ser anti-corinthiano: parece que os corinthianos se orgulham de ganhar roubado, não tem vergonha disso...
E meus pêsames pelo Sócrates. Em um time onde a maioria dos heróis são "coisas" que nem jogam tudo isso e não são um exemplo de inteligência, o Doutor foi uma grata excessão. Inteligente e culto, deu um toque de elegância à maior seleção que este mundo já viu: a de 82. E talvez tenha sido o jogador mais identificado com a torcida do time da zona leste que eu já vi. É uma pena que os corinthianos, em sua maioria, tenham se esquecido dele até sua morte, cultuando "coisas estranhas" como Adriano, Marcelinho Carioca, Viola, etc.... Mas, pelo menos ontem, um pouco tarde é fato, se lembraram do grande jogador, e cidadão, que foi o doutor.  Neste ponto me orgulho de ser santista: jamais deixamos de cultuar o Pelé, nosso ídolo máximo...
Então, corinthianos, parabéns pelo título (odeio ter que falar isso, mas sei que tem corinthianos que lêem meu blog) e pesâmes pelo magrão.E lembrem-se que futebol não vale tudo isso!


PS. aos mal-educados de plantão (sempre têm!) já deixo claro que comentários do tipo "chupa" ou piores não serão publicados...

Veja também:
- Futebol não vale tudo isso
- Por que estou tão feliz
- Momento de GRANDE felicidade
- A copa que envergonha o Brasil
- E a olimpíada? Mais absurdos...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Aos meus grandes professores

Sou muito crítico com professores irresponsáveis, que deixam seus alunos sem cuidados e sem aulas por greves muitas vezes com somente motivações políticas. E também critico as bobeiras educativas, que tanto andam prejudicando os jovens de hoje.
Mas isso não quer dizer que não sou grato aos meus professores. E queria nominar aqui os mais memoráveis, muitos dos quais não tenho contato há décadas, mas que adoraria poder abraçar e dizer um grande obrigado!
Vou começar falando de quatro professoras do Ateneu Brasília, em Santos, onde estudei do maternal à quarta série, lá no início dos anos 70. Uma pequena escola, mas que me ensinou a ser um bom aluno...
Tudo começa com a Tia Tânia, que foi minha amada professora do pré, e teve a sensibilidade de indicar que eu deveria entrar um ano antes do previsto no primeiro ano (coisa que os educadores de hoje não conseguem entender, vide aqui).
Na primeira série tive a Tia Carmem Lúcia, carinhosa, doce, e, ao que me recordo, bonita. Ela me introduziu ao mundo das letras, com seus ditados cheios de "na outra linha, parágrafo, letra maiúscula".
Na segunda tive uma das maiores responsáveis por ter conseguido fazer uma excelente faculdade: a "brava" tia Catarina, também diretora da escola. Foi com ela que decorei toda a tabuada, algo do qual me orgulho até hoje. Tudo decorado com lições enormes, repetindo cada tabuada dezenas de vezes. Valeu muito!
Na quarta a tia Eliane me apresentou ao mundo das equações, com quadradinhos ao invés de X. E com ela descobri que teria dificuldade em alguma coisa: inglês. "Good morning, class. Good morning, Miss Kelly. This is the pencil. That is the pen".
Entre quinta e oitava estudei no Olavo Bilac, escola municipal santista. E a professora mais marcante foi, sem sombras de dúvidas, a Alice Maria, de português. Ela dava aula com prazer. E sem falsa educação, nos ensinou logo ao adentrar no quinto ano, onde ficava o "mijatório"... Foi ali que aquela imagem da tia angelical se transformou na imagem de uma professora, mulher normal.
No nível médio, que cursei no excelente Colégio do Carmo, em meados dos anos 80, os destaques eram o Iba, o professor de química doidão, que fumava e bebia, e dizia se transformar em Samanta após as 22hs. E que dava uma ótima aula. E o Duarte, de física, sério e rígido, que jogava a caneta de quem quer que fosse pela janela (terceiro andar) se a pessoa fosse escrever enquanto ele explicava. E que odiava o Uno, que ele chamava de botinha ortopédica e adorava usar como símbolo de ponto material.
Na faculdade, a professora mais marcante foi a Cecilia. Doce, educada, responsável, preparava as aulas bem, mas dava provas também "marcantes". Cecilia que me acompanhou por mais que 12 anos como professora (depois mestrado e doutorado) e que hoje é minha "colega" de trabalho. Mas não posso deixar de falar também no Franzin, o cara que mostrou como era o mercado de verdade e nos presenteava com seus incríveis conhecimento e experiência e no Ari, o professor mais "alegre" da matemática, com seu ouvido biônico, seus comentários brilhantes, suas aulas incríveis e suas provas impossíveis!
À todos vocês, e também à vários outros que não tive como citar, para não fazer um texto gigante, meu muitíssimo obrigado. Valeu de verdade!

Bobeiras educativas:

O que as escolas não ensinam
- Psicologismo agudo
- Um tapinha não dói
- Que tal trabalhar para ganhar?
- Salário ou responsabilidade?
- Idade inicial
- Português correto: alunos  e educadores
- Não ser meritocrático
- Foco em universidades
- Trote: vide aqui
- Bullying: primeiro post aqui, com novo comentário aqui
- Aprovação automática: vide aqui
- Novos conteúdos: vide aqui
- Flexibilidade:  vide aqui
- Livros didáticos

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O que as escolas não ensinam

Abaixo regras que Bill Gates, dono da Microsoft, discursou para alunos em uma formatura. Concordo com a visão dele de que escolas extremamente protecionistas, onde a preocupação não é ensinar, mas "motivar" (vide aqui), onde não se pode reprovar (vide aqui) e onde o maior temor é o bullying (vide aqui e aqui), estão fugindo do seu objetivo maior.

Bill sabe o que fala!
'- Vocês estão se formando e deixando os bancos escolares, para enfrentarem a vida lá fora. Não a vida que você querem, não a vida que vocês sonharam ter, a vida como ela é. Você estão saindo de um mundo educacional que está pervertendo o conceito da educação, adotando um esquema que visa proporcionar uma vida fácil para a nova geração. Essa política educacional leva as pessoas a falharem em suas vidas pessoais e profissionais mais tarde. Vou compartilhar com vocês onze regras que não se aprendem nas escolas:

Regra 1: A vida não é fácil. Acostume-se com isso.

Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa de útil por ele (o mundo) antes de aceitá-lo.

Regra 3: Você não vai ganhar vinte mil dólares por mês assim que sair da faculdade. Você não será vice-presidente de uma grande empresa, com um carrão e um telefone à sua disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e ter seu próprio telefone.

Regra 4: Se você acha que seu pai ou seu professor são rudes, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.

Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seu avós tinham uma palavra diferente para isso. Eles chamavam isso de 'oportunidade'

Regra 6: Se você fracassar não ache que a culpa é de seus pais. Não lamente seus erros, aprenda com eles.

Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por terem de pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são 'ridículos'. Então, antes de tentar salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente arrumar o seu próprio quarto.

Regra 8: Sua escola pode ter criado trabalhos em grupo, para melhorar suas notas e eliminar a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar para ficar de DP até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola está despedido... RUA! Faça certo da primeira vez.

Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre férias de verão e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

Regra 10: Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.

Regra 11: Seja legal com os CDF´s - aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas. Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.'

Juventude atual:
- aonde querem chegar?
- amor e sexo 
- Adeus a Amy,
- inspiração boa e ruim,
- cérebro de pipoca
- valor da vida

Bobeiras educativas:
- Um tapinha não dói
- Que tal trabalhar para ganhar?
- Salário ou responsabilidade?
- Idade inicial
- Português correto: alunos  e educadores
- Não ser meritocrático
- Foco em universidades
- Trote: vide aqui
- Bullying: primeiro post aqui, com novo comentário aqui
- Aprovação automática: vide aqui
- Novos conteúdos: vide aqui
- Flexibilidade:  vide aqui
- Livros didáticos