Foi interagindo com os comentários do post Psicologismo Agudo que tive o insight para este post. Ficou muito claro para mim uma defesa a uma postura de negação da dor, como se sofrer fosse algo condenável e que deve ser evitado. Essa covardia de enfrentar os momentos difíceis, com jovens sedados por "profissionais" com as mais diversas drogas ou, ainda pior, se drogando sozinhos, com remédios, drogas ou mesmo álcool, está construindo uma geração sem força para enfrentar o mundo real.Isso me lembra, em muito, um dos livros mais assustadores que já li, "Admirável Mundo Novo", um livro excelente que descreve um mundo onde a qualquer dificuldade ou frustração, as pessoas recorrem à droga oficial: e assim o governo mantém todos falsamente felizes e tudo sob controle.
O mundo real, gente, não é um conto de fadas. Nem sempre os bons vencem. Nem sempre conseguimos o que achamos justo. O mundo é difícil, uma selva de verdade, e temos que saber enfrentar essa selva de frente. Jamais advogarei a favor de jogar sujo, acredito na civilização e nos valores humanos, mas temos que saber viver em plenitude, e viver não é nada fácil.
Escutem a música abaixo, acho que ela toca no ponto:
Concordo com os Titãs: fugir da dor, é fugir da própria cura! E isso vale tanto para dores físicas quanto dores do coração:
- tomar analgésicos pode camuflar algo grave que merece tratamento ou criar uma dependência crônica à eles. Temos que aprender a conviver ao máximo com dores de cabeça ou qualquer outra;
- ao longo da vida teremos muitas perdas, separações, desilusões: viver é aprender a lidar com elas e seguir em frente, "pero sin perder la ternura jamás" (Che).
Então, se a vida está difícil, entenda que ela é para todos. Se o momento está ruim, insista para si mesmo que tudo pode melhorar. Se sua namorada te deixou, ruim para ela, aproveite a liberdade! Entenda que apesar de todos os pesares a vida é uma dádiva, é curta e frágil, então aproveite o máximo enquanto possível for. Seja feliz, mas se a tristeza bater a porta, não finja que não a viu: deixe-a entrar, converse com ela, aprenda um pouco com ela, e mande-a embora depois, com sua força interior, que é capaz de muito mais do que você acredita. Remédios, só mesmo em última instância!
Veja também:
Psicologismo agudo
As escolhas da vida
Você pode chegar lá
Quem te faz feliz?
Um mundo insano
Prá que esperar o meteoro? (QueNerd)
Juventude atual:
- O que as escolas não ensinam
- aonde querem chegar?
- amor e sexo
- Adeus a Amy,
- inspiração boa e ruim,
- cérebro de pipoca
- valor da vida
A verdade tem que ser dita, sem medo de polêmicas. Tentando discutir as coisas com profundidade, sem me preocupar em ser politicamente correto.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
A tragédia dos prédios do RJ: a prefeitura - parte II
No post anterior eu havia discutido sobre as responsabilidades da prefeitura do RJ na tragédia do desabamento dos prédios.A mesma prefeitura que agora fica buscando culpados e que planeja novas "ações" para evitar que isso se repita: como se acontecer uma tragédia como essa "apenas uma vez" fosse aceitável!
Mas hoje uma notícia deixou tudo mais claro. O prédio foi projetado para ter 15 andares e anos depois de construído, há décadas atrás, a prefeitura "autorizou" o acréscimo de mais cinco pavimentos. Ou seja, uma estrutura feita para suportar 15 andares, acabou suportando 20 por décadas. Até que aguentou demais! A coisa estava tão instável que alguma hora ia cair, e pode ter sido por causa da trepidação da obra em andamento que tudo enfim ruiu, mas não provavelmente desabou por causa da obra!
A pergunta que não quer calar é como a prefeitura "autorizou" aumentar em um terço a altura de um edifício já construído? Eu fico até imaginando como, mas prefiro não falar aqui no blog: conhecendo nossas "repartições", todo mundo que me lê consegue imaginar como deve ter acontecido isso, não? Agora, não é hora de buscar culpados, até porque a tal autorização tem uns cinquenta anos e quem autorizou deve estar morto ou muito idoso, mas que a prefeitura tem grande culpa na tragédia, não resta a menor dúvida!
Veja também:
Os prédios do RJ desabaram: a prefeitura também é culpada.
A burocracia e o desrespeito à privacidade do governo de SP
Política é importante: a visão de um quarentão
A milionária mentira dos sacos plásticos e a ecologia
Funcionários públicos: direitos e deveres
Um país com estados equilibrados
Um Brasil onde todos tem o mesmo peso político
O grande golpe político dos micro-estados!
Ponto para o Alckmin! Cubatão
Ponto para o Alckmin! Trânsito
Verdade seja dita: I, II, III e IV
A fábula do país rico
A esquerda mentiu
Pés no chão
Política é importante
O legal e o ético
Antes errado, agora amigos
A Vale é uma empresa privada
O egoísmo de falsos esquerdistas
Uma péssima mãe
Mas hoje uma notícia deixou tudo mais claro. O prédio foi projetado para ter 15 andares e anos depois de construído, há décadas atrás, a prefeitura "autorizou" o acréscimo de mais cinco pavimentos. Ou seja, uma estrutura feita para suportar 15 andares, acabou suportando 20 por décadas. Até que aguentou demais! A coisa estava tão instável que alguma hora ia cair, e pode ter sido por causa da trepidação da obra em andamento que tudo enfim ruiu, mas não provavelmente desabou por causa da obra!
A pergunta que não quer calar é como a prefeitura "autorizou" aumentar em um terço a altura de um edifício já construído? Eu fico até imaginando como, mas prefiro não falar aqui no blog: conhecendo nossas "repartições", todo mundo que me lê consegue imaginar como deve ter acontecido isso, não? Agora, não é hora de buscar culpados, até porque a tal autorização tem uns cinquenta anos e quem autorizou deve estar morto ou muito idoso, mas que a prefeitura tem grande culpa na tragédia, não resta a menor dúvida!
Veja também:
Os prédios do RJ desabaram: a prefeitura também é culpada.
A burocracia e o desrespeito à privacidade do governo de SP
Política é importante: a visão de um quarentão
A milionária mentira dos sacos plásticos e a ecologia
Funcionários públicos: direitos e deveres
Um país com estados equilibrados
Um Brasil onde todos tem o mesmo peso político
O grande golpe político dos micro-estados!
Ponto para o Alckmin! Cubatão
Ponto para o Alckmin! Trânsito
Verdade seja dita: I, II, III e IV
A fábula do país rico
A esquerda mentiu
Pés no chão
Política é importante
O legal e o ético
Antes errado, agora amigos
A Vale é uma empresa privada
O egoísmo de falsos esquerdistas
Uma péssima mãe
sábado, 28 de janeiro de 2012
Os prédios do RJ desabaram: a prefeitura também é culpada!
Três prédios enormes no chão e duas dezenas de mortos. E isso foi uma grande sorte. Não estou festejando a morte dos 20, mas se o desabamento tivesse sido de dia, como eram prédios comerciais, provavelmente seriam centenas demortos! Algumas horas salvaram centenas de seres humanos.
E agora começa a caça pelos culpados. É sempre assim aqui no Brasil, infelizmente: depois das catástrofes acontecerem, é que começam os estudos para evitar que ela aconteça...
O CREA vai lá e fala que a obra não tinha responsável técnico, mas fica bem claro que o CREA não está realmente lutando pela vida dos outros, mas sim para defender os seus próprios interesses de reserva de mercado.
Mas o pior, para mim, é a reação do poder público. A ideia por trás do governo acompanhar as obras sempre foi o governo cuidar da segurança da cidade, pois um prédio desabar, como desabou, é catastrófico para o prédio e para toda a redondeza, e o poder público deve cuidar da segurança da população. Mas parece que o poder público se "esqueceu" disso.
Acabei de ouvir uma reportagem onde um representante da prefeitura afirmou que se a obra não mudar a área útil do prédio, não é preciso aprovação prévia. Vocês entenderam bem o que eu disse? Para a prefeitura do RJ, não importa se você vai retirar todas as pilastras do primeiro andar do Empire State, desde que não mude a área útil. Ou seja, a prefeitura só se preocupa com a obra se, E SOMENTE SE, isso puder impactar no valor do imposto que o cidadão paga. Assim, a aprovação na prefeitura deixou de ter qualquer preocupação com a segurança da população, o motivo real de se criar esse tipo de burocracia, e passou a ter como único objetivo arrecadar. Ou seja, o governo cobra por um serviço que não dá em troca!
E isso não é apenas a prefeitura do Rio que faz: quando fui aprovar a construção da minha casa aqui em Campinas também fiquei surpreso ao descobrir que eles não pediram nenhuma planta estrutural, apenas uma planta simplificada com as áreas do imóvel.
Além das prefeituras não cuidarem para que os prédios das cidades sejam seguros, elas também não fiscalizam o estado de conservação dos imóveis: há várias denúncias que o prédio estava em péssimo estado de conservação.
Até quando o povo brasileiro vai aceitar governos a cada dia mais gastões e menos preocupados com a população? Está na hora de darmos um basta nisto!
Veja também:
A burocracia e o desrespeito à privacidade do governo de SP
Política é importante: a visão de um quarentão
A milionária mentira dos sacos plásticos e a ecologia
Funcionários públicos: direitos e deveres
Um país com estados equilibrados
Um Brasil onde todos tem o mesmo peso político
O grande golpe político dos micro-estados!
Ponto para o Alckmin! Cubatão
Ponto para o Alckmin! Trânsito
Verdade seja dita: I, II, III e IV
A fábula do país rico
A esquerda mentiu
Pés no chão
Política é importante
O legal e o ético
Antes errado, agora amigos
A Vale é uma empresa privada
O egoísmo de falsos esquerdistas
Uma péssima mãe
E agora começa a caça pelos culpados. É sempre assim aqui no Brasil, infelizmente: depois das catástrofes acontecerem, é que começam os estudos para evitar que ela aconteça...
O CREA vai lá e fala que a obra não tinha responsável técnico, mas fica bem claro que o CREA não está realmente lutando pela vida dos outros, mas sim para defender os seus próprios interesses de reserva de mercado.
Mas o pior, para mim, é a reação do poder público. A ideia por trás do governo acompanhar as obras sempre foi o governo cuidar da segurança da cidade, pois um prédio desabar, como desabou, é catastrófico para o prédio e para toda a redondeza, e o poder público deve cuidar da segurança da população. Mas parece que o poder público se "esqueceu" disso.
Acabei de ouvir uma reportagem onde um representante da prefeitura afirmou que se a obra não mudar a área útil do prédio, não é preciso aprovação prévia. Vocês entenderam bem o que eu disse? Para a prefeitura do RJ, não importa se você vai retirar todas as pilastras do primeiro andar do Empire State, desde que não mude a área útil. Ou seja, a prefeitura só se preocupa com a obra se, E SOMENTE SE, isso puder impactar no valor do imposto que o cidadão paga. Assim, a aprovação na prefeitura deixou de ter qualquer preocupação com a segurança da população, o motivo real de se criar esse tipo de burocracia, e passou a ter como único objetivo arrecadar. Ou seja, o governo cobra por um serviço que não dá em troca!
E isso não é apenas a prefeitura do Rio que faz: quando fui aprovar a construção da minha casa aqui em Campinas também fiquei surpreso ao descobrir que eles não pediram nenhuma planta estrutural, apenas uma planta simplificada com as áreas do imóvel.
Além das prefeituras não cuidarem para que os prédios das cidades sejam seguros, elas também não fiscalizam o estado de conservação dos imóveis: há várias denúncias que o prédio estava em péssimo estado de conservação.
Até quando o povo brasileiro vai aceitar governos a cada dia mais gastões e menos preocupados com a população? Está na hora de darmos um basta nisto!
Veja também:
A burocracia e o desrespeito à privacidade do governo de SP
Política é importante: a visão de um quarentão
A milionária mentira dos sacos plásticos e a ecologia
Funcionários públicos: direitos e deveres
Um país com estados equilibrados
Um Brasil onde todos tem o mesmo peso político
O grande golpe político dos micro-estados!
Ponto para o Alckmin! Cubatão
Ponto para o Alckmin! Trânsito
Verdade seja dita: I, II, III e IV
A fábula do país rico
A esquerda mentiu
Pés no chão
Política é importante
O legal e o ético
Antes errado, agora amigos
A Vale é uma empresa privada
O egoísmo de falsos esquerdistas
Uma péssima mãe
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Santos - uma linda cidade e uma grande história
Sou santista. Não apenas de time, que de vez em quando decanto por este blog. Sou da cidade de Santos. E muito me orgulho disso. Lá vivi até fazer 17 anos, quando mudei para estudar.
Santos é uma cidade histórica, não apenas por hoje, dia 26, fazer 466 anos. Divide a ilha de São Vicente com a celula-matter, a cidade de São Vicente, primeira cidade do Brasil. Santos começou sendo um porto. Depois veio a Santa Casa de Misericórdia de Todos os Santos, um dos primeiros hospitais do país, ainda em 1543, que segundo os historiadores deu nome à cidade.
Santos foi o porto que trouxe a riqueza para São Paulo, primeiro com a cana, depois com o café. E ainda hoje é o maior porto do Brasil e um dos maiores do mundo, por onde passa grande parte da riqueza do nosso país.
De Santos eram os irmãos Andradas, figuras muito importantes do império, os patriarcas da independência. De Santos era Mário Covas, o melhor político que eu já conheci. Em Santos nasceram várias bandas musicais de todos os tipos, incluindo sambistas, pagodeiros e os roqueiros do Charlie Brown Junior. Mas também nasceu lá o cantor de belas músicas interioranas Renato Teixeira. Isso mostra a cara da cidade, multicultural.
Até o início do século passado Santos era uma cidade não muito interessante, pelas doenças que um local cheio de mangues e mosquitos tinha. Com a construção dos canais, Santos passou a ser uma cidade muito mais habitável. E se antes a cidade se concentrava no centro velho, perto do porto, vieram os barões dos cafés e construíram seus palácios em frente ao mar. E aí vieram os bondes, transporte coletivo até o final dos anos 60, a abertura de avenidas que ligavam o centro às praias por onde os bondes passavam (Ana Costa e Conselheiro Nébias, em especial), e os palácios foram dando lugar a prédios altos em frente ao mar. E Santos seguia pujante, crescendo e se tornando uma cidade politizada e culta. Mas chegou a ditadura e os militares resolveram punir aquela cidade que insistentemente se colocava contra. Primeiro cassaram o prefeito e passaram a nomear de forma indireta os líderes, com a desculpa que Santos era "área de segurança nacional". Depois esvaziaram a cidade de desenvolvimento: foram duas décadas com o governo central prejudicando o município. E, assim, quando minha geração chegou a juventude, Santos tinha um porto sucateado, indústrias em Cubatão com muitos problemas, nenhuma universidade pública e oportunidades profissionais apenas na área comercial. Não é a toa que de 12 primos homens da minha geração com os quais convivia na infância, apenas 5 continuaram em Santos: todos os outros mudaram-se para outras cidades em busca de emprego. Com essa evasão em massa, Santos envelheceu. E se era uma cidade jovial e rebelde nos anos 60, passou a ser uma cidade idosa e conservadora hoje. Se o primeiro prefeito eleito depois da ditadura foi do PMDB, oposição na época, e a segunda do PT, na era em que o PT era mesmo comprometido com causas sociais, Santos elegeu nos últimos quatro pleitos representantes de uma elite conservadora, que destruiram várias tradições da nossa cultura, como o desfile das escolas de samba no carnaval, que no início dos anos 90 era o segundo maior do Brasil, maior inclusive que o de São Paulo, só perdendo para o Rio e o saudoso desfile da Dona Dorotéia.
Mas a natureza, enfim, trouxe boas notícias para a cidade. Foi descoberto o pré-sal e muito dele está na bacia de Santos. E para lá está migrando a Petrobrás, com um grande centro de pesquisas e muitas outras empresas satélites. Enfim, estão revitalizando o centro velho de Santos, tão belo e histórico quanto abandonado. Quem gosta de história, não tem como não dar uma volta no bonde do centro e tomar um café na antiga bolsa do café, prédio lindíssimo onde antes circulava grande parte do poder do país. E, depois de um abandono de décadas, estão chegando boas universidades públicas até a bela terra, incluindo FATEC, USP e uma federal, com engenharias. Agora, quem quer estudar em universidades top de linha, não vai mais precisar sair da cidade, como eu precisei. E o retorno dos jovens está fazendo a construção civil voltar a crescer, com dezenas de obras gigantes por todo a ilha. Me preocupo com o futuro da cidade, com seus prefeitos conservadores, ligados aos contrutores, liberando prédios a cada dia mais altos em uma cidade já densamente povoada e sem espaço para abrir novas avenidas. Espero que o governo e a população invistam a cada dia mais em bicicletas, ótimas para uma cidade plana como Santos, e transporte coletivo de qualidade e com preço acessível, pois não cabem mais automóveis nas ruas.
Mas, enfim, vejo com felicidade um novo tempo de desenvolvimento na antes esquecida Santos. E aqui vai o convite para quem não conhece nossas praias, com ondas pequenas e tranquilas e os maravilhososo jardins que as margeiam totalmente: são 7km de jardins bem conservados, o maior jardim do mundo. Conheça Santos, e não só pelas praias, aproveite para passear a pé na Ana Costa, muito melhor que ficar em shoppings fechados como temos aqui no interior, não deixe de andar no bonde, visite o porto, suba no bondinho do Monte Serrat e veja a deslumbrante paisagem de lá de cima, no antigo prédio do Cassino, visite o Museu da Pesca, o Aquário e o Orquidário, enfim: Santos é muito mais que uma cidade praiana, é uma cidade para se curtir em toda sua essência. E, lógico, se você for santista também no futebol, não deixe de visitar nosso templo sagrado, a Vila Belmiro.
Veja também um pouco mais da minha história:
- Eu sou + eu
- watashi wa nihonjin desu
E um pouco mais do meu time:
- Valeu, Santos!
- Por que estou tão feliz
- Momento de GRANDE felicidade
| Algumas fotos da linda Santos (fonte: wikipedia) |
Santos foi o porto que trouxe a riqueza para São Paulo, primeiro com a cana, depois com o café. E ainda hoje é o maior porto do Brasil e um dos maiores do mundo, por onde passa grande parte da riqueza do nosso país.
De Santos eram os irmãos Andradas, figuras muito importantes do império, os patriarcas da independência. De Santos era Mário Covas, o melhor político que eu já conheci. Em Santos nasceram várias bandas musicais de todos os tipos, incluindo sambistas, pagodeiros e os roqueiros do Charlie Brown Junior. Mas também nasceu lá o cantor de belas músicas interioranas Renato Teixeira. Isso mostra a cara da cidade, multicultural.
Até o início do século passado Santos era uma cidade não muito interessante, pelas doenças que um local cheio de mangues e mosquitos tinha. Com a construção dos canais, Santos passou a ser uma cidade muito mais habitável. E se antes a cidade se concentrava no centro velho, perto do porto, vieram os barões dos cafés e construíram seus palácios em frente ao mar. E aí vieram os bondes, transporte coletivo até o final dos anos 60, a abertura de avenidas que ligavam o centro às praias por onde os bondes passavam (Ana Costa e Conselheiro Nébias, em especial), e os palácios foram dando lugar a prédios altos em frente ao mar. E Santos seguia pujante, crescendo e se tornando uma cidade politizada e culta. Mas chegou a ditadura e os militares resolveram punir aquela cidade que insistentemente se colocava contra. Primeiro cassaram o prefeito e passaram a nomear de forma indireta os líderes, com a desculpa que Santos era "área de segurança nacional". Depois esvaziaram a cidade de desenvolvimento: foram duas décadas com o governo central prejudicando o município. E, assim, quando minha geração chegou a juventude, Santos tinha um porto sucateado, indústrias em Cubatão com muitos problemas, nenhuma universidade pública e oportunidades profissionais apenas na área comercial. Não é a toa que de 12 primos homens da minha geração com os quais convivia na infância, apenas 5 continuaram em Santos: todos os outros mudaram-se para outras cidades em busca de emprego. Com essa evasão em massa, Santos envelheceu. E se era uma cidade jovial e rebelde nos anos 60, passou a ser uma cidade idosa e conservadora hoje. Se o primeiro prefeito eleito depois da ditadura foi do PMDB, oposição na época, e a segunda do PT, na era em que o PT era mesmo comprometido com causas sociais, Santos elegeu nos últimos quatro pleitos representantes de uma elite conservadora, que destruiram várias tradições da nossa cultura, como o desfile das escolas de samba no carnaval, que no início dos anos 90 era o segundo maior do Brasil, maior inclusive que o de São Paulo, só perdendo para o Rio e o saudoso desfile da Dona Dorotéia.
Mas a natureza, enfim, trouxe boas notícias para a cidade. Foi descoberto o pré-sal e muito dele está na bacia de Santos. E para lá está migrando a Petrobrás, com um grande centro de pesquisas e muitas outras empresas satélites. Enfim, estão revitalizando o centro velho de Santos, tão belo e histórico quanto abandonado. Quem gosta de história, não tem como não dar uma volta no bonde do centro e tomar um café na antiga bolsa do café, prédio lindíssimo onde antes circulava grande parte do poder do país. E, depois de um abandono de décadas, estão chegando boas universidades públicas até a bela terra, incluindo FATEC, USP e uma federal, com engenharias. Agora, quem quer estudar em universidades top de linha, não vai mais precisar sair da cidade, como eu precisei. E o retorno dos jovens está fazendo a construção civil voltar a crescer, com dezenas de obras gigantes por todo a ilha. Me preocupo com o futuro da cidade, com seus prefeitos conservadores, ligados aos contrutores, liberando prédios a cada dia mais altos em uma cidade já densamente povoada e sem espaço para abrir novas avenidas. Espero que o governo e a população invistam a cada dia mais em bicicletas, ótimas para uma cidade plana como Santos, e transporte coletivo de qualidade e com preço acessível, pois não cabem mais automóveis nas ruas.
Mas, enfim, vejo com felicidade um novo tempo de desenvolvimento na antes esquecida Santos. E aqui vai o convite para quem não conhece nossas praias, com ondas pequenas e tranquilas e os maravilhososo jardins que as margeiam totalmente: são 7km de jardins bem conservados, o maior jardim do mundo. Conheça Santos, e não só pelas praias, aproveite para passear a pé na Ana Costa, muito melhor que ficar em shoppings fechados como temos aqui no interior, não deixe de andar no bonde, visite o porto, suba no bondinho do Monte Serrat e veja a deslumbrante paisagem de lá de cima, no antigo prédio do Cassino, visite o Museu da Pesca, o Aquário e o Orquidário, enfim: Santos é muito mais que uma cidade praiana, é uma cidade para se curtir em toda sua essência. E, lógico, se você for santista também no futebol, não deixe de visitar nosso templo sagrado, a Vila Belmiro.
Veja também um pouco mais da minha história:
- Eu sou + eu
- watashi wa nihonjin desu
E um pouco mais do meu time:
- Valeu, Santos!
- Por que estou tão feliz
- Momento de GRANDE felicidade
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Um país com estados equilibrados
![]() |
| A divisão do Brasil (em vermelho estados subdivididos) |
Nest post apresento como seria o Brasil se ele fosse dividido em estados com populações variando entre 5 e 11 milhões, construindo um país com uma representatividade muito mais justa.Evitei ao máximo alterar as divisas dos estados, buscando respeitar suas origens, cultura e história. Nesta proposta agreguei estados pequenos e dividi estados que merecem ser melhor representados. Como foi dito no outro post, a ideia não é propor uma repactuação federativa para já, mas é pelo menos deixar mais claro para todos o peso que cada estado tem e que deveria ter. E espero contribuir para que todos atuem politicamente, pressionando seus representantes, contra maiores divisões de estados pequenos, pois essas divisões só atendem aos interesses de grupos políticos e coronéis para dominar uma região. Se há alguma necessidade de dividir estados no Brasil, essa divisão precisa começar por São Paulo e Minas Gerais, estados onde a população está subrepresentada.
A figura acima representa graficamente como ficaria o Brasil dividido em estados com população parecida. Entre todos os estados brasileiros, apenas os três estados do Sul (RS, SC, PR), Pernambuco e Ceará tem tamanhos que justificariam ser mantidos como são em um Brasil dividido de forma justa.
![]() |
| A Bahia seria subdivida em dois estados |
- Alagoas com Sergipe (AL+SE)
- Paraíba com Rio Grande do Norte (PB + RN)
- Maranhão com Piauí (MA+PI)
- Pará com Amapá (PA + AP)
- Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia (AC + AM + RR + RO)
- Mato Grosso com Mato Grosso do Sul (MT + MS)
- Tocantins, Goiás e Distrito Federal (TO+GO+DF)
Quatro estados do Brasil precisariam ser subdivididos para terem uma representação justa no congresso.
![]() |
| Minas e suas meso-regiões |
Minas gerais precisaria ser dividida em três novos estados, sendo que um deles incorporaria o Espírito Santo, muito pequeno para sozinho ser um estado em um Brasil igualitário. O mapa ao lado representa as meso-regiões do estado, que serviram de base para a divisão. Os quatro novos estados seriam:
![]() |
| Rio de Janeiro e sua região metropolitana |
- Minas - central: composto pelas meso-regiões 2 e 4, que inclui a capital atual;
- Minas - norte: incorpora as meso-regiões 3, 5, 6, 10, 11 e o Espírito Santo.
O Rio de Janeiro seria dividido, nesta proposta, em dois estados: um seria composto pela grande Rio de Janeiro (ao sul da Guanabara) e outro seria todo o restante do estado do Rio de Janeiro atual. O mapa ao lado representa esta proposta.
Por fim, para ser justo, o estado de São Paulo precisaria ser desmembrado em cinco novos estados. Para esta proposta, também foram usadas as meso-regiões do IBGE. Os cinco novos estados seriam:
![]() |
| São Paulo e suas meso-regiões |
- SP - Central: 4,6, 7, 10 e 11
- Cidade de São Paulo (parte da meso-região 15)
- Grande São Paulo: meso-região 12 + parte da meso-região 15 (excluindo a cidade de SP, ABC, Baixada Santista e Mogi das Cruzes)
- Litoral - SP: meso-regiões 13 e 14, e também ABC, Baixada Santista e Mogi das Cruzes (parte da meso-região 15).
As cidades de SP e RJ tem tamanho tão significativo que para esta proposta seriam estados por si só. Mas para evitar um custo dobrado com prefeituras e governos "estaduais", essas cidades poderiam ter uma estrutura parecida com o atual DF, uma "cidade" com representação federativa.
Veja também:
Um Brasil onde todos tem o mesmo peso político
O grande golpe político dos micro-estados!
Política é importante: a visão de um quarentão
Nota. meso-regiões é uma nomenclatura do IBGE. As imagens usadas neste post foram obtidas na wikipidia.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Um Brasil onde todos tem o mesmo peso político
O Brasil está longe de ser um país realmente democrático, quando falamos do parlamento. Se para o executivo, cada brasileiro tem o mesmo peso, para o parlamento os brasileiros realmente são totalmente diferentes. O peso de um paulista para a escolha de um senador é 82 vezes menor que um morador de Roraima, por exemplo. Isto porque qualquer estado tem o mesmo número de senadores, mas Roraima tem 82 vezes menos população. E o desequilíbrio, embora menor, ainda é muito grande na representação para a Câmara dos Deputados. Isso gera um congresso que não está comprometido com a maioria da população, mas sim interessado em defender interesses muitas vezes de pequenas minorias super-representadas.
E assim, governo após governo, São Paulo, Rio e Minas perdem sempre na disputa política com o Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com muito mais peso político do que deveriam ter de acordo com a população que lá vive.
Fiz um estudo que vou apresentar neste blog em duas partes. Em um, mostrei como deveria ser dividido o Brasil se todos os estados tivessem o mesmo tamanho que São Paulo, que apresento abaixo. Em um post posterior, mostrarei como seria uma justa divisão do país em 27 estados com peso similar.
O pior é que essa desproporção só piora, ano após ano. A criação dos estados do MS, ainda na ditadura, de Rondônia, Roraima e Amapá no início da nova república e de Tocantins, há poucos anos atrás, só aumentou essa injustiça com estados grandes, dando muito peso para estados com pouca população. E há ainda a tentativa atual de dividir estados com pouca população, como houve há pouco com o Pará (vide este post). E os Sarney estão interassadíssimos em um projeto que tramita no congresso de criar o Maranhão do Sul: assim eles controlariam três estados (hoje já controlam Maranhão e Amapá) e teriam ainda mais peso no congresso nacional.
Se o Brasil tivesse apenas estados do tamanho de SP, seriam apenas cinco estados, divididos conforme apresentado no mapa:
- São Paulo, com 41 milhões de habitantes
- todo o sul e o centro-oeste (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal) seriam outro estado, com os mesmos 41 milhões de habitantes
- Minas, Rio e Espírito Santo comporiam um terceiro estado, com quase 40 milhões de brasileiros
- Seis estados do sul do nordeste fariam o quarto estado, com 35 milhões de pessoas (Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte)
- Ceará, Maranhão e Piaui e todos os estados do norte (Amapá, Roraima, Rondônia, Acre, Tocantins, Pará e Amazonas) formariam o quinto e último estado, com menos que 35 milhões de habitantes.
É lógico que não estou querendo propor que os estados do Brasil sejam reorganizados desta forma, mas acho importante este tipo de exercício para ver o quanto o Brasil está desigualmente dividido. Se for para dividir algum estado neste país, seria justo pensar essa divisão em especial para São Paulo e Minas Gerais, estados muito maiores e com representação no congresso nacional inexpressiva. Dividir estados com pouca população é inaceitável e só vai aumentar a desigualdade que os brasileiros tem hoje no peso de suas representações em Brasília. E também há estados absurdamente pequenos, que deveriam ser repensados, pois não justificam tamanho custo de gestão pública: Amapá, Roraima e Acre não chegam a 1 milhão de habitantes, são menores que a cidade de Campinas, mas tem representação igual ao estado de SP no senado, algo inaceitável!
PS. o post em que esta discussão é continuada é o Um país com estados equilibrados
Veja também:
Um país com 27 estados
O grande golpe político dos micro-estados!
Política é importante: a visão de um quarentão
E assim, governo após governo, São Paulo, Rio e Minas perdem sempre na disputa política com o Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com muito mais peso político do que deveriam ter de acordo com a população que lá vive.
Fiz um estudo que vou apresentar neste blog em duas partes. Em um, mostrei como deveria ser dividido o Brasil se todos os estados tivessem o mesmo tamanho que São Paulo, que apresento abaixo. Em um post posterior, mostrarei como seria uma justa divisão do país em 27 estados com peso similar.
![]() |
| O Brasil de cinco estados igualmente divididos |
Se o Brasil tivesse apenas estados do tamanho de SP, seriam apenas cinco estados, divididos conforme apresentado no mapa:
- São Paulo, com 41 milhões de habitantes
- todo o sul e o centro-oeste (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal) seriam outro estado, com os mesmos 41 milhões de habitantes
- Minas, Rio e Espírito Santo comporiam um terceiro estado, com quase 40 milhões de brasileiros
- Seis estados do sul do nordeste fariam o quarto estado, com 35 milhões de pessoas (Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte)
- Ceará, Maranhão e Piaui e todos os estados do norte (Amapá, Roraima, Rondônia, Acre, Tocantins, Pará e Amazonas) formariam o quinto e último estado, com menos que 35 milhões de habitantes.
É lógico que não estou querendo propor que os estados do Brasil sejam reorganizados desta forma, mas acho importante este tipo de exercício para ver o quanto o Brasil está desigualmente dividido. Se for para dividir algum estado neste país, seria justo pensar essa divisão em especial para São Paulo e Minas Gerais, estados muito maiores e com representação no congresso nacional inexpressiva. Dividir estados com pouca população é inaceitável e só vai aumentar a desigualdade que os brasileiros tem hoje no peso de suas representações em Brasília. E também há estados absurdamente pequenos, que deveriam ser repensados, pois não justificam tamanho custo de gestão pública: Amapá, Roraima e Acre não chegam a 1 milhão de habitantes, são menores que a cidade de Campinas, mas tem representação igual ao estado de SP no senado, algo inaceitável!
PS. o post em que esta discussão é continuada é o Um país com estados equilibrados
Veja também:
Um país com 27 estados
O grande golpe político dos micro-estados!
Política é importante: a visão de um quarentão
Sapato velho
Não ligo a mínima para marcas, grifes. Acho mesmo insano alguém pagar centenas de reais por um tênis só para ter uma marca de "certo" do lado: eu preferia ganhar os certos na prova de matemática. E não me venham dizer que é por causa da qualidade do tênis: ainda outro dia o Fantástico fez um teste e os tênis piratas chineses amorteciam tanto o impacto quanto os de grife... Quem compra marca compra status, essa é a única verdade, e paga caro para se sentir alguém "de nível". A qualidade é a desculpa para se sentir menos mal de pagar tão caro por algo que deveria custar muitas vezes menos.
Eu tenho unha encravada e isso me incomoda muito. Sempre digo que um dos momentos mais prazerosos da vida é quando chego em casa e tiro o sapato e posso sentir o chão fresco no meu pé. Nada mais relaxante. E quanto mais duro e fechado é o calçado, mais minhas unhas me incomodam: três dias inteiros com sapato social fechado significam alguns dias com o dedão inchado e muito dolorido.
Ao longo dessas quatro décadas de vida, descobri que quanto mais o sapato é flexível e respirável, muito melhor para o conforto dos meus pés . O único tênis que não me incomoda muito é o tênis padrão "iate" da Rainha. É um tênis simples, sem cadarço, com uma lona que deixa o pé respirar e um solado de latex extremamente flexível. Mas a Alpargatas parou de fabricar o Rainha Iate há alguns anos. E como eu amo meus pés e meu conforto, continuei usando o iate que tinha por uma década. Ouvi muitas críticas por andar de sapato velho, desbotado e furado, mas,sabe, não dou a mínima: o que interessa é meu conforto. Se alguém me avalia pelo meu sapato, então realmente não sabe nada de mim... Além do mais, aprendi com o Roupa Nova que Sapato velho não é algo ruim!
Mas até que este fim de ano trouxe uma bela velha novidade: o Rainha Iate voltou! O tênis resistente (10 anos com um usando pelo menos 3 vezes por semana), barato e super-confortável estava lá a venda na sapataria. Entrei em êxtase e consegui apenas um par do meu número, que trouxe para casa muito feliz. Agora, enfim, deixo de usar o tênis furado, mas continuo usando um tênis barato que me acompanha desde que eu tinha 14 anos de idade. Um tênis que é a minha cara: simples, popular, confortável e clássico. Sem muitas cores, sem muito marketing, mas que faz direitinho o que ele deve fazer.
Até que enfim a Alpargatas fez uma boa escolha. Depois de tirar o iate de linha e de importar uns tênis horríveis da China colocando a marca Rainha (um deles que comprei descolou inteiro em três usos e a Alpargatas nunca respondeu minha queixa), eles voltaram a fazer o que sempre fizeram bem. Enquanto isso, a marca da moda, croc, lançou um quase igual (mas com solado de plástico, menos flexível) e está cobrando o dobro do preço. Certamente, muitos vão comprar essa novidade "de grife": eu fico com o meu velho e bom Rainha.
Veja também:
Eu sou + eu
watashi wa nihonjin desu
E também:
Há algo de errado MESMO com a juventude
O que as escolas não ensinam
aonde querem chegar?
amor e sexo
Adeus a Amy,
inspiração boa e ruim,
cérebro de pipoca
valor da vida
Eu tenho unha encravada e isso me incomoda muito. Sempre digo que um dos momentos mais prazerosos da vida é quando chego em casa e tiro o sapato e posso sentir o chão fresco no meu pé. Nada mais relaxante. E quanto mais duro e fechado é o calçado, mais minhas unhas me incomodam: três dias inteiros com sapato social fechado significam alguns dias com o dedão inchado e muito dolorido.
Ao longo dessas quatro décadas de vida, descobri que quanto mais o sapato é flexível e respirável, muito melhor para o conforto dos meus pés . O único tênis que não me incomoda muito é o tênis padrão "iate" da Rainha. É um tênis simples, sem cadarço, com uma lona que deixa o pé respirar e um solado de latex extremamente flexível. Mas a Alpargatas parou de fabricar o Rainha Iate há alguns anos. E como eu amo meus pés e meu conforto, continuei usando o iate que tinha por uma década. Ouvi muitas críticas por andar de sapato velho, desbotado e furado, mas,sabe, não dou a mínima: o que interessa é meu conforto. Se alguém me avalia pelo meu sapato, então realmente não sabe nada de mim... Além do mais, aprendi com o Roupa Nova que Sapato velho não é algo ruim!
| Um rainha iate - igualzinho ao que comprei |
Até que enfim a Alpargatas fez uma boa escolha. Depois de tirar o iate de linha e de importar uns tênis horríveis da China colocando a marca Rainha (um deles que comprei descolou inteiro em três usos e a Alpargatas nunca respondeu minha queixa), eles voltaram a fazer o que sempre fizeram bem. Enquanto isso, a marca da moda, croc, lançou um quase igual (mas com solado de plástico, menos flexível) e está cobrando o dobro do preço. Certamente, muitos vão comprar essa novidade "de grife": eu fico com o meu velho e bom Rainha.
Veja também:
Eu sou + eu
watashi wa nihonjin desu
E também:
Há algo de errado MESMO com a juventude
O que as escolas não ensinam
aonde querem chegar?
amor e sexo
Adeus a Amy,
inspiração boa e ruim,
cérebro de pipoca
valor da vida
Assinar:
Postagens (Atom)





