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sábado, 24 de janeiro de 2015

Um lindo parque de um velho Brasil

Orlando era uma região encharcada inútil no sul dos EUA. Hoje, é uma das maiores fontes de renda e emprego de toda a Flórida. Existem lá dezenas de parques, sendo cinco ou seis da Disney, mas também da Universal, Wet'n Wild, e várias outras grifes, além de parques menores. Entre os parques, centenas de hotéis para todos os gostos e bolsos. E entre os hotéis e os parques, shoppings, restaurantes e todos os tipos de comércio que se pode imaginar. Disney e Universal construíram, em frente aos seus parques, um "bairro" com o que há de mais típico nos EUA de restaurantes, baladas, etc.
Cancun é uma cidade no México que se tornou um dos maiores polos turísticos do mundo, sem perder suas belezas naturais e explorando sua cultura ancestral. O mar de Cancun é de uma beleza estonteante, como o luar. O clima, quase sempre quente (mas sujeito a furacões). E naquela região foram construídas dezenas de hotéis, para todos os tipos de interesse e de dispêndio planejados. Em todo hotel certamente se encontrará pimenta, tacos, guacamole, fajitas, marguerita, tequila e um grupo de mariachis. Em todo hotel se encontra passeios às várias e interessantíssimas ruínas maias e aos parques ecológicos inigualáveis XCaret e Xel-Há. Perto da zona hoteleira, no mercado municipal, há muita coisa típica, inclusive as calaveras de açúcar, tão típicas desse povo que festeja o dia dos mortos. E na região dos hotéis ainda há shopping, restaurantes e baladas.
Ao lado de Fortaleza tem uma região chamada Praia das Dunas. O mar é lindo, a água clara, o clima delicioso, com calor e brisa o ano inteiro. Lá se construiu o maior parque aquático do país. E o parque realmente é fantástico, com brinquedos incríveis. Mas parece-me que os donos do parque não buscam aprender com outras regiões que já deram certo. Ao invés de entender que eles só tem a ganhar com o desenvolvimento da região onde estão, fica claro que a ação típica do parque é aquela coisa mesquinha de querer tudo só para si. Mas essa mesquinhez é burra, porque se vira contra eles mesmos.
Todos que foram voltariam à Orlando: há sempre um parque novo a se conhecer, pode-se ficar em um hotel diferente e consegue-se passar um bom tempo lá com custos muito baixos de hotel e alimentação. Mas, lógico, quem vai à Orlando, mesmo sendo a N-ésima vez, vai acabar dando um pulo em um parque da Disney. Ou seja, a Disney consegue com a "concorrência" tornar mais plausível para todos voltar lá de vez em quando. E quem está em Orlando tem a sua disposição tudo do mais típico EUA.
Ir em Cancun também é uma ótima pedida. Ficar em um dos vários hotéis all-inclusive, com preços convidativos. Ou ficar em um hotel mais simples, se for para ficar visitando parques e ruínas ao longo do dia. Enquanto estamos por lá, temos uma imersão em tradições e cultura mexicana e aprendemos muito sobre a grande civilização Maia. E os parques em volta sempre tem algo diferente para ser desfrutado. Dá para aproveitar, sempre de forma diferente, visitas anuais à Cancun.
Mas o tal parque de Praia das Dunas atua para não deixar ninguém mais na região se desenvolver. É surpreendente ver que só tem asfalto até a chegada do parque. Todo o resto do bairro ou tem ruas de terra, ou com um calçamento de pedra muito irregular. O parque não se dá ao trabalho nem de oferecer uma calçada para quem caminha na rua ao lado. Me assustei ao ver o "transporte público" da cidade: vans que carregam uma quantidade de pessoas em pé de forma totalmente inadequada e sem um mínimo de conforto. É de estranhar como um pequeno município, com um parque daquele tamanho, não consegue cobrar impostos que possam dar uma vida menos ruim para seus moradores.
O ingresso para o parque são absurdos R$ 180 e os preços dentro do parque não são caros, são um assalto: almoço por mais de R$ 80 por quilo, trio de sanduíche por mais de R$ 30, um churros por R$ 8 e um boné por R$ 45: preços fora da realidade não só para nós, brasileiros, mas também para os turistas estrangeiros, que tem opções muito mais baratas para visitar em outros países. O parque fica em frente ao mar, mas não há nenhuma opção de barracas na areia: pelo que soubemos, o parque "deu um jeito" de levar a única barraca para uma distância de 1km: afinal, ele não quer concorrência para seu bar de praia que cobra absurdos R$ 85 por um prato de carne seca para duas pessoas em porção não muito farta (sem incluir bebida e 10% do garçom). Também não há vendedores ambulantes na areia: segundo um vendedor do próprio parque, eles mantém seguranças na praia para evitar que os camelôs entrem na faixa de areia em frente ao parque e aos hotéis do mesmo grupo: não me parece lícito que um parque privado controle quem possa entrar ou não em uma área pública como a praia. Os bugueiros, típicos da região, que não apenas ganham dinheiro com seus passeios, mas também acabam ajudando a sustentar pessoas em várias atividades, como rendeiras, jangadeiros, etc., estão restritos a atuar em uma pequena barraca na entrada para o trecho onde o parque mantém algumas lojas e parece que o parque não aceita que eles deixem as pessoas almoçar em restaurantes fora do parque. E a prefeitura, joga junto com o parque, sempre dificultando as licenças desses profissionais. As  rendeiras do município, com ótimo e tão típico trabalho, não tem um lugar minimamente adequado para trabalhar e oferecer seus produtos: já tiveram mas a prefeitura fez o favor de demolir e prejudicá-las.
Ao invés de valorizar a cultura da região, o parque ignora completamente o estado onde fica, tão rico em cultura que tanto poderia interessar aos turistas. Não há nada de Ceará nos brinquedos ou decorações. Em um cantinho fora do parque há um "Museu da Jangada", constrangedor de tão simplório e nada destacado, museu com menor destaque que um casal de gorilas de metal: ninguém conseguiu me explicar porque um casal de gorilas em um parque aquático em frente à praia no Ceará. E há dois shows no parque: um de piratas e outro de bichos com um hipopótamo: lamentável a falta de valorização da região.
Em resumo, os moradores do município ganham muito pouco com os turistas que nele ingressam. E o parque, tentando trazer todos os ganhos para si, eliminando qualquer tipo de concorrência e não valorizando a cultura da região, não vê que assim elimina também a vontade de voltar de muitos que lá vão. Eu mesmo, embora tenha gostado do parque, da praia e do clima, não pretendo voltar. Pois seria uma experiência muito mais rica ir em um parque aquático, poder escolher o que comer em inúmeras barraquinhas em frente a praia, ter uma feirinha de artesanato em frente com as artesãs mostrando como é feito o seu trabalho, muita oferta de bugues para todas as belíssimas praias ao redor e outras opções de parques e restaurantes nas redondezas. Fica enjoativo, chato mesmo, ir para um lugar que só tem uma única opção de diversão. E, além disso, é absurdamente caro ir ao parque todo dia e comer por lá, muitíssimo mais caro do que em Orlando ou Cancun. E estadia no Brasil também está algumas vezes mais caro que nesses lugares...
Há empresários que entendem que só vão conseguir se desenvolver de verdade se a comunidade em volta se desenvolver junto. Mas há os típicos empresários do nordeste, aqueles que controlam o congresso e fazem o Brasil ir para trás, que acham que para se manter ricos precisam explorar os mais pobres e mantê-los dependentes. E tudo indica que os donos desse parque são desse último tipo. É pena, porque se eles olhassem a coisa de forma mais ampla, entenderiam que eles ganhariam mais se ajudassem a região a se desenvolver também. Essa miopia faz o parque perder dinheiro, a cidade perder dinheiro e seus cidadãos se manterem em um nível de pobreza não aceitável para um lugar com um parque tão rico. E é esse tipo de gente que controla o Brasil até hoje, infelizmente...

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Somos destruidores da natureza

Falésias em Canoa Quebrada:
natureza tão frágil que deveria estar isolada da ação de turistas

Aqui em São Paulo vivemos uma histórica e trágica situação de falta de água. E quais são os culpados? Somos todos nós, brasileiros:
E além do caminhar,
idiotas ainda se acham no direito  de destruir

- cada um de nós quando gasta mais água que precisa, nossos vizinhos que insistem em varrer calçadas com mangueiras, nossos conhecidos que continuam achando essencial um carro lavado semanalmente, etc.
- nosso governo estadual, que fez menos obras do que o necessário para acumular e transportar água e que atuou muito pouco na proteção das nascentes e mananciais. Um estudo que vi a pouco mostrava uma enorme quantidade de nascentes que secaram nos últimos anos neste que se diz ser o estado mais desenvolvido do país;
- nosso governo federal, que deixa e incentiva o desmatamento da Amazônia: para quem ainda não entendeu, as chuvas do sudeste, vem em grande parte da Amazônia: quanto menos Amazônia tivermos, menos chuvas haverão. Quando a Dilma aprovou o novo código florestal, muito menos preocupado com a natureza que com os votos dos agricultores no congresso, ela ajudou a termos menos chuvas. E quando o PT faz assentamentos na Amazônia, em terras que deveriam ser conservadas, tira a água de nossas crianças.
Mas a verdade é muito mais feia do que a mídia transparece, falando apenas do Cantareira. Conheço pessoas do norte de Minas que dizem que, quando crianças, havia rios perenes profundos onde hoje tem um ribeirão que seca por muito tempo. Em uma viagem que fiz por Fortaleza e praias ao redor, a impressão que tive foi de que meus netos não conhecerão muitas das maravilhas que eu pude viver por lá:
- a praia de Canoa Quebrada, que dizem ser uma área de proteção ambiental, famosa por suas falésias avermelhadas, tem vários trechos destas destruídos por barracas de praia e outras coisas. Nos poucos trechos que ainda restaram, o que não falta são inscrições de idiotas em formações históricas frágeis que vão ceder rapidamente graças a esses vândalos. Muitos trechos de falésias já bastante sofridos deveriam ser isolados, mas continuam abertos para caminhadas que vão pouco a pouco descaracterizando esta formação geológica tão frágil;
- em um passeio por região de Dunas próxima à Canoa Quebrada, fomos apresentados a uma grande região que antes era um lago e que há anos secou;
- em outro passeio conhecemos uma lagoa de água doce linda, mas que tem quase metade de sua borda descaracterizada com construções que logo deixarão aquele paraíso parecido com o lago do Ibirapuera;
- em um outro passeio, próximo a uma lagoa que também estava quase seca, um trabalhador local enfiou a mão no barro para mostrar um pequeno caranguejo, achando ser interessante sua ação. Mas de tanto ser caçado, o bichinho já estava sem uma garra. Imaginamos a catástrofe que é para aquela população de minúsculos caranguejos serem retirados do seu habitat centenas de vezes por dia, para cada grupo de turistas que chega.
- na região de Praia das Dunas, o que menos pode se ver agora são dunas, quase todas cobertas por centenas de condomínios de apartamentos de fim de semana para a classe média alta.
Essa Lucelia deveria entender que isso não é uma homenagem
mas a prova que o pretendente é um imbecil
que não pensa no futuro que vai deixar para seus filhos
  Em resumo, se olharmos com olhos conservacionistas, vemos que nós, brasileiros, não estamos atuando de verdade para tentar conservar nossos recursos naturais. Muitos adoram se dizer verdes, culpando os governos de oposição à sua simpatia pelas desgraças que ocorrem. Mas todos os governos tem uma postura similar, de muito pouca atenção à natureza, simplesmente porque conservar a natureza por aqui não dá voto. Enquanto o povo continuar achando normal arrancar uma árvore centenária da calçada para facilitar a garagem, colocar seu nome em uma maravilha da natureza, ou mesmo em árvores da praça da esquina, jogar lixo no rio ou na encosta da montanha, jogar pilhas no lixo, andar em SUVs gigantes sozinhos para ir até a padaria que fica na esquina de casa, deixar o ar condicionado no máximo e dormir com cobertor, etc., não podemos criticar os governantes. Porque cada povo tem o governo que merece e nosso governo é um reflexo do que somos.


Veja também:
Ecologia é só discurso! 
A vergonha europeia – Destruindo a natureza
Ecologia de verdade: a hora é agora
Ecologia de verdade II
Chico Bento engajado na luta pela ecologia

Sacolinhas - Me engana que eu gosto
A mentira dos supermercados tem pernas curtas
Pão de Açúcar mente - comprem no Dalben
Desafio aos supermercados: que tal cuidar da ECOLOGIA?
Sacolas - o povo tá caindo na mentira
Sacos plásticos - todos unidos na mentira contra o povo
A milionária mentira dos sacos plásticos e a ecologiaEcologia X Humanismo

Ponto para o Alckmin! Cubatão
A vida merece respeito 

sábado, 18 de maio de 2013

Turma da Mônica no mundo de Romeu e Julieta: imperdível!

Nos anos 70 o Maurício de Sousa criou uma peça de teatro com o nome acima. Muitas pessoas da minha geração compraram o disquinho de vinil, outras tantas viram um especial na TV e os paulistanos tiveram a oportunidade de ver a peça ao vivo.
Agora, mais de 30 anos depois, o Mauricio de Sousa relançou a peça, como parte das comemorações de 50 anos da personagem mais amada do Brasil.O texto foi revisto, a produção é nova, mas as músicas foram mantidas quase sem mudança.
Uma produção imperdível!
A produção está fantástica. Figurinos muito lindos, feitos por um nome famoso da moda. Um cenário muito bem feito: vitrais na hora da igreja, balcão para a Julieta Mônica falar com seu Romeu Cebolinha, e um sem fim de detalhes. Ao fundo, um céu animado, com nuvens passando, estrelas brilhando, sol nascendo, uma animação com uma qualidade que nunca havia visto antes no teatro. Dá orgulho saber que parte dessa animação foi obra de um grande amigo, primeiro a conhecer na UNICAMP na graduação!
Eles estão perfeitos!
São vinte atores intercalando no palco, realmente uma produção de primeiríssimo mundo. Dançando, brincando e interagindo com os personagens que tanto amamos.
Amo a turma da Mônica porque é a turma do Brasil. São personagens com nossa cara, com nossa cultura, que cresceram conosco. E sou fã do Mauricio, um brasileiro incrível! (já falei bastante dele neste post).
E no final, não deixe de dar uma passadinha no MUBE,
ali pertinho, e ver a exposição dos 50 anos:
interessante e de graça!

E acho que todos os brasleiros que tenham possibilidade, não podem perder essa oportunidade única de recuperar a fantasia de sua infância, de valorizar nossa cultura, de assistir a uma produção incrível totalmente nacional e de deixar nossas crianças com olhos brilhando e imaginação reforçada.  Então, meus leitores, não deixem para depois: entrem neste link aqui e façam já sua reserva para alguma seção. Depois da seção, não percam a oportunidade de ir tirar uma foto com os personagens. E, quem sabe, se você tiver sorte, você consegue encontrar o Maurício de Sousa em carne e osso, como eu tive a oportunidade hoje: ele foi de uma simpatia, uma humildade, inacreditáveis. Foram uma dezena de fotos com minha turma, alguma conversa e vários autógrafos: um dia para não esquecer!

Veja também:
Site do Teatro Geo: compre seu ingresso aqui
Um exemplo de brasileiro: Maurício de Sousa
Bom programa infantil - circo da Mônica
Eu sou criança: e você? 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Um ícone do Brasil que nos deixou: Niemayer

Há certos personagens que ajudam a construir a imagem, a cultura e os valores de um povo. Os estadosunidenses sabem isso muito bem e chegaram a esculpir o rosto de alguns desses nomes em uma montanha, nomes que são sempre cultivados como pais da pátria.
Morreu um ícone do Brail:
mais de cem anos, lúcido e com muita energia
O Brasil tem alguns nomes que construíram nossa identidade. Como nossos políticos são muito ruins desde o início, eu não colocaria muitos políticos nessa lista. Talvez o GV e o JK mereçam essa honraria: o primeiro começou a dar a cara de um país moderno, com governo mais conectado com o povão; e o segundo por mudar a moral do nosso país e realmente ter feito 50 anos em 5: com ele o país virou um país urbano e industrial. Com relação à políticos da nossa era, nenhum mereceria estar nesse seleto grupo.
Mas há outros nomes que ajudaram a fazer a imagem do nosso país. Dois para mim são os nomes do século XX que não são políticos: Pelé e Niemayer. Ambos gênios em suas especialidades. Ambos brasileiros que nunca renegaram seu povo e suas origens. Ambos artistas criativos e únicos.
No final do ano passado perdemos Niemayer. Niemayer foi muito mais que um grande arquiteto. Niemayer projetou o nome do nosso país no exterior. E Niemayer ajudou JK a fazer nosso povo acreditar que somos mais que um paiseco pobre dos trópicos, que conseguimos fazer coisas grandes e fantásticas. Em uma era onde um governo prá lá de incompetente não consegue fazer um estádio de futebol sem superfaturar várias vezes, sem atrasar e fazendo algo com qualidade duvidosa, é quase inacreditável acreditar que JK construiu Brasília em 5 anos.
Mas Brasília não seria patrimônio mundial se não fosse a genialidade de Niemayer. Virão os detratores dizer que a arquitetura dele não é funcional, não aproveita a iluminação natural e todo aquele blá de gente invejosa que jamais chegaria perto dele. Sim, as propostas deles tem inúmeros defeitos, como o prédio com sala redonda: alguém aí sabe onde comprar um sofá redondo? Mas sua genialidade está nas formas externas, nas curvas, na simetria e na beleza limpa do concreto. Brasília é linda, o congresso é um prédio incrível, a esplanada é uma visão de uma criação fantástica. Eu já conheci quase todas as grandes cidades do mundo desenvolvido e posso dizer que nenhuma me chamou tanto a atenção pela beleza da arquitetura que a nossa Brasília. Pena que os políticos que moram lá não façam jus a essa capital maravilhosa.
Uma das obras mais geniais de Niemayer é nosso congresso
Niemayer foi comunista desde jovem. E embora eu seja terminantemente contra o comunismo (vide Por que o socialismo não dá certo?), acho muito legal alguém que acredita em algo seguir lutando até morrer, com mais de 100 anos. Como acho Niemayer um exemplo, por nunca ter deixado de amar a vida e de trabalhar, sempre tendo orgulho do trabalho que fazia. Um mês antes de partir, Niemayer foi assistir a um show musical. Um dia antes de morrer, Niemayer pediu para o médico liberá-lo logo, pois tinha um projeto para terminar: eu espero morrer com mais de 100 anos com essa lucidez e essa energia!
É alguém realmente que ficará para sempre marcado no roll dos maiores brasileiros da história. Tenho muito orgulho de ter nascido no mesmo país que Niemayer. E tenho muito orgulho do povo que concebeu e construiu uma cidade tão fantástica como Brasília.

Veja também outros que deixaram saudades:
Tristeza pela morte do Chorão
Amy Winehouse - Já era esperado, não há outra saída.
Saudades sertanejas
Os três malandros - saudades
Um país com menos sorrisos (Chico Anisio)
Mário Lago: Um homem extraordinário!
Homenagem aos finados dormindo...
O melhor presidente (Itamar Franco)
Um grande líder (Paulo Renato)
Um exemplo de pessoa (José Alencar)
Um talento único e uma grande vítima! (Michael Jackson)
Trapalhões na luta contra a ditadura
Queen

E mais mitos do passado:
Um nordestino, um favelado e uma história de amor: Luiz Gonzaga e Gonzaguinha
Gandhi: um filme incrível sobre uma pessoa extraordinária

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Xingu - uma lição de Brasil

Não consegui ver no cinema, mas fui buscar na locadora o filme Xingu. E é um filme imperdível para quem quer entender um pouco da história recente do Brasil.
Uma aula de história do Brasil
O filme mostra como os irmãos Villas-Boas conseguiram, com muita vontade de se aventurar nos anos 40 e grande habilidade política nos 40 anos seguintes, criar uma grande reserva de índios que conseguiu sobreviver à ditadura do GV, à ditadura militar e chegar até hoje. Na minha opinião são três grandes heróis do nosso país que conseguiram salvar milhares de índios de matadores que caçavam índios como se fossem animais, apenas para conseguir mais terras. Eles conseguiram preservar pelo menos parte da cultura desses povos e dar a eles um espaço seguro para morar. E ainda protegeram uma gigantesca parte da floresta.
Dizem que o filme é romanceado, mas o fato, real, é que a reserva realmente existe. E que uma gigantesca comunidade indígena vive lá. Além disso, o filme mostra os deslizes humanos desses três irmãos, suas brigas, suas fraquezas, não os pinta como super-homens, mas apenas como homens que aceitaram a responsabilidade de serem os criadores da maior reserva indígena de todo o mundo.
Sei que vão haver esquerdopatas que vão querer me crucificar, dizendo que eles não estavam lá por serem bonzinhos, que graças a expedições como as deles muitos índios morreram com doenças de branco, que eles acabaram aculturando índios com o nosso jeito de ser, etc. Mas não dou a mínima para esses seres "de esquerda" que se acham sempre como os únicos bons samaritanos do universo. O fato é que, se não fossem esses três irmãos, tudo teria sido muito pior para os índios daquela região. E acreditar que haveria uma forma de impedir todo o contato de brancos com índios é tão realista quanto acreditar em duendes... O mundo real, esquerdopatas, existe e é bem diferente daquele mundo de ilusão da cabeça de vocês.
Em resumo, para quem quer conhecer um pouco mais sobre nosso país e sobre esse trio de heróis brazucas, é uma pedida imperdível investir 2h nesse filme-documentário do ótimo Cao Hamburger, um cara que consegue ter em seu histórico a criação do fantástico infantil Castelo Rá-tim-bum e de um filme adulto tão profundo quanto este. Imperdível!

Veja também:
E aí, comeu?
O novo cinema brasileiro e o Jabor
Uma elite intelectual idiota
Senna
O discurso do rei
A rede social
Rio
Up
Trapalhões na luta contra a ditadura
Roque Santeiro
A "boa" da terça

Maus programas:
 BBB: a idiotice máxima na TV
A era da fofoca...

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Viva o Carnaval, viva o Brasil!

Tenho muito orgulho de ser brasileiro. E tenho muito orgulho de ser do país que inventou o samba e recriou o carnaval como uma festa espontânea, dos humildes, fundada na alegria. O carnaval é mais uma das manifestações multi-culturais desse país miscigenado, múltiplo e fantástico.


O carnaval dos anos 50 e 60 - alegria, inocência, marchinhas e o grande Grande Otelo

As marchinhas de carnaval são e sempre serão parte da cultura do nosso país. Chiquita Bacana, coitado do jacaré, será que o Zezé é? As águas vão rolar, mas cachaça não é água, Aurora! Maria sapatão, dá a chupeta pro bebê não chorar... Quem é que não consegue cantar a música inteira, só com as poucas palavras que citei à pouco? Esta é a maravilha das marchinhas, simples, fáceis, alegres e inesquecíveis. E todos os brasileiros, sempre terão uma história ligada às marchinhas: a jardineira, do vídeo acima, sempre irá me lembrar quem me ensinou esta e muitas outras, meu saudoso avô Renato, um senhor muito trabalhador e com moral irretocável que a-ma-va o carnaval!
Joãozinho no histórico desfile com o Cristo coberto
O carnaval que inicialmente era uma festa popular, uma bagunça, começou a se institucionalizar com a liga de escolas do Rio. E eu tive a sorte de conviver, na minha adolescência, com o apogeu dos desfiles cariocas, graças ao enorme crescimento das escolas, da paixão dos seus membros e da genialidade de pessoas como o revolucionário Joãozinho Trinta, que nos deixou a pouco, mas que me fez me apaixonar pela Beija Flor. Ele, criativo como poucos, e que teve a coragem de falar a histórica frase: "quem gosta de miséria é intelectual, pobre gosta é de luxo" quando questionaram a riqueza do seu desfile. Sinceridade de poucos, percepção de um gênio único. Se tem um sonho que ainda vou cumprir será desfilar no Rio e, de preferência, na "minha escola", a Beija-Flor.
 Quem, ainda hoje, não lembra de sambas-enredo com frases como"BUM BUM PATICUMBUM PRUGURUNDUM" (1982), "Mangueira é" (1983) e tantos outros dos anos 80? Era uma época que mesmo as rádios jovens, em época de carnaval, tocavam os melhores samba-enredo. Não é papo de velho querendo dizer "que no meu tempo tudo era melhor", mas é fato que há muito tempo os sambas-enredos deixaram de ser tão marcantes. Na verdade, o carnaval está deixando de ser tão marcante. E muito por causa do excesso de profissionalismo das escolas de samba, com dinheiro demais, que deixaram de lado a paixão da comunidade e passaram a visar a vitória e os dólares dos turistas, que participam do desfile sem sambar nem cantar... O carnaval está virando uma coisa "para inglês ver".
Vejo com muita tristeza que entre os jovens com os quais convivo, a imensa maioria "não gosta de carnaval". Eu, que era um menino quadrado e tímido, brincava de bisnagas na rua desde pequeno, "pulei" matinês ao longo da minha infância  (em clubes como Atlético Santista, Portuguesa e Portuários) e sambei a noite inteira no ano em que entrei na faculdade, celebrando minha primeira noite de carnaval e a chegada à UNICAMP, onde dei meu primeiro beijo no "amor de carnaval" Catia RC" (sim, lembro o nome completo da menina até hoje, com a qual dancei horas e troquei aquele beijo único e inesquecível). Desde então não tive oportunidade de voltar a um salão e sambar, e sei que o carnaval de salão está até se extinguindo, o que é uma pena, pois era uma coisa tipicamente paulista...
Me assusta ver iniciativas como "carnaval sertanejo", "carna-funk", entre outros, que distorcem o carnaval e suas tradições. Também não entendo comentários como "eu gosto é de rock", como se fosse impossível alguém gostar de dois ritmos igualmente marcantes e com base em raízes negras. Amar o carnaval é amar o Brasil e isso não é ruim, apesar daqueles nossos pseudo-intelectuais terem uma visão diferente (vide aqui).
Não há nada mais característico da cultura nacional que o samba e o carnaval e todos deveriam se deixar levar por esse ritmo único e essa arte só nossa. Ok, o carnaval das escolas de samba perdeu a graça, se pasteurizou, profissionalizado em excesso, mas o verdadeiro espírito de carnaval ainda vive nos blocos de rua que voltam a animar a todos, depois de um período em que quase sumiram. E para quem gosta de agitos "maiores", também temos os carnavais de Axé da Bahia e de frevo em Pernambuco, outros genuínos espetáculos brasileiros.
Brasileiros, orgulhem-se pelos nossos carnavais, pela nossa cultura única, pelo nosso ritmo maior. E divirtam-se neste carnaval, com pelo menos um pouco de samba e de brasilidade. Se você tirar o preconceito de lado e se deixar levar, não há como não ficar feliz ouvindo um samba-enredo de primeira ou marchinhas de carnaval.
Bom carnaval, muita alegria e muito samba para todos!

E para os santistas, uma doce memória, dos bons tempos do nosso carnaval

União Imperial - Enredo 1986:"assim Diz o Poeta"

Hoje vou entrar nessa avenida
De verde e rosa ninguém vai me segurar
E nesse embalo quero esquecer da vida
Vou colocar poesia no ar

(vide o resto neste link)


Veja também:
A verdadeira democracia racial
Santos - uma linda cidade e uma grande história
O Brasil é lindo
Uma elite intelectual idiota
Um homem extraordinário (Mário Lago) - autor da marchinha Aurora e de muitos outros clássicos
Juventude atual: amor e sexo

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Um país com estados equilibrados

A divisão do Brasil
(em vermelho estados subdivididos)
Em um post anterior (vide aqui) já discuti o quanto injusta é a representação política dos estados brasileiros na federeção. Há estados minúsculos super-representados e os maiores estados tem um peso muito menor no congresso do que deveriam ter.
Nest post apresento como seria o Brasil se ele fosse dividido em estados com populações variando entre 5 e 11 milhões, construindo um país com uma representatividade muito mais justa.Evitei ao máximo alterar as divisas dos estados, buscando respeitar suas origens, cultura e história. Nesta proposta agreguei estados pequenos e dividi estados que merecem ser melhor representados. Como foi dito no outro post, a ideia não é propor uma repactuação federativa para já, mas é pelo menos deixar mais claro para todos o peso que cada estado tem e que deveria ter. E espero contribuir para que todos atuem politicamente, pressionando seus representantes, contra maiores divisões de estados pequenos, pois essas divisões só atendem aos interesses de grupos políticos e coronéis para dominar uma região. Se há alguma necessidade de dividir estados no Brasil, essa divisão precisa começar por São Paulo e Minas Gerais, estados onde a população está subrepresentada.

A figura acima representa graficamente como ficaria o Brasil dividido em estados com população parecida. Entre todos os estados brasileiros, apenas os três estados do Sul (RS, SC, PR), Pernambuco e Ceará tem tamanhos que justificariam ser mantidos como são em um Brasil dividido de forma justa.
A Bahia seria subdivida em dois estados
Alguns estados tiveram que ser agregados, para ter um tamanho que justifique ter uma representação de "estado" no congresso. Os estados agregados foram:
- Alagoas com Sergipe (AL+SE)
- Paraíba com Rio Grande do Norte (PB + RN)
- Maranhão com Piauí (MA+PI)
- Pará com Amapá (PA + AP)
- Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia (AC + AM + RR + RO)
- Mato Grosso com Mato Grosso do Sul (MT + MS)
- Tocantins, Goiás e Distrito Federal (TO+GO+DF)
Quatro estados do Brasil precisariam ser subdivididos para terem uma representação justa no congresso.
Minas e suas meso-regiões
A Bahia precisaria ser dividida em duas, conforme o mapa ao lado. A região nordeste da Bahia, incluindo a capital atual, e a região sul-oeste.
Minas gerais precisaria ser dividida em três novos estados, sendo que um deles incorporaria o Espírito Santo, muito pequeno para sozinho ser um estado em um Brasil igualitário. O mapa ao lado representa as meso-regiões do estado, que serviram de base para a divisão. Os quatro novos estados seriam:
Rio de Janeiro e sua região metropolitana
- Minas - sul: composto pelas meso-regiões 1, 7,8, 9 e 12;
- Minas - central: composto pelas meso-regiões 2 e 4, que inclui a capital atual;
- Minas - norte: incorpora as meso-regiões 3, 5, 6, 10, 11 e o Espírito Santo.
O Rio de Janeiro seria dividido, nesta proposta, em dois estados: um seria composto pela grande Rio de Janeiro (ao sul da Guanabara) e outro seria todo o restante do estado do Rio de Janeiro atual. O mapa ao lado representa esta proposta.
Por fim, para ser justo, o estado de São Paulo precisaria ser desmembrado em cinco novos estados. Para esta proposta, também foram usadas as meso-regiões do IBGE. Os cinco novos estados seriam:
São Paulo e suas meso-regiões
- SP - Noroeste: 1, 2, 3, 5, 8 e 9
- SP - Central: 4,6, 7, 10 e 11
- Cidade de São Paulo (parte da meso-região 15)
- Grande São Paulo: meso-região 12 + parte da meso-região 15 (excluindo a cidade de SP, ABC, Baixada Santista e Mogi das Cruzes)
- Litoral - SP: meso-regiões 13 e 14, e também ABC, Baixada Santista e Mogi das Cruzes (parte da meso-região 15).
As cidades de SP e RJ tem tamanho tão significativo que para esta proposta seriam estados por si só. Mas para evitar um custo dobrado com prefeituras e governos "estaduais", essas cidades poderiam ter uma estrutura parecida com o atual DF, uma "cidade" com representação federativa.



Veja também:
Um Brasil onde todos tem o mesmo peso político
O grande golpe político dos micro-estados!
Política é importante: a visão de um quarentão

Nota. meso-regiões é uma nomenclatura do IBGE. As imagens usadas neste post foram obtidas na wikipidia.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Um Brasil onde todos tem o mesmo peso político

O Brasil está longe de ser um país realmente democrático, quando falamos do parlamento. Se para o executivo, cada brasileiro tem o mesmo peso, para o parlamento os brasileiros realmente são totalmente diferentes. O peso de um paulista para a escolha de um senador é 82 vezes menor que um morador de Roraima, por exemplo. Isto porque qualquer estado tem o mesmo número de senadores, mas Roraima tem 82 vezes menos população. E o desequilíbrio, embora menor, ainda é muito grande na representação para a Câmara dos Deputados. Isso gera um congresso que não está comprometido com a maioria da população, mas sim interessado em defender interesses muitas vezes de pequenas minorias super-representadas.
E assim, governo após governo, São Paulo, Rio e Minas  perdem sempre na disputa política com o Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com muito mais peso político do que deveriam ter de acordo com a população que lá vive. 
Fiz um estudo que vou apresentar neste blog em duas partes. Em um, mostrei como deveria ser dividido o Brasil se todos os estados tivessem o mesmo tamanho que São Paulo, que apresento abaixo. Em um post posterior, mostrarei como seria uma justa divisão do país em 27 estados com peso similar.
O Brasil de cinco estados igualmente divididos
O pior é que essa desproporção só piora, ano após ano. A criação dos estados do MS, ainda na ditadura, de Rondônia, Roraima e Amapá no início da nova república e de Tocantins, há poucos anos atrás, só aumentou essa injustiça com estados grandes, dando muito peso para estados com pouca população. E há ainda a tentativa atual de dividir estados com pouca população, como houve há pouco com o Pará (vide este post). E os Sarney estão interassadíssimos em um projeto que tramita no congresso de criar o Maranhão do Sul: assim eles controlariam três estados (hoje já controlam Maranhão e Amapá) e teriam ainda mais peso no congresso nacional.
Se o Brasil tivesse apenas estados do tamanho de SP, seriam apenas cinco estados, divididos conforme apresentado no mapa:
- São Paulo, com 41 milhões de habitantes
- todo o sul e o centro-oeste (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal) seriam outro estado, com os mesmos 41 milhões de habitantes
- Minas, Rio e Espírito Santo comporiam um terceiro estado, com quase 40 milhões de brasileiros
- Seis estados do sul do nordeste fariam o quarto estado, com 35 milhões de pessoas (Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte)
- Ceará, Maranhão e Piaui e todos os estados do norte (Amapá, Roraima, Rondônia, Acre, Tocantins, Pará e Amazonas) formariam o quinto e último estado, com menos que 35 milhões de habitantes.
É lógico que não estou querendo propor que os estados do Brasil sejam reorganizados desta forma, mas acho importante este tipo de exercício para ver o quanto o Brasil está desigualmente dividido. Se for para dividir algum estado neste país, seria justo pensar essa divisão em especial para São Paulo e Minas Gerais, estados muito maiores e com representação no congresso nacional inexpressiva. Dividir estados com pouca população é inaceitável e só vai aumentar a desigualdade que os brasileiros tem hoje no peso de suas representações em Brasília. E também há estados absurdamente pequenos, que deveriam ser repensados, pois não justificam tamanho custo de gestão pública: Amapá, Roraima e Acre não chegam a 1 milhão de habitantes, são menores que a cidade de Campinas, mas tem representação igual ao estado de SP no senado, algo inaceitável!

PS. o post em que esta discussão é continuada é o Um país com estados equilibrados

Veja também:
Um país com 27 estados
O grande golpe político dos micro-estados!
Política é importante: a visão de um quarentão

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Bom filme e grande diretor: Rio

Aproveitando a grande sacada da ONG Cinematerna , consegui levar meus babies para assitir ao filme Rio. As crianças gostaram um pouco, mas acharam longo demais (para crianças com menos que 4 anos, é difícil mesmo ficar mais de 1h parado em uma cadeira). Mas eu, adorei.
O diretor, o brasileiro Carlos Saldanha, é um gênio. Foi ele que introduziu o Scrat, o esquilo mais azarado e hilário da história, no A era do gelo I. E, depois dessa grande sacada, ele dirigiu os filmes II e III da série.
Desta vez ele foi além de ser bom diretor. Foi um grande brasileiro. O filme é uma grande homenagem ao Rio e ao nosso país. É muito bom ver um filme que fala do Brasil de verdade, não aquele Brasil que normalmente Hollywood  retrata, com capital sendo Buenos Aires, floresta amazônica ao redor do Rio, que toca rumba e com cara de Mexicanos. Mas o Brasil real, com nosso samba, nossa cultura e nosso povo.
A qualidade técnica do filme é imperdível: o desfile de carnaval é tão perfeito que dá para confundir com uma gravação real. A entrada do Jardim Botânico é tão realista que fica difícil acreditar que é um desenho. As paisagens e a visão da cidade por cima são todas fantásticas. E, o mais importante, o filme consegue ser inocente e divertido ao mesmo tempo.
Sem dúvida, ter um filme desses como um mega-sucesso de Hollywood vai ser muito bom para o país. É uma propaganda excelente, a melhor que poderia ser feita. O filme é recorde do ano no mundo, com perspectivas de mais de US$ 300 milhões de faturamento. Dá muito orgulho saber que tanta gente foi ver um filme que fala do Brasil, dirigido por um brasileiro. É gente como o Carlos Saldanha que faz muito bem para nosso país: ele merece a admiração de todos pelo grande serviço que está fazendo ao nosso país. Parabéns Carlos Saldanha e parabéns Rio!

Veja também:
Uma elite intelectual idiota tem a coragem de criticar este filme!