Sou muito crítico com professores irresponsáveis, que deixam seus alunos sem cuidados e sem aulas por greves muitas vezes com somente motivações políticas. E também critico as bobeiras educativas, que tanto andam prejudicando os jovens de hoje.
Mas isso não quer dizer que não sou grato aos meus professores. E queria nominar aqui os mais memoráveis, muitos dos quais não tenho contato há décadas, mas que adoraria poder abraçar e dizer um grande obrigado!
Vou começar falando de quatro professoras do Ateneu Brasília, em Santos, onde estudei do maternal à quarta série, lá no início dos anos 70. Uma pequena escola, mas que me ensinou a ser um bom aluno...
Tudo começa com a Tia Tânia, que foi minha amada professora do pré, e teve a sensibilidade de indicar que eu deveria entrar um ano antes do previsto no primeiro ano (coisa que os educadores de hoje não conseguem entender, vide aqui).
Na primeira série tive a Tia Carmem Lúcia, carinhosa, doce, e, ao que me recordo, bonita. Ela me introduziu ao mundo das letras, com seus ditados cheios de "na outra linha, parágrafo, letra maiúscula".
Na segunda tive uma das maiores responsáveis por ter conseguido fazer uma excelente faculdade: a "brava" tia Catarina, também diretora da escola. Foi com ela que decorei toda a tabuada, algo do qual me orgulho até hoje. Tudo decorado com lições enormes, repetindo cada tabuada dezenas de vezes. Valeu muito!
Na quarta a tia Eliane me apresentou ao mundo das equações, com quadradinhos ao invés de X. E com ela descobri que teria dificuldade em alguma coisa: inglês. "Good morning, class. Good morning, Miss Kelly. This is the pencil. That is the pen".
Entre quinta e oitava estudei no Olavo Bilac, escola municipal santista. E a professora mais marcante foi, sem sombras de dúvidas, a Alice Maria, de português. Ela dava aula com prazer. E sem falsa educação, nos ensinou logo ao adentrar no quinto ano, onde ficava o "mijatório"... Foi ali que aquela imagem da tia angelical se transformou na imagem de uma professora, mulher normal.
No nível médio, que cursei no excelente Colégio do Carmo, em meados dos anos 80, os destaques eram o Iba, o professor de química doidão, que fumava e bebia, e dizia se transformar em Samanta após as 22hs. E que dava uma ótima aula. E o Duarte, de física, sério e rígido, que jogava a caneta de quem quer que fosse pela janela (terceiro andar) se a pessoa fosse escrever enquanto ele explicava. E que odiava o Uno, que ele chamava de botinha ortopédica e adorava usar como símbolo de ponto material.
Na faculdade, a professora mais marcante foi a Cecilia. Doce, educada, responsável, preparava as aulas bem, mas dava provas também "marcantes". Cecilia que me acompanhou por mais que 12 anos como professora (depois mestrado e doutorado) e que hoje é minha "colega" de trabalho. Mas não posso deixar de falar também no Franzin, o cara que mostrou como era o mercado de verdade e nos presenteava com seus incríveis conhecimento e experiência e no Ari, o professor mais "alegre" da matemática, com seu ouvido biônico, seus comentários brilhantes, suas aulas incríveis e suas provas impossíveis!
À todos vocês, e também à vários outros que não tive como citar, para não fazer um texto gigante, meu muitíssimo obrigado. Valeu de verdade!
Bobeiras educativas:
- O que as escolas não ensinam
- Psicologismo agudo
- Um tapinha não dói
- Que tal trabalhar para ganhar?
- Salário ou responsabilidade?
- Idade inicial
- Português correto: alunos e educadores
- Não ser meritocrático
- Foco em universidades
- Trote: vide aqui
- Bullying: primeiro post aqui, com novo comentário aqui
- Aprovação automática: vide aqui
- Novos conteúdos: vide aqui
- Flexibilidade: vide aqui
- Livros didáticos
A verdade tem que ser dita, sem medo de polêmicas. Tentando discutir as coisas com profundidade, sem me preocupar em ser politicamente correto.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
O que as escolas não ensinam
Abaixo regras que Bill Gates, dono da Microsoft, discursou para alunos em uma formatura. Concordo com a visão dele de que escolas extremamente protecionistas, onde a preocupação não é ensinar, mas "motivar" (vide aqui), onde não se pode reprovar (vide aqui) e onde o maior temor é o bullying (vide aqui e aqui), estão fugindo do seu objetivo maior.
'- Vocês estão se formando e deixando os bancos escolares, para enfrentarem a vida lá fora. Não a vida que você querem, não a vida que vocês sonharam ter, a vida como ela é. Você estão saindo de um mundo educacional que está pervertendo o conceito da educação, adotando um esquema que visa proporcionar uma vida fácil para a nova geração. Essa política educacional leva as pessoas a falharem em suas vidas pessoais e profissionais mais tarde. Vou compartilhar com vocês onze regras que não se aprendem nas escolas:
Regra 1: A vida não é fácil. Acostume-se com isso.
Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa de útil por ele (o mundo) antes de aceitá-lo.
Regra 3: Você não vai ganhar vinte mil dólares por mês assim que sair da faculdade. Você não será vice-presidente de uma grande empresa, com um carrão e um telefone à sua disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e ter seu próprio telefone.
Regra 4: Se você acha que seu pai ou seu professor são rudes, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seu avós tinham uma palavra diferente para isso. Eles chamavam isso de 'oportunidade'
Regra 6: Se você fracassar não ache que a culpa é de seus pais. Não lamente seus erros, aprenda com eles.
Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por terem de pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são 'ridículos'. Então, antes de tentar salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente arrumar o seu próprio quarto.
Regra 8: Sua escola pode ter criado trabalhos em grupo, para melhorar suas notas e eliminar a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar para ficar de DP até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola está despedido... RUA! Faça certo da primeira vez.
Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre férias de verão e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
Regra 10: Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.
Regra 11: Seja legal com os CDF´s - aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas. Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.'
Juventude atual:
- aonde querem chegar?
- amor e sexo
- Adeus a Amy,
- inspiração boa e ruim,
- cérebro de pipoca
- valor da vida
Bobeiras educativas:
- Um tapinha não dói
- Que tal trabalhar para ganhar?
- Salário ou responsabilidade?
- Idade inicial
- Português correto: alunos e educadores
- Não ser meritocrático
- Foco em universidades
- Trote: vide aqui
- Bullying: primeiro post aqui, com novo comentário aqui
- Aprovação automática: vide aqui
- Novos conteúdos: vide aqui
- Flexibilidade: vide aqui
- Livros didáticos
![]() |
| Bill sabe o que fala! |
Regra 1: A vida não é fácil. Acostume-se com isso.
Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa de útil por ele (o mundo) antes de aceitá-lo.
Regra 3: Você não vai ganhar vinte mil dólares por mês assim que sair da faculdade. Você não será vice-presidente de uma grande empresa, com um carrão e um telefone à sua disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e ter seu próprio telefone.
Regra 4: Se você acha que seu pai ou seu professor são rudes, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seu avós tinham uma palavra diferente para isso. Eles chamavam isso de 'oportunidade'
Regra 6: Se você fracassar não ache que a culpa é de seus pais. Não lamente seus erros, aprenda com eles.
Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por terem de pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são 'ridículos'. Então, antes de tentar salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente arrumar o seu próprio quarto.
Regra 8: Sua escola pode ter criado trabalhos em grupo, para melhorar suas notas e eliminar a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar para ficar de DP até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola está despedido... RUA! Faça certo da primeira vez.
Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre férias de verão e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
Regra 10: Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.
Regra 11: Seja legal com os CDF´s - aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas. Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.'
Juventude atual:
- aonde querem chegar?
- amor e sexo
- Adeus a Amy,
- inspiração boa e ruim,
- cérebro de pipoca
- valor da vida
Bobeiras educativas:
- Um tapinha não dói
- Que tal trabalhar para ganhar?
- Salário ou responsabilidade?
- Idade inicial
- Português correto: alunos e educadores
- Não ser meritocrático
- Foco em universidades
- Trote: vide aqui
- Bullying: primeiro post aqui, com novo comentário aqui
- Aprovação automática: vide aqui
- Novos conteúdos: vide aqui
- Flexibilidade: vide aqui
- Livros didáticos
sábado, 26 de novembro de 2011
Trapalhões na luta contra a ditadura
Nossa "elite intelectual" escolhe seus mocinhos e seus bandidos por simpatia, e não com base na verdade. E isso ainda era mais forte na época da ditadura.
Sempre ouvia falar bem do Caetano e do Gil e mal do Roberto Carlos na infância, porque o Roberto compactuava com a ditadura. Mas foi só depois da ditadura cair que soube que a frase
"Debaixo dos caracóis dos seus cabelos, uma história para contar, de um mundo tão distante"
eram os caracóis do Caetano que estava exilado na Inglaterra, Caetano que o Roberto fez questão de visitar. Vamos e venhamos, se o cara era considerado o rei, fazia um sucesso danado e fosse assim tão alienado, porque iria fazer uma música em homenagem à alguém perseguido pela ditadura? É, o Roberto não merecia aquela perseguição, mas na verdade os intelectuais nunca gostaram de quem faz sucesso, é uma opinião elitista de quem nunca vai gostar de nada que o povão gosta!
Mas o tema aqui não é Roberto, mas Os Trapalhões. Sim, o grupo de palhaços mais incrível que esse país já teve. O grupo com um paulista que veio do circo (Dedé), um autêntico sambista carioca (Mussum, que antes cantava no grupo Originais do Samba), um mineirinho típico (Zacarias) e um nordestino pobre mas esperto, com um quê de Carlitos, mas brasileiríssimo (o Didi). Eles agradavam todas as idades, com humor leve, simples e com cara do nosso país. E foram sucesso por duas décadas não apenas na TV, mas também no cinema, onde eram, ano após ano, a maior bilheteria.
Os chatos pseudo-intelectuais jamais assumiriam que os trapalhões lutaram contra a ditadura. Sempre irão citar aqueles diretores de cinema chatíssimos, que só eles conseguiam assistir e não tinham nenhum impacto no povo. Mas revendo "Os saltimbancos trapalhões" agora, filme de muito sucesso na época, fiquei abismado ao perceber tão claramente uma cena: enquanto toca "Todos juntos somos fortes, somos flecha e somos arco, (... ) não há nada a temer", a plebe explorada se rebela contra o dono do circo, que acaba dividindo o poder. Claro, chatos intelectuais, o texto é inspirado na peça do Chico Buarque, por sua vez traduzido de texto francês. Mas a peça, senhores inteligentes, era uma coisa para poucos filhinhos de ricos. Já o filme dos trapalhões, foi visto por mais de 5 milhões de pessoas, só no cinema!
O detalhe importante - e nada discreto - é que atrás do dono do circo está aberta não uma lona, mas a bandeira do Brasil! Nada mais claro, nada mais evidente, a metáfora é explícita! Os trapalhões tinham muito mais a perder que os estudantes rebeldes que faziam ações terroristas que se acham heróis (vide aqui), e não deixaram de mostrar sua opinião! É ridículo que nunca vi ninguém da nossa elite esquerdista agradecendo os trapalhões por ter lutado ao lado deles...Ao ver essa cena, fiquei ainda mais feliz por sempre ter sido fã incondicional dos 4 palhaços, palhaços que nunca sairão da minha memória de momentos felizes!
Veja também:
- Juventude atual: Losers são os americanos...
- Uma elite intelectual idiota
Sempre ouvia falar bem do Caetano e do Gil e mal do Roberto Carlos na infância, porque o Roberto compactuava com a ditadura. Mas foi só depois da ditadura cair que soube que a frase
"Debaixo dos caracóis dos seus cabelos, uma história para contar, de um mundo tão distante"
eram os caracóis do Caetano que estava exilado na Inglaterra, Caetano que o Roberto fez questão de visitar. Vamos e venhamos, se o cara era considerado o rei, fazia um sucesso danado e fosse assim tão alienado, porque iria fazer uma música em homenagem à alguém perseguido pela ditadura? É, o Roberto não merecia aquela perseguição, mas na verdade os intelectuais nunca gostaram de quem faz sucesso, é uma opinião elitista de quem nunca vai gostar de nada que o povão gosta!
Os chatos pseudo-intelectuais jamais assumiriam que os trapalhões lutaram contra a ditadura. Sempre irão citar aqueles diretores de cinema chatíssimos, que só eles conseguiam assistir e não tinham nenhum impacto no povo. Mas revendo "Os saltimbancos trapalhões" agora, filme de muito sucesso na época, fiquei abismado ao perceber tão claramente uma cena: enquanto toca "Todos juntos somos fortes, somos flecha e somos arco, (... ) não há nada a temer", a plebe explorada se rebela contra o dono do circo, que acaba dividindo o poder. Claro, chatos intelectuais, o texto é inspirado na peça do Chico Buarque, por sua vez traduzido de texto francês. Mas a peça, senhores inteligentes, era uma coisa para poucos filhinhos de ricos. Já o filme dos trapalhões, foi visto por mais de 5 milhões de pessoas, só no cinema!
O detalhe importante - e nada discreto - é que atrás do dono do circo está aberta não uma lona, mas a bandeira do Brasil! Nada mais claro, nada mais evidente, a metáfora é explícita! Os trapalhões tinham muito mais a perder que os estudantes rebeldes que faziam ações terroristas que se acham heróis (vide aqui), e não deixaram de mostrar sua opinião! É ridículo que nunca vi ninguém da nossa elite esquerdista agradecendo os trapalhões por ter lutado ao lado deles...Ao ver essa cena, fiquei ainda mais feliz por sempre ter sido fã incondicional dos 4 palhaços, palhaços que nunca sairão da minha memória de momentos felizes!
Veja também:
- Juventude atual: Losers são os americanos...
- Uma elite intelectual idiota
Orgulho de ser de um time!
| Laboratório de Informática, Aprendizagem e Gestão |
Esse grupo é o LIAG, o laboratório de informática, aprendizagem e gestão. Um laboratório de uns 5m2 no máximo. Mas com muita gente boa!
Em 4 anos de existência, o LIAG já conseguiu dezenas de publicações em eventos importantes, além de ter participado de vários projetos de pesquisa e organizado vários torneios e eventos. E, ainda, conseguimos várias distinções importantes:
1. teve os trabalhos de iniciação científica considerados como melhor tema livre nos anos de 2010 e 2011 na UNICAMP, com o Júlio e o Renato, dois alunos brilhantes que colaboraram em muito com as pesquisas de robótica do lab. E não posso deixar de destacar o Leandro Morelato, aluno que me ajudou a criar essa linha de pesquisas, antes mesmo do LIAG existir;
2. tivemos três trabalhos selecionados entre os melhores trabalhos de conclusão de curso no SBIE: em 2009 o Henrique nos representou com o projeto Gene, em 2010 a Mônica com o chatterbot Elber e neste ano o Diogo, aluno que trabalhou com pesquisas no LIAG por três anos e meio foi escolhido como o segundo melhor trabalho do ano, com o projeto Lab's Life.
3. propusemos e conseguimos trazer para a UNICAMP o SBIE 2013, o maior evento da área de informática e educação no Brasil!
Tenho muito orgulho de ser desse time! Um time de sucesso! Que não fica reclamando que não tem verba, que não tem espaço, que não tem ..., que sabe que
"quem sabe faz a hora, não espera acontecer!"
Isso prova que quando se junta responsabilidade, inteligência e cooperação, podemos sonhar mais longe! Valeu turma!
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Pobres no Brasil não têm direitos?
E um deputado estadual de SP teve uma ideia "brilhante": proibir garupas em motos, para evitar violência. Isso porque ele alega que a maioria dos assaltos é feito por duplas em motos.
Mas vamos mais a fundo na interpretação da proposta. Quem está realmente preocupado com a violência? Normalmente, os mais ricos. E ricos não andam de moto, nem de ônibus, só de carro.
E quem anda de moto? Assaltantes? Bom, alguns talvez. Mas a grande maioria são pessoas simples que trabalharam muito para conseguir comprar, com muito custo, um meio de transporte mais rápido e barato que nosso horrível transporte público. A moto serve para levar esse povo humilde para trabalhar, para fazer compras e até para namorar (eu mesmo, quando era teen, ia namorar de moto).
Agora me vêm esse incrível deputado e me diz que os pobres que compraram moto não vão poder usá-la? Em nome de defender alguns da violência, vamos privar toda uma classe de pessoas de transporte? Transporte que compraram com seu esforço e sobre o qual tem direitos?
Que tal, senhor deputado, proibir carros de andar com mais de um passageiro, porque há bandos de assaltantes de banco que andam de carro? Esdrúxulo isso, senhor deputado? E porque proibir colocar dois em uma moto não é esdrúxulo? Só porque o senhor acha que pobres podem ser privados de seus direitos em favor de uma elite? Me poupe!
Espero que todos os motoqueiros do Brasil saibam de cor o nome de todos os deputados que aprovaram na assembléia esse absurdo, para que eles nunca mais sejam eleitos nem para síndico de prédio! E espero que o governador Alckmin tenha o bom senso de vetar essa lei elitista! Pobres não são massa de manobra para ricos, são cidadãos que merecem ver seus direitos serem respeitados!
Veja também:
- acima da lei: estudantes e ricos
- Sigo a lei, sou preconceituoso!
- Uma elite intelectual idiota
- o vergonhoso movimento estudantil: 1, 2 e 3
Mas vamos mais a fundo na interpretação da proposta. Quem está realmente preocupado com a violência? Normalmente, os mais ricos. E ricos não andam de moto, nem de ônibus, só de carro.
E quem anda de moto? Assaltantes? Bom, alguns talvez. Mas a grande maioria são pessoas simples que trabalharam muito para conseguir comprar, com muito custo, um meio de transporte mais rápido e barato que nosso horrível transporte público. A moto serve para levar esse povo humilde para trabalhar, para fazer compras e até para namorar (eu mesmo, quando era teen, ia namorar de moto).
Agora me vêm esse incrível deputado e me diz que os pobres que compraram moto não vão poder usá-la? Em nome de defender alguns da violência, vamos privar toda uma classe de pessoas de transporte? Transporte que compraram com seu esforço e sobre o qual tem direitos?
Que tal, senhor deputado, proibir carros de andar com mais de um passageiro, porque há bandos de assaltantes de banco que andam de carro? Esdrúxulo isso, senhor deputado? E porque proibir colocar dois em uma moto não é esdrúxulo? Só porque o senhor acha que pobres podem ser privados de seus direitos em favor de uma elite? Me poupe!
Espero que todos os motoqueiros do Brasil saibam de cor o nome de todos os deputados que aprovaram na assembléia esse absurdo, para que eles nunca mais sejam eleitos nem para síndico de prédio! E espero que o governador Alckmin tenha o bom senso de vetar essa lei elitista! Pobres não são massa de manobra para ricos, são cidadãos que merecem ver seus direitos serem respeitados!
Veja também:
- acima da lei: estudantes e ricos
- Sigo a lei, sou preconceituoso!
- Uma elite intelectual idiota
- o vergonhoso movimento estudantil: 1, 2 e 3
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Um papo de dar fome
(mais um post da série spams legais, sem autor conhecido)
Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.
E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.
Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.
Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese... etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.
O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.
Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco...
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.
Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.
No frigir dos ovos, nossa língua dá um grande apetite!
Veja também:
- Quem te faz feliz?
- Um mundo insano
- as escolhas da vida
- Nerd Pride - Piadas nerds
- Nerd Pride - 1 - vida universitária
- Nerd Pride - 2 - Cálculo
- Nerd Pride - 3 - Matemática
- Nerd Pride - 4 - Computação
Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.
E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.
Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.
Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese... etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.
O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.
Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco...
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.
Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.
No frigir dos ovos, nossa língua dá um grande apetite!
Veja também:
- Quem te faz feliz?
- Um mundo insano
- as escolhas da vida
- Nerd Pride - Piadas nerds
- Nerd Pride - 1 - vida universitária
- Nerd Pride - 2 - Cálculo
- Nerd Pride - 3 - Matemática
- Nerd Pride - 4 - Computação
sábado, 19 de novembro de 2011
Eu sou louco!
Adoro pensar sem medo, voar e me imaginar por aqui e por lá. E sempre adorei textos que falam de loucura. O Alienista, do Machado, é um dos meus livros preferidos. Um livro que marcou muito minha vida e minha maturidade: o li com 13 anos e odiei. E o reli com 16 e o amei. A maturidade tinha chegado, eu tinha começado a entender que a vida não é linear, que tudo tem dois lados, e que não há maior sanidade do que se permitir ser louco.
Sou um cara "certinho", sou pé no chão, não gosto de aventuras, até de avião não gosto muito (embora não deixe de viajar por isso). Tenho uma imagem clean e uso roupas discretas. Quem não me conhece de perto pode me achar um yuppie. É preciso me conhecer mais para ver minhas loucuras...
Lembro que uma vez, há uns 25 anos, uma eterna-quase-namoradinha me disse que duvidava que eu me ajoelhasse em frente dela e que saísse dançando na calçada super-movimentada, e eu fiz ambos e a deixei vermelhíssima de vergonha. Ela se achava louca e me achava quietinho. E eu a surpreendi. E faria tudo de novo, para conseguir um sorriso de alguém que amo. Não tenho nenhum medo de parecer louco, pois sei que o sou!
Não quero passar nenhuma imagem para ninguém, não me preocupo com o que os outros pensam. Alguns devem me achar um quadrado, outros me acham direitista e outros quase-comunista. Eu sou tudo isso e não sou, e também vou mudando, porque nós temos o direito de mudar! A vida nos ensina coisas e eu adoro aprender. E quando aprendemos, mudamos!
Sendo assumidamente louco, tenho que admirar músicas de loucos. Quando era muito pequeno adorava o Silvio Brito e suas músicas "tá todo mundo louco" e "espelho meu". Já na graduação, uma das minhas músicas preferidas passou a ser "Maluco Beleza" do eterno Raul . Como cantávamos essa música naquela época tão boa da vida... Veja abaixo essa música, em gravação histórica, na praia do Gonzaga, na minha amada Santos!
Vim hoje ouvindo um lindo disco do Ney Matogrosso, com músicas de primeiríssima com sua interpretação primorosa. É, sou louco em assumir que adoro o Ney, mesmo morando em Campinas e sabendo que minha turma de Santos vai me encher até o fim dos tempos por isso. Mas gosto sim do Ney, fazer o que? E entre essas músicas do disco que ouvia, uma das mais fantásticas é justamente a balada do louco.
Mais louco é quem me diz, e não é feliz!
Eu sou feliz!
Veja também:
- Eu sou criança
- Eu sou + eu
- Michael Jackson
- Queen
- Belo
Sou um cara "certinho", sou pé no chão, não gosto de aventuras, até de avião não gosto muito (embora não deixe de viajar por isso). Tenho uma imagem clean e uso roupas discretas. Quem não me conhece de perto pode me achar um yuppie. É preciso me conhecer mais para ver minhas loucuras...
Lembro que uma vez, há uns 25 anos, uma eterna-quase-namoradinha me disse que duvidava que eu me ajoelhasse em frente dela e que saísse dançando na calçada super-movimentada, e eu fiz ambos e a deixei vermelhíssima de vergonha. Ela se achava louca e me achava quietinho. E eu a surpreendi. E faria tudo de novo, para conseguir um sorriso de alguém que amo. Não tenho nenhum medo de parecer louco, pois sei que o sou!
Não quero passar nenhuma imagem para ninguém, não me preocupo com o que os outros pensam. Alguns devem me achar um quadrado, outros me acham direitista e outros quase-comunista. Eu sou tudo isso e não sou, e também vou mudando, porque nós temos o direito de mudar! A vida nos ensina coisas e eu adoro aprender. E quando aprendemos, mudamos!
Sendo assumidamente louco, tenho que admirar músicas de loucos. Quando era muito pequeno adorava o Silvio Brito e suas músicas "tá todo mundo louco" e "espelho meu". Já na graduação, uma das minhas músicas preferidas passou a ser "Maluco Beleza" do eterno Raul . Como cantávamos essa música naquela época tão boa da vida... Veja abaixo essa música, em gravação histórica, na praia do Gonzaga, na minha amada Santos!
Vim hoje ouvindo um lindo disco do Ney Matogrosso, com músicas de primeiríssima com sua interpretação primorosa. É, sou louco em assumir que adoro o Ney, mesmo morando em Campinas e sabendo que minha turma de Santos vai me encher até o fim dos tempos por isso. Mas gosto sim do Ney, fazer o que? E entre essas músicas do disco que ouvia, uma das mais fantásticas é justamente a balada do louco.
Mais louco é quem me diz, e não é feliz!
Eu sou feliz!
Veja também:
- Eu sou criança
- Eu sou + eu
- Michael Jackson
- Queen
- Belo
Assinar:
Postagens (Atom)
