Foi um comentário de um aluno meu que me fez escrever este post. Ele é o melhor aluno da turma de informática da Unicamp, o que já seria um orgulho para qualquer um. Além disso, não é um daqueles nerds sem "interface com usuário": é um cara que fala bem, bastante carismático e que faz sucesso com as meninas. Não é a toa que tem uma bela e inteligente namorada ao lado (e olha que mulher, bela, inteligente e Unicamp não são coisas que combinam ;-) ): ou seja, novamente é um privilegiado! Além disso, o cara está com um ótimo estágio e tem uma carreira inteira de sucesso pela frente. E justamente ESSE cara vem me dizer que se sente fracassado!
O que essa geração quer, hein? A minha geração tinha ditadura no governo, nem o prefeito da minha cidade era eleito (área de segurança nacional). A minha geração ficou desesperada para conseguir um emprego - qualquer um - quando se formou. Nós tínhamos que conviver com inflação de 40% ao mês. Eu nunca fui um bom galanteador. Mas, mesmo assim, jamais me senti derrotado. Em um momento percebi que o importante na vida não é onde chegar, mas sim o caminhar. E sempre lutei, dia após dia, por um caminhar feliz.
É desalentador ver um cara inteligente como esse meu aluno repetindo uma expressão ridícula de uma cultura mais ridícula ainda: a dos EUA. O Brasil não é EUA, jovens! Aqui, nossa preocupação é ser feliz, não o estereotipado "loser". O loser para os estadosunidenses é quem não tem uma casa, outra de praia, uma SUV e uma lancha. Ou seja, quem não movimenta o capitalismo. Esse conceito não se preocupa com o ser humano, mas sim com o consumismo per se. Ok, meu aluno não tem uma SUV: que bom para a natureza, menos um poluindo o mundo sem necessidade! Não tem uma lancha: que bom para ele que não tenha essa preocupação em manter algo inútil por 360 dias do ano ou mais. Não tem uma casa de praia: será mais divertido dividir o aluguel de um kitch em Ubatuba com sua bela turma de amigos! (amigos que o admiram, pois eu conheço a turma) E tem uma namorada inteligente que gosta dele, o que alguém que precisa ganhar dinheiro para tudo o que os estadosunidenses acham importante, não terá (ou se tiver, não terá tempo de desfrutar bons momentos ao lado).
O Brasil é a terra do Didi que capitalizou como ninguém a cultura nacional. Onde o importante não é ter grana, mas conseguir levar a vida de forma divertida, dando balões nas dificuldades. O Brasil é o lugar onde vemos, com mais clareza, a verdade: executivos morando no Morumbi com uma vida atribulada, sem amor em família, sem tempo para o lazer e sempre preocupados com a violência. E pobres nas favelas do Rio, com seus churrascos na laje, pagodinho na mesa do bar da esquina e uma "nega" que o ama de paixão. Lógico que os pobres tem problemas, não tenho a menor dúvida disso, mas na média eles são mais felizes. Eu que tenho a felicidade de poder ter convivido demais com gente dos dois extremos, não tenho dúvidas que o extremo mais pobre é mais feliz.
Então, caro aluno, deixe de besteira. Você é um privilegiado, tem que parar de bobeira e lembrar todo o dia o quanto tem sorte na sua vida. Ao final do dia, independentemente de religião, pare um minuto e lembre-se das coisas boas que tem e agradeça a vida! É bom nós sairmos do dia a dia e agradecermos o privilégio que é estar vivo e poder ter a vida que temos. Você é jovem, saudável, tem estudo de primeira linha, tem emprego, tem namorada, tem amigos que lhe adoram: que mais alguém pode querer? Assuma-se brasileiro, esqueça essa mania gringa de sempre querer mais, e seja feliz. A felicidade está na sua frente, abra os olhos e aproveite, pois momentos como o seu atual, são raros, e muito poucas pessoas conseguem tê-lo!
PS. e o distinto aluno ainda ganhou o prêmio de melhor iniciação científica do ano. Ah se todos fossem fracassados como ele :-)
Veja também:
- aonde querem chegar?
- amor e sexo
- Adeus a Amy,
- inspiração boa e ruim,
- cérebro de pipoca
- valor da vida
A verdade tem que ser dita, sem medo de polêmicas. Tentando discutir as coisas com profundidade, sem me preocupar em ser politicamente correto.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Homenagem aos finados dormindo...
Acordei no meio desta noite com o choro do baby... Estava sonhando, um sonho muito culto e adequado ao dia: estava sonhando que havia encontrado o Mário Lago e fui lá conversar com ele e pedir um autógrafo. É pena que o Mário já tenha ido embora, o Mário que faria 100 anos agora. Sobre ele falei neste post.
Ao chegar aos 40, começamos a perder tantas pessoas que nos são tão importantes, pessoalmente, ou por admiração, que o dia 2/11 nos traz reflexão. Refletirmos sobre o quão curta é nossa vida e o quão tristes são as perdas. Mas que "the show must go on" e o que melhor podemos fazer em homenagem a todos os que já foram é tentarmos ser o mais felizes possível. E deixar felizes quem ainda está por aqui.
Uma homenagem aqui aos meus queridos parentes que se foram, tios Fernando, Zé Luis, Cacilda, Armando, Hilário, Paulo, avós Zé, Ana e Renato e ao meu colega de turma da Unicamp, que nos deixou bem no início do curso.
Uma homenagem aos políticos decentes que me fizeram acreditar que dá para ser diferente: Mário Covas, Ulisses, Montoro, Tancredo...
Uma homenagem ao Senna (vide aqui), o maior herói esportivo dos últimos tempos no país. E até aos irreverentes Mamonas e Bussunda, que nos faziam tanto sorrir.
E vamos em frente, curtindo essa vida curta, em honra dos que já foram.
Veja também:
- Divulgue e apoie o projeto Mário Lago 100 anos
- O melhor presidente
- Um grande líder
- Um exemplo de pessoa
Ao chegar aos 40, começamos a perder tantas pessoas que nos são tão importantes, pessoalmente, ou por admiração, que o dia 2/11 nos traz reflexão. Refletirmos sobre o quão curta é nossa vida e o quão tristes são as perdas. Mas que "the show must go on" e o que melhor podemos fazer em homenagem a todos os que já foram é tentarmos ser o mais felizes possível. E deixar felizes quem ainda está por aqui.
Uma homenagem aqui aos meus queridos parentes que se foram, tios Fernando, Zé Luis, Cacilda, Armando, Hilário, Paulo, avós Zé, Ana e Renato e ao meu colega de turma da Unicamp, que nos deixou bem no início do curso.
Uma homenagem aos políticos decentes que me fizeram acreditar que dá para ser diferente: Mário Covas, Ulisses, Montoro, Tancredo...
Uma homenagem ao Senna (vide aqui), o maior herói esportivo dos últimos tempos no país. E até aos irreverentes Mamonas e Bussunda, que nos faziam tanto sorrir.
E vamos em frente, curtindo essa vida curta, em honra dos que já foram.
Veja também:
- Divulgue e apoie o projeto Mário Lago 100 anos
- O melhor presidente
- Um grande líder
- Um exemplo de pessoa
Lembrando outubro
E lá se vai mais um mês, o mês em que este blog comemorou 1 ano. E não poderia ter sido uma comemoração mais incrível.
Foram 38 posts, o maior número da história do blog em um mês, sendo que 10 comemorando o primeiro aniversário e destacando os 10 posts mais lidos da história (vide este post). O número de visitações foi muito acima de qualquer expectativa: se até agosto este blog tinha chegado no máximo a 1200 visitações mensais e em setembro a 1500, o mês de aniversário teve mais de 2000 visitas!
Mas o mais incrível é que entre os dez posts mais lidos no blog, três foram escritos no último mês. Um fala sobre o maravilhoso grupo Queen e o coral Zíper na Boca da Unicamp e já teve mais de 100 visitas (vide aqui). Outro, com quase cem visitas, comenta as memórias da minha graduação e a velha linha 3.60 (o vermelhão, vide aqui). E o terceiro, com mais de 80 visitas, fala sobre a beleza da mulher, destacando a Paola Oliveira (vide aqui). E ainda pode-se destacar o post de despedida ao Steve Jobs, com mais de 50 visitas em menos de um mês (vide aqui).
Muito obrigado a todos pela leitura. E conto com vocês para levar ainda mais longe as discussões e as polêmicas deste blog.
Foram 38 posts, o maior número da história do blog em um mês, sendo que 10 comemorando o primeiro aniversário e destacando os 10 posts mais lidos da história (vide este post). O número de visitações foi muito acima de qualquer expectativa: se até agosto este blog tinha chegado no máximo a 1200 visitações mensais e em setembro a 1500, o mês de aniversário teve mais de 2000 visitas!
Mas o mais incrível é que entre os dez posts mais lidos no blog, três foram escritos no último mês. Um fala sobre o maravilhoso grupo Queen e o coral Zíper na Boca da Unicamp e já teve mais de 100 visitas (vide aqui). Outro, com quase cem visitas, comenta as memórias da minha graduação e a velha linha 3.60 (o vermelhão, vide aqui). E o terceiro, com mais de 80 visitas, fala sobre a beleza da mulher, destacando a Paola Oliveira (vide aqui). E ainda pode-se destacar o post de despedida ao Steve Jobs, com mais de 50 visitas em menos de um mês (vide aqui).
Muito obrigado a todos pela leitura. E conto com vocês para levar ainda mais longe as discussões e as polêmicas deste blog.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Bom filme: Senna
Posso falar desse filme de forma isenta, porque jamais fui um fã do Airton. Como um Pirquetzista que sou, Airton foi sempre o outro. Mas uma coisa é torcer, outra é ser justo. E não tem como negar algumas coisas:
- Airton foi provavelmente o maior ídolo do esporte brasileiro após o Pelé;
- Airton era um piloto, tinha um braço no volante, como muito poucos. Certamente mais que Piquet e Prost, que eu considerava mais equilibrados e até mais inteligentes. Mas jamais melhores pilotos. Considero que talvez Schumi rivalizaria com ele em técnica, mas só ele entre todos os que conheci na F1 nos últimos trinta e poucos anos;
- Airton valorizou o nosso país como quase ninguém mais;
- Airton tinha um valor que acho que está meio perdido hoje em dia, nessa era de Lulas, onde o mérito e o esforço andam perdendo espaço para a esperteza e o oportunismo. Airton sabia que a perfeição deve ser sempre a meta do ser humano. E Airton sabia que para chegar à perfeição, só com muito esforço e dedicação (veja esta frase dele).
O premiado documentário Senna mostra o que pontuo acima muito bem. Mostra, com delicadeza,o que era o ser humano Senna. Um cara perfeccionista, batalhador e que se irritava com a politicagem. E um cara que foi um exemplo para toda uma geração.
Se para mim o Senna era exageradamente politicamente correto e marketeiro, algo que me irritava, o filme mostra outros lados do Senna totalmente elogiáveis. Senna certamente foi um brasileiro para entrar na história. E o filme mostra o que foi o mito Senna, que quem tem menos que 20 anos não consegue nem imaginar. Um mito que supera até os feitos dele: poucos se lembram, por exemplo, que o Piquet tem tantos títulos quanto o Senna.
O filme Senna (em DVD) é um filme histórico, imperdível. Para ver e rever. De alguém que morreu muito antes do que devia, em um acidente inexplicável, como nossa vida muitas vezes é. E alguém que vai sempre deixar saudades.
Veja também
- Você pode chegar lá
- O dicurso do rei
- A rede social
- TV Viva e Roque Santeiro
- Rio
- Up
- Airton foi provavelmente o maior ídolo do esporte brasileiro após o Pelé;
- Airton era um piloto, tinha um braço no volante, como muito poucos. Certamente mais que Piquet e Prost, que eu considerava mais equilibrados e até mais inteligentes. Mas jamais melhores pilotos. Considero que talvez Schumi rivalizaria com ele em técnica, mas só ele entre todos os que conheci na F1 nos últimos trinta e poucos anos;
- Airton valorizou o nosso país como quase ninguém mais;
- Airton tinha um valor que acho que está meio perdido hoje em dia, nessa era de Lulas, onde o mérito e o esforço andam perdendo espaço para a esperteza e o oportunismo. Airton sabia que a perfeição deve ser sempre a meta do ser humano. E Airton sabia que para chegar à perfeição, só com muito esforço e dedicação (veja esta frase dele).
O premiado documentário Senna mostra o que pontuo acima muito bem. Mostra, com delicadeza,o que era o ser humano Senna. Um cara perfeccionista, batalhador e que se irritava com a politicagem. E um cara que foi um exemplo para toda uma geração.
Se para mim o Senna era exageradamente politicamente correto e marketeiro, algo que me irritava, o filme mostra outros lados do Senna totalmente elogiáveis. Senna certamente foi um brasileiro para entrar na história. E o filme mostra o que foi o mito Senna, que quem tem menos que 20 anos não consegue nem imaginar. Um mito que supera até os feitos dele: poucos se lembram, por exemplo, que o Piquet tem tantos títulos quanto o Senna.
O filme Senna (em DVD) é um filme histórico, imperdível. Para ver e rever. De alguém que morreu muito antes do que devia, em um acidente inexplicável, como nossa vida muitas vezes é. E alguém que vai sempre deixar saudades.
Veja também
- Você pode chegar lá
- O dicurso do rei
- A rede social
- TV Viva e Roque Santeiro
- Rio
- Up
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Cala a boca, Hillary!
| Ela só pode estar de brincadeira! |
Mas a Hillary Clinton vir a público criticar os rebeldes foi ridículo. Ela se esqueceu o que o país dela fez a poucos meses atrás? Eles invadiram um país parceiro, mataram uma pessoa a sangue frio e deram sumiço no corpo. Com que moral ela vem agora falar dos líbios? Ela que fique caladinha, pois não tem moral alguma para criticar ninguém! Cale a boca, Hillary!
Veja também:
- a primavera árabe
- a mudança da história no mundo árabe
- o terrorismo dos EUA
- Obama e Osama: iguais
- Nada mudou na política mundial
- A suja política externa
A "primavera" árabe: o início de algo ainda pior?
Já diria meu amigo Sandro, que todos ainda iriam sentir saudades do ex-ditador egípcio. E eu não posso deixar de concordar com ele. Porque a democracia tem um defeito, a democracia é em seu âmago uma ditadura, a ditadura da maioria. E a maioria, quando não é madura para respeitar as diferenças, é mais cruel que um único ditador.
O ditador egípcio impedia a escolha política de seu povo. Mas era um país livre, onde as pessoas podiam ser o que queriam. E se os militares egípcios ainda não organizaram as prometidas eleições livres, provavelmente é porque temem o pior: que a maioria escolha uma ditadura pior que a anterior, uma ditadura religiosa.
O grupo que acabou de derrubar o Kadafi na Líbia acabou de declarar que as novas leis da Líbia serão as leis religiosas dos muçulmanos. Eu, sinceramente, preferia a ditadura do Kadafi. Nada contra a religião muçulmana, mas tudo contra a confusão entre um governo, um país e uma religião. Religião deve ser uma escolha, cada um pratica o que quiser. Um país deve ser para todos, deve ser laico (vide aqui)! E nada mais cruel do que não permitir que alguém siga suas crenças e obrigar a todos a seguir uma única religião. Ou obrigar a não seguir nenhuma, como faziam os velhos comunistas...
Será que as esperanças que tínhamos em progressos no mundo árabe vão se diluir em uma verdadeira ditadura religiosa em todos esses países? Será que teremos mais Irãs no futuro? Tomara que eu esteja errado, mas tudo indica que as coisas vão piorar ainda mais, infelizmente.
Veja também:
- a mudança da história no mundo árabe
- o terrorismo dos EUA
- Obama e Osama: iguais
- Nada mudou na política mundial
- A suja política externa
- O Brasil é um estado laico
O ditador egípcio impedia a escolha política de seu povo. Mas era um país livre, onde as pessoas podiam ser o que queriam. E se os militares egípcios ainda não organizaram as prometidas eleições livres, provavelmente é porque temem o pior: que a maioria escolha uma ditadura pior que a anterior, uma ditadura religiosa.
O grupo que acabou de derrubar o Kadafi na Líbia acabou de declarar que as novas leis da Líbia serão as leis religiosas dos muçulmanos. Eu, sinceramente, preferia a ditadura do Kadafi. Nada contra a religião muçulmana, mas tudo contra a confusão entre um governo, um país e uma religião. Religião deve ser uma escolha, cada um pratica o que quiser. Um país deve ser para todos, deve ser laico (vide aqui)! E nada mais cruel do que não permitir que alguém siga suas crenças e obrigar a todos a seguir uma única religião. Ou obrigar a não seguir nenhuma, como faziam os velhos comunistas...
Será que as esperanças que tínhamos em progressos no mundo árabe vão se diluir em uma verdadeira ditadura religiosa em todos esses países? Será que teremos mais Irãs no futuro? Tomara que eu esteja errado, mas tudo indica que as coisas vão piorar ainda mais, infelizmente.
Veja também:
- a mudança da história no mundo árabe
- o terrorismo dos EUA
- Obama e Osama: iguais
- Nada mudou na política mundial
- A suja política externa
- O Brasil é um estado laico
Parabéns à minha maior fonte de informações
De criança eu era um leitor assíduo de A Tribuna, o bom jornal da minha querida cidade de Santos. Que bom que meu pai era assinante. Foi com A Tribuna que criei o gosto por me manter sempre informado.
Quando vim para Campinas, ficou impossível ler A Tribuna. E aí comecei a me informar mais pela TV e quando sobrava tempo entre as provas da facu, e principalmente $, comprava uma folha ou um estadão no fim de semana. Acho delicioso pegar um jornalzão daqueles e ficar sentado, curtindo o sol da manhã, e ler todas as notícias sem pressa, das grandes manchetes até aquelas pequenas fofocas sobre política em colunas específicas. Nisso eu lembro o meu avô paterno, que era capaz de ficar um dia inteiro sentado com um jornal nas mãos... Mas nos últimos tempos, de babies em casa, é impossível ficar parado sem nada fazer no domingo.
E foi nos últimos anos que comecei a me atualizar com a CBN. Já tomo meu banho cedo ouvindo as notícias do dia. E vou me atualizando no trânsito, no caminho para as aulas, e todo o tempo que estou no carro, que não é pouco. Sei tudo o que de mais importante acontece e ouço as inteligentes opiniões do Max, do Sardemberg, da Mirian Leitão e do Juca Kfouri, gente que eu admiro e que são uma inspiração para mim.
Neste ano a CBN teve uma grande perda: a saída do Heródoto Barbeiro. Sempre achei incrível a energia daquele senhor: eu acordava e ele já estava apresentando o jornal na CBN e eu ia dormir e ele estava ainda ao vivo na Cultura. Heródoto é um daqueles caras únicos, que é inteligente, culto e consegue ao mesmo tempo ser profundo e divertido. Mas, infelizmente, o pastor do mal conseguiu tirá-lo da CBN e da Cultura... Faz falta as colocações inspiradas do Heródoto na manhã. Mas a CBN continua sendo minha companheira diária.
Valeu CBN por me manter informado nessa vida tão corrida!
Veja também
- O discurso do rei
- A rede social
- TV Viva e Roque Santeiro
- Rio
- Up
Quando vim para Campinas, ficou impossível ler A Tribuna. E aí comecei a me informar mais pela TV e quando sobrava tempo entre as provas da facu, e principalmente $, comprava uma folha ou um estadão no fim de semana. Acho delicioso pegar um jornalzão daqueles e ficar sentado, curtindo o sol da manhã, e ler todas as notícias sem pressa, das grandes manchetes até aquelas pequenas fofocas sobre política em colunas específicas. Nisso eu lembro o meu avô paterno, que era capaz de ficar um dia inteiro sentado com um jornal nas mãos... Mas nos últimos tempos, de babies em casa, é impossível ficar parado sem nada fazer no domingo.
E foi nos últimos anos que comecei a me atualizar com a CBN. Já tomo meu banho cedo ouvindo as notícias do dia. E vou me atualizando no trânsito, no caminho para as aulas, e todo o tempo que estou no carro, que não é pouco. Sei tudo o que de mais importante acontece e ouço as inteligentes opiniões do Max, do Sardemberg, da Mirian Leitão e do Juca Kfouri, gente que eu admiro e que são uma inspiração para mim.
Neste ano a CBN teve uma grande perda: a saída do Heródoto Barbeiro. Sempre achei incrível a energia daquele senhor: eu acordava e ele já estava apresentando o jornal na CBN e eu ia dormir e ele estava ainda ao vivo na Cultura. Heródoto é um daqueles caras únicos, que é inteligente, culto e consegue ao mesmo tempo ser profundo e divertido. Mas, infelizmente, o pastor do mal conseguiu tirá-lo da CBN e da Cultura... Faz falta as colocações inspiradas do Heródoto na manhã. Mas a CBN continua sendo minha companheira diária.
Valeu CBN por me manter informado nessa vida tão corrida!
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