Não, este post não é sobre o Santos. Perder do Barça foi tudo, menos injusto. Eu sei muito bem o nível do meu time...
Este post é sobre o melhor time que eu já vi jogar. O time que me fez me apaixonar pelo futebol. Futebol de toques bonitos, muita categoria, um show de futebol. E não, não estou falando do Barça também!
Quem tem menos de 40 anos, não lembrará disso. Mas quem tem a minha idade ou mais certamente tem na memória o nome Paolo Rossi. Esse nome, para qualquer brasileiro, causa mais terror que qualquer Jason ou Freddie, megastars do terror na década de 80...
A seleção de 82 era a certeza que o Brasil não tinha acabado no futebol com a saída do Pelé. Nós ainda sabíamos jogar futebol como ninguém. Um jogo bonito, com craques como o Zico, o Sócrates (falei dele aqui) e o Falcão, jogadores de um nível de categoria que não me lembro de ter visto depois deles. Mas também um time com um técnico, mais exatamente um maestro, que fazia aqueles 11 craques jogar em uma sintonia inesquecível: Telê Santana, para mim o melhor técnico que este país já teve.
O Brasil jogava bonito, para frente, sem medo. Se tomava um gol, ia lá e fazia dois ou três, facilmente. A certeza era tão grande, que aquele jogo contra a fraca Itália, que havia feito uma campanha ridícula até aquele dia, não assustava nada. O Brasil precisava de um empate para ir para a semi da copa, que todos tinham certeza que seria nossa. Mas naquele dia o Paolo Rossi acordou encapetado. E fez 1 X 0, mas nosso time empatou. Mas fez 2 X 1, mas conseguimos novamente empatar. E então, depois de 30 minutos do segundo tempo, fez 3 X 2, e desta vez não conseguimos mais empatar. E a melhor seleção pós-Pelé voltou para casa muito mais cedo, vindo encontrar um país enxarcado em lágrimas pela enorme desilusão.
Telê ainda dirigiu o time de 86, muito bom também, com parte da seleção de 82 e os jovens craques do time do São Paulo, liderados por Muller e Sillas. Mas novamente perdemos cedo. E o resultado dessa dupla desilusão foi o Brasil passar a acreditar que não adianta jogar bonito e não ganhar: em 90 a seleção foi a mais ridícula e retranqueira que nosso país já viu e em 94, uma seleção também jogando atrás, muito feio, com o Parreira na liderança, ganhou a Copa e sepultou definitivamente o futebol arte no Brasil, uma vez que o "futebol de resultados" do Parreira conseguiu o que o Telê não tinha conseguido.
Até hoje lembro com tristeza do resultado de 82: Telê, Zico, Sócrates e Falcão mereciam ter ganhado uma Copa. Mas o futebol não é justo, infelizmente!
Para quem é mais jovem e quer saber como foi aquela seleção ou para os mais "maduros" como eu que querem lembrar dessa passagem marcante de nossas vidas, sugiro os 4 programas especiais do Cartão Verde, da TV Cultura, por volta das 22h de terças-feiras de janeiro.
E para aqueles que adoram falar que o que importa é o título, uso o próprio exemplo da seleção para contradizê-los: tenho muito mais orgulho da seleção de 82 que por uma infelicidade não trouxe a taça, mas deu muito show que da seleção horrível de 94, com seu esquema 8 - 0 - 2 (oito atrás retrancados que, quando pegavam na bola, davam um chutão para frente, que quando caía nos pés do Romário ou no Bebeto, muitas vezes virava gol).
Viva Telê, um homem trabalhador, inteligente e íntegro como poucos do futebol, e viva aqueles jogadores fantásticos que mostraram como futebol e arte podem estar juntos!
Veja também:
Valeu, Santos!
Pêsames e parabéns aos Corinthianos
Futebol não vale tudo isso
Por que estou tão feliz
Momento de GRANDE felicidade
A copa que envergonha o Brasil
E a olimpíada? Mais absurdos...
A verdade tem que ser dita, sem medo de polêmicas. Tentando discutir as coisas com profundidade, sem me preocupar em ser politicamente correto.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
domingo, 25 de dezembro de 2011
Eu gosto do Faustão!
Quem nasceu depois dos anos 80, acha que o Faustão é como o Silvio Santos, já nasceu aos domingos em seus programas pasteurizados para família.
A história do Faustão é uma história muito mais interessante. Ele estudou no Culto a Ciência, escola histórica aqui de Campinas e tinha como colega de escola nada mais, nada menos, que Regina Duarte.
Virou repórter esportivo, de campo mesmo, e teve uma postura politizada que surpreendia em plena ditadura. Com seu jeito escrachado, acabou sendo levado para um programa humorístico histórico no rádio do início dos anos 80, o Balancê.
O sucesso foi tão grande que ele logo foi levado para a TV, com o programa Perdidos na Noite. Não havia programa mais jovem, rebelde e revolucionário em meados dos anos 80 que o Perdidos. Palavrões, irreverência, muito boa música, quase tudo ao vivo, convidados interessantes, um programa como poucos. Eu tive o prazer de ir assistir ao Perdidos duas vezes ao vivo, uma delas uma edição comemorativa gigante: e aprendi lá a comer sonho de valsa de uma vez, inteiro na boca (a Lacta patrocinava o programa e o Faustão comeu um saco com uns 50 sonhos de valsa como se fosse pipoca).
Na época a Globo convivia com uma eterna restrição: sempre apanhava no IBOPE do programa do Silvio Santos aos domingos. O Silvio Santos que merecerá um post só para ele, pois o considero o melhor comunicador de todos os tempos, mas que mantém o mesmo programa há meio século, quase sem nada mudar. A Globo tentava filmes, tentava humorísticos, tentava de tudo, e sempre perdia feio.
E a Globo ousou. Contratou aquele cara rebelde, irreverente, para liderar as tardes de domingo e lutar contra o "imbatível" Silvio Santos. Foi um choque para a Globo, porque ela estava acostumada a programas gravados, tudo bem controlado, e músicas sempre em play-backs: e o Faustão foi para fazer um programa mais ao seu estilo, ao vivo, com músicos tendo que provar que não são um produto de gravadoras: "quem sabe faz ao vivo". E sempre querendo abrir oportunidades para novos talentos, coisa que fazia desde o Perdidos: até hoje tem o "Garagem" do Faustão (para bandas nascentes) e concursos para humoristas. É uma característica nobre, de abrir oportunidades para novos talentos. Lógico que o Faustão é muito menos "boca suja" e ousado que antes, mas o programa é de tarde, para crianças, e ele já provou para todos que é um "bom moço", respeitador e até tímido. Também é claro que é um cara que não mistura família com sucesso, tendo uma vida bastante reservada, o que é nobre. E é muito fiel aos seus amigos, coisa que fica claro para quem o acompanha, e que é tão difícil de encontrar no meio televisivo.
Assisto ao Faustão no domingo e sei que as vezes é monótono. Mas vendo com olhos de quem o conhece há três décadas, é diferente. E, certamente, o Faustão é de outro nível, não se rebaixa a mulheres semi-nuas e outras estratégias sujas e apelativas que a maioria dos seus concorrentes usa até hoje.
Resolvi fazer este post hoje, porque o programa hoje mostrou o quanto me reconheço nesse senhor ex-gordo, irreverente, aqui de Campinas:
- hoje ele deu o prêmio "Mário Lago": tinha que ser o Faustão a usar o inesquecível Mário Lago como título do maior prêmio dado pela maior TV do país. Eu que sempre fui fã do Mário Lago (vide este post) fico muito feliz com isso;
- o prêmio foi para sua amiga, mas nem por isso menos merecedora, Regina Duarte. Eu também já mostrei o quanto admiro a Regina neste post;
- e para deixar o cenário ainda mais bonito, estava lá a Paola Oliveira, de quem já falei neste post.
Enfim, minha história de juventude foi muito marcada pelo Faustão. E se o programa dele não é perfeito, é a melhor opção, a menos baixa e apelativa, de todos os programas de auditório de domingo. E a única que tenho coragem de deixar meus filhos assistir.
Leia também:
- Trapalhões na luta contra a ditadura
- Queen
- Belo
- Roque Santeiro
- Divulgue e apoie o projeto Mário Lago 100 anos
- O melhor presidente
- Um grande líder
- Um exemplo de pessoa
A história do Faustão é uma história muito mais interessante. Ele estudou no Culto a Ciência, escola histórica aqui de Campinas e tinha como colega de escola nada mais, nada menos, que Regina Duarte.
| Faustão: que acompanho há 30 anos |
O sucesso foi tão grande que ele logo foi levado para a TV, com o programa Perdidos na Noite. Não havia programa mais jovem, rebelde e revolucionário em meados dos anos 80 que o Perdidos. Palavrões, irreverência, muito boa música, quase tudo ao vivo, convidados interessantes, um programa como poucos. Eu tive o prazer de ir assistir ao Perdidos duas vezes ao vivo, uma delas uma edição comemorativa gigante: e aprendi lá a comer sonho de valsa de uma vez, inteiro na boca (a Lacta patrocinava o programa e o Faustão comeu um saco com uns 50 sonhos de valsa como se fosse pipoca).
Na época a Globo convivia com uma eterna restrição: sempre apanhava no IBOPE do programa do Silvio Santos aos domingos. O Silvio Santos que merecerá um post só para ele, pois o considero o melhor comunicador de todos os tempos, mas que mantém o mesmo programa há meio século, quase sem nada mudar. A Globo tentava filmes, tentava humorísticos, tentava de tudo, e sempre perdia feio.
E a Globo ousou. Contratou aquele cara rebelde, irreverente, para liderar as tardes de domingo e lutar contra o "imbatível" Silvio Santos. Foi um choque para a Globo, porque ela estava acostumada a programas gravados, tudo bem controlado, e músicas sempre em play-backs: e o Faustão foi para fazer um programa mais ao seu estilo, ao vivo, com músicos tendo que provar que não são um produto de gravadoras: "quem sabe faz ao vivo". E sempre querendo abrir oportunidades para novos talentos, coisa que fazia desde o Perdidos: até hoje tem o "Garagem" do Faustão (para bandas nascentes) e concursos para humoristas. É uma característica nobre, de abrir oportunidades para novos talentos. Lógico que o Faustão é muito menos "boca suja" e ousado que antes, mas o programa é de tarde, para crianças, e ele já provou para todos que é um "bom moço", respeitador e até tímido. Também é claro que é um cara que não mistura família com sucesso, tendo uma vida bastante reservada, o que é nobre. E é muito fiel aos seus amigos, coisa que fica claro para quem o acompanha, e que é tão difícil de encontrar no meio televisivo.
Assisto ao Faustão no domingo e sei que as vezes é monótono. Mas vendo com olhos de quem o conhece há três décadas, é diferente. E, certamente, o Faustão é de outro nível, não se rebaixa a mulheres semi-nuas e outras estratégias sujas e apelativas que a maioria dos seus concorrentes usa até hoje.
Resolvi fazer este post hoje, porque o programa hoje mostrou o quanto me reconheço nesse senhor ex-gordo, irreverente, aqui de Campinas:
- hoje ele deu o prêmio "Mário Lago": tinha que ser o Faustão a usar o inesquecível Mário Lago como título do maior prêmio dado pela maior TV do país. Eu que sempre fui fã do Mário Lago (vide este post) fico muito feliz com isso;
- o prêmio foi para sua amiga, mas nem por isso menos merecedora, Regina Duarte. Eu também já mostrei o quanto admiro a Regina neste post;
- e para deixar o cenário ainda mais bonito, estava lá a Paola Oliveira, de quem já falei neste post.
Enfim, minha história de juventude foi muito marcada pelo Faustão. E se o programa dele não é perfeito, é a melhor opção, a menos baixa e apelativa, de todos os programas de auditório de domingo. E a única que tenho coragem de deixar meus filhos assistir.
Leia também:
- Trapalhões na luta contra a ditadura
- Queen
- Belo
- Roque Santeiro
- Divulgue e apoie o projeto Mário Lago 100 anos
- O melhor presidente
- Um grande líder
- Um exemplo de pessoa
sábado, 24 de dezembro de 2011
Boas memórias de natal
Natal para mim é uma festa de família. Onde todos se unem para celebrar o amor.
Minha maior lembrança do natal eram os encontros nas casas dos avós.
Na casa dos meus avós portugueses ouvíamos fitas com aquelas "desgarradas" entre músicos lusos no improviso, algo que muitos pensam ser uma coisa típica só do nosso nordeste. Tinha uns tios do meu pai ótimos com piadas. Mas o mais marcante, sem dúvida, eram as iguarias da minha vó: o arroz com lula, o polvo frito e, principalmente, as filhoses. Quem nunca comeu as filhoses da minha vó, não sabe o que é felicidade na vida... Já achei algumas parecidas em Portugal, mas sinto falta das filhoses como algo que acompanha os natais.
As festas na casa dos meus avós maternos eram maiores. Todos os 5 filhos, maridos e esposas, e as dezenas de netos, incluindo alguns namorados, reunidos na casa do meu avô: esse, sem dúvida, era o dia mais feliz daquele senhor santista apaixonado pelo time e pela família. E era incrível ter todos os meus primos juntos e poder brincar e correr para lá e para cá, enquanto minha vó reclamava do barulho. E aí vinha o famoso café da vovó, com uma mesa cheia de bolos e guloseimas deliciosas. Algumas vezes, as melhores, chegamos a dormir lá espalhados pela casa simples, pequena, mas acolhedora dos avós.
Tudo isso era possível porque tive a grande sorte de ter todos os avós e quase todos os tios por parte de pai e de mãe morando na mesma região. Hoje seria quase impossível, com meus parentes se espalhando não somente na querida Baixada Santista, mas também entre o Paraná, interior de SP, RJ, DF e até Amazônia (além da minha querida prima de Portugal, que só vi uma vez). Mas ainda trago no meu coração aquele eterno sonho do meu avó materno de ver a família reunida, sempre que possível, e especialmente no Natal. Sei que nem sempre será possível na vida real, mas sempre, nessas datas, lembro de toda a família, que me fez ser o que hoje sou.
Feliz natal para todos, aproveitem esta data para estar o máximo possível com quem ama. E, lembrem que, independentemente de religião, o Natal pode ser visto como um símbolo de união e amor. Ame muito, esqueça as mágoas, as tristezas e se dê o prazer de abraçar e beijar a todos os que lhe amam de verdade!
Minha maior lembrança do natal eram os encontros nas casas dos avós.
Na casa dos meus avós portugueses ouvíamos fitas com aquelas "desgarradas" entre músicos lusos no improviso, algo que muitos pensam ser uma coisa típica só do nosso nordeste. Tinha uns tios do meu pai ótimos com piadas. Mas o mais marcante, sem dúvida, eram as iguarias da minha vó: o arroz com lula, o polvo frito e, principalmente, as filhoses. Quem nunca comeu as filhoses da minha vó, não sabe o que é felicidade na vida... Já achei algumas parecidas em Portugal, mas sinto falta das filhoses como algo que acompanha os natais.
As festas na casa dos meus avós maternos eram maiores. Todos os 5 filhos, maridos e esposas, e as dezenas de netos, incluindo alguns namorados, reunidos na casa do meu avô: esse, sem dúvida, era o dia mais feliz daquele senhor santista apaixonado pelo time e pela família. E era incrível ter todos os meus primos juntos e poder brincar e correr para lá e para cá, enquanto minha vó reclamava do barulho. E aí vinha o famoso café da vovó, com uma mesa cheia de bolos e guloseimas deliciosas. Algumas vezes, as melhores, chegamos a dormir lá espalhados pela casa simples, pequena, mas acolhedora dos avós.
Tudo isso era possível porque tive a grande sorte de ter todos os avós e quase todos os tios por parte de pai e de mãe morando na mesma região. Hoje seria quase impossível, com meus parentes se espalhando não somente na querida Baixada Santista, mas também entre o Paraná, interior de SP, RJ, DF e até Amazônia (além da minha querida prima de Portugal, que só vi uma vez). Mas ainda trago no meu coração aquele eterno sonho do meu avó materno de ver a família reunida, sempre que possível, e especialmente no Natal. Sei que nem sempre será possível na vida real, mas sempre, nessas datas, lembro de toda a família, que me fez ser o que hoje sou.
Feliz natal para todos, aproveitem esta data para estar o máximo possível com quem ama. E, lembrem que, independentemente de religião, o Natal pode ser visto como um símbolo de união e amor. Ame muito, esqueça as mágoas, as tristezas e se dê o prazer de abraçar e beijar a todos os que lhe amam de verdade!
A felicidade está nas coisas simples...
Minhas filhas não são consumistas, tentamos as manter longe dessa mania mundial de compras. Mas no mundo de hoje, elas acabam colecionando centenas de brinquedos que elas ganham ao longo do ano, de muitas pessoas que gostam delas e as presenteiam pelos mais variados motivos. Muitos desses brinquedos elas nem conseguem usar, pois é brinquedo demais. E sempre nesta data acabamos fazendo um trabalho de selecionar uma boa porção deles para doar para "crianças sem papai e mamãe"....
No dia a dia corrido de trabalho, escola, etc., elas normalmente ficam no final da tarde em casa, em meio a sua brinquedaria e vendo Discovery Kids.
Há dois dias atrás, com o horário de verão e o Solstício - dia mais longo do ano - resolvi provocar algo diferente. Chamei as crianças para o quintal no fundo de casa, dei um pedaço de papelão e as ensinei a escorregar no desnível do terreno.
Sabia que era divertido, mas há muito tempo não as via tão felizes. Brincando juntas, uma ajudando a outra, sem brigar por um brinquedo em especifico, sem ficar trancadas em casa e sem precisar de televisão. Como é fácil fazer uma criança feliz.
Foi uma bela experiência: não precisamos de brinquedos caros, não precisamos de estratégias complexas, nem de psicologismos baratos; precisamos apenas mostrar para nossas crianças que dá para se divertir com coisas simples como um pedaço de papelão.
Leia também:
É responsabilidade dos pais: TV
Há algo de errado MESMO com a juventude
Psicologismo agudo
O que as escolas não ensinam
Juventude atual: Losers são os americanos...
No dia a dia corrido de trabalho, escola, etc., elas normalmente ficam no final da tarde em casa, em meio a sua brinquedaria e vendo Discovery Kids.
Há dois dias atrás, com o horário de verão e o Solstício - dia mais longo do ano - resolvi provocar algo diferente. Chamei as crianças para o quintal no fundo de casa, dei um pedaço de papelão e as ensinei a escorregar no desnível do terreno.
Sabia que era divertido, mas há muito tempo não as via tão felizes. Brincando juntas, uma ajudando a outra, sem brigar por um brinquedo em especifico, sem ficar trancadas em casa e sem precisar de televisão. Como é fácil fazer uma criança feliz.
Foi uma bela experiência: não precisamos de brinquedos caros, não precisamos de estratégias complexas, nem de psicologismos baratos; precisamos apenas mostrar para nossas crianças que dá para se divertir com coisas simples como um pedaço de papelão.
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É responsabilidade dos pais: TV
Há algo de errado MESMO com a juventude
Psicologismo agudo
O que as escolas não ensinam
Juventude atual: Losers são os americanos...
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Somos todos humanos - todos os povos merecem respeito
Estamos no século 21, o mundo é cheio de papos politicamente corretos, etc. e tal.
Mas todos aceitamos conviver com uma guerra esdrúxula, insana e preconceituosa que se estende por séculos, na região onde praticamente todas as religiões ocidentais nasceram: o Oriente Médio. Até quando o ser humano continuará justificando guerras, ódio e incompreensão com base em religiões que pregam o amor?
Aprendemos na história sobre a perseguição que houve a judeus nos mais diversos momentos do mundo, desde o Egito até Hitler.
Por outro lado, os palestinos que foram expulsos de suas casas há décadas, com a promessa internacional de serem reconhecidos como estado há mais de meio século (vide aqui), continuam privados do direito de ter uma pátria. Há pouco os EUA vetaram, na ONU, o reconhecimento do estado palestino, uma violência absurda a um povo que merece ter sua terra, seu governo e o reconhecimento do mundo. Podem haver terroristas lá, mas também há violência em outros países, também Israel é bastante violento com eles: não podemos condenar um povo inteiro por causa de radicais que fazem parte de qualquer nação. O poder e o dinheiro não podem definir que povo tem direito de ter sua pátria e que povo não tem direitos.
Não nos esqueçamos também dos curdos, povo que teve a promessa do mundo de ter sua pátria no final da segunda guerra, mas que até hoje é desrespeitado e tolhido de seus direitos, tanto na Turquia quanto no Iraque. A ONU não cumprir com o que prometeu é uma coisa absurda!
Será que algum dia teremos um mundo que caminhe para uma maior justiça e para uma maior interação entre os povos? Que o Brasil, sua multi-culturalidade e multi-religiosidade mostre para o mundo que somos todos seres humanos, iguais, e que podemos - e devemos -nos respeitar e nos amar, independentemente de nossas origens, crenças ou poderio financeiro.
Veja também:
A odiosa política internacional
A suja política externa
Práticas terroristas americanas
Osama e Obama
Mas todos aceitamos conviver com uma guerra esdrúxula, insana e preconceituosa que se estende por séculos, na região onde praticamente todas as religiões ocidentais nasceram: o Oriente Médio. Até quando o ser humano continuará justificando guerras, ódio e incompreensão com base em religiões que pregam o amor?
Aprendemos na história sobre a perseguição que houve a judeus nos mais diversos momentos do mundo, desde o Egito até Hitler.
Por outro lado, os palestinos que foram expulsos de suas casas há décadas, com a promessa internacional de serem reconhecidos como estado há mais de meio século (vide aqui), continuam privados do direito de ter uma pátria. Há pouco os EUA vetaram, na ONU, o reconhecimento do estado palestino, uma violência absurda a um povo que merece ter sua terra, seu governo e o reconhecimento do mundo. Podem haver terroristas lá, mas também há violência em outros países, também Israel é bastante violento com eles: não podemos condenar um povo inteiro por causa de radicais que fazem parte de qualquer nação. O poder e o dinheiro não podem definir que povo tem direito de ter sua pátria e que povo não tem direitos.
Não nos esqueçamos também dos curdos, povo que teve a promessa do mundo de ter sua pátria no final da segunda guerra, mas que até hoje é desrespeitado e tolhido de seus direitos, tanto na Turquia quanto no Iraque. A ONU não cumprir com o que prometeu é uma coisa absurda!
Será que algum dia teremos um mundo que caminhe para uma maior justiça e para uma maior interação entre os povos? Que o Brasil, sua multi-culturalidade e multi-religiosidade mostre para o mundo que somos todos seres humanos, iguais, e que podemos - e devemos -nos respeitar e nos amar, independentemente de nossas origens, crenças ou poderio financeiro.
Veja também:
A odiosa política internacional
A suja política externa
Práticas terroristas americanas
Osama e Obama
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Boas oportunidades para os jovens
Os politicamente corretos dizem que o importante é você escolher uma carreira que gosta, etc. e tal. Por outro lado, temos que aguentar os filhos de atores e cantores dizendo que seguiram a mesma carreira porque adoravam cantar e atuar desde criancinhas.
Ah, gente, me poupe! Todos, quando crianças, imaginam-se cantores, atores, jogadores de futebol ou modelos. Isso não é uma exclusividade dos filhos de estrelas. A diferença, única, é que eles tem QI e a maioria dos meros mortais, como eu e você, jamais conseguiremos chegar nesse círculo fechado.
Para nós, gente "normal", e sem grana, a chance de mudar de vida é achar uma carreira onde tenhamos oportunidades claras de conseguir um bom emprego, ou abrir uma empresa, e crescer. E isso não existe em todas as carreiras.
Lógico, evidentemente, não acho que todos tem que escolher ser médicos ou engenheiros. Mas não podemos desprezar os fatos, e ir pelo "gosto", pois a vida REAL é bem menos romântica. Temos que ser pragmáticos. E, neste sentido, foi muito bom ser filho de uma família que tomava partido: nunca fui forçado a escolher nenhuma área, mas sempre ouvi que eu tinha que escolher uma profissão que tivesse futuro e que me sustentasse. Agradeço sempre aos meus pais por terem se posicionado tão claramente!
Há um ano estive na Campus Party e falei para aquele incrível grupo de jovens nerds que, no Brasil, agora é a hora e a vez das exatas (vide aqui). Um ano depois, a coisa está ainda mais clara: os salários dos engenheiros quase dobraram em dois anos (vide aqui) e os profissionais de informática tem previsão de aumento acima da média nacional (vide aqui).
Então, gente, vamos deixar de preguiça: estudar é para ser algo divertido (vide aqui). E vale a pena "ralar" em uma boa faculdade e ter melhores oportunidades e salários ao longo da vida. Pensem, seriamente, na possibilidade de fazer engenharias ou informática, as áreas que mais precisam de profissionais hoje no Brasil! Isso abrirá muitas portas para vocês, e ajudará muito no desenvolvimento do nosso país!
Ah, gente, me poupe! Todos, quando crianças, imaginam-se cantores, atores, jogadores de futebol ou modelos. Isso não é uma exclusividade dos filhos de estrelas. A diferença, única, é que eles tem QI e a maioria dos meros mortais, como eu e você, jamais conseguiremos chegar nesse círculo fechado.
Para nós, gente "normal", e sem grana, a chance de mudar de vida é achar uma carreira onde tenhamos oportunidades claras de conseguir um bom emprego, ou abrir uma empresa, e crescer. E isso não existe em todas as carreiras.
Lógico, evidentemente, não acho que todos tem que escolher ser médicos ou engenheiros. Mas não podemos desprezar os fatos, e ir pelo "gosto", pois a vida REAL é bem menos romântica. Temos que ser pragmáticos. E, neste sentido, foi muito bom ser filho de uma família que tomava partido: nunca fui forçado a escolher nenhuma área, mas sempre ouvi que eu tinha que escolher uma profissão que tivesse futuro e que me sustentasse. Agradeço sempre aos meus pais por terem se posicionado tão claramente!
Há um ano estive na Campus Party e falei para aquele incrível grupo de jovens nerds que, no Brasil, agora é a hora e a vez das exatas (vide aqui). Um ano depois, a coisa está ainda mais clara: os salários dos engenheiros quase dobraram em dois anos (vide aqui) e os profissionais de informática tem previsão de aumento acima da média nacional (vide aqui).
Então, gente, vamos deixar de preguiça: estudar é para ser algo divertido (vide aqui). E vale a pena "ralar" em uma boa faculdade e ter melhores oportunidades e salários ao longo da vida. Pensem, seriamente, na possibilidade de fazer engenharias ou informática, as áreas que mais precisam de profissionais hoje no Brasil! Isso abrirá muitas portas para vocês, e ajudará muito no desenvolvimento do nosso país!
Bom programa infantil - circo da Mônica
No último mês levei minhas crianças para um programa muito legal, pouco concorrido e com preço bem interessante: o circo da Mônica
Para todos os pais que ficam pensando onde levar suas crianças, recomendo fortemente. Tem várias atrações boas de circo, como malabaristas, equilibristas, trapezistas, palhaços, etc. E tem também a turma da Mônica, cantando e encantando as crianças. É uma ótima oportunidade de introduzir as crianças na arte do circo e também de assistir a um circo mantendo as crianças felizes também.
Para quem é de Sampa, imperdível. Para quem não é, a vantagem é que fica muito perto da saída da Bandeirantes, sem necessidade de pegar muito trânsito.
Recomendo! Mas veja logo, no site tá dizendo que são os últimos dias!
Agora, a pergunta que não quer calar é: quando é que o Maurício de Sousa reabrirá o parque da Mônica? Não quero levar minhas babies para o Parque da Xuxa, ninguém merece, tem que ser algo mais cultural....
Veja também:
Maurício de Sousa
É responsabilidade dos pais: TV
Para todos os pais que ficam pensando onde levar suas crianças, recomendo fortemente. Tem várias atrações boas de circo, como malabaristas, equilibristas, trapezistas, palhaços, etc. E tem também a turma da Mônica, cantando e encantando as crianças. É uma ótima oportunidade de introduzir as crianças na arte do circo e também de assistir a um circo mantendo as crianças felizes também.
Para quem é de Sampa, imperdível. Para quem não é, a vantagem é que fica muito perto da saída da Bandeirantes, sem necessidade de pegar muito trânsito.
Recomendo! Mas veja logo, no site tá dizendo que são os últimos dias!
Agora, a pergunta que não quer calar é: quando é que o Maurício de Sousa reabrirá o parque da Mônica? Não quero levar minhas babies para o Parque da Xuxa, ninguém merece, tem que ser algo mais cultural....
Veja também:
Maurício de Sousa
É responsabilidade dos pais: TV
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