quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Polícia Federal - A lei é para todos

O lançamento não poderia ser em data mais simbólica: em um sete de setembro. O filme é muito bem pensado: ao invés de um chato documentário, é um thriller policial muito emocionante. Embora saibamos o que vai acontecer, em muitos dos momentos não conhecemos todos os detalhes e não tem como não ficar "torcendo".
Os atores estão incríveis. E o diretor (Marcelo Antunez) foi muito corajoso. Eu achava que eles fugiriam da polêmica, mas ele vai com tudo bem no ponto mais delicado até o momento: a investigação sobre o ex-presidente. E o diretor também ilustra muito bem os personagens típicos, como os puxa-sacos do ex-presidente, o exército do PT (MST, MTST, CUT) e os jornalistas nada éticos que usam seu espaço para trabalhar para o partido.
É muito interessante entender os momentos, as dúvidas, as pressões e tudo o que esses heróis da lava jato tiveram que enfrentar até agora para fazer a maior investigação do país, a primeira com coragem para prender grandes empresários e políticos muito importantes.
Enfim, é um filme imperdível. Todos precisam ver e incentivar mais e mais brasileiros a assistirem e entenderem o país em que vivemos e a máfia que tomou nosso Estado. Além disso, como cidadãos, é essencial que apoiemos a produtora que teve a coragem de fazer esse filme, embora fique claro que ela não teve todo o apoio que normalmente filmes dessa dimensão tem: não tem o apoio da Ancine, é só dinheiro de investidores. Então, se não enchermos os cinemas, eles não vão conseguir fazer os previstos 2 e 3. Brasileiros: todos ao cinema!





 O trailer é muito legal














E os atores estão fantásticos


Outros bons filmes: 
O jogo da imitação com o pai da computação 
Belo filme: rude, drogado e genial Sebastião
Um nordestino, um favelado e uma história de amor: Luiz Gonzaga e Gonzaguinha 
Gandhi: um filme incrível sobre uma pessoa extraordinária
Thatcher: uma mulher única
O novo cinema brasileiro (com O homem do futuro) e o Jabor
Roque Santeiro 
A "boa" da terça 
Senna
O discurso do rei
A rede social 
Trapalhões na luta contra a ditadura

E desenhos
O amor e suas lições em Frozen
Um desenho imperdível para gamers: Detona Ralph
Rio
Up


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Diários de um professor: paraninfo

Tem momentos da vida que não podem ser esquecidos. Aqueles momentos que ficam para sempre.
Comecei minha vida dando aulas em uma pequena universidade em uma cidade bastante humilde. Universidade pequena, alunos humildes, mas séria como boa parte das universidades não são. Adorava dar aulas lá, por ver que eu realmente poderia fazer a diferença na vida daqueles jovens, muitos dos quais não tinham muitas expectativas de mudar de vida. Espero ter conseguido, naqueles três anos que por lá estive, ajudar alguns daqueles jovens a ver que poderiam ir muito mais longe.
Eu vim de uma geração que lutou contra os militares, contra a corrupção. Uma geração que acreditava na utopia de um mundo melhor, com pessoas mais íntegras. E ao longo da minha graduação sempre vi a escolha das homenagens nas formaturas ser algo sempre feito com base na história de vida (no caso de patronos) e na competência do professor (no caso do paraninfo e homenageados).
E foi com profundo espanto e decepção que descobri que os alunos daquela universidade sempre escolhiam como patrono algum político da cidade, desde que ele pagasse a festa da formatura deles. Isso, para mim, é corrupção. Jovens venderem a homenagem em troca de uma festa era tudo o que eu não esperava ver em jovens. Sempre acreditei que jovens são a parcela da população que tem a obrigação de ser a referência ética de uma sociedade (porque, infelizmente, com a idade, as pessoas tendem a se tornar mais "flexíveis", tolerantes, pragmáticas). Afinal, se os jovens não forem "melhores" que os mais velhos, qual a esperança do mundo melhorar?
Ao descobrir essa prática, eu sempre mostrava para aqueles jovens a minha indignação por eles se venderem por tão pouco. E foi justamente de uma das últimas turmas para a qual lecionei lá que tive uma grata surpresa. Eu já havia sido homenageado em algumas turmas. Mas os alunos daquela turma, com um ar de satisfação, aquele sorriso de saber que era o correto a ser feito, me convidaram para ser "paraninfo e patrono" da turma deles. Eu ainda questionei: mas eu não tenho dinheiro para ajudá-los na formatura. Mas eles fizeram questão de me manter com os dois.
Esse foi um dos melhores momentos da minha vida como professor. Não pelo ego de ter sido escolhido, embora nunca seja algo ruim ser lembrado pelos alunos. Mas, principalmente, por ter conseguido influenciar aqueles jovens a não vender a opinião deles, por ter conseguido introspectar em pelo menos alguns deles um valor em que realmente acreditava. E no qual ainda acredito.
Ser professor pode não ser a profissão mais bem paga no mundo. E as vezes é bem cansativo. Mas conseguir chegar em casa com a satisfação de ter feito algo de bom para o mundo, para a sociedade, e, principalmente, para jovens, é sempre profundamente motivador!

domingo, 14 de maio de 2017

Exagerada mãe

Minha mãe é um exagero só, em tudo que faz.
Sempre foi exagerada em sentimentos. Carinhosa além da conta, ficava muito muito brava por muito pouco, um ciúme, muitas vezes despropositado, fora do comum. Chorava muito sem motivo ou ficava feliz, inexplicavelmente, cantando a manhã inteira. Para algumas palavras, até certo ponto comuns, reage como se estivesse ouvindo uma ameaça de morte. Para alguns comentários muitas vezes inocentes e sem nenhum outro significado, sempre imagina motivações maquiavélicas. Quando embirra com alguém, fica o tempo todo tentando achar maldades em qualquer ação. Mas para o Roberto Carlos, o rei de belas músicas e muita malícia, sempre devotou um respeito tão exagerado, como se ele fosse um anjo inocente e puro, que diz não ver suas picardias de homem bem sem-vergonha.
O exagero da minha mãe chega ao seu topo com comida. Se ficarmos 1h na casa dela, vamos ter que almoçar (ou jantar, ou café, ou lanche, ou ceia, o que couber no horário). Em 2h, terá uma refeição e algo em seguida. Se ficarmos 10h, serão 10h ininterruptas de comidas, em sequencia: ao sair do café da manhã vem um sem fim de doces e frutas, conectado com uns biscoitos que vem enquanto ela está preparando o almoço, que vai ter 3 carnes diferentes que ela espera que comamos, cada uma, em uma porção que é o dobro do que comemos no total em uma refeição normal, temos que comer o feijão que ela fez especial, o arroz, os 4 tipos de salada e 3 legumes, e por aí vai. Lógico que após o almoço virão as frutas, as 3 sobremesas que ela fez e umas outras 3 que ela comprou. Nem saímos da mesa, já virão os chocolates e doces enquanto ela prepara o lanche da tarde, cheio de pães deliciosos que ela comprou, mas as 18h o jantar já estará a mesa. E se sairmos as 19h, ela ainda vai insistir em levar algo para "se tiver fome" depois dessa maratona gastronômica. E se não provarmos tudo que ela fez ou comprou "com tanto carinho", serei o filho malvado que não dá valor e só fica fazendo charminho para deixá-la triste.
Mas o real grande exagero da minha mãe é seu coração. Cabe tanto amor, tanto afeto, tanta preocupação. Ela se preocupa com todos e tudo, mesmo com aquilo que não precisaria ou com aqueles que não mereceriam. É capaz de perdoar gente que fez coisas que eu jamais perdoaria. É capaz de ser carinhosa com um estranho, com um desconhecido. Com crianças, então, é sempre um total doce, com um tratar tão especial, que não há criança que não se apaixone por ela em seu primeiro contato. Com os filhão aqui, então, nunca deixa de ser a mãe exageradamente zelosa e carinhosa que sempre foi, se preocupando com o que comi, com o que vou fazer, em eu não me meter em confusão e não brigar com gente má, e por aí vai. Quantas vezes não sorrio ao vê-la agindo como se ainda fosse aquele gordinho bobo de 40 anos atrás (ok, ainda sou gordinho e bobo, mas agora já sou velho o suficiente para cuidar das minhas coisas). Ela é uma mãe exagerada até no mundo virtual: muitas vezes, mesmo sem entender nada, curte tudo o que eu escrevo e ainda comenta.
Obrigado, meu Deus, por ter exagerado tanto na escolha daquela que me pôs no mundo e que me acompanha com esse exagerado carinho. Um exagero de obrigado por tudo para minha mãe. E um exageradamente feliz dia das mães para a velhinha da praia. Te adoro, mama, exageradamente.

Veja também:

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Uma grande conquista

Sabe aquela coisa fantástica, que você sempre sonhou em fazer, mas sempre achou muito além de sua capacidade? Sabe aquele sonho que vem desde a infância? Sabe aquela conquista que você acha que jamais você irá alcançar? Pois é, eu tinha uma...
Eu sempre admirei, e muito, aqueles que conseguiam. Eu sempre me achei muito aquém daquela capacidade, para mim quase um dom de nascença. Eu sempre entendi que aquilo era para um conjunto pequeno de privilegiados.
Mas, sabe, um dia você acorda com coragem. Um dia você põe o pé - direito - no chão e fala: "é hoje". Hoje eu vou tentar! Hoje eu vou encarar! Hoje eu vou ter coragem! Hoje eu quero provar para todos, para a vida e para o mundo que eu sou capaz!
E com toda a determinação do mundo eu encarei meus medos. Eu me preparei, fiz todos os passos necessários, me concentrei e, mesmo ainda sem ter grande convicção de que teria sucesso, tentei. E, para minha surpresa, eu consegui. Sim, eu consegui, eu superei meus medos e consegui aquela conquista tão sonhada, que me parecia tão inalcançável! Mas quis ter certeza que não havia sido um momento de sorte, sorte de principiante. E tentei de novo. E na quarta vez, quando já tinha convicção de que não era só sorte, de que eu era capaz, chamei meus filhos e disse: vejam o que o pai de vocês é capaz de fazer! E vi neles um olhar brilhando de admiração que me valeu o dia! E todos também resolveram tentar: minha coragem não só me fez ir além do que eu achava que era capaz, mas abriu novos horizontes e novos desafios na cabeça dos meus filhos.
Enfim, foi um momento de superação incrível e um dia inesquecível da minha vida. E tudo porque eu tive coragem de tentar e consegui o feito, o inacreditável feito, de jogar a tapioca que estava na frigideira para cima e pegar de volta com ela virada! Que orgulho de mim mesmo! Eu sou, realmente, capaz de coisas que eu jamais acreditaria que conseguiria. De lá para cá, já se vão quase uma centena de viradas no ar. E cada uma leva, consigo, um momento de profunda satisfação. Eu sou capaz! :-)

Veja também:
(TED)   Os 8 segredos para o sucesso
 O sucesso e a determinação
Meu filho, você não merece nada!
Não fuja da dor
Psicologismo agudo
As escolhas da vida
Você pode chegar lá
Quem te faz feliz?
Um mundo insano

domingo, 12 de junho de 2016

70 anos, careca e barrigudo

Há 70 anos atrás, em 12 de junho de 1946, lá nos altos do Douro, em Trás-os-Montes, nasceu um moleque. Ele era bravo, arteiro, namorador. Desde criança, ajudava na roça, chegou a literalmente quebrar pedra com pé-de-cabra para plantar parreiras. Cuidava de animais, plantava diversas coisas e até trabalhou na Adega da cidade, fabricando o incomparável vinho do Porto.
Em 1964 venho para o Brasil, com pouco estudo, nenhum tostão no bolso, mas muita vontade. Trabalhou em padaria, trabalhou como empregado na feira até que conseguiu, alguns anos depois, ter sua própria barraca. E seguiu na labuta pesada, carregando centenas de caixas de 20 ou mais kg, acordando de madrugada e só chegando do trabalho umas 14hs por mais de 40 anos. E foi nesse trabalho árduo, embaixo de frio, de chuva, ou de sol escaldante, que fez sua vida, construiu seu patrimônio e criou seus três filhos com o conforto que ele não teve na infância. E nunca vi, nesses 45 anos em que com ele convivo, ele lamentar ter trabalhado tanto. Pelo contrário, se eu aprendi alguma coisa com meu pai, foi de ter orgulho de conseguir as coisas com seu próprio esforço!
Com meu pai aprendi como as pessoas são preconceituosas, racistas. Como ele ficava triste quando percebia pessoas que criticavam "esse português" que vem para cá e fica "rico", tirando dos "brasileiros". Povo invejoso, povo injusto. O tal português é um ser humano como eles, que não teve nenhum privilégio na infância, que trabalhou desde muito cedo e que tinha uma rotina de esforço que nenhum daqueles que o invejavam encarariam: tudo o que meu pai conseguiu, qualquer pessoa de qualquer nacionalidade e qualquer raça, conseguiria, se trabalhasse pesado como ele por 40 anos. Mas tem muita gente nesse mundo, e hoje ainda mais, que prefere apontar o dedo e pedir privilégios, usando as desculpas as mais variadas e criticando quem conseguiu as coisas com seu próprio suor.
Com meu pai aprendi a lutar pelo sonho: eu vi ele, literalmente, perdendo os cabelos para conseguir levantar aquela linda casa que construiu para a família. Ele não só pagou, ele literalmente, depois de 12 ou mais horas na feira, ia lá na obra para ajudar a fazer seu sonho real.  E, no meio tempo, jogar um tijolo sem querer na cabeça do filho boboca :-D
Com meu pai aprendi muitas lições do mundo real. Não coisas bonitas, românticas, de um mundo cor de rosa. Mas a verdade da vida. As maldades das pessoas. Como devemos ser para sobreviver na selva que é o mundo. E como uso, e repasso, até hoje, seus ensinamentos nada politicamente corretos, somente corretos: "respeite quem te respeita", "quanto mais se abaixa, mais aparece o ...", e por aí vai...
Na minha infância havia a propaganda inesquecível: "não basta ser pai, tem que participar". E meu pai não era só pai, naquela visão antiga de provedor. Depois do trabalho pesado na feira, ele ainda achava energia para jogar bola, brincar de autorama ou de pingue-pongue comigo. Ele sempre arrumou nossas bicicletas, enchia os pneus, limpava o quadro, regulava as marchas. Meu pai, participava.
Com meu pai aprendi que se você quer ter algo, tem que economizar ao máximo e de toda a forma. E que temos que ter as coisas para nós, para nosso futuro, não para mostrar para os outros. Meu pai, jamais, foi um esbanjador: aprendi com ele que sempre temos que dizer que temos muito menos, para não despertar cobiça ou inveja. E sigo, direitinho esses ensinamentos financeiros.
Com meu pai aprendi que um pai prepara e confia em seu filho. Sempre que podia, eu ia com ele para a feira, porque aprendia muito. Ele me ensinou a fazer contas mais rapidamente, de cabeça. Ele  me ensinava, sempre, como pensava nos preços que ia cobrar e quais estratégias usava. Ele me explicava porque tinha comprado cada coisa. Ele me ensinava estratégias de vendas e marketing que hoje vejo consultores que cobram fortunas de multinacionais falando como se fossem grandes novidades. E, desde os 10 anos, ele confiava em mim para contar toda a féria (o faturamento), somar as compras e ver o resultado: quase virei contador por causa dessa experiência deliciosa que ele me proporcionou.
Com meu pai eu só não aprendi a derrubar corações. Seu sucesso com a mulherada, mesmo sendo humilde, mesmo estando sujo da feira, mesmo careca e barrigudo (mas com músculos que eu nunca cheguei perto), realmente sempre foi um mistério para mim. O que eu via de sorrisos de freguesas, olhos brilhando, etc., realmente era inacreditável. Ele não precisava fazer esforço: uma fala, um olhar, sei lá, já deixava a mulherada bamba :-D Sei que o frustrei por não ter sido seu sucessor nesse sentido, mas tudo indica que seu neto irá honrar o avô :-)
Bom, pai, o que eu posso dizer? Obrigado por tudo. Que bom que o senhor hoje pode comemorar seus 70 anos aí na sua terrinha, matando as saudades de Alijó, de Presandães, e daqueles nomes engraçados que os Borges adoravam ficar falando nos encontros da família no chalé dos avôs. Aproveite muito, porque o senhor fez por merecer cada prazer que hoje tem. E muitas felicidades nos próximos 70 anos que vem por aí :-)

Veja também:
Pai Herói
Um simples português
Homenagem à família Borges
Viva Portugal e Lembranças alimentares da terrinha
Boas memórias de natal

Uma bela história de amor entre pai e filho: Gonzaga

À minha mãe e 61 piscadas  e Mamãe, mamãe, mamãe
Minha eterna companheira de aventuras
Ud 90 - telegráficoUd 90 - Vídeos
Saudades do Vô Renato 
9 X 70! Dois números incríveis e um enorme parabéns
Homenagem à um tiozão gente finíssima

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Bom programa: Catavento Cultural e Educacional

A linda fachada do Catavento
Em algumas viagens ao exterior tive a oportunidade de visitar museus de ciência: lembro de um muito bom em Kobe-Japão e de um fantástico em Boston-EUA. São museus interativos, cheios de atividades para todas as idades e com demonstrações fantásticas. Acho importante esse tipo de museu, porque desperta nas crianças o interesse pela ciência, pela prática científica, mostrando que física, química, informática, etc. são coisas legais. E mostra para os adultos o quanto ainda temos que aprender. Sempre me perguntei porque não temos um museu desses no Brasil.
Mas no último mês tive uma grata surpresa. Graças a indicações de amigos fomos ao Catavento Cultural e Educacional, no centro de São Paulo. Acho incrível como uma atração como essa tem tão pouca divulgação na mídia do Brasil. E, mesmo assim, é o museu mais visitado do país. O museu fica no belíssimo Palácio das Indústrias, construído para ser residência dos Matarazzo e que foi, por muito tempo, sede da prefeitura de São Paulo. Nas redondezas, pontos interessantíssimos, como a catedral da Sé, o pátio do colégio e o mercadão municipal (aproveite para comer um sanduíche de mortadela na saída).  Muitos ônibus e estações de metrô por perto e estacionamento para carros no próprio terreno do Catavento dão toda a praticidade ao acesso. Ainda no pátio, atrações incríveis, como uma casa feita para dar ilusão de ótica, um comunicador de som à grandes distâncias que só usa conchas metálicas sem fio ou eletricidade, um modelo de uma ancestral dos humanos e várias antiguidades, como carroças de limpeza, locomotivas de várias épocas e até um avião onde as crianças podem embarcar.
A placa na entrada do Catavento
Lá dentro do museu tem muita, mas muita coisa legal. Astronomia, biologia, física, química, ótica, magnetismo, sobre tudo. Não vou falar das atrações, uma a uma, porque são centenas e são super-legais, para todas as idades, desde pequenos até idosos. Mas além das atrações livres, tem ainda atrações que precisam ser agendadas (sem custo, mas com limitação de duas por período): são imperdíveis as simulações de submarino e de nave espacial, o laboratório de química e o estúdio de TV. 
Tudo isso com um ingresso muito barato, que chega a ser gratuito em alguns dias. Não deixe de visitar essa grande atração da cidade de São Paulo, principalmente se você tem crianças para levar. Tente reservar mais que um dia, porque em um dia não é possível conhecer tudo. E dê preferência para um fim de semana de feriado ou dias de semana, porque lá lota mesmo.
consulte o link do Catavento,
E para você que é diretor ou professor de escola, pense em agendar seu próximo passeio no Catavento: é um lugar onde toda criança deveria ir!

PS. Em setembro de 2017 visitei novamente o Catavento e tem mais uma atração incrível: Dinos do Brasil, uma bem produzida viagem ao passado em realidade virtual. E ainda conheci a atividade Desafio Nano, muito boa também. O ingresso "inteiro" custa R$ 6,00 (e tem meia!) e aos sábados é de graça (e bem cheio, claro)

Para mais informações sobre o Catavento, clique aqui


Veja também
Zooparque Itatiba

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Imagine uma cidade...



Imagine uma cidade grande, muito grande, e muito densa. Mas uma cidade que reservou boa parte do seu território, bem ao centro, para um parque, muito arborizado, com uma centena de atrações para todo o tipo de interesse, incluindo museus fantásticos, gramados onde jovens tomam sol e crianças correm, 21 playgrounds para menores, imensas pistas para bicicletas, quadras de esporte, etc., tudo com acesso livre, para onde todos vão aos fins de semana, ao invés de shoppings.
Imagine uma cidade de milhões de habitantes que fornece água mineral para seus habitantes, graças a uma ação conjunta entre governo e fazendeiros da região para preservar todas as fontes de água naturais intactas. 
Imagine uma cidade onde pessoas de todas as origens, cores e línguas convivam em harmonia. Onde se vê em uma única praça, um hindu com seu turbante, muçulmanas de burca, judeus ortodoxos, loirinhas com shorts sumários, indianos, asiáticos, negros e latinos, falando todas as línguas do mundo. Onde um evangélico prega que Jesus está chegando ao lado de uma mulher de top less cobrando para que se tire uma foto ao seu lado. Como é lindo ver os humanos respeitando os outros dessa forma.
Imagine uma cidade que cobra poucos impostos dos seus cidadãos. Onde os pobres não precisam dar muito para o governo. Mas onde muitas coisas são doações dos mais ricos, para o bem comum. Imagine uma cidade onde os playgrounds das crianças, os parques, museus, algumas escolas e mais um sem fim de bens públicos são oferecidos e reformados gratuitamente pelos mais ricos em gratidão à cidade em que vivem.
Imagine uma cidade onde não se precisa usar carro. Onde há ciclovias demarcadas em boa parte das maiores avenidas e há metrô disponível para todos os cantos. Uma cidade onde transporte público é realmente levado a sério. Mas onde quem prefere ter seu próprio carro e arcar com os custos de engarrafamentos e estacionamentos seja respeitado.
Imagine uma cidade para onde qualquer pessoa, de qualquer parte do mundo, que queira uma vida digna através do trabalho, queira imigrar. Uma cidade onde a primeira pessoa que você encontra é um paquistanês, motorista de táxi de dia, que estuda engenharia elétrica à noite e tem tudo para ter uma vida muito melhor do que toda a família que ficou em seu país. Uma cidade onde faxineiras e qualquer outro profissional, por mais simples que sejam, ganham o suficiente para uma vida digna para eles e sua família.
Imagine uma cidade que oferece comida de graça para os jovens que forem às escolas e bibliotecas durante as férias, para motivá-los a seguir aprendendo.
Imagine uma cidade 24h: onde você pode comprar há poucos metros de sua casa, o que quiser, a qualquer hora do dia ou da noite.
Você pode dizer que eu sou um sonhador, mas não sou o único. E o próprio autor da música que eu estou parafraseando, também entendeu isso. E veio morar aqui, nesta cidade fantástica, que está muito além da imaginação: New York.