O Silvio Santos é um ícone da TV Brasileira. Como tenho 41 anos, já enjoei do programa dele, porque é exatamente o mesmo desde que eu nasci. Falta criatividade, falta inovação, e falta algo mais cultural, na minha opinião.
Mas o Silvio Santos em si é perfeito. É o melhor animador de auditório de todos os tempos no Brasil, ouso dizer que talvez seja um dos maiores apresentadores do mundo. E porque falo isso? Porque o Silvio tem todas as qualidades que um grande apresentador tem que ter: fala bem, claramente, é bom no improviso e, principalmente, tem carisma. Parte do carisma vem da sua origem, um homem que veio do povo, sabe realmente como é a vida simples, sabendo assim falar o que o povo sente usando a língua popular. Mas essa carisma também vem do seu eterno bom humor. Ele está sempre com um sorriso no rosto e todos amam conviver com pessoas que transmitem essa felicidade, mesmo que seja pela televisão. O Silvio já mostrou que sabe lidar com o inusitado e rir de si mesmo, o que é essencial para qualquer pessoa que queira ser feliz. Ele conseguiu manter o humor mesmo quando foi roubado no seu banco há alguns anos e perdeu quase toda a sua riqueza. E a última foi o "novo" Silvio, grisalho e calvo (é muito estranho não ver o Silvio com aquela cara com a qual convivemos por décadas), deixar cair suas calças em público, como pode ser visto no vídeo abaixo. Não sei se foi acidente, acho mesmo que o provável é que tenha sido um golpe de marketing para atrair público para o programa, mas a reação do Silvio, um homem já bastante idoso, foi a de sempre: sempre com muito bom humor, naquele humor leve como toda a vida deveria ser.
Tenho críticas ao Silvio, em especial por construir sua riqueza em cima de ações que muitas vezes enganam o povo (como a Telesena). Mas como empresário e como comunicador, realmente ele é um ícone, um gênio, insuperável. E por mais que os Gugus e Celsos insistam em tentar imitar, é muito difícil você imitar o carisma de alguém que tem a alegria no sangue.
Embora não o assista quase nunca, é sempre confortável saber que o Silvio estará lá no domingo, se quisermos lembrar um pouco da nossa infância. E sempre terei saudades do "Domingo no Parque" e seu foguetinho com a luz e a criança falando "SIM" e "NÃO". Porque o grande apresentador da minha infância não foi Balão Mágico ou Xuxa, foi o Silvio no "Domingo no Parque".
Veja também:
Eu gosto do Faustão!
O novo cinema brasileiro e o Jabor
Senna
O discurso do rei
A rede social
Rio
Up
Trapalhões na luta contra a ditadura
Roque Santeiro
A "boa" da terça
Queen
Belo
Roque Santeiro
Maus programas:
BBB: a idiotice máxima na TV
A era da fofoca...
A verdade tem que ser dita, sem medo de polêmicas. Tentando discutir as coisas com profundidade, sem me preocupar em ser politicamente correto.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Os três malandros - saudades
| Disco histórico! |
O primeiro malandro que se foi, foi o "pai" de todos, o Moreira da Silva, em 2000, o Kid Moringueira, criador do samba de breque e da malandragem musical tão típica do RJ. Depois, quem deixou saudades foi o Bezerra da Silva, em 2005. Bezerra foi o "malandro" que mais deixou saudades em mim, pois eu o ouvia regularmente na infância: até hoje sei de cor a letra de Domingo de Ramos do Dicró, um clássico que aprendi com ele! Ontem nos deixou o terceiro malandro: o Dicró (vide notícia aqui).
É um trio que vai deixar muitas saudades. Podemos dizer que o fantástico Zeca Pagodinho continua decantando com belos sambas e bom humor a gente humilde do RJ. Mas o Zeca é bem menos irônico, sarcástico, o Zeca faz o estilo bom moço que gosta de cervejinha, um estilo um bocado diferente dos três, bem mais próximos da malandragem...
Veja também outros que deixaram saudades:
Um país com menos sorrisos (Chico Anisio)
Mário Lago: Um homem extraordinário!
O melhor presidente (Itamar Franco)
Um grande líder (Paulo Renato)
Um exemplo de pessoa (José Alencar)
Um talento único e uma grande vítima! (Michael Jackson)
Trapalhões na luta contra a ditadura
Queen
sexta-feira, 20 de abril de 2012
O aerotrem vem aí!
| Levy Fidelix:o candidato do aerotrem |
É, tem gente que tem uma inteligência muito acima da média e consegue antever soluções muito antes de outros políticos. Parabéns ao Levy Fidelix, um visionário!
Veja também:
Ecologistas caçam elefantes? A vergonha do WWF e da Espanha!
Sou totalmente a favor da ecologia. Há mais de um ano já comecei uma campanha contra o novo código florestal brasileiro, um claro retrocesso: vide a lista de posts abaixo. E há dois meses falei sobre como os europeus, o povo mais culto e rico do mundo, destrói a natureza sem nenhuma dor na consciência: A vergonha europeia – Destruindo a natureza
Infelizmente no mundo de hoje ecologia é só um argumento para se parecer bonzinho na mídia ou para se ganhar mais dinheiro, como na campanha contra as sacolas plásticas (vide aqui).
Mas as notícias superaram em muito todas as minhas expectativas sobre o nível de cinismo dos "ecológicos". Não é que o rei Juan Carlos, da Espanha, presidente da WWF, uma ONG importantíssima que "luta" a favor da natureza, foi flagrado caçando elefantes? Isso mesmo, o presidente da WWF se "diverte" caçando elefantes! Não poderia ser mais absurdo!
Alguém pode falar para esse distinto senhor que os elefantes são seres inteligentíssimos, pacíficos e estão próximos de se extinguir? Gente, os elefantes não merecem ser extintos porque um bando de riquinhos insensíveis acham que caçar elefantes é diversão. Se tem algo que já deveria estar extinto, isso sim, são reis! Porque não abrimos uma temporada de caça aos reis, só para nos divertirmos? Afinal, depois dessa notícia e das fotos tiradas, fica claro que os elefantes são, além de tudo, mais inteligentes que os reis...
Veja também:
A vergonha europeia – Destruindo a natureza
Ecologia de verdade: a hora é agora
Ecologia de verdade II
Ecologia X Humanismo
Ponto para o Alckmin! Cubatão
A vida merece respeito
A mentira dos supermercados tem pernas curtas
![]() |
| O rei e o coitado do elefante |
Mas as notícias superaram em muito todas as minhas expectativas sobre o nível de cinismo dos "ecológicos". Não é que o rei Juan Carlos, da Espanha, presidente da WWF, uma ONG importantíssima que "luta" a favor da natureza, foi flagrado caçando elefantes? Isso mesmo, o presidente da WWF se "diverte" caçando elefantes! Não poderia ser mais absurdo!
Alguém pode falar para esse distinto senhor que os elefantes são seres inteligentíssimos, pacíficos e estão próximos de se extinguir? Gente, os elefantes não merecem ser extintos porque um bando de riquinhos insensíveis acham que caçar elefantes é diversão. Se tem algo que já deveria estar extinto, isso sim, são reis! Porque não abrimos uma temporada de caça aos reis, só para nos divertirmos? Afinal, depois dessa notícia e das fotos tiradas, fica claro que os elefantes são, além de tudo, mais inteligentes que os reis...
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quinta-feira, 12 de abril de 2012
O novo cinema brasileiro e o Jabor
Sou um fã e um não-fã do Arnaldo Jabor. Sou fã porque ele faz o que eu, se pudesse, mais amaria fazer: um cronista livre, que fala da vida, da política, das artes. As participações dele são também, sempre, "sem medo de polêmica", mas com um alcance que este blog ainda não tem. Admiro a grande capacidade de articulação dele, a fala clara, concisa, direta. E o prazer que tem em despertar paixões e iras.
E sou não fã porque ele é um típico representante da nossa elite intelectual idiota dos anos 70. Aquele povo que era esquerdista e virou direitista radical depois de velho. Aquele povo que se acha tão intelectual que com sua pseudo-intelectualidade quase matou o cinema nacional nos anos 70. Que anos tristes, onde ser diretor era "uma ideia na cabeça e uma câmera na mão": quanta porcaria saiu deste "conceito" infeliz... O cinema brasileiro que já tinha sido grande na época dos musicais, do Oscarito, do Grande Otelo, etc., chegou ao fundo do poço, sendo que a única coisa que atraía "público" eram as atrizes famosas peladas. O exemplo mais claro disso é Dona Flor, que só teve o sucesso que teve porque a Sônia Braga era um mulherão de deixar os brasileiros loucos... E, lógico, aparecia pelada no filme...
Neste fim de semana loquei dois filmes recentes nacionais. O primeiro foi "Qualquer gato vira-lata". É dessas comédias românticas típicas, com uma mulher apaixonada por um cafajeste e um bom moço por perto. O final, quem leu a frase acima, já sabe. Mas como diria a Debora Falabela em outro excelente filme nacional, Lisbela e o Prisioneiro, o importante não é o final, é como se chega nele. É aquele filme para se ver abraçado à amada: doce, romântico, encantador. Ok que tem alguns furos, como a visão do que é um trabalho de mestrado bastante "torta", mas são licenças poéticas. O filme não tem pretensão de ganhar Oscar, nem de ser prêmio de roteiro. É um filme que busca apenas divertir casais que se amam e isso ele faz muitísimo bem.
O segundo filme que vi no fim de semana foi o mais badalado "O homem do futuro". Este é um filme mais rico, com uma boa produção. Inclui a curiosidade de ter como cenário um dos maiores orgulhos da ciência brasileira: o laboratório de luz síncroton. É o único laboratório como este em todo o mundo não desenvolvido. Só que, na verdade, esse laboratório não fica no RJ, mas em Campinas, bem ao lado da UNICAMP. É mais um daquela série de filmes que nasceu depois do inesquecível "De volta para o futuro", onde o personagem volta para o passado para tentar mudar algo... E aí se seguem confusões e mais confusões. Mas diferentemente da série dos anos 80, neste o foco não é aventura, mas sim o romance. E, além de tudo, o filme faz pensar, ainda mais em uma era onde todos acham que o certo é não sofrer.O filme é bom, com boa produção, um roteiro que dá para se divertir bem, o Wagner Moura como sempre está ótimo, enfim, é algo que merece ser visto.
E não é que na sua crônica de segunda o "mala" do Jabor veio criticar "a tendência de comédias românticas copiadas dos EUA no cinema nacional"? Ah, Jabor, não enche! Sim, são comédias românticas despretensiosas, bem inspiradas na fórmula americana que sempre fez sucesso. São filmes que não querem dizer que são "intelectuais" como as suas produções. Mas são filmes que fazem o que se propõe, e muito bem. E trazem para o cinema pessoas que querem simplesmente se divertir, coisa que é a alma do cinema. É o tipo de filme que o brasileiro quer ver, e que bom que hoje podemos escolher entre ver um filme desses nacional ou um importado. Muito melhor do que levar platéias só para ver mulheres peladas, ou filmes cabeça lentos que só filósofos conseguem gostar, como era na época em que você se achava um grande diretor.
Veja também:
Uma elite intelectual idiota
SennaO discurso do rei
A rede social
Rio
Up
Trapalhões na luta contra a ditadura
Roque Santeiro
A "boa" da terça
Maus programas:
BBB: a idiotice máxima na TV
A era da fofoca...
E sou não fã porque ele é um típico representante da nossa elite intelectual idiota dos anos 70. Aquele povo que era esquerdista e virou direitista radical depois de velho. Aquele povo que se acha tão intelectual que com sua pseudo-intelectualidade quase matou o cinema nacional nos anos 70. Que anos tristes, onde ser diretor era "uma ideia na cabeça e uma câmera na mão": quanta porcaria saiu deste "conceito" infeliz... O cinema brasileiro que já tinha sido grande na época dos musicais, do Oscarito, do Grande Otelo, etc., chegou ao fundo do poço, sendo que a única coisa que atraía "público" eram as atrizes famosas peladas. O exemplo mais claro disso é Dona Flor, que só teve o sucesso que teve porque a Sônia Braga era um mulherão de deixar os brasileiros loucos... E, lógico, aparecia pelada no filme...
| Uma comédia romântica clássica, previsível e deliciosa |
| Comédia romântica com um quê de ficção científica e ótimas atuações |
E não é que na sua crônica de segunda o "mala" do Jabor veio criticar "a tendência de comédias românticas copiadas dos EUA no cinema nacional"? Ah, Jabor, não enche! Sim, são comédias românticas despretensiosas, bem inspiradas na fórmula americana que sempre fez sucesso. São filmes que não querem dizer que são "intelectuais" como as suas produções. Mas são filmes que fazem o que se propõe, e muito bem. E trazem para o cinema pessoas que querem simplesmente se divertir, coisa que é a alma do cinema. É o tipo de filme que o brasileiro quer ver, e que bom que hoje podemos escolher entre ver um filme desses nacional ou um importado. Muito melhor do que levar platéias só para ver mulheres peladas, ou filmes cabeça lentos que só filósofos conseguem gostar, como era na época em que você se achava um grande diretor.
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quarta-feira, 11 de abril de 2012
Mamãe, mamãe, mamãe
Pois é, e lá se vai mais um ano... Há exatos um ano escrevi o post 61 piscadas . E cá estou novamente, para dar mais uma piscadela da vida.
Resolvi dar um tom diferente nest post-homenagem à minha mãe. Será um post musical. Porque minha mãe sempre foi musical. Desde os tempos em que ela era criança e meu avô levava as filhas para dar show na rádio de Santos. Desde os tempos em que ela dançava Rita Pavoni e que ficou brava quando o sapato voou. Enfim, desde muito tempo atrás.
Sempre que me lembro da minha mãe, lembro dela cantando. Ela lavava a roupa cantando, cozinhava cantando, enfim, cantar era a sua rotina. Foi com ela que aprendi muitas músicas, desde as clássicas da MPB até todas as músicas da Jovem Guarda, inclusive aquelas que a maioria das pessoas da minha geração acham que só existem em inglês.
Mas vou aqui destacar três músicas muito marcantes para mim. Pois são as músicas que ela sempre citava quando o tema era mãe.
A primeira é a trágica "Churrasquinho de mãe". O clipe está abaixo. Conta a lenda que foi a história real do autor. Mas, humor negro à parte, não tem como não rir do exagero dramático da música, bem típica daquele tempo onde as músicas eram uma grande história e, usualmente, uma história dramática.
Tem também a música do maior ídolo dela, o Roberto Carlos, o homem que deu o nome da mãe para vários iates. Eu jamais terei a pretensão de ser um poeta popular como o Roberto. Ele sabe tocar os corações do povo... E eu não posso negar que foi muito bom o tempo em que minha mãe me levava prá casa, me contava histórias e me fazia dormir.
Mas, sinceramente, a música sobre mães que mais me marcou é, provavelmente, a música que minha mãe mais cantava em seus shows na pia da cozinha. Um clipe que usa a música está abaixo. Mas a poesia, simples, inocente, é o que mais marca. Até porque, eu também me lembro os chinelos na mão :-) E, certamente, começaria tudo de novo!
Parabéns, minha mãe! Toda a felicidade do mundo para a senhora. Muito amor, muita paz! E muita loucura ainda na sua vida, pois a senhora tem muito o que aproveitar ainda!
Veja também:
À minha mãe e 61 piscadas
Um simples português
Minha eterna companheira de aventuras
Boas memórias de natal
9 X 70! Dois números incríveis e um enorme parabéns
Homenagem à um tiozão gente finíssima
Resolvi dar um tom diferente nest post-homenagem à minha mãe. Será um post musical. Porque minha mãe sempre foi musical. Desde os tempos em que ela era criança e meu avô levava as filhas para dar show na rádio de Santos. Desde os tempos em que ela dançava Rita Pavoni e que ficou brava quando o sapato voou. Enfim, desde muito tempo atrás.
Sempre que me lembro da minha mãe, lembro dela cantando. Ela lavava a roupa cantando, cozinhava cantando, enfim, cantar era a sua rotina. Foi com ela que aprendi muitas músicas, desde as clássicas da MPB até todas as músicas da Jovem Guarda, inclusive aquelas que a maioria das pessoas da minha geração acham que só existem em inglês.
Mas vou aqui destacar três músicas muito marcantes para mim. Pois são as músicas que ela sempre citava quando o tema era mãe.
A primeira é a trágica "Churrasquinho de mãe". O clipe está abaixo. Conta a lenda que foi a história real do autor. Mas, humor negro à parte, não tem como não rir do exagero dramático da música, bem típica daquele tempo onde as músicas eram uma grande história e, usualmente, uma história dramática.
Tem também a música do maior ídolo dela, o Roberto Carlos, o homem que deu o nome da mãe para vários iates. Eu jamais terei a pretensão de ser um poeta popular como o Roberto. Ele sabe tocar os corações do povo... E eu não posso negar que foi muito bom o tempo em que minha mãe me levava prá casa, me contava histórias e me fazia dormir.
Mas, sinceramente, a música sobre mães que mais me marcou é, provavelmente, a música que minha mãe mais cantava em seus shows na pia da cozinha. Um clipe que usa a música está abaixo. Mas a poesia, simples, inocente, é o que mais marca. Até porque, eu também me lembro os chinelos na mão :-) E, certamente, começaria tudo de novo!
Parabéns, minha mãe! Toda a felicidade do mundo para a senhora. Muito amor, muita paz! E muita loucura ainda na sua vida, pois a senhora tem muito o que aproveitar ainda!
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sexta-feira, 6 de abril de 2012
Lembranças alimentares da terrinha
Sou 87,5% português. Meu pai é português de nascimento e minha mãe tem três avós portugueses. Foi passando três meses em Portugal que entendi de onde vêm boa parte da minha cultura, dos meus valores, do meu jeito de ser. É muito bom quando nos conhecemos um pouco melhor.
Tem muito o que eu possa falar de Portugal, mas hoje vou falar de comida.
Hoje é sexta-feira santa e arrisquei fazer a minha primeira bacalhoada. Não ficou tão boa quanto a da minha mãe, em especial quando ela fazia na extinta "forma fulgor", que deixava qualquer bacalhoada mais gostosa. Mas ficou bem interessante, mesmo assim. Bacalhoada tipicamente trás-montana, com muita batata, azeite, e bacalhau desfiado. Na verdade, o que mais gosto nas bacalhoadas são as fatias de batata, com o gostinho do bacalhau e do azeite e, em especial, aquelas que ficam queimadinhas no fundo da panela.
Outro dia arrisquei um caldo verde. Mas uma comida simples da terrinha, feita em poucos minutos: basta um refogado, uma couve fatiada, uma linguiça e uma porção nada econômica de batata. E, cá entre nós, ficou bom também.
Desde que comecei a morar longe de casa, faço de vez em quando os simples cozidos, com batatas, batatas doces, ovos, verduras, cebola, tudo simplesmente cozido em água e regado à azeite e vinagre. Simples, leve e delicioso.
Mas tem muito mais delícias da terrinha. Os pastéis de Belém lá de Lisboa são insuperáveis, mas mesmo os do Habib's são muito bons. Os doces com muitas gemas e muito açúcar, como os quindins, são sempre deliciosos. Bolinhos de bacalhau são ótimos salgadinhos para qualquer situação.
Mas não posso negar minhas origens: sinto muita falta das inesquecíveis filhoses (ou fritas), guloseimas que são sinônimo de Natal para mim e estão intimamente ligadas às memórias da minha vó. E também ao gostoso bolo de carne, bolo que só vi similar em restaurantes da região de Vila Real, de onde veio a família do meu pai.
Viva a minha origem portuguesa e seus deliciosos quitutes.
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Boas memórias de natal
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Tem muito o que eu possa falar de Portugal, mas hoje vou falar de comida.
Hoje é sexta-feira santa e arrisquei fazer a minha primeira bacalhoada. Não ficou tão boa quanto a da minha mãe, em especial quando ela fazia na extinta "forma fulgor", que deixava qualquer bacalhoada mais gostosa. Mas ficou bem interessante, mesmo assim. Bacalhoada tipicamente trás-montana, com muita batata, azeite, e bacalhau desfiado. Na verdade, o que mais gosto nas bacalhoadas são as fatias de batata, com o gostinho do bacalhau e do azeite e, em especial, aquelas que ficam queimadinhas no fundo da panela.
Outro dia arrisquei um caldo verde. Mas uma comida simples da terrinha, feita em poucos minutos: basta um refogado, uma couve fatiada, uma linguiça e uma porção nada econômica de batata. E, cá entre nós, ficou bom também.
Desde que comecei a morar longe de casa, faço de vez em quando os simples cozidos, com batatas, batatas doces, ovos, verduras, cebola, tudo simplesmente cozido em água e regado à azeite e vinagre. Simples, leve e delicioso.
Mas tem muito mais delícias da terrinha. Os pastéis de Belém lá de Lisboa são insuperáveis, mas mesmo os do Habib's são muito bons. Os doces com muitas gemas e muito açúcar, como os quindins, são sempre deliciosos. Bolinhos de bacalhau são ótimos salgadinhos para qualquer situação.
Mas não posso negar minhas origens: sinto muita falta das inesquecíveis filhoses (ou fritas), guloseimas que são sinônimo de Natal para mim e estão intimamente ligadas às memórias da minha vó. E também ao gostoso bolo de carne, bolo que só vi similar em restaurantes da região de Vila Real, de onde veio a família do meu pai.
Viva a minha origem portuguesa e seus deliciosos quitutes.
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