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| Bandejão UNICAMP: pouca coisa mudou nesses 25 anos |
Como eu estava feliz naquele dia. Eu estava na UNICAMP, lugar do meu sonho. Sim, eu tinha conseguido entrar em computação na UNICAMP, mesmo com quase 40 candidatos por vaga! Mesmo sem ter feito cursinho. Mesmo vindo de uma família super-humilde. Eu tinha conseguido graças a muito esforço, a um ano de estudo quase ininterrupto, sábados, domingos e feriados. E lá estava eu com tantos amigos que depois viraram meus melhores amigos de toda a vida, comendo no bandejão.
O bandejão da UNICAMP tem um clima de festa. Aquele restaurante gigante, com milhares comendo, e no início das aulas, cheinho de bixos carecas, pintados.... Muitos chatos reclamam do bandejão: eu comi lá praticamente todo dia durante toda a minha graduação, praticamente toda noite nos 4 últimos anos da graduação (pois não existia bandejão noturno em 88) e uma parcela significativa de refeições durante o meu mestrado e doutorado. A comida é simples, básica, mas normalmente boa: sempre tem arroz e feijão bem temperados, sempre tem salada e pão e variam as misturas e sobremesas. Ótimo para quem não é enjoado e não tem dinheiro a perder.
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| Bixete toda pintada se servindo de salada |
E na última segunda eu tive a oportunidade de ir lá novamente. Foi muito bom reencontrar a fila, a rampa (dei aquela corridinha típica na descida), escolher uma bandeja mais limpinha, pegar o feijão e o arroz. Pouquíssima coisa mudou nesses 25 anos por lá. Tinha até bixos todos pintados. A estrutura é praticamente igual. Agora tem um balcão no centro onde se pegam saladas e pode se repetir arroz e feijão (se o Tetsu estivesse aqui, agora, que desfalque para a UNICAMP!). O que mudou mesmo fui eu, pois não sou mais aquele menino sonhador de 1988. Mas foi excelente voltar lá, comer arroz, feijão carne em cubos e banana e me lembrar dos bons tempos do passado. Que saudades da minha graduação, da minha turma todo dia em conversas ao longo das refeições... Que bom que tive a oportunidade de viver aqueles anos.
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