terça-feira, 8 de outubro de 2019

Nenhum respeito ou apoio a um deficiente

Frequento um pequeno supermercado de bairro, que fica em um local cheio de universitários, daqueles que adoram defender os "direitos" das "minorias". Lá tem um caixa com alguma deficiência. Ele tem alguma dificuldade para falar e para se movimentar, mas é um cara alegre, simpático e muito prestativo. Por dezenas de vezes foi ele que me atendeu e nunca tive nenhuma queixa.
No último fim de semana, quando cheguei ao caixa com minhas compras percebi que haviam duas filas grandes e, no meio, uma caixa apenas com o cliente em atendimento e ninguém na fila. Achei estranho, imaginei que a caixa tinha sido fechada ou algo assim. Na dúvida, me virei para o lado e perguntei para a última pessoa de uma das filas grandes se a caixa do meio estava fechada. A pessoa me respondeu que estava aberta, mas como o caixa tem "deficiência", as pessoas (inclusive quem me respondeu) preferem ficar nas outras, porque é "mais rápido".
A resposta, assim tão objetiva, me deu tamanha repulsa que não tive nem coragem de dizer obrigado. Foi aí que atentei para o fato que o caixa era aquele deficiente que tantas vezes já tinha me atendido. E, óbvio, entrei atrás da pessoa sendo atendida por ele. Mais uma vez fui bem atendido, ele passou tudo que comprei, me ajudou a colocar em outra sacola algo que estava em um saco rasgado e, como sempre, foi muito educado e prestativo.
Há tempos não me sentia tão mal como brasileiro e ser humano. Quantos, naquelas filas, adoram arrotar por aí que são a favor dos "direitos das minorias" e criticar o governo e a sociedade por não dar oportunidades a quem precisa. No entanto, quando é para eles escolherem entre alguns minutos e apoiar um deficiente, eles de forma monstruosamente egoísta escolhem seus minutos. Agem com um preconceito desmedido e injustificado contra um trabalhador que supera suas limitações e busca, de forma honesta e íntegra, seu lugar na sociedade.
Se esse tipo de situação se repetir mais vezes, é óbvio que o supermercado vai se ver obrigado a demitir o profissional, porque, afinal, um supermercado tem que buscar atender a seus clientes. E se os clientes não querem ser atendidos por esse caixa, ele precisará ser trocado. Eu não culparia o supermercado por isso, mas sim nossa sociedade hipócrita que adora se colocar como defensora dos mais fracos mas que não faz, efetivamente, absolutamente nada para que eles tenham seu espaço no mercado de trabalho.
Há um aprendizado que tive como profissional que nunca vou esquecer: sempre que algo não estava dando certo, meu chefe me dizia: o que VOCÊ vai fazer a respeito. Porque é sempre mais fácil buscar a culpa nos outros, achar a "solução" nos outros. Mas o mundo só vai mudar quando cada um PRIMEIRO fizer o seu melhor, antes mesmo de cobrar os outros. Uma sociedade que realmente quer dar oportunidades a quem mais precisa delas, a quem mesmo com maiores dificuldades trabalha de forma honesta, vai valorizar essa pessoa no exercício de sua profissão. Vai escolher aquela fila para mostrar que QUER ser atendido por essa pessoa e não evitá-la.
Está mais do que na hora de se entender que não se muda o mundo com discursos na Internet, mas com PRÁTICAS no nosso dia a dia.



segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Adeus a Roberto Leal

Certamente, algumas pessoas que pouco me conhecem, de verdade, vão achar muito estranho eu homenagear Roberto Leal. Não sabem elas que eu, como filho de português, por parte de pai, e bisneto de três portugueses (e uma espanhola) por parte de mãe, sou de uma família com forte cultura e tradições portuguesas, de imigração razoavelmente "recente", dado que toda minha origem veio pobre da península Ibérica já no século XX.
Quem tem menos que 40 anos, não tem ideia de como o Brasil mudou. A imigração portuguesa foi muito forte ao longo de todo o século XX. Não é a toa que boa parte dos comerciantes, em especial de padarias, restaurantes e feiras (o caso do meu pai) eram portugueses (realmente portugueses, nascidos na terrinha, não descendentes). E dada a grande quantidade de portugueses no Brasil, nos anos 70 eram comuns muitos quadros de música portuguesa, havia inclusive programas dirigidos a colônia na grande mídia. E o grande ícone desses imigrantes no Brasil era, exatamente, o Roberto Leal. Há duas décadas atrás, quando os saudosos Mamonas incluíram "Bate o pé" em uma paródia, homenageavam exatamente esse grande sucesso.
Lá nos anos 70, quando tinha menos que 10 anos, uma das coisas que mais ouvia era que eu era parecido com o Roberto Leal. Até meu penteado era parecido. E lógico que a família pedia para eu dançar o "vira", principalmente o grande hit "Bate o pé". E eu, na minha inocência típica de criança, e em meio de uma família tão calorosa e amorosa, como nunca fui exatamente tímido, não tinha como negar o pedido: e dançava, dava os pulinhos, e deixava a família sorrindo.
Quando fui fazer meu pós-doc em Portugal, já em 2009, ouvi dos "professores doutores" de lá que Roberto Leal era ridicularizado porque cantava músicas simplórias, pois era considerado por eles algo como o "brega" daqui. E, sinceramente, ao ouvir isso, tive ainda mais orgulho da minha origem e passei a admirar ainda mais o Roberto Leal. Pois o Roberto não queria posar de cult, fazer músicas elaboradas: ele sabia que a missão dele era matar as saudades dos portugueses pobres que tiveram que imigrar para o Brasil. Roberto Leal não cantava para os ricos de Lisboa; cantava sim para os pobres que imigraram sem nada, vindos do interior, como meus familiares lá de Trás-os-montes, de onde veio também Roberto Leal. E foi por isso que estourou no Brasil de imigrantes simples portugueses.
Bom, infelizmente o Roberto Leal nos deixou no dia 15/09/2019. Quem tem menos de 30, talvez não tenha a dimensão da importância que esse cantor teve nos anos 70. E, principalmente, de quanta felicidade ele trouxe para essa imensa massa de imigrantes portugueses.
Obrigado, Roberto Leal, por tudo que fez para a colônia portuguesa e seus descendentes como eu!

Veja também, posts sobre outros que nos deixaram:
Tim Maia
Tancredo: um choro de 30 anos!
Thatcher: quando a extrema direita ajuda os trabalhadores
E, enfim, o Chavez se calou!
Gandhi: um filme incrível sobre uma pessoa extraordinária
Um ícone do Brasil que nos deixou: Niemeyer
Um nordestino, um favelado e uma história de amor: Luiz Gonzaga e Gonzaguinha
Tristeza pela morte do Chorão
Amy Winehouse - Já era esperado, não há outra saída.
Saudades sertanejas
Os três malandros - saudades
Um país com menos sorrisos (Chico Anisio)
Mário Lago: Um homem extraordinário!
Homenagem aos finados dormindo...
O melhor presidente (Itamar Franco)
Um grande líder (Paulo Renato)
Um exemplo de pessoa (José Alencar)
Um talento único e uma grande vítima! (Michael Jackson)
Trapalhões na luta contra a ditadura
Queen

sábado, 23 de dezembro de 2017

De quem é a Mercedes?

O cara rala, trabalha sem parar por décadas, e enfim consegue o que sempre sonhou: uma Mercedes conversível. Mas na correria do dia a dia, a bela Mercedes fica 90% dos dias parada na garagem da empresa, cuidadosamente coberta com um tecido personalizado para que se conserve.
Para que mesmo ele queria comprar a Mercedes? Para que gastar centenas de milhares de reais para deixar parado em uma garagem a maior parte do tempo?
Bom, o cara pode não se aproveitar da Mercedes que ele sempre sonhou. Mas alguém se aproveita diariamente, quase o dia todo. Alguém dorme quase todo dia em cima da capota. Em dias frios, prefere dormir por baixo, bem protegido. Tem horas que até posa para foto.
É bom sempre entendermos isso: para que queremos uma coisa? É para nós, ou para outro?




O paninho de natal

Muitos se preocupam porque não tem dinheiro suficiente para dar os melhores presentes para quem ama. Pessoalmente, quando ouço alguém questionar se o presente está "no nível" do homenageado, acho que tem algo que não faz sentido. E quando falamos de Natal, então, principalmente: na data que homenageamos alguém que é reconhecido pelo amor e humildade, qual seria a lógica de precisar ser rico para distribuir presentes caros?
Entendo que essencial é não esquecermos de quem amamos. Precisamos mostrar que a pessoa é importante, que nos preocupamos com ela. Se o valor do presente for importante para quem recebe, essa pessoa não deveria ser importante para quem o oferece.
Queria aqui exemplificar o quanto o valor não é nada, quando falamos em carinho e amor fraternal. Em meus quase 47, eu já ganhei presentes de tanta gente e de todos os valores possíveis e imagináveis. Mas sempre que chega o natal, o  presente que sempre vou olhar, que sempre me dá imensas e doces recordações é o presente abaixo, que nem foi para mim...
O meu inesquecível presente de Natal
Não sei se todos conseguem "entender" o que está na foto. Explico: é um pano de centro de mesa, feito de "saco", aquele pano simples de algodão que se usa normalmente como pano de chão e hoje ficou comum comprarmos aos montes nos semáforos. O pano tem alguns desenhos bem simples, primários até, e um crochê ao redor também básico, já com algumas falhas.
E porque algo tão simples, com custo quase desprezível, é tão significativo? Por que guardo esse presente dado para minha mãe há mais de 30 anos, que eu pedi para guardar comigo? Porque esse é o típico presente que minha avó Ana dava, um para cada família dos seus filhos. Quando ela chegava em casa, ela trazia um ou dois panos como esse e dava para minha mãe. Minha vó era alguém muito simples, que nunca teve nenhum luxo, mas ele investia um bom tempo para fazer esses paninhos para dar para família. Esse paninho retrata muto a minha vó: simples, discreta, carinhosa. E é esse paninho que eu, todo ano, dou uma olhadinha no Natal para lembrar como não é dinheiro o mais importante.
Esse ano cuidei para que fosse lavado a mão, com todo cuidado, para que siga comigo por mais 30 anos ou mais. O paninho da minha avó, o paninho de Natal.
Que todos tenham um grande natal. E que ganhem e deem muitos paninhos. Mesmo que não tenham muito dinheiro, lembrem-se que sempre há um jeito de fazer os outros felizes.

Veja também:

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Polícia Federal - A lei é para todos

O lançamento não poderia ser em data mais simbólica: em um sete de setembro. O filme é muito bem pensado: ao invés de um chato documentário, é um thriller policial muito emocionante. Embora saibamos o que vai acontecer, em muitos dos momentos não conhecemos todos os detalhes e não tem como não ficar "torcendo".
Os atores estão incríveis. E o diretor (Marcelo Antunez) foi muito corajoso. Eu achava que eles fugiriam da polêmica, mas ele vai com tudo bem no ponto mais delicado até o momento: a investigação sobre o ex-presidente. E o diretor também ilustra muito bem os personagens típicos, como os puxa-sacos do ex-presidente, o exército do PT (MST, MTST, CUT) e os jornalistas nada éticos que usam seu espaço para trabalhar para o partido.
É muito interessante entender os momentos, as dúvidas, as pressões e tudo o que esses heróis da lava jato tiveram que enfrentar até agora para fazer a maior investigação do país, a primeira com coragem para prender grandes empresários e políticos muito importantes.
Enfim, é um filme imperdível. Todos precisam ver e incentivar mais e mais brasileiros a assistirem e entenderem o país em que vivemos e a máfia que tomou nosso Estado. Além disso, como cidadãos, é essencial que apoiemos a produtora que teve a coragem de fazer esse filme, embora fique claro que ela não teve todo o apoio que normalmente filmes dessa dimensão tem: não tem o apoio da Ancine, é só dinheiro de investidores. Então, se não enchermos os cinemas, eles não vão conseguir fazer os previstos 2 e 3. Brasileiros: todos ao cinema!





 O trailer é muito legal














E os atores estão fantásticos


Outros bons filmes: 
O jogo da imitação com o pai da computação 
Belo filme: rude, drogado e genial Sebastião
Um nordestino, um favelado e uma história de amor: Luiz Gonzaga e Gonzaguinha 
Gandhi: um filme incrível sobre uma pessoa extraordinária
Thatcher: uma mulher única
O novo cinema brasileiro (com O homem do futuro) e o Jabor
Roque Santeiro 
A "boa" da terça 
Senna
O discurso do rei
A rede social 
Trapalhões na luta contra a ditadura

E desenhos
O amor e suas lições em Frozen
Um desenho imperdível para gamers: Detona Ralph
Rio
Up


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Diários de um professor: paraninfo

Tem momentos da vida que não podem ser esquecidos. Aqueles momentos que ficam para sempre.
Comecei minha vida dando aulas em uma pequena universidade em uma cidade bastante humilde. Universidade pequena, alunos humildes, mas séria como boa parte das universidades não são. Adorava dar aulas lá, por ver que eu realmente poderia fazer a diferença na vida daqueles jovens, muitos dos quais não tinham muitas expectativas de mudar de vida. Espero ter conseguido, naqueles três anos que por lá estive, ajudar alguns daqueles jovens a ver que poderiam ir muito mais longe.
Eu vim de uma geração que lutou contra os militares, contra a corrupção. Uma geração que acreditava na utopia de um mundo melhor, com pessoas mais íntegras. E ao longo da minha graduação sempre vi a escolha das homenagens nas formaturas ser algo sempre feito com base na história de vida (no caso de patronos) e na competência do professor (no caso do paraninfo e homenageados).
E foi com profundo espanto e decepção que descobri que os alunos daquela universidade sempre escolhiam como patrono algum político da cidade, desde que ele pagasse a festa da formatura deles. Isso, para mim, é corrupção. Jovens venderem a homenagem em troca de uma festa era tudo o que eu não esperava ver em jovens. Sempre acreditei que jovens são a parcela da população que tem a obrigação de ser a referência ética de uma sociedade (porque, infelizmente, com a idade, as pessoas tendem a se tornar mais "flexíveis", tolerantes, pragmáticas). Afinal, se os jovens não forem "melhores" que os mais velhos, qual a esperança do mundo melhorar?
Ao descobrir essa prática, eu sempre mostrava para aqueles jovens a minha indignação por eles se venderem por tão pouco. E foi justamente de uma das últimas turmas para a qual lecionei lá que tive uma grata surpresa. Eu já havia sido homenageado em algumas turmas. Mas os alunos daquela turma, com um ar de satisfação, aquele sorriso de saber que era o correto a ser feito, me convidaram para ser "paraninfo e patrono" da turma deles. Eu ainda questionei: mas eu não tenho dinheiro para ajudá-los na formatura. Mas eles fizeram questão de me manter com os dois.
Esse foi um dos melhores momentos da minha vida como professor. Não pelo ego de ter sido escolhido, embora nunca seja algo ruim ser lembrado pelos alunos. Mas, principalmente, por ter conseguido influenciar aqueles jovens a não vender a opinião deles, por ter conseguido introspectar em pelo menos alguns deles um valor em que realmente acreditava. E no qual ainda acredito.
Ser professor pode não ser a profissão mais bem paga no mundo. E as vezes é bem cansativo. Mas conseguir chegar em casa com a satisfação de ter feito algo de bom para o mundo, para a sociedade, e, principalmente, para jovens, é sempre profundamente motivador!

domingo, 14 de maio de 2017

Exagerada mãe

Minha mãe é um exagero só, em tudo que faz.
Sempre foi exagerada em sentimentos. Carinhosa além da conta, ficava muito muito brava por muito pouco, um ciúme, muitas vezes despropositado, fora do comum. Chorava muito sem motivo ou ficava feliz, inexplicavelmente, cantando a manhã inteira. Para algumas palavras, até certo ponto comuns, reage como se estivesse ouvindo uma ameaça de morte. Para alguns comentários muitas vezes inocentes e sem nenhum outro significado, sempre imagina motivações maquiavélicas. Quando embirra com alguém, fica o tempo todo tentando achar maldades em qualquer ação. Mas para o Roberto Carlos, o rei de belas músicas e muita malícia, sempre devotou um respeito tão exagerado, como se ele fosse um anjo inocente e puro, que diz não ver suas picardias de homem bem sem-vergonha.
O exagero da minha mãe chega ao seu topo com comida. Se ficarmos 1h na casa dela, vamos ter que almoçar (ou jantar, ou café, ou lanche, ou ceia, o que couber no horário). Em 2h, terá uma refeição e algo em seguida. Se ficarmos 10h, serão 10h ininterruptas de comidas, em sequencia: ao sair do café da manhã vem um sem fim de doces e frutas, conectado com uns biscoitos que vem enquanto ela está preparando o almoço, que vai ter 3 carnes diferentes que ela espera que comamos, cada uma, em uma porção que é o dobro do que comemos no total em uma refeição normal, temos que comer o feijão que ela fez especial, o arroz, os 4 tipos de salada e 3 legumes, e por aí vai. Lógico que após o almoço virão as frutas, as 3 sobremesas que ela fez e umas outras 3 que ela comprou. Nem saímos da mesa, já virão os chocolates e doces enquanto ela prepara o lanche da tarde, cheio de pães deliciosos que ela comprou, mas as 18h o jantar já estará a mesa. E se sairmos as 19h, ela ainda vai insistir em levar algo para "se tiver fome" depois dessa maratona gastronômica. E se não provarmos tudo que ela fez ou comprou "com tanto carinho", serei o filho malvado que não dá valor e só fica fazendo charminho para deixá-la triste.
Mas o real grande exagero da minha mãe é seu coração. Cabe tanto amor, tanto afeto, tanta preocupação. Ela se preocupa com todos e tudo, mesmo com aquilo que não precisaria ou com aqueles que não mereceriam. É capaz de perdoar gente que fez coisas que eu jamais perdoaria. É capaz de ser carinhosa com um estranho, com um desconhecido. Com crianças, então, é sempre um total doce, com um tratar tão especial, que não há criança que não se apaixone por ela em seu primeiro contato. Com os filhão aqui, então, nunca deixa de ser a mãe exageradamente zelosa e carinhosa que sempre foi, se preocupando com o que comi, com o que vou fazer, em eu não me meter em confusão e não brigar com gente má, e por aí vai. Quantas vezes não sorrio ao vê-la agindo como se ainda fosse aquele gordinho bobo de 40 anos atrás (ok, ainda sou gordinho e bobo, mas agora já sou velho o suficiente para cuidar das minhas coisas). Ela é uma mãe exagerada até no mundo virtual: muitas vezes, mesmo sem entender nada, curte tudo o que eu escrevo e ainda comenta.
Obrigado, meu Deus, por ter exagerado tanto na escolha daquela que me pôs no mundo e que me acompanha com esse exagerado carinho. Um exagero de obrigado por tudo para minha mãe. E um exageradamente feliz dia das mães para a velhinha da praia. Te adoro, mama, exageradamente.

Veja também: