quarta-feira, 27 de junho de 2012

Corinthianos: desculpas para todos e decepção com alguns

Quando publiquei o post Por que agora torço para o Boca? sabia que iria gerar muita discussão. Mas jamais imaginei que iria gerar o tipo de reação que gerou. Porque o post é provocativo, como tem que ser uma discussão futebolística, é irônico, sarcástico, sem dúvida. Mas no post assumo, com humildade, que o meu time mereceu perder e que o time do Corinthians mereceu ganhar: o que nunca é algo muito simples para um torcedor...
No post, além de ironias veladas, só fui duro com uma pessoa que colocou, em um post sobre política, um comentário "Chupa Borges". Isso é falta de educação, desrespeito, ainda mais quando se sabe que as únicas pessoas que me chamam de Borges são meus alunos. Ou seja, não foi algo de um idiota desconhecido, foi de alguém que me conhece e que achou "engraçado" ser grosso comigo. Continuo achando justificável eu ter sido duro com essa resposta.
Quem me conhece sabe que sou absolutamente da paz. E tento ser justo: já falei mal da torcida do Santos neste blog também! E que jamais usei time como critério para nada. O padrinho do meu filho é corinthiano, só para dar um exemplo. Já tive funcionários corinthianos, já tive bolsistas corinthianos, mas nenhum, jamais, veio se queixar que eu estava sendo injusto por causa do time. Futebol não é assim tão importante e já falei bastante sobre isso neste post: Futebol não vale tudo isso
Mas quero aqui, sinceramente, pedir desculpas para aqueles corinthianos que se sentiram desrespeitados com meu post. Não era a intenção. Vejo futebol como brincadeira e não como motivo, jamais, para desrespeito. Aos bons corinthianos com os quais convivo no dia a dia, perdão.
Mas, por outro lado, gostaria de deixar claro aqui coisas que acho não aceitáveis, que tive que ler nos comentários e uma resposta para os "autores":
- "quem sabe faz, quem não sabe dá aulas. Professorzinho de m...": posso ter muitos defeitos, mas em todas disciplinas que apresento faço pesquisa de satisfação e sempre tive notas no mínimo boas, SEMPRE! Não sou eu que falo, são todos os meus alunos. Além disso, caro aluno, antes de ser professor eu trabalhei com tudo o que eu ensino hoje e, sabe, tinha uma boa carreira. Decidi ser professor por opção, não por necessidade. Essa visão preconceituosa e desrespeitosa com quem prepara o futuro do país mostra que não é só o governo que não valoriza a educação no Brasil. E, falando na sua educação, bom isso não é comigo que você deveria ter aprendido...
- porque questionar minha crítica ao corinthians em um post sobre racismo? O maior ídolo de todos os tempos do Santos é o Pelé! Nosso maior ídolo atual é o Neymar. Racismo por ser contra o corinthians? Me poupe!
- "preconceito por sermos o time do povo": reli duas vezes meu texto e não tem absolutamente nada criticando o corinthians por ser do povo. Realmente é difícil falar para um grupo que nem lê e já reage com chavões!
- "você não passa de um pseudo-intelectual": olha, eu ser intelectual é algo que nunca passou pela minha cabeça... Só de ter passado pela sua, já é um orgulho para mim...
- "você é um hipócrita": puxa, porque mesmo eu mereço esse adjetivo? Aliás, você sabe o que significa isso? Onde no meu texto eu sou hipócrita?
- "chupa é uma gíria comum. E já que chupa é coisa de homossexual, então tomaaa": desculpe-me, leitor, mas relação com homem, chupando ou colocando, é homossexualismo do mesmo jeito... Não mudou nada!
- eliminado (uns 10 comentários): é, eu sabia. E por isso fiz um post comentando que meu time mereceu perder. Vocês realmente leram meu texto? É lógico que eu estava triste com o fato e aceito a brincadeira "eliminado". Mas o post é bem mais profundo que uma mera lamentação.
- porque não publiquei todos os comentários: publiquei poucos, porque não acho que o tom foi aceitável. Não publiquei comentários que fossem mal educados com corinthianos nem com outros torcedores. Isto aqui não é um serviço de utilidade pública, é um blog pessoal, com uma linha que tento manter. Mas publiquei comentários de torcedores a favor e contra corinthianos.
Bom, vamos em frente. A vida continua e os títulos virão ou não para todos os times. O importante é nunca perder de vista que futebol é apenas e tão somente diversão. Provocar, vá lá, mas os comentários que eu recebi foram muito além disso: foram grossos, desrespeitosos. Me deixaram triste porque ouvi coisas que acho que não merecia ouvir, só porque fiz algumas brincadeiras, sem ofender ninguém! Isso não acho que faz parte da graça do futebol. Acho que está na hora de todos pensarem se realmente é "divertido" ficar gritando "chupa" para quem perde. Não acho esse o caminho certo. Daí para formar gangues e sair se matando por aí é um passo. E futebol não vale mesmo tudo isso!


Veja também:
Por que agora torço para o Boca?
O futebol é uma caixinha de surpresas
Crime organizado com o apoio do governo e dos times de futebol
A maior injustiça da história do futebol
Valeu, Santos!
Pêsames e parabéns aos Corinthianos
Futebol não vale tudo isso
Por que estou tão feliz
Momento de GRANDE felicidade
A copa que envergonha o Brasil
E a olimpíada? Mais absurdos..

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Por que agora torço para o Boca?

Eu pensei em simplesmente falar parabéns aos curintianus hoje. Parabéns porque ganharam na bola. Fizeram dois ataques, chutaram duas vezes a gol e fizeram dois gols: isso é eficiência. Desta vez não foi o juiz (embora se tirarmos os títulos dos juízes, os curintianus devem ter menos títulos que o Tolima). Parabéns porque foram muito bem postados em campo e conseguiram anular o Neymar e o belo ataque do Santos. Isso é torcer, sabe, pessoal: é saber ver a verdade, é saber assumir quando se é pior. E desta vez o Santos mereceu perder.
Torcer não é achar que o Ronaldo era o melhor do mundo em 2008 e o Adriano em 2011, porque não eram. Torcer não é achar que é melhor que os outros. Torcer não é citar uma goleada roubada de uma década atrás. Torcer não é achar que temos o direito de ser grossos, deselegantes, mal-educados, só porque nosso time ganhou. Torcer é sempre esperar ver seu time jogando direito e conquistando tudo no campo. Estava tentando me manter neutro, mas acabei de ver que um idiota, sim, não há outro nome a dar a um ser sem educação como esse, colocou como comentário de um post sobre POLÍTICA meu a seguinte frase:
"CHUPA NEYMAR!!! CHUPA BORGES (O JOGADOR)!!!!"
O idiota nem sabe ler direito, pois nem procurou um post sobre futebol. Idiota e covarde, né, porque postou a frase de forma anônima.
Noooossa, que engraçado. Nunca ri tanto, caro imbecil! Quando ganham, ele não festeja a classificação, não festeja a vitória, mas sim pede para os outros homens os chuparem: jeito bem diferente esse de comemorar uma vitória... Bom, pode-se falar que o Neymar e o Borges ontem não fizeram valer sua superioridade: mas gays eles não são. Se o caro "leitor" é gay e adora imaginar-se sendo chupado pelo Neymar, opção dele. Opção que eu respeito, pois não acho demérito nenhum ser homossexual. Aliás, opção de grande parte da torcida curintiana, maioria absoluta na parada gay nos últimos 16 anos. Os torcedores mais rosas do Brasil adoram que outros homens os chupem: é lindo ver como é uma torcida sem preconceito.
A verdade é que a maioria os curintianus tem complexo de inferioridade no sangue. Sim, INFERIORIDADE. Por que não conseguem comemorar sua vitória? Porque  eles sabem que tem um time inferior ao Santos e o importante, na visão pequena deles, é tentar denegrir o Neymar, jogador de um nível que eles nunca tiveram.A comemoração dos curintianus mostra que o que mais os incomoda é não ter um Neymar. Pois eles não falam do bom goleiro, do belo gol do Emerson, do técnico eficaz: falam do Neymar. Os curintianus tem mais admiração pelo Neymar que os próprios santistas. A inveja é uma m.... mesmo!
Quem ganha e sabe que é bom, elogia os seus, festeja suas conquistas. Quem se sente inferior, ataca o que lhe incomoda. E isso não vale só para futebol, meus caros leitores!
Nessa inferioridade, eles vivem desrespeitando os outros. E não é a toa que todos os outros são anti-curintias. Os curintianus adoram se dizer perseguidos, vítimas, se fazer de coitados. Mas os outros torcedores torcem contra não porque eles são humildes, injustiçados, mas porque são insuportavelmente chatos e mal-educados (lógico que há excessões, conheço até uns dois ou três curintianus do bem, mas nessa torcida eles realmente são excessões!).
Bom, o Santos perdeu. Perdeu porque o curintias, no seu estilo, jogou bem (sim, não tenho nenhum problema em falar isso). Perdeu também porque o Ganso praticamente não entrou em campo nesses 180minutos. Perdeu porque o Muricy não viu um jeito de furar a muralha da defesa adversária. Perdeu porque praticamente só o Neymar estava realmente lutando tudo o que podia. Perdeu porque a defesa do Santos é horrorosa e tomou dois gols que não poderia ter tomado. Não vamos poder, agora, ganhar o tetra da Libertadores ou o tri-mundial.Mas, acho que já mostrei acima porque odeio MUITO o curintias. Agora vou ter que fazer algo que nunca imaginei: torcer pelo Boca, com toda a paixão do mundo. Pois depois de tanta falta de educação com resultados tão menores do que eles tentam dizer que são, será insuportável imaginar o quanto grossos eles seriam se ganhassem seu PRIMEIRO título internacional.
Só para fechar: todo o comentário acima se resume a futebol. Xingamentos é coisa de quem não tem educação, é problema de berço, não de futebol.  Futebol nada tem a ver com violência - isso é coisa de gangue que merece ser presa. Futebol vale comentários, vale algumas lágrimas como as que rolaram ontem no meu rosto, vale até brincadeiras (no limite do respeito). Mas é só isso. Futebol é brincadeira, diversão e paixão ESPORTIVA.
PS. Antes que percam seu tempo, já adianto: os comentários deste blog são moderados. E qualquer tipo de grosseria como a acima será simplesmente apagado.

Veja também:
O futebol é uma caixinha de surpresas
Crime organizado com o apoio do governo e dos times de futebol
A maior injustiça da história do futebol
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Futebol não vale tudo isso
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E a olimpíada? Mais absurdos...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O Jabor sem medo de polêmica: só uma coincidência?

No post O novo cinema brasileiro e o Jabor que publiquei há exatos dois meses citei o Arnaldo Jabor. Naquele post, falei: "As participações dele são também, sempre, "sem medo de polêmica"".
A minha grande surpresa foi ver que a nova chamada para as participações dele na CBN fala ipsis literis que os comentários dele são "sem medo de polêmica".
É, pode ser somente uma coincidência. Ou, então, tem gente roubando ideia deste blog. E, sinceramente, que roubem: se isso não for somente uma enorme coinciência, quer dizer que alguém da CBN leu o meu blog e só isso já seria um grande orgulho para mim, afinal, a CBN é a minha maior fonte de informações. Este blog não tem como objetivo reservar seu conteúdo, o foco é gerar discussões, e quanto mais discussões forem geradas, tanto melhor!
Alô, alô, Jabor, seja bem vindo ao grupo "sem medo de polêmica"!

Veja também:
O novo cinema brasileiro e o Jabor
Parabéns à minha maior fonte de informações (CBN)
Uma elite intelectual idiota

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Viva Portugal

Hoje não é apenas dia dos namorados. É também o dia do meu pai.
Ano passado falei sobre esse grande homem em um post: Um simples português
Hoje quero falar rapidamente sobre minhas origens: sou filho de português por pai e bisneto de três portugueses pela mãe (e uma bisavó espanhola). Enfim, sou 87,5% português.
E admiro muito minha origem. Não só as comidas, que já decantei neste post. Meu pai era de uma família muito humilde que veio com uma mão na frente outra atrás tentar a vida no Brasil. E todos os tios que para cá vieram, sem ter nada além de vontade e determinação, prosperaram. O povo português, em especial os que aqui vieram, tem essa característica marcante: lutam muito pelo que querem, trabalham de sol a sol, não querem benefícios do governo, querem apenas a chance de ganhar a vida com seus esforços. E chegam lá!
Foi muito bom viver três meses em Portugal e conviver com aquele povo tão diferente, mas tão próximo no coração. Aquele sotaque que me lembra a casa da vó, aqueles pratos com bacalhau, as batatas, aquele jeito que consegue ser reservado e carinhoso, tudo ao mesmo tempo. Foi ótimo rever a casa de pedra, provavelmente medieval, onde meu pai morou e entender o quão mais difícil foi a vida que ele teve, mas ele nunca se lamenta por isso! Pelo contrário, sempre olha para trás com muito orgulho.
O português é um povo engraçado: adora sofrer e canta o fado com tanta paixão quanto nós gritamos gol para a seleção. Lamentar é um esporte nacional e me lembra muito aquele jeitinho sempre down da minha vó com seu "de hoje a um ano, se até lá eu chegar" que ela falou por uns 30 anos ininterruptos. Mas se o português adora chorar e sofrer, também é muito forte e lutador: minha vó tinha 80 anos e não reclamava de andar alguns quilômetros três vezes ao dia para levar café, almoço e janta para meu avô no hospital, que não queria comer nada que não fosse feito por ela. Exemplo de força, exemplo de fidelidade, únicos! E também é um povo que sabe ser muito feliz com pouco, família e amigos, tremoços, uma roda com piadas, algumas músicas de desgarrada (quem acha que fazer improvisos em desafios, com um cantor ultrajando o outro, é coisa tipicamente nordestina, melhor conhecer as tradições portuguesas).
Parabéns, meu pai, por mais um aniversário. Obrigado por tudo. Obrigado por trazer para este lado do atlântico parte do que hoje sou eu. Valeu mesmo!


Veja também:
Um simples português
Lembranças alimentares da terrinha
À minha mãe e 61 piscadas  e Mamãe, mamãe, mamãe
Minha eterna companheira de aventuras
Boas memórias de natal
9 X 70! Dois números incríveis e um enorme parabéns
Homenagem à um tiozão gente finíssima

Ode ao amor

Hoje é dia 12 de junho: dia dos namorados. Que belo dia!
Ainda outro dia ouvi, estupefato, uma jovem dizer que não se permite apaixonar: que quando começa a ficar muitas vezes com um mesmo menino, dá um tempo, "pega" outros, para que a coisa continue sempre morna. Quanta covardia! Falar isso é o mesmo que dizer que como a vida não é fácil, o melhor mesmo é nem nascer. Mas já falei sobre isso neste post.
Tudo na vida tem dois lados, e faz parte do bom senso humano entender que certamente teremos momentos difíceis, mas que os momentos felizes farão tudo valer a pena.
Deixa eu esclarecer um ponto aqui: estou falando de amor. E amor, lógico, tem a ver com sexo. Mas amor não é sexo, é muito mais e muito melhor que isso. Ficar com alguém em uma festa e na noite seguinte é desejo, não é amor! É pena perceber que os jovens estão a cada dia mais perdendo a noção da - grande - diferença entre os dois (vide este post).
Fui pensar em uma música que significa amor para mim e não tinha como ser outra: a música mais linda que eu aprendi com meu avô, uma música doce, simples, singela. E fui buscar a versão mais marcante que eu tive dela, quando crianças, como eu era na época, a cantavam em uma propoganda: a lembrança de Carinhoso e da Chambourcy está abaixo.




Fui perdidamente apaixonado pela minha primeira namorada, quando tinha 17 anos. Na época não tinha e-mail: e eu mandava duas cartas (aquela com selos, sabe?) por semana, cheias de poesias para ela. Mas, embora romântico, eu era uma besta quadrada e ela não aguentou aquele menino imaturo: doeu muito perceber que a cada dia ela se afastava mais de mim, até o dia em que ela desistiu. Mas o que eu me lembro até hoje é de como eu era inocentemente romântico e como fui feliz escrevendo aquelas cartas.
Minha segunda namorada também foi algo marcante. Era uma grande paixão, era uma menina linda e muito sensível e me ajudou muito em um momento de grande drama pessoal. Quando desmanchei, chorei por exatas 24hs, sem nem mesmo dormir. Mas o que me lembro hoje são os momentos de paixão que curtirmos juntos. E valeu demais! Se eu estivesse novamente lá, há 19 anos atrás, começaria tudo de novo!
Isso também vale com minha terceira namorada: em homenagem a ela enchi sua rua de placas de declaração de amor. Foi lindo, foi idiota, foi inesquecível.
E com minha quarta namorada, bom, aí eu precisaria de uns 50 posts para falar tudo: começarmos em 92 e cá estamos em 2012 juntos, agora com nossas "pequenas obras" nos acompanhando diariamente. Passamos grandes momentos, fizemos loucuras, nos afastamos meses por questões profissionais, mas nos falando diariamente (viva o skype!), tivemos vários entreveros e momentos inesquecíveis: e, lógico, valeu e vale muito a pena. Juntos descobrimos qual o lugar tem o melhor spagueti a carbonara, onde tem o mais saboroso chocolato, onde fica a uva mais doce e o queijo mais cremoso, como conservar queijos sem ter geladeiras, como eu odeio o frio e como ainda somos crianças. Juntos fizemos tours pela Rio-Santos e por tantos outros caminhos ao redor do Brasil e nos apaixonamos por Gramado. Construímos muito juntos e hoje posso afirmar, categoricamente, que não somos mais eu e ela: ela tem uns 25% do meu pragmatismo e eu uns 25% de seu jeito mais ponderado, pensativo.
Amar é entender isso: nenhum amor será simples, nenhum amor será fácil e muitos amores se acabarão. Mas amar sempre vale a pena. É para isso que viemos ao mundo, para amar e ser amados. E se levarmos um pé-no-traseiro, não seremos os únicos, e será delicioso lembrar que realmente achávamos que aquela menina nos amava incondicionalmente e perceber o quanto fomos idiotas. É delicioso perceber que somos e sempre seremos idiotas. E é mais delicioso ainda perceber que podemos ser muito felizes sendo bobos, inocentes e amando, contundentemente. Se acabar, ok, foi bom enquanto durou.
Feliz dia dos namorados para minha namorada de 20 anos e para todos os homens e mulheres que não tem medo de viver! Amem, amem muito, amem sempre! E se der errado, era o amor errado: continuem procurando! Só essa procura valerá sempre muito a pena!

Veja também
Ame e dê vexame
O amor não pode ser complicado
Não fuja da dor
Amor e sexo 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Legião Urbana e Wagner Moura - inesquecível

Um tributo incrível e inesquecível
Quem é da minha geração, quem está aí na faixa dos 40 hoje, não tem como não amar Legião Urbana. Legião, o grupo de Brasília, que o meu Paralamas trouxe ao estrelato. Legião, o grupo do Renato Russo, que antes tinha a banda Aborto Elétrico, com os membros do até hoje conhecido Capital Inicial.
Legião virou mito, virou lenda. O porquê disso é muito difícil de explicar. As músicas da Legião não são tão elaboradas, na verdade são bem simples. O próprio Renato Russo dizia que com três acordes de violão se toca tudo. Talvez esse seja o grande segredo: a simplicidade. Talvez o grande segredo seja o fato de qualquer violeiro, mais ou menos, consiga tocar as músicas deles em uma roda de amigos. E há algo melhor do que cantar música em uma roda com violão?
Outra possível explicação são as letras. Renato Russo era um poeta, um pensador incrível. Fazia pensar, fazia sonhar, fazia nossa cabeça funcionar. Desde músicas mais "pesadas", com o tom de "Geração Coca-Cola", à músicas de reflexão e lamento como "Índios" ou músicas de simples amores como "Eduardo e Mônica".
Uma terceira explicação está com o tom político do discurso da Legião, tão em moda na minha geração recém-saída da ditadura em sua tenra juventude.
Não concordo em transformarem o Renato Russo em um Deus. Renato Russo era um cara chato, arrogante, metido, intragável. O que ele falava era lindo, mas o que praticava era muito diferente. Além disso, Renato lidou muito mal com a Aids que o levou: diferentemente do Cazuza, que mostrou para minha geração a dor que a Aids gerava e foi muito educativo, o Renato escondeu o quanto pode isso do público. A personalidade do Renato era toda contraditória e era visível sua eterna inconstância. Mas Renato Russo era um autor de primeiríssima, um dos melhores que já houve, e liderou um grupo que rompeu totalmente todas as barreiras, até mesmo com um sucesso de 11minutos sem refrão, como é Faroeste Caboclo que, enfim este ano, será transformado em filme, com a Isis Valverde fazendo o papel da menina linda (que realmente é). Renato era um chato, mas um gênio que trouxe para nossa música popular dezenas de clássicos eternos.
Por outro lado, não há ator maior da minha geração que Wagner Moura. Wagner é incrível porque consegue ser bom fazendo novela, conseguiu fazer história com o maior personagem da história do nosso cinema, o inesquecível Capitão Nascimento e consegue também fazer, com a mesma competência, comédias leves como "O homem do futuro" (falei sobre esse bom filme aqui) e histórias reais de pessoas com problemas de personalidade, como "Vips" (outro filme que vale a pena ver): nesses dois filmes, Wagner faz o papel de um personagem da minha geração que, como tinha que ser, adora Legião, e acaba cantando justamente Legião Urbana, coisa que todo mundo da minha geração fez de alguma forma.
E a MTV, de outrora de tão boas memórias, e tão questionável hoje, se redime do seu decair com um encontro memorável hoje: um tributo à Legião Urbana, tendo Wagner Moura como vocalista. Algo único, histórico, fantástico. Para todos os fãs da fantástica Legião, algo para lembrar de tantos bons momentos. Para os fãs do Wagner Moura, mais uma faceta desse ator completo. Para os fãs da arte brasileira, um encontro que não tinha como não ter um final muito feliz.E para abrilhantar ainda mais o tributo, acabou de ser chamado o Bi Ribeiro, do Paralamas: dá para ser melhor?

Veja também outros músicos que deixaram saudades:

Queen
Os três malandros - saudades
Chora coração! (Wando)
Mário Lago: Um homem extraordinário!
Um talento único e uma grande vítima! (Michael Jackson)
Queen

Outros bons programas:
O novo cinema brasileiro (com O homem do futuro) e o Jabor
Roque Santeiro
A "boa" da terça
O Silvio Santos é coisa nossa!
Eu gosto do Faustão!
Senna
O discurso do rei
A rede social
Rio
Up
Trapalhões na luta contra a ditadura


Bom programa: zooparque Itatiba
Bom programa infantil - circo da Mônica
Viva o Carnaval, viva o Brasil!
Na rolança do tempo - um livro para se deleitar 

Maus programas:

A manipulação da mídia na música


O mundo andando para trás: UFC
BBB: a idiotice máxima na TV
A era da fofoca...
Belo

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Confemp: O importante é ser gente que faz!

Existiu uma série do antigo banco Bamerindus que divulgava "Gente que faz". Gente que faz é gente que não fica parada, é gente que não fica resmungando, é gente que quer mais para si e para o mundo. E acho essencial para qualquer ser humano se sentir como gente que faz. A música "Deixa a vida me levar" do Zeca Pagodinho é divertida, mas deixar a vida levar é muito pouco para um ser humano. Nós é que temos que levar a vida para o caminho que consideramos mais correto.
Hoje a empresa júnior da minha faculdade começa um evento sobre empreendedorismo. E isso me deixa muito feliz. Feliz porque:
- eu fui um dos que insistiu muito com os alunos para que eles recriassem a empresa junior, como espaço para os alunos aprenderem a ser "gente que faz". E a empresa foi criada, estruturada e hoje consegue autonomia para alçar vôos como esse evento;
-entre os convidados tem pelo menos três empreendedores de sucesso, com quem já tive o prazer de conviver, que também são pessoas legais e não carregam a arrogância que outros que conseguiram até menos que eles demonstram: Luis Dosso, da Dextra, Cesar Gon, da CI&T e Wilson Campanholi, da WCJ e da ACS;
- vejo jovens percebendo que tem outros caminhos possíveis para se trilhar. Que dá para buscar algo seu, que existe algo além de uma "carreira em multinacional" ou um emprego público, estável e sem desafios (o vídeo abaixo do sempre provocativo Lobão é ótimo para provocar discussões nesse sentido).



E para esse evento ocorrer, foi necessária muita "gente que faz". Parabéns aos membros da empresa junior pela iniciativa, obrigado aos membros do LIAG que apoiaram o evento. Obrigado aos criadores do blog Aprenda&Empreenda pela cobertura. E espero todos lá, hoje e amanhã.